Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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FEITOS & DESFEITAS > UOL

Tereza Rangel

25/03/2008 na edição 478

‘A boa: o UOL começa a adotar nos e-mails não solicitados que envia a assinantes a possibilidade de que os internautas peçam a sua exclusão das listas. É o chamado ‘opt-out’ e é recomendado pela Associação Brasileira de Marketing Direto. Essa possibilidade sempre existiu para os boletins de conteúdo, só enviados a quem pediu.

A má: o UOL continua a enviar e-mails não soliticitados.

P.S. Aproveito para desejar feliz Páscoa aos leitores deste blog

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O papel aceita tudo, o leitor não (19/3/08)

Há uma máxima no jornalismo impresso, facilmente transposta para a Internet, que diz ‘o papel aceita qualquer coisa’, como forma de advertência de que é preciso cuidado com o que se escreve e edita. A Internet permite rápida propagação de uma notícia (mesmo que falsa). Assim, um erro cometido numa página de grande audiência pode se difundir numa velocidade assombrosa. Sua correção na origem não garante correção no restante da Web. Desta forma, deveria haver um cuidado redobrado para que não se cometam erros grosseiros, depois corrigidos, mesmo que ‘fiquem apenas algumas horas no ar’.

Duas notícias sem relevância para manchete ganharam destaque no UOL nas últimas semanas: ‘61% dos brasileiros estão ‘insatisfeitos’, diz Gallup’ (mais de quatro horas como manchete e mais duas na home) e ‘Governo gasta R$ 13 mil com sabão e lustra-móveis’ (quatro horas e meia destacada da home page, cerca de duas como manchete). As duas tinham como chancela colunistas importantes da Folha: Josias de Souza e Mônica Bergamo. Os nomes de grife não garantiam, porém, que as notas mereciam manchete.

O post de Josias que foi parar na manchete começava assim: ‘citado na autobiografia de Mark Twain, Disraeli (1804-1881) ensinou que há três tipos de mentiras: mentiras, mentiras deslavadas e estatísticas.’ As pesquisas de opinião, por científicas, produzem estatísticas nas quais se pode confiar até certo ponto. O ponto de interrogação’ e terminava desta forma: ‘fica uma sólida impressão: em se tratando da captação do humor das pessoas, o resultado das pesquisas depende enormemente da formulação das perguntas. Que venha logo um Datafolha!’. Ou seja, o próprio colunista colocava em suspeição os números.

A notícia de Mônica Bergamo foi publicada em sua coluna da página 2 de Ilustrada. Não era a nota de abertura da coluna, não recebeu nenhum destaque na primeira página da Folha nem na recém-criada Folha Corrida, uma primeira página número 2 que ocupa a contracapa de Cotidiano. Claro indício que de não merecia ser amplificada como foi ao ganhar a manchete do UOL.

Leitores perceberam e queixaram-se.

‘Bom dia. Escrevo sobre a manchete que está na capa do UOL nesse momento, em destaque: ‘Brasil tem 61% de ‘insatisfeitos’, diz Gallup’. O próprio texto que está publicado no site desmente essa informação. Não é um erro, é manipulação da informação. Embora Josias de Souza conteste a pesquisa, ela é dada como verdade na capa do UOL. Abominável.’

Ana

‘Ridícula a chamada principal do UOL hoje (‘Governo gasta R$ 13 mil com sabão e lustra-móveis’). Não consegui perceber qual é a relevância de se saber que o Palácio do Planalto, como qualquer local de trabalho, compra produtos de limpeza. Será que 13 mil reais é um valor excessivo pelo tamanho do Palácio e tempo pelo qual deve durar esse estoque de produtos? Essa informação, crucial no contexto da irrelevância da manchete, não consta do texto da matéria. Valeria até uma comparação com os gastos de outros prédios comerciais, como o do próprio UOL, por exemplo. Fica parecendo que o UOL simplesmente buscou o caminho fácil de ‘escandalizar’ seus internautas com mais um caso de gastança do governo… Como assinante, acho que foi feito mau uso do dinheiro da minha mensalidade ocupando funcionários do UOL com tamanha bobagem.’

Leon

A redação do UOL reconhece que os dois casos não tinham ‘relevância para ganhar a manchete do portal’. É bom que no futuro haja maior discernimento. Caso contrário, o UOL corre o risco de perder credibilidade. O papel pode aceitar qualquer coisa. O leitor, não.

P.S. Aproveito para desejar feliz Páscoa aos leitores deste blog

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Cinco meses e 27 dias sem esclarecimento (18/3/08)

No dia 14 de setembro, o UOL Educação lançou um quiz sobre o nascimento da televisão no Brasil. Dentre as perguntas, uma dizia que Lima Duarte e Hebe Camargo fizeram parte da primeira transmissão da televisão comercial brasileira, em 18 de setembro de 1950, na TV Tupi.

No dia 22 de setembro, o internauta Claudio Sterque escreveu à ombudsman para dizer que havia erro nessa informação. Que Hebe Camargo não estivera na primeira transmissão. Que, convidada a cantar o hino da televisão, fora substituída por Lolita Rodrigues. Reclamou que ‘errou’ a resposta e criticou o UOL pela falta de credibilidade.

No dia 24 de setembro, a ombudsman encaminhou a dúvida à redação. No dia seguinte, recebeu a resposta de que a informação seria checada. Dois dias depois, recebeu como resposta o e-mail abaixo:

‘A informação de que Hebe Camargo e Lima Duarte estavam no elenco inaugural da primeira apresentação de TV no Brasil foi retirada do livro ‘Um país no ar’, de Alcir da Costa, Inimá Simões e Maria Rita Kehl, publicado por editora Brasiliense e Funarte.

O trecho do livro: ‘O show de inauguração da TV Tupi quase não acontece. (…) Apresentam-se Hebe Camargo, Wilma Bentivegna, Walter Forster, Lia de Aguiar, Lima Duarte, Romeu Feres, Lolita Rodrigues e outros nomes do cast Associado’.

A informação de que Hebe Camargo e Lima Duarte estavam lá é confirmada pela reportagem da Folha de S.Paulo citada como link no quiz.

O trecho da Folha: ‘E foi assim, de improviso, com uma só câmera, que o programa de variedades ‘TV na Taba’ entrou ao vivo no ar, e deu-se início às transmissões da TV brasileira. Apresentado por Homero Silva, ‘TV na Taba’ contou com a participação de Lima Duarte, Hebe Camargo, Mazzaropi, Ciccilo, Lia Aguiar, Vadeco, Ivon Cury, Lolita Rodrigues, Wilma Bentivegna, Aurélio Campos, do jogador Baltazar e da orquestra de George Henri.’

Uma terceira fonte foi utilizada para a pesquisa deste quiz sobre TV, o livro ‘Dicionário de Datas da História do Brasil’, de Circe Bittencourt, e nele consta que Lolita Rodrigues cantou o hino da TV no programa inaugural. Nenhuma das três fontes faz referência ao fato de ela ter substituído Hebe Camargo como apresentadora.’

O fato de livros dizerem que Hebe Camargo estava lá não quer dizer que isso seja verdade. Há outros livros que dizem que ela não estava. Para dirimir a dúvida, havia um caminho simples. Sugeri à redação que ouvisse Hebe. Afinal, ela poderia confirmar ou não sua presença. Não é o tipo de informação que dependa de interpretação. Neste caso ou Hebe esteve ou não esteve. Se ela porventura se recusasse a falar, havia outros caminhos: ouvir pessoas sobre as quais não pairam dúvidas de que estiveram na TV Tupi naquele 18 de setembro (Lima Duarte, Lolita Rodrigues), procurar Marcelo Duarte, autor do ‘Guia dos Curiosos’, apontado como a pessoa para quem Hebe primeiro revelou o caso.

Bem, começava aí um impasse e uma recusa da redação em se empenhar por esclarecer a dúvida. Recebi como resposta que era muito difícil falar com a apresentadora e que a redação não poderia ‘perder tempo’ para esclarecer a dúvida de um internauta e deixar de atender ‘milhões’. Discordei: este, para mim, era um caso de princípio, de obrigação em perseguir a verdade. Ainda mais por estar no site de Educação do UOL. Afinal, o UOL sempre zelou pelo cuidado com as informações veiculadas naquele site. Levei o caso a instância superior e recebi como resposta que a redação iria entrar em contato com a assessoria da apresentadora. No dia 1º de outubro, a última resposta da redação, nas palavras do gerente geral de notícias, Rodrigo Flores: ‘já pedimos a informação para a Hebe. Estamos esperando resposta.’

Depois disso, silêncio e uma alteração no quiz. A resposta ‘correta’ deixou de ser a que continha o nome Hebe Camargo. A alteração não veio acompanhada de reconhecimento de erro, por meio de errata, nem a ombudsman foi notificada sobre a apuração do fato para poder responder ao internauta. Ou seja, o suposto erro foi parcialmente para debaixo do tapete, sem que tivesse havido apuração da verdade. Parcialmente porque ao final do quiz havia a sugestão de leitura de texto da Folha a afirmar que a apresentadora estivera no primeiro dia da transmissão da TV Tupi. Assim, quem respondesse ao quiz e lesse o texto da Folha ficaria perdido: o quiz dizia uma coisa e o link destacado ao final dele, outra. Para piorar, o quiz mantinha o nome de Hebe em uma das alternativas.

Diante da falta de resposta e após uma espera que não parecia razoável, na semana passada a ombudsman decidiu apurar por conta própria. A redação foi avisada da iniciativa. Foi bem simples conseguir o nome e telefone do empresário de Hebe, Claudio Pessutti, deixar um recado em sua secretária eletrônica, receber um telefonema gentil em troca e esclarecer o que houve. Pessutti confirmou que a hoje famosa apresentadora, convidada a cantar o hino da televisão na estréia da TV comercial brasileira, preferiu acompanhar Luís Ramos, por quem estava apaixonada, em um evento no Teatro Cultura Artística. Hebe, inclusive, fala sem problemas do assunto. Uma das últimas vezes foi no programa de entrevistas de Fernanda Young, no GNT, que foi ao ar em 31 de dezembro e cuja reprise aconteceu na terça-feira dia 11 de março.

Avisada do resultado da apuração que lhe cabia, a redação preparou uma errata, cinco meses e 27 dias depois de o erro ter sido cometido e cinco meses e 17 dias depois de ter sido comunicada sobre ele. Não tenho dúvidas de que, se tivesse havido empenho, o UOL teria esclarecido o caso há muito tempo.

Resposta da redação

Rodrigo Flores encaminhou a seguinte resposta sobre o caso.

‘Tereza,

A redação procurou sucessivas vezes a assessoria de imprensa da Hebe Camargo para tentar esclarecer a questão, sempre sem sucesso. Para evitar que a informação incorreta chegasse a outros internautas do UOL, a equipe de UOL Educação alterou a pergunta e a resposta do quiz em questão. Só não foi publicada uma errata na época por falta de resposta oficial e confiável.

Obrigado,

Rodrigo’

As ‘sucessivas vezes’ foram seis, esclareceu depois o gerente geral. Disse que a redação não tentou outras fontes porque julgou ‘que não havia ninguém melhor do que a própria Hebe Camargo para confirmar ou desmentir a história’.

***

Novo webmail (17/3/08)

Assinantes queixam-se de que o webmail oferecido pelo UOL tem qualidade inferior à de concorrentes gratuitos. Argumentam que, por ser um produto pago, deveria ser superior. A última interface de webmail do UOL é de maio de 2005. Há uma nova versão em fase de testes. Três anos sem mudanças é uma eternidade na régua de tempo da Internet. Para que o assinante não volte a ter a sensação de que o UOL ‘ficou parado no tempo’, é preciso haver atualizações constantes, com a incorporação de funcionalidades existentes nos concorrentes e também exclusivas, capazes de atender à multiplicidade de necessidades de cerca de 1,7 milhão de assinantes do portal. Novidades contínuas também são mais fáceis de ser absorvidas sem sobressaltos.

Abaixo, algumas das inúmeras queixas encaminhadas à ombudsman nos últimos meses. A seguir, resposta do gerente de Webmail do portal, Ricardo Fotios. A área de publicidade não se pronunciou sobre as queixas relativas a propaganda e links patrocinados dentro das caixas postais.

Voz dos internautas

‘Novamente o meu protesto contra essa prática do UOL, de colocar links pagos em uma caixa pela qual eu pago. Isso atrapalha e muito a leitura dos e-mails, já que há um corte da mensagem, devido à propaganda colocada ao lado. Existe um sistema do próprio UOL, para livrar-nos de propagandas indesejáveis, no entanto, o mesmo pratica isso sem que a gente tenha qualquer opção a não ser ficar com esse estorvo na caixa. Acho isso um absurdo.’

Valdivino

‘Sempre que estou acessando meu e-mail do UOL via webmail, acabo reparando nas propagandas e no UOL Links Patrocinados. Primeiramente, eu não concordo com essa ‘tirinha’ que fica na esquerda do vídeo, cheio de propagandas. Dá impressão de que eu não estou usando um serviço pago, e sim, um serviço de e-mail gratuito. Outra coisa aconteceu hoje, quando eu notei uma miscelânea um tanto estranha e, a meu ver, inapropriada para o horário.’

Thiago

‘Sou assinante do UOL há alguns anos e, por este motivo, me sinto apto em reclamar da falta de opções na conta de e-mail. Desde a minha assinatura só percebi duas alterações positivas. Uma, quase insignificante, foi a de poder alternar entre o modo de exibição clássico e um outro com layout um pouco mais moderno. A outra alteração foi no aumento da capacidade. Se comparado com contas de outros provedores, como o Gmail, quem possui conta no UOL fica amplamente em desvantagem. Sugiro, como consumidor, que novas opções sejam dadas aos usuários como a de autocompletar o e-mail no campo do destinatário, exportar lista de contatos, não exibir a mensagem ‘não coloque caracteres inválidos no campo e-mail’ toda vez que adicionamos um novo contato etc. Só peço que sejam mais antenados às necessidades que freqüentemente se atualizam e precisam de novas tecnologias.’

Eduardo

‘Sou assinante do UOL desde 2003, mas acesso o portal desde meu primeiro minuto de Internet em 1998. O UOL está ultrapassado. Os designs das páginas do portal, principalmente da home, estão ultrapassados. O webmail é o que sinto ser mais ‘capenga’. É o mesmo sistema desde… enfim, desde muito tempo! Funções básicas em quaisquer webmails do mundo não existem, como, ‘marcar mensagem como lida’, ‘marcar mensagem como não lida’, opção de deixar mensagem salva quando enviar um e-mail, dentre outras. Todos os webmails (gratuitos) do mundo estão revitalizando seus sistemas. Yahoo!, Hotmail, Rediff, o próprio Gmail que deu o pontapé inicial para essa revolução toda e vive agregando novas funções em seu sistema, dentre outros sistemas de e-mail, mudaram toda a interface de seus e-mails, tudo isso para acompanhar a nova Internet, a nova exigência dos usuários.’

Tiago

‘Gostaria que o UOL fizesse mudanças do webmail, que está ultrapassado e não atende os usuários. Tem muita gente mudando para outros sites melhores.’

Sulino

‘Sou assinante UOL e gostaria de colocar aqui uma sugestão. Hoje utilizo o UOL como provedor e tenho utilizado a agenda do Hotmail para agendar meus compromissos. A sugestão é a inclusão da agenda vinculada ao e-mail. Será uma grande ferramenta para o usuário.’

Ernesto

‘A minha sugestão é que fosse revista a aparência e funcionalidades do webmail do UOL. Não acho justo pagar por uma conta de e-mail e ter acesso a um webmail que não chega aos pés de um Hotmail ou Gmail da vida que são gratuitos. Estes sites são mais dinâmicos, modernos e oferecem uma experiência de navegação mais produtiva, confortável e interessante. Não vou negar que o visual simples do webmail da UOL é eficaz, e faz o que ele tem que fazer, compor e enviar e-mail. Mas convenhamos, o mundo esta falando em Web 2.0, Ajax, aplicativos e sistemas operacionais via browser, e a sensação que eu tenho quando uso este webmail é que volto a 1995, quando naveguei na Internet pela primeira vez. ‘

Peterson

‘Sugestão. Que no webmail seja possível criar grupos de amigos para enviar mensagens de uma só vez para várias pessoas, como pode ser feito no Yahoo!, Hotmail, Gmail, Terra! Vocês estão atrás nesse quesito.’

Sandro

‘O serviço de e-mail deste site não é gratuito, é pago. E é impressionante que ainda assim ele apresente deficiências que nem os serviços de e-mail gratuitos apresentam. Acabo de redigir um e-mail longo, cujo texto me custou empenho profissional, e, por fim, ao anexar um arquivo, cadê o texto do e-mail? Sumiu!! Isso acontece com alguma freqüência. Uma hora e meia de trabalho perdido!! Uma outra esquisitice que só o serviço de vocês exige é a obrigatoriedade de se selecionar o item cópia do e-mail enviado. Se a gente se esquece disso, fica sem cópia de envio. Por que nenhum outro serviço pede isso, nem os gratuitos? Todos os seus concorrentes estão equivocados e o UOL está certo?’

Dávius

UOL responde

O gerente de Webmail do UOL, Ricardo Fotios, a quem agradeço, escreveu para dizer que nova versão de webmail está no forno.

‘Tereza,

para o seu conhecimento e de seus leitores, uma nova versão de webmail para o UOL, com tecnologia e recursos mais avançados do que os atualmente utilizados, já está em produção. Com a nova plataforma, acreditamos que os anseios do público serão satisfeitos com a inclusão de funcionalidades, entre as quais destaco:

1. cópia automática e configurável de mensagens enviadas;

2. autocompletar para endereços de destinatário;

3. adição automática e configurável de novos contatos;

4. opção de marcar como lida ou não lida uma mensagem;

5. opção de destacar mensagem para acompanhamento;

6. arrastar e soltar para organização de mensagens e contatos;

7. organização de contatos por grupos de afinidades;

8. busca em todas as pastas e no catálogo de endereços;

9. gravação automática de rascunho da mensagem que está sendo escrita;

10. filtros configuráveis para organização automática de mensagens recebidas.

A nova ferramenta de leitura de e-mails pela Web está em fase de testes públicos sob a marca Zipmail. Ainda neste semestre, o novo webmail estará disponível para o público do UOL. É um trabalho que requer muita cautela, pois trata-se de uma imensa base de assinantes e, portanto, tem de ser implementado aos poucos, garantindo o conforto do usuário. Para o segundo semestre de 2008, teremos, ainda, um novo modelo de anti-spam, que vai se somar ao atual para melhorar a segurança do internauta do UOL.

Obrigado,

Fotios’’

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