Quarta-feira, 18 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº962

FEITOS & DESFEITAS > OBSERVAÇÃO DO LEITOR

TVE gaúcha sem sinal

Por Marcos Kologeski em 06/03/2007 na edição 423

Em Sapiragna (RS) estamos há cerca de uma semana sem poder assistir à programação da TVE, por falta de sinal de transmissão. Este problema já ocorreu, se não me falha a memória, em novembro do ano passado, quando ficamos cerca de vinte dias sem a programação da TVE, por falta de sinal. É inconcebível que em plena era digital, de avanços tecnológicos, quando se discute cada vez mais o aperfeiçoamento da reprodução de imagens dos meios de comunicação, nós, há apenas 70 km da capital gaúcha, temos de ficar sem a programação da TVE. É um absurdo! Imaginem se isso ocorresse com o sistema de transmissão da Rede Globo, SBT, Record, Band… Seria o colapso da televisão aberta do Brasil. Mas isto é impensável: quem viveria sem as novelinhas da Globo ou sem as gargalhadas do Silvio Santos?

O que está exposto aqui mais uma vez é o descaso com o serviço público, muito bem atenuado quando uma TV pública do gabarito da TVE-RS, quando vem ao ar, traz em cada minuto de sua programação o respeito pelo telespectador e pela cultura brasileira. É preciso solucionar logo esse problema técnico, pois Sapiranga não pode ficar sem a TVE-RS e TVE-Brasil.

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Acredito que enquanto comunicadores temos o dever de elevar a sociedade e não escravizá-la como a mídia tem feito. Infelizmente a mídia só mostra as mazelas da sociedade; será que se valorizarmos o ser humano, os valores morais, o respeito, a dignidade entre tantos outros atributos que enobrecem o ser humano, não lhes proporcionaríamos ‘abrir os olhos’ para reagir corretamente quando as coisas não estiverem muito bem? Ou talvez não haveriam tantos crimes que assustassem o país como nos últimos dias?

Sei que nunca houve nem haverá um mundo perfeito, mas acredito que as pessoas poderiam se comprometer um pouco mais com o bem estar do outro – respeitar o outro é acima de tudo respeitar-se a sim mesmo. Deixar de informar o que realmente interessa à sociedade e não ‘diverti-la’ ou priorizar assuntos sem importância. Noticiar que o Marcola se casou é dar credibilidade aos bandidos quando deveríamos noticiar o que realmente vai interessar às pessoas. Qualquer dia desses alguém liga a TV e vai ter sua estante ensangüentada. Já chega. Isso tudo é não se importar de verdade com a dor do outro e o outro, para quem não se deu conta, é também um ser humano. (Ana Paula Mendes, jornalista, Campinas, SP)

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A imprensa gosta muito de usar a expressão ‘opinião pública’ para dar ao cidadão a idéia de que uma determinada opinião veiculada por ela seria a opinião da maioria dos cidadãos para, deste modo, dar maior força de convencimento à sua argumentação. A manipulação das notícias por alguns jornalistas é uma realidade, por meio da qual meias-verdades ou até mentiras são anunciadas como fatos incontestáveis com o objetivo de convencer o cidadão de que determinada opinião (a do jornalista, o formador de opinião) é a única politicamente correta, a única democraticamente aceitável, considerando aqueles que pensam diferente como preconceituosos, desumanos, discriminadores etc., os quais não são ouvidos porque incomodam.

Muitas opiniões de formadores de opinião que consideram plenamente aceitáveis comportamentos gravemente imorais são veementemente desaprovadas pelo cidadão de consciência bem formada, que infelizmente tem sido considerado como um cidadão de segunda categoria. A imprensa tem um papel importantíssimo para educar, para formar a consciência de cada cidadão, baseando-se nos valores judaico-cristãos que são a base da civilização ocidental. Desconsideração de tais valores, como tem sido freqüente na imprensa, é imoral e não está de acordo com a ‘opinião pública’. (Renato Colonna Rosman, tradutor, Rio de Janeiro, RJ)

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A mídia pode noticiar qualquer coisa, desde que uma não se relacione com a outra. Exemplo: Bom Dia Brasil de quarta-feira (28/2). Pode-se noticiar a queda da bolsa junto com o debate Henrique Meirelles x Aloízio Mercadante, logo em seguida o assassinato dos franceses e depois os buracos nas estradas. Todos são raios caídos de pleno céu azul. Não se diz que com o juro alto o Banco Central tem desculpa para comprar dólares que ficam lá fora rendendo 3% ao ano, enquanto os reais aqui dentro rendem 13% para os especuladores; que com isso o PIB não cresce; que com isso não se tem poupança; que com isso os jovens não tem empregos; que com isso matam os franceses… A mídia não sabe, a internet sabe! (Roberto R. Baldino, professor, Guaíba, RS)

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Assessor parlamentar, Sapiranga, RS

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