Terça-feira, 21 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

ENTRE ASPAS > FIM DE SEMANA, 21 E 22/1

Valor Econômico

24/01/2006 na edição 365

TELECOMUNICAÇÕES
Taís Fuoco

Em 43% das cidades brasileiras não há celular, banda larga ou TV a cabo, mostra estudo, 20/1/06

‘SÃO PAULO – A concentração populacional e de renda no Brasil fez com que o país chegasse, em 2005, a ter 43% de seus municípios com oferta apenas de telefonia fixa da concessionária – locais que, portanto, não têm operadoras de celular, banda larga, TV a cabo ou concorrentes de telefonia fixa (como a ‘espelho’ GVT, por exemplo).

A conclusão é da publicação Atlas Brasileiro de Telecomunicações, lançado pela editora Glasberg. Segundo o diretor da editora responsável pela publicação, André Mermelstein, ainda que os números tenham melhorado em relação a 2004, não existe muita perspectiva de essa situação se alterar.

‘O Brasil é um país distorcido por natureza. Dos 5.563 municípios, só 1,2 mil têm mais de 24 mil habitantes e por isso concentram quase 80% da população’, explicou.

A cobertura dos serviços de telecomunicações, inclusive, melhorou em 2005. No ano anterior, eram 48,68% do total as cidades sem acesso a celular, banda larga ou TV paga que não fosse por satélite, ou 2.708 municípios. Em 2005, o número caiu para 2.427 cidades.

O Atlas reúne análises da equipe da Glasberg a partir da consolidação de dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), do ministério das Comunicações e dados fornecidos pelas próprias operadoras.

Segundo Mermelstein, ‘a banda larga é o único serviço que teve expansão significativa em cobertura nos dois últimos anos’, já que vem ganhando importância na receita das operadoras de telefonia fixa, enquanto o telefone tradicional se mantém estagnado.

‘A telefonia fixa cresce menos que a população’, diz ele. Por isso, o número de linhas instaladas a cada 100 habitantes caiu em 2005 em relação ao ano anterior. Foram 28,7 linhas a cada 100 residências, enquanto um ano antes a média era 29,7. Nos dois anos anteriores, a média foi de 29 linhas em cada 100 casas.

O estudo também mostra que a telefonia móvel, mercado que viveu intensa ebulição em número de clientes nos dois últimos anos, também reduziu o ritmo de ampliação da cobertura.

Foram menos de 200 municípios novos em 2005, chegando a um total de 2.958, ou 53% do total de cidades do país. ‘As operadoras crescem nas cidades já cobertas, mas não estão investindo em novos municípios’, disse o executivo da Glasberg.

De acordo com o Atlas, 2.605 cidades não têm nenhuma operadora de celular, enquanto 576 só têm uma empresa e 423, duas operadoras desse serviço. Entre as 930 cidades que concentram quatro operadoras, no entanto, estão 81 milhões de brasileiros _ quase a metade do total do país, outro exemplo da concentração populacional.

O número de cidades onde existe apenas a banda larga cresceu de 20 em 2004 para 145 no ano passado, de acordo com o Atlas. Um total de 1.407 cidades têm apenas o serviço de celular, enquanto 1.058 têm celular e banda larga e apenas 226 municípios contam com celular, banda larga e uma operadora concorrente da concessionária de telefonia fixa (eram 209 em 2004).’

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