Domingo, 18 de Agosto de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1050
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Veja ignora comentário desmentindo “Radar on Line”

Por Adryana Nunes em 27/06/2011 na edição 648

Gostaria que o fato ficasse registrado: o assunto é o episódio da apuração mal feita, para dizer o mínimo, por Lauro Jardim, do Radar on Line, blog da Veja, acerca da situação patrimonial da atual ministra da Casa Civil, mais especificamente de seu imóvel, um apartamento, em Curitiba. Na ocasião, postei – ou, pelo menos, tentei – um comentário no espaço destinado para tal no referido blog. Na hora, apareceu aquela mensagem dizendo que o meu post seria submetido à moderação, o que eu achei muito justo e pensei: já é mais de 01:30, amanhã entro no blog e vejo meu comentário publicado.

Mas isso não aconteceu, já que meu comentário não foi publicado no espaço destinado. E por quê? Me perguntei e continuo a fazê-lo. Tentando achar a resposta, enviei um email para a Veja online explanando a respeito. E é exatamente esse email que envio para vocês no arquivo que segue em anexo e no qual saliento justamente o viés que me chamou a atenção nessa estória toda: responsabilidade jornalística.

Gostaria muito de ver o episódio citado sendo abordado no Observatório da Imprensa, programa televisivo que eu tanto admiro pela relevância e pertinência dos assuntos que discute e, principalmente, pelo enfoque dado a tais temas. No mais, me sinto à vontade para dizer que sou uma grande fã e para mandar um grande abraço a todos!

***

Lançando uma luz

De: Adryana Nunes
Data: 26 de junho de 2011 17:04
Assunto: Fwd: Comentário sob análise-Veja-Radar-on-line
Para: veja@abril.com.br

Seguem abaixo as regras para postar comentários nos blogs do site da revista Veja, retiradas da página em questão:

“Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de Veja

Regra Geral

Aprovamos os comentários em que o leitor expressa a sua opinião, ainda que divergente das apresentadas por autores e/ou entrevistados em reportagens, artigos, colunas, vídeos, fotos e demais conteúdos do site de VEJA.

O que não aprovamos

** Termos vulgares e palavrões: Dos leves aos mais pesados, todos estão vetados

** Ofensas: vetados comentários ofensivos a qualquer parte: Veja, repórteres, colunistas, entrevistados, outros leitores etc. São considerados ofensivos comentários que, de alguma forma, tentem desqualificar moralmente seu alvo

** Dados de terceiros: mensagens que incluem informações pessoais do autor ou de terceiros (e-mail, telefone, RG etc.)

** Links: mensagens que incluem endereços de outras páginas da web

** Comentários fora do contexto: mensagens que não façam qualquer referência à matéria em questão

** Comentários ininteligíveis

Obs: Erros de português não impedirão a publicação de um comentário – a menos que as incorreções o tornem ininteligível. Os erros não devem ser corrigidos para publicação.”

Isto posto, transcrevo abaixo o comentário enviado por mim e vetado pelo site de Veja na madrugada de sábado para domingo, acerca da polêmica gerada pelo post do responsável pela coluna Radar on Line de Veja, Lauro Jardim, publicado cerca de 24 horas antes e referente ao apartamento da ministra da Casa Civil em Curitiba (ver aqui).

“Creio que além de uma simples e insuficiente nota, o jornalista Lauro Jardim deveria retratar-se através de uma matéria, abrangente e, de preferência, com destaque equivalente ao do espaço utilizado para a notícia veiculada inicialmente. Não fizesse isso por questão de ética em relação à pessoa difamada, independente de ser uma figura política ou qualquer `mortal´, que o fizesse apenas como jornalista, a fim de retratar a enorme desinformação causada por sua apuração desastrada da notícia, vide alguns comentários aqui postados.”

Depois de ler e reler meu próprio comentário, continuo avaliando que ele não fere nenhum dos requisitos estipulados nas “regras para a aprovação de comentários no site de Veja”, regras das quais, inclusive, não discordo. Tanto é que, sob uma análise imparcial, meu comentário não ofende (ou tenta desqualificar moralmente) quer os leitores que fizeram comentários sobre o referido post, quer o jornalista em questão.

Em nenhum momento faço afirmações de caráter pessoal, e sim, parafraseando o próprio jornalista, tento “lançar uma luz” sobre uma questão tão importante quanto a do (nesse caso, como vimos, infundado) enriquecimento ilícito de políticos, detentores ou não de cargos importantes, questão tão importante e discutida na atualidade quanto ignorada por muitos profissionais: a responsabilidade jornalística.

Obs.: Vale a pena dar uma olhada na resposta da ministra, que ensejou a nota de retratação(?) do jornalista.

Obs.: Assim que a Veja online me responder, me comprometo a enviar a transcrição para vocês.

***

[Adryana Nunes é técnica judiciária, Brasília, DF]

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