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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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FóRUM DOS ESTUDANTES > Maré Vive

O jornalismo no dia a dia das comunidades

Por André Coromberque em 04/12/2015 na edição 879

A chance dos moradores de uma comunidade, poderem se comunicar com eles próprios através da internet é um diferencial. A página Maré Vive (criada pelos moradores do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro) fala sobre a comunidade do Complexo da Maré, trazendo a realidade do local, mostrando como os moradores conseguem se comunicar entre eles, fazendo uma forma de jornalismo comunitário ou simplesmente o jornalismo cidadão, dentro da comunidade.

O jornalismo-cidadão está presente na maioria dos acontecimentos do nosso cotidiano. Fazer jornalismo-cidadão não é uma tarefa fácil, mas é uma tarefa importante. Fazer com que o profissional se preocupe com a população. Pessoas no lugar certo na hora certa prestigiam algo inusitado. Registram e publicam. Isso vai levar outras pessoas a saberem o que está se passando naquele momento. Isso torna essa pessoa que fez esse registro e publicação um cidadão jornalista. E é isso que a página da Maré Vive mostra para sua comunidade: um jornalismo não profissional, mas algo importante para o local.

O modo pelo qual a população do Complexo da Maré trata essa página (Maré Vive), seria para ajudar a comunidade. Fazer jornalismo, por mais que as pessoas não saibam disso, mas essa forma de informar e comunicar, é fazer jornalismo, mas um jornalismo comunitário. Tem relação com o JC, mas é diferente porque o jornalismo-cidadão é feito por pessoas não formadas em um curso superior, cidadãos comuns. Em qualquer tipo de local. Já o comunitário é feito também por pessoas comuns, mas somente dentro de uma comunidade, pelo interesse dessas pessoas, para essa comunidade.

A página aborda assuntos derivados do jornalismo cidadão, como mostrar a realidade do Complexo, fazer um tipo de jornalismo colaborativo – registro seguido de publicação em alguma mídia social – e mostrar os cidadãos do lugar, como jornalismo grassroots, os moradores. Então a página é feita, sim, para o local. Para um grupo de pessoas. Isso é importante para a comunidade. Mas também não deixa de ser uma forma de fazer o jornalismo cidadão, que a população adora fazer, principalmente hoje em dia com as novas tecnologias, mesmo às vezes não sabendo que se trata disso.

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André Coromberque é estudante

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