Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

GRANDE PEQUENA IMPRENSA > ESPERTEZA OU SORTE

Paul Godfrey: a evolução do magnata da mídia canadense

Por Christine Dobby em 04/11/2014 na edição 823
Reproduzido do The Globe and Mail (Toronto), 24/10/2014, tradução de Rodrigo Neves

O mais novo magnata da mídia canadense gosta de dizer que sua carreira foi construída não com inteligência, mas com sorte. “Minha mãe me dizia quando criança: ‘quando você tiver que escolher entre esperteza e sorte, escolha sorte’”, disse Paul Godfrey, chefe-executivo da Postmedia Network, que controla dezenas de jornais locais canadenses e acaba de anunciar a compra de outros 175.

“Nunca fui o mais inteligente da classe”, disse o executivo de 75 anos no seu escritório em Toronto, “mas se você tem habilidade com as pessoas, várias portas irão se abrir para você”.

Realmente, muitas portas se abriram para Godfrey durante sua vida e ele também desenvolveu uma habilidade para entrar e sair de cena no tempo certo. Deixou a carreira política construída com a ajuda de sua mãe pouco antes de um escândalo nas obras de um estádio. Algum tempo depois, surgiu novamente como o comprador da obra. Também saiu da empresa de mídia Sun Media pouco antes do início de cortes de custo, e agora ressurge como o comprador de 175 jornais da companhia.

No entanto, Godfrey vai precisar novamente de sorte para administrar essa transação de 316 milhões de dólares. O acordo levantou preocupações sobre a concentração de veículos de mídia nas cidades de Calgary, Edmonton e Ottawa, onde a Postmedia irá passar a controlar todos os maiores jornais locais.

Com a queda nos preços de anúncios, também há a pressão constante por cortes. Recentemente, a Postmedia declarou prejuízo de 50 milhões de dólares no quarto trimestre fiscal e queda de 21% na renda de jornais impressos.

Por enquanto, Godfrey está andando a passos largos. “Esse acordo nos permite competir com os gigantes de mídia estrangeiros e nós já confortamos nossos acionistas. Agora só temos que convencer o órgão de competitividade do governo de que isso será bom para o Canadá”, ele disse. “Não acho que será fácil, mas temos bons argumentos”.

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Christine Dobby, do The Globe and Mail

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