Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

GRANDE PEQUENA IMPRENSA > INTERNET PARA TODOS

Universalizar banda larga custará R$ 50 bi

Por Rafael Bitencourt em 18/11/2014 na edição 825
Reproduzido do Valor Econômico, 13/11/2014; intertítulo do OI

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse ontem que o governo trabalha para cumprir a meta de universalizar o acesso à internet em todo o país nos próximos quatro anos. O desafio, segundo ele, consumirá R$ 50 bilhões por meio do programa Banda Larga para Todos.

O volume de investimento estimado prevê a instalação de rede de fibra óptica em todas as sedes de municípios ao custo aproximado de R$ 10 bilhões. O passo seguinte será levar as redes de alta velocidade à porta dos domicílios – a “última milha”. Esta etapa consumirá outros R$ 40 bilhões.

“Esse valor é uma estimativa inicial. Ainda precisamos repassar as contas. Em cidades pequenas, com menos de 50 mil habitantes, podemos levar a fibra até uma central e de lá usarmos tecnologias como rádio ou 4G [quarta geração de celular] para fornecer internet às pessoas. Isso deixa o processo mais barato”, disse Bernardo, que participou do “Diálogo sobre políticas públicas e indicadores TIC no Brasil”, evento promovido pelo ministério ontem em Brasília.

Parte das ações previstas no programa Banda Larga para Todos foi anunciada este semestre pela presidente Dilma Rousseff, durante campanha à reeleição. O lançamento oficial será feito “em breve” pela presidente.

Questão orçamentária

O governo vê a possibilidade de levar conexões por fibra óptica a cerca de 90% dos municípios brasileiros. O restante das cidades será atendido por tecnologias móveis, como satélite ou radiofrequência, segundo o ministro. “Hoje, menos da metade das cidades do Brasil possui conexão por fibra óptica. Nós achamos que podemos aumentar significativamente esse número. Para se fazer uma comparação, é como se as cidades conectadas por fibra óptica tivessem ruas asfaltadas, enquanto as demais ainda possuem estradas de chão”, disse Bernardo.

Muitas cidades a serem contempladas por redes ópticas de alta velocidade não despertam o interesse das empresas. Este desinteresse é explicado pelo fato de estas localidades demandarem alto investimento em infraestrutura de serviço e oferecerem baixo retorno financeiro. Na visão do Ministério das Comunicações, a universalização da oferta dos serviços e conexão banda larga será viabilizada com investimentos públicos – com recurso direto do orçamento da União ou por meio da Telebras.

“Mais do que nunca, é importante entender quais são os mecanismos mais viáveis, mais rápidos e mais fáceis, e levar em conta também a questão orçamentária para executarmos esse projeto, porque o Brasil tem essa dimensão continental”, disse o ministro.

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Rafael Bitencourt, do Valor Econômico

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