Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1058
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Em casa, brasileiro acessa a internet pelo celular

Por Tatiane Bortolozi em 30/12/2014 na edição 831

duzido do Valor Econômico, 26/12/2014

Os brasileiros com smartphones somavam 51,4 milhões de pessoas em outubro e representavam 37% da população com celular no país, segundo a pesquisa Mobile Report, elaborada por Nielsen e Ibope. Os aparelhos inteligentes são os preferidos para a conexão à internet nos lares e as redes sociais lideram a audiência.

O estudo mostra que a maioria dos usuários prefere conteúdo gratuito e costuma usar até dez aplicativos diariamente, mesmo que tenha mais arquivos instalados no celular. É mais comum um aplicativo ser desinstalado porque apresenta travamento e problemas técnicos do que por dificuldades de uso, por ser inferior a um concorrente ou porque o usuário cansou dele.

As redes sociais eram acessadas por 81% dos 1,8 mil entrevistados pela Nielsen e Ibope em outubro. Em setembro de 2013, representavam 77% da amostra. Serviços de e-mail, vídeos, notícias, músicas e portais também conquistaram boa audiência.

Entre as redes sociais, o WhatsApp teve o crescimento mais vigoroso. Estava presente em 40% dos smartphones da amostra em setembro de 2013 e atingiu 70% em outubro deste ano (2014). A popularidade é reflexo do alto preço dos serviços de telefonia no Brasil, afirma Fabiano Lobo, diretor da Mobile Marketing Association, responsável pela encomenda da pesquisa. “Na Ásia, o uso de aplicativos de mensagens é estrondoso. Eles têm o mesmo problema que nós: pagam caro.” Já nos Estados Unidos, onde o preço de envio de SMS é baixo, aplicativos como o iMessage, da Apple, e o Messenger, do Facebook, são mais populares, compara.

Segundo o estudo, em média as pessoas têm 17 aplicativos instalados, mas usam menos de dez. Do total de entrevistados, 39% dizem usar até cinco e 44% utilizam de seis a dez aplicativos diariamente. Depois de instalados, a disputa acontece na primeira tela do celular, onde estão os mais utilizados, diz Lobo.

Mais da metade dos entrevistados estão em busca de aplicativos gratuitos e cerca de 65% dos aparelhos têm programas de música. O preço considerado adequado para uma mensalidade de serviço de áudio por assinatura e de até R$ 5 mensais, mas pessoas com mais de 35 anos aceitam pagar mais. Por regiões, os paulistas são os menos dispostos a remunerar esse modelo de negócio.

O celular não é somente o meio mais usado, mas o preferido para navegar, deixando tablets, notebooks e computadores de mesa para trás. Pesquisa da F/Radar, realizada pela F/Nazca com o apoio operacional do Datafolha, indica que, em apenas um ano, 22,5 milhões de brasileiros aderiram a smartphones.

No aparelho móvel, a internet serve principalmente para a pesquisa de preços, troca de mensagens instantâneas e a publicação de fotos. O estudo indica que 28% dos internautas costumam opinar on-line sobre produtos comprados, com as páginas das marcas nas redes sociais como principal janela de críticas e elogios.

“As caixinhas de sugestões transcenderam o ponto de venda. Hoje elas se deslocam junto com o consumidor e são visitadas por milhões de pessoas”, diz José Porto, diretor nacional de planejamento da F/Nazca.

Outro ponto em destaque é o crescente uso de redes sociais como forma de mobilização via internet. O envolvimento com movimentos sociais de forma on-line quase duplicou desde 2011, para 26% neste ano (2014). Cerca de metade dos 2,6 mil entrevistados em 144 municípios do país pela F/Nazca afirmou acreditar que a opinião a respeito de algum problema social pode mudar via conversa nas redes de relacionamento. Em junho (2013), as manifestações contra o aumento nas tarifas de transporte público nas principais capitais foram organizadas principalmente por redes sociais.

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