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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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HOMENAGEM A ALBERTO DINES > Do impresso às telas

Uma vida a serviço do jornalismo

Por Equipe do Observatório da Imprensa em 22/05/2018 na edição 988

Alberto Dines foi uma das vozes mais expressivas do jornalismo impresso brasileiro, desde meados do século passado, sendo capaz de se reinventar nas mídias eletrônicas contemporâneas.

Nascido em 19 de fevereiro de 1932 no Rio de Janeiro, Dines iniciou sua carreira aos 20 anos como crítico de cinema na revista A Cena Muda. Em mais de 60 anos de jornalismo, passou pelos principais veículos impressos do país: da Última Hora ao Pasquim, além das revistas Manchete e Visão, cobrindo da cultura à política.

Trabalhou ainda como editor-chefe do Jornal do Brasil, na Folha de S.Paulo durante doze anos e foi diretor da sucursal do jornal paulista no Rio de Janeiro, além de ter dirigido o Grupo Abril em Portugal, onde lançou a revista Exame. Lecionou jornalismo na PUC do Rio de Janeiro nos anos 1960 e foi professor visitante da Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, em Nova York, em 1974.

Escreveu mais de 15 livros, entre eles “Morte no paraíso: a tragédia de Stefan Zweig” (1981), que foi adaptado para o cinema em 2002 por Sylvio Back. Também escreveu “Vínculos do fogo” (1992) e livros ligados ao jornalismo, como “O papel do jornal” (1974).

Em 1996 criou e coordenou o site Observatório da Imprensa. Pensado como um espaço de crítica de mídia, o Observatório passou a ter uma edição na TV Educativa do Rio de Janeiro em maio de 1998. Esse projeto proporcionou uma nova visão sobre o funcionamento do jornalismo brasileiro através de matérias com um conteúdo aprofundado e questionador, trazendo entrevistas com grandes nomes e também explorando temas de importância social. O Observatório se tornou referência em crítica de mídia no Brasil.

Alberto Dines recebeu diversos prêmios em sua carreira, como o Maria Moors Cabot em 1970, o Jabuti em 1993, o Austrian Holocaust Memorial Award em 2007, Austrian Golden Decoration for Science and Art em 2009, e o Ordem do Mérito das Comunicações em 2010.

Foi também um dos fundadores e pesquisador sênior do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp.

O jornalista foi casado, pela primeira vez, com Ester Rosali Dines, sobrinha de Adolfo Bloch, com quem teve quatro filhos, e pela segunda vez com a jornalista Norma Couri, jornalista cultural que sempre teve também um papel atuante no Observatório da Imprensa.

Dines morreu no dia 22 de maio de 2018 em São Paulo por complicações de uma pneumonia.

Linha do tempo do Observatório da Imprensa.

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