Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº974

IMPRENSA EM QUESTãO > MÍDIA & MERCADO

NYT: assinatura digital cresce, lucro cai

Por OG em 30/10/2012 na edição 718
Reproduzido de O Globo, 26/10/2012; título original “Assinatura digital cresce, mas lucro do 'NYT' cai”; intertítulo do OI

A New York Times Co., editora do jornal “NYT”, informou que houve um aumento nas assinaturas digitais no último trimestre, o que ajudou a receita com circulação a crescer 7,4%, de US$ 218,6 milhões para US$ 234,9 milhões. O número de assinantes das versões on-line do “New York Times” e do “International Herald Tribune” aumentou 11%, para 566 mil. Apesar disso, a companhia viu seu lucro despencar 85% no terceiro trimestre, para US$ 2,28 milhões, ou dois centavos por ação. No terceiro trimestre de 2011, o ganho tinha sido de US$ 15,7 milhões, ou dez centavos por ação. Com a divulgação do resultado, as ações da editora caíram 22% na Bolsa de Nova York.

Segundo a New York Times Co., essa piora no resultado se deveu à queda na receita com publicidade. Nos jornais impressos – que incluem “The New York Times”, “The Boston Globe” e “The International Herald Tribune” –, essa receita caiu 10,9%. Na mídia digital, a queda foi de 2,2%. A receita total com publicidade caiu 8,9%, de US$ 200,5 milhões para US$ 182,6 milhões.

O faturamento da empresa recuou 0,6%, para US$ 449 milhões. Analistas ouvidos pela Reuters projetavam US$ 479,23 milhões.

– Em termos de receita, não foi um bom trimestre – disse à Reuters Edward Atorino, analista da Benchmark Co. – Os números de publicidade estão terríveis.

Prejuízo líquido

A empresa atribuiu a queda na receita com publicidade a um “ambiente econômico desafiador e a um mercado de publicidade digital cada vez mais fragmentado e complexo”. A receita com anúncios do “New York Times” depende, em grande parte, de grandes contas de setores como telecomunicações e tecnologia, que usam o jornal para alcançar o público em todos os Estados Unidos.

No trimestre corrente, a expectativa é que a receita com publicidade continue fraca, apesar das festas de fim de ano, quando normalmente há mais anúncios nos jornais.

– Os executivos vêm nos dizendo que estão muito preocupados, e essa falta de confiança empresarial está crescendo em muitos, mas muitos, segmentos – afirmou a diretora de Publicidade da empresa, Denise Warren, durante a teleconferência para discutir os resultados trimestrais.

A Amazon.com, maior rede de comércio virtual do mundo, registrou prejuízo líquido de US$ 274 milhões, ou US$ 0,60 por ação, no terceiro trimestre ante lucro líquido de US$ 63 milhões, ou US$ 0,14, no mesmo período de 2011. Parte da perda foi relacionada a encargos pela compra da companhia de ofertas diárias e compras coletivas LivingSocial.

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