Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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IMPRENSA EM QUESTãO > IMPRENSA PARAENSE

Ação preventiva

Por Lúcio Flávio Pinto em 26/08/2014 na edição 813

Reproduzido do Jornal Pessoal nº 567, da 2ª quinzena de agosto, 2014

Pode ser coincidência, mas desde que a Unimed voltou a anunciar em O Liberal o jornal deixou de publicar as notas venenosas que vinham saindo na coluna “Repórter 70”. Talvez como medida preventiva, o plano de saúde também retomou os anúncios no Diário do Pará.

O seguro morreu de velho. Pode ser tema de um próximo anúncio.

Entre amigos

O Liberal publicou, na semana passada, o primeiro dos 18 fascículos que sairão encartados mensalmente no jornal, dedicados à história de Belém, até 16 de janeiro de 2016, quando a capital paraense completará 400 anos. A iniciativa conta com o patrocínio da prefeitura municipal e passa a fazer parte da programação oficial do 4º centenário. Mas não parece ter sido submetida à comissão Belém 400 anos, que cuida justamente do assunto. Nem foi informado quanto a prefeitura transferiu dos seus cofres para o jornal da família Maiorana.

O Liberal

Um ano depois de comprar O Liberal, que estava em poder do empresário Ocyr Proença. Romulo Maiorana convocou assembleia extraordinária da empresa, em setembro de 1967, para ampliar o capital social de Delta Publicidade, “em face do desenvolvimento da empresa com compras de novas máquinas e equipamentos”, conforme o próprio Romulo explicou.

É o que registrou a resenha de notícias do dia 11 do Diário Oficial do Estado, seção a que Nélio Palheta deu continuidade depois da morte do criador da pesquisa, Ribamar Castro. Agora a coluna, na segunda página do DO, sai quinzenalmente, mas espera-se que adote a periodicidade anterior, que era diária, continuando a ser preciosa fonte de referência sobre a história do Pará.

O registro da assembleia geral da Delta informa que dos declarados sócios (amplamente minoritários) da firma, apenas Oswaldo Melo (na época, chefe de Gabinete Civil do governador Alacid Nunes e parlamentar por sucessivos mandatos) e Carlos Alcantarino compareceram. Além de Romulo, Melo e Alcantarino, a ata foi assinada também por Vandevelde Xavier Pereira, Sabino Rocha Angélica, Luiz Paulo de Vasconcelos Soares e Lucidéa Maiorana (esposa de Romulo), hoje presidente honorária das Organizações Romulo Maiorana, que tinham participação acionária simbólica.

Discriminação

A esposa de um procurador do Estado teria se suicidado se atirando pelo balancim do banheiro do seu apartamento, no sétimo andar de um edifício de classe média alta, no centro de Belém. Foram os vizinhos, alertados pela discussão em voz alta do casal, que chamaram a polícia, que nada pôde fazer porque o desfecho trágico se consumara. A morta também era advogada e estava no seu segundo casamento.

A imprensa ignorou o fato, o que, em certa medida, é o tratamento editorial correto a acontecimentos dessa natureza. Mas se os personagens fossem pessoas do povo, sem influência e sem posição social destacada, o noticiário colocaria o cadáver estatelado na primeira página. Dentro, o noticiário iria às minúcias, a partir do natural interesse dos leitores por um suicídio tão fora do padrão ou mesmo de qualquer registro desse tipo.

Por que não dar o mesmo tratamento ao Zé da Silva, por respeito à dignidade humana e aos direitos da pessoa?

Honra ao mérito

O jornal O Liberal, na edição de 26/8, anunciou que o diretor jurídico da empresa, Ronaldo Maiorana, receberá a comenda do mérito advocatício durante a VI Conferência dos Advogados do Estado, no dia 10/9, no Hangar. Com a notícia, saiu uma foto na qual o homenageado aparece ao lado do presidente da Ordem, Jarbas Vasconcelos, do tesoureiro Eduardo Imbiriba e do advogado dos Maiorana, Jorge Borba.

Pergunto:

>> Quem propôs a concessão da comenda?

>> Quem aprovou a sugestão?

>> Quais os motivos para a deferência? Quais serviços Ronaldo Maiorana prestou à OAB-PA que justificam a honraria?

Cabe lembrar que em 2005 esse cidadão me agrediu fisicamente, quando presidia a comissão em defesa da liberdade de imprensa da OAB do Pará, embora fosse dono de uma das empresas concorrentes no mercado. A agressão teve a cobertura de dois integrantes da Polícia Militar, que atuavam como seguranças particulares do empresário, na época diretor corporativo de Delta Publicidade, a empresa que edita o jornal O Liberal.

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Lúcio Flávio Pinto é jornalista, editor do Jornal Pessoal (Belém, PA)

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