Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1046
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IMPRENSA EM QUESTãO >

A cobertura da crise no Senado

Por Lilia Diniz em 01/07/2009 na edição 544

Personagem da cena política brasileira há mais de 50 anos, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ocupa as manchetes dos principais jornais do país nas últimas semanas. A crise ética que assola o Senado não é recente, mas durante a atual gestão de Sarney vieram à tona diversos escândalos, como a edição de atos secretos que beneficiam parlamentares e seus familiares, o uso indevido de passagens aéreas e o pagamento de horas extras durante as férias. E uma denúncia abala diretamente a figura de José Sarney: a de que seu neto opera o crédito consignado da Casa. Partidos de oposição pedem o afastamento temporário do senador do comando do Senado. Mas o político, que tem o apoio do PT e de parte do PMDB, alega que não foi eleito para ‘limpar as lixeiras do Senado’ e insiste em permanecer no cargo. O Observatório da Imprensa exibido pela TV Brasil na terça-feira (30/6) discutiu a cobertura da imprensa sobre a crise do Senado.


O programa contou com a participação de dois jornalistas no debate ao vivo: Aluízio Maranhão, no Rio de Janeiro, e João Bosco Rabello, em Brasília. Maranhão é editor de Opinião do jornal O Globo há oito anos. Formado na Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem 38 anos de profissão e foi diretor de Redação do Estado de São Paulo. Rabello é diretor da sucursal de Brasília do Estado de S.Paulo, trabalhou no Correio Braziliense, Jornal do Brasil e O Globo, participou da cobertura do último governo militar, do governo Sarney e da Constituinte, em 1988.


Agora herói


Antes do debate no estúdio, Dines comentou os assuntos de destaque dos últimos dias, na coluna ‘A Mídia na Semana’. O primeiro tema da seção foi a cobertura da morte do cantor Michael Jackson. Dines avaliou que a morte do artista ‘tirou das manchetes a crise econômica, os escândalos do Senado, as eleições argentinas e o início da crise hondurenha’, mas que estes temas ligados à política continuaram dominando o noticiário. Destacou que o ouvidor da Folha de S.Paulo ‘não aprovou a manchete do jornal’ do dia seguinte à morte do artista porque este não deveria ser o principal assunto da edição.


Outro assunto da coluna foi a volta ao noticiário do tratado firmado entre o governo brasileiro e a Santa Sé. O acordo confere formato jurídico às relações entre o Executivo brasileiro e a Igreja Católica, prevê o ensino religioso nas escolas públicas, com presença facultativa, e a possibilidade da anulação do casamento civil no caso de o matrimônio religioso ser desfeito. O termo foi assinado no ano passado, mas na ocasião a imprensa ‘silenciou’. ‘Agora, oito meses depois, a mídia parece arrependida e conta toda a história. Só não explicou porque silenciou durante tanto tempo’, disse.


Dines comentou ainda a posição dos meios de comunicação em relação ao técnico da seleção brasileira de futebol, o ex-jogador Dunga. ‘A mídia não poupou o capitão Dunga quando há três anos foi escolhido como técnico da seleção. Agora, com o triunfo na Copa das Confederações na África do Sul, Dunga virou herói’, avaliou.


Público vs. privado


No editorial sobre a crise no Senado, antes do debate ao vivo, Dines disse que a função de presidente do Senado ‘não poderia ser mais honrosa e visível’, mas que a presidência da Casa ‘tem algo de maldita’. Ressaltou que ‘boa parte dos seus ocupantes não consegue encerrar o mandato sem traumas’ e que o problema não atinge apenas o Senado. ‘A maldição só se encerrará quando os eleitos perceberem o perigo de confundir a esfera pública com a esfera privada. Mais uma vez, as denúncias foram vocalizadas pela imprensa e, mais uma vez, a imprensa foi colocada, indevidamente, no banco dos réus, acusada, inclusive, pelo presidente da República, de denuncista – portanto, irresponsável. A imprensa cumpre o seu papel institucional. Se cometeu erros foi por omissão já que nenhum destes escândalos é recente’, disse [ver íntegra abaixo].


O Observatório exibiu uma reportagem com opiniões de jornalistas e pesquisadores. Para a cientista política e jornalista Lucia Hippolito, o Senado está sendo ‘privatizado’. Parlamentares usam a máquina administrativa para beneficiar a si e seus parentes. Em vez de um senador pagar pensão alimentícia para um filho gerado fora do casamento, dá a ele um emprego no Senado. ‘O senador José Sarney é um homem rico, tem muitas empresas. Por que não dá emprego para essas pessoas em uma de suas empresas? Não. Porque o Senado foi privatizado’, criticou.


Há condescendência em relação a José Sarney por parte da imprensa, na avaliação de Lucia Hippolito. A jornalista destacou que o presidente do Senado trilhou sua carreira política praticamente toda durante a ditadura militar. ‘Só largou o barco da ditadura quando já estava fazendo água.’ O fato de ter sido um presidente da República ‘que respeitou a Lei’ não é merecedor de destaque porque faz parte da obrigação de quem ocupa o cargo de chefe de Estado.


Lucia avalia que o que é lembrado do governo Sarney é sua ‘luta feroz’ por mais um ano de mandato, e que no último ano o Congresso Nacional se transformou em um ‘mercado persa’. Destacou ainda que Sarney controla o estado do Maranhão – detentor dos piores índices de desenvolvimento do Brasil – com mão de ferro há mais de 50 anos. A imprensa está cumprindo o seu papel, mas poderia ter descoberto as irregularidades antes. ‘Essas coisas não começaram a acontecer hoje, já vêm de muito longe. É a terceira vez que o senador José Sarney preside o Senado.’


Diferentes matizes na cobertura


O jornalista Ricardo Noblat considera que essa é a mais grave crise que o Senado já enfrentou. Não porque seus elementos sejam diferentes de crises anteriores, mas porque esta culmina um processo de crises. ‘O Senado já perdeu pelo menos três presidentes: Antonio Carlos Magalhães, Jader Barbalho e Renan Calheiros, e corre o risco de ver afastado seu atual presidente, José Sarney’, disse. Para Noblat, a crise não será resolvida rapidamente e seu desfecho é imprevisível. Enquanto alguns jornais ‘vão a fundo’ nas investigações, outros se precipitam. Há um outro grupo que prefere preservar a figura do presidente do Senado. ‘Seja porque eventualmente ele é seu colaborador e colunista, seja porque há contatos estreitos e antigos que justifiquem este tipo de comportamento’, afirmou.


‘Quando o presidente Sarney se disse vítima de uma campanha midiática ele não estava sendo nada original. Antonio Carlos Magalhães, Jader Barbalho e Renan Calheiros, todos aqueles ex-presidentes do Senado que caíram na malha fina também disseram a mesma coisa’, lembrou a jornalista Eliane Cantanhêde. ‘Só que a mídia não inventa papéis, não inventa documentos, nada disso.’ Contra fatos não há argumentos. Na opinião de Eliane, é preciso que os jornalistas tipifiquem os crimes e não extrapolem na cobertura dos escândalos. ‘O que está vindo a público já é suficiente para causar toda essa crise que a gente está vendo’, disse.


Recentemente, o jornalista Roberto Pompeu de Toledo, em sua coluna na revista Veja, definiu o atual presidente do Senado como ‘o oligarca perfeito’. Pompeu explicou ao Observatório o porquê da alcunha. ‘Sarney é o velho oligarca do Nordeste e essa crise do Senado mostra bem o que ele é. Você tem a aparência de que está na frente de um estadista, mas está na frente de um oligarca nordestino com a aparência estadista e de grande intelectual. Por isso ele é o oligarca perfeito, porque finge não ser oligarca’, disse. A confusão entre o poder político e o poder da mídia é ‘de um subdesenvolvimento atroz’, para Roberto Pompeu de Toledo.


Humor como arma


Dono de um espaço diário na primeira página do jornal O Globo, o chargista Chico Caruso há anos desenha José Sarney nas mais variadas situações. Nesta atual crise do Senado, por exemplo, Caruso transformou o presidente do Senado em Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, e no cantor Michael Jackson. Para o chargista, a situação é grave porque mostra que o político ‘está há tanto tempo no poder’ e não sabe separar o público do privado.


‘Enquanto o Sarney continuar, haverá caricatura. A exposição é que faz o caricaturável da pessoa, não o tipo físico. Mas é claro que o jaquetão ajuda, o bigode ajuda, aquele acaju no cabelo já ralo ajuda também’, disse. Caruso acredita que Sarney sabe lidar com a exposição através das charges porque tem ‘casca grossa’. ‘Ele poderia ter encerrado a carreira com a liturgia, a majestade que o cargo lhe ofereceu. Quis voltar e expor sua `anatomia´ na janela, agora tem que sofrer’, disse.


Outro tema tratado na reportagem foi o conglomerado de comunicação que a família Sarney possui no Maranhão. Jornais, emissoras de rádios e canais de televisão fazem parte do patrimônio. Dentro do estado, conforme explicou James Görgen, coordenador da pesquisa ‘Os Donos da Mídia’, o clã tem predomínio na mídia. O Sistema Mirante, afiliado da Rede Globo, tem grande peso dentro do mercado publicitário no Maranhão.


Concessões e barganhas


‘Tudo isso foi conquistado através de uma política talvez condenável. As concessões que eles receberam em 1987, quando o presidente do Senado era presidente da República, acabaram se consolidando’, disse Görgen, Ele afirmou que atualmente é complicado mapear e comprovar as concessões de radiodifusão a políticos porque a relação dos parlamentares com os veículos que controlam ‘está sofisticada’. O uso de ‘laranjas’ é um empecilho às investigações.


A figura de José Sarney é identificada em geral com a dos antigos coronéis que comandavam a política no interior do Brasil. Lucia Hippolito explicou que o coronel é o intermediário entre o governo central e a política local, encarregado de trazer os recursos e benefícios para a sua base. ‘Ele tem que ter força no governo local e vice-versa. Há um processo de realimentação’, disse. O coronelismo eletrônico – no qual grupos políticos ou famílias dominam a mídia local – é uma sobrevida desta situação. ‘O coronel mata a oposição e se mantém no poder’, criticou.


O sociólogo e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB) Venício A. de Lima, também colunista do Observatório da Imprensa online, ressaltou que o coronelismo eletrônico significa a concessão de canais de rádio e TV como instrumento de barganha política. Até a Constituição de 1988, o Executivo tinha o poder exclusivo de conceder as outorgas. Com a promulgação da Carta Magna, o Congresso passou a participar dessa decisão. ‘Hoje, a influência deste controle tem diminuído não só porque começam a existir meios alternativos à radiodifusão, principalmente a internet, e também porque há uma consciência e uma organização maior da sociedade civil’, disse. Venício ressaltou que não há como fazer política sem a visibilidade oferecida pela mídia.


Novas fontes para antigos problemas


No debate ao vivo, Dines cumprimentou João Bosco Rabello pela cobertura de O Estado de S.Paulo, sobretudo as reportagens investigativas, e perguntou que fatores contribuíram para que o trabalho da imprensa nesta crise fosse diferente de momentos anteriores. ‘Por que ficou fácil fazer isto agora e não era fácil antes, já que os ilícitos não são recentes?’, questionou. Rabello comentou que a cisão ocorrida no funcionalismo do Senado com a eleição de José Sarney foi um dado essencial. ‘As seqüelas deixadas pela eleição do Sarney detonaram uma guerra política entre PT e PMDB que envolveu o funcionalismo, que pela primeira vez virou fonte’, lembrou.


Intimidados ao fazer suas denúncias, os funcionários do Legislativo evitavam fornecer provas para materializá-las. ‘Pela primeira vez, a gente conseguiu botar a mão naquilo que era fundamental para estabelecer a diferença entre denuncismo e denúncia. A denúncia é substantiva e precisa ter em mãos aquilo que tivemos, como os atos secretos’, disse. Outro fator destacado por Rabello foi que o Congresso Nacional vivenciou períodos intensos do ponto de vista legislativo, como a Constituinte, e de grande intensidade política, como os governos de Sarney, Fernando Collor e Itamar Franco. Por isso, os repórteres de Brasília não estavam voltados para investigações e o funcionamento das instituições.


‘Agora é um momento em que a instituição está sofrendo um strip-tease muito positivo e que revela algo diferente do que aconteceu com ACM, Jader Barbalho e Renan Calheiros. Com esses três, as denúncias começaram pelo comportamento pessoal deles. Neste caso, primeiro houve um strip-tease da área administrativa do Senado que, na sequência, se pode vincular ao seu presidente’, analisou o diretor da sucursal de Estadão em Brasília.


Complexo de perseguição


Aluízio Maranhão chamou a atenção para uma postura recorrente de quem está no poder: reclamar que é vítima de uma conspiração midiática. ‘O poder não gosta da imprensa’, sentenciou. Maranhão comentou que informações são vazadas somente quando há luta de grupos no poder. Um exemplo é o caso Watergate – quando dados secretos vazados por um informante foram investigados e publicados pelo jornal Washington Post –, que levou à renúncia do presidente americano Richard Nixon em 1974 por envolvimento com investigações ilegais na sede do Partido Democrata. ‘Era um racha no grupo da Casa Branca’ explicou.


Sobre a situação no Brasil, o jornalista assegurou: ‘Não tem conspiração midiática nenhuma. O que tem é uma ruptura em uma aliança política dentro da máquina burocrática’. O funcionalismo se apropriou da máquina, favorecido pela distância dos grandes centros urbanos que poderiam exercer pressões e fiscalizar as atividades. O editor de Opinião do Globo concordou com Alberto Dines em que todos os repórteres devem ter perfil investigativo, mas acredita que há pessoas ‘mais traquejadas’, que não se acomodam na funções mais burocráticas da Redação. ‘Repórter é investigação, evidente. Se não, você vira um carimbador de informações que alguém passou’, afirmou.


O sistema do ‘caciquismo político’ foi condenado à morte no início dos anos 1990 com o advento da informática, na opinião de João Bosco Rabello. Para esses grupos políticos, a sobrevivência está intimamente ligada ao controle da informação, o que não é mais possível. A mudança ficou clara nos recentes escândalos no Senado. Muitas informações vieram do Maranhão, por intermédio de jornais ‘nanicos’ e blogs. Os antigos coronéis estão defasados em relação à velocidade e à impossibilidade de controlar os meios de comunicação. ‘É o fim de um ciclo, que eles demoraram a perceber’, disse.


Relação promíscua


Também foi debatida no Observatório a relação da mídia com o poder. Para Dines, os jornalistas devem se manter distantes dos políticos. ‘O político não pode pensar que domina a mídia’, alertou. A modernização da administração das empresas jornalísticas e a profissionalização das redações nos últimos 15 anos têm mostrado um avanço no setor, na avaliação de Aluízio Maranhão. As relações pessoais em algumas situações são inevitáveis, mas é preciso perceber quando ‘o abraço é perigoso’. É necessário ter consciência dos limites e uma estrutura profissional na Redação que consiga criar filtros para evitar deslizes.


Jornalista ‘não pode se misturar com a fonte’, disse Dines. Uma das lições desta crise no Senado, para João Bosco Rabello, é a de que não se deve ter medo de perder a fonte. Políticos costumam ser importantes fontes de informação e não se deve ter receio de publicar denúncias envolvendo parlamentares. Rabello contou conhece o presidente do Senado José Sarney há mais de vinte anos, mas encarou a cobertura ‘de maneira jornalística’.


***


As galas e a maldição


Alberto Dines # editorial do Observatório da Imprensa na TV nº 509, no ar em 30/6/2009


Bem-vindos ao Observatório da Imprensa.


A função não poderia ser mais honrosa e mais visível. A presidência do Senado soma-se sempre à chefia do Poder Legislativo. E, apesar de tantas galas, a presidência do Senado brasileiro tem algo de maldita. Boa parte dos seus ocupantes não consegue encerrar o mandato sem traumas. Antonio Carlos Magalhães, o famoso ACM, foi obrigado a renunciar quando deixou a presidência do Senado. O seu sucessor, Jader Barbalho, teve o mesmo destino. Exceções foram Edison Lobão, Ramez Tebet, Tião Viana e Garibaldi Alves. Mas Renan Calheiros caiu da presidência da Casa envolvido numa rede de escândalos conjugais e fiscais. José Sarney foi eleito no dia 4 de fevereiro e já no dia seguinte começava o seu inferno astral – que, parece, não se encerrará tão cedo.


O problema não é apenas do Senado. A Câmara dos Deputados foi palco de vexames iguais no episódio do mensalão. O problema não está no Legislativo. A maldição só se encerrará quando os eleitos perceberem o perigo de confundir a esfera pública com a esfera privada.


Mais uma vez, as denúncias foram vocalizadas pela imprensa e, mais uma vez, a imprensa foi colocada, indevidamente, no banco dos réus, acusada, inclusive, pelo presidente da República, de denuncista – portanto, irresponsável.


A imprensa cumpre o seu papel institucional. Se cometeu erros foi por omissão, já que nenhum desses escândalos é recente. Os atos secretos são antigos. Um pouco mais de agilidade teria assustado os infratores. Um pouco menos de complacência impediria a extensão da ilicitude.


O jornalista deve ser treinado para ter horror aos abraços. O envolvimento com a fonte é sempre pernicioso para o jornalista. No dia em que isto for devidamente compreendido, a presidência do Senado não será mais um cargo maldito.


***


A mídia na semana


** A inesperada morte de Michael Jackson tirou das manchetes a crise econômica, os escândalos do Senado, as eleições argentinas e o início da crise hondurenha. O ouvidor da Folha de S.Paulo não aprovou a manchete do jornal anunciando a morte do cantor – merecia destaque, mas não o maior destaque da edição. É um bom debate, mas a verdade é que Michael Jackson não se manteve nas manchetes enquanto a recessão mundial, o golpe em Honduras e a crise do Senado continuam dominando o noticiário.


** Em novembro passado a grande imprensa resolveu silenciar sobre a assinatura de um Tratado entre o governo brasileiro e o Vaticano. O Observatório da Imprensa estrilou. Agora, oito meses depois, a mídia parece arrependida e conta toda a história. Só não explicou porque silenciou durante tanto tempo.


** Não pouparam o capitão Dunga quando, há três anos, foi escolhido como técnico da seleção. Depois de cada jogo era massacrado sem piedade. Agora, com o triunfo na Copa das Confederações na África do Sul, Dunga virou herói. No blog do jornalista Juca Kfouri, 75% dos respondentes disseram que Dunga deve ser o treinador do Brasil na Copa de 2010. O futebol continua sendo uma caixinha de surpresas.

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