Quarta-feira, 18 de Julho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº996
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IMPRENSA EM QUESTãO > O ESCRITOR E O OMBUDSMAN

A crítica da mídia é uma missão maldita

Por Alberto Dines em 08/04/2008 na edição 480

Impossível separar o lançamento na grande imprensa do livro de Eugênio Bucci (Em Brasília, 19 horas, Editora Record, 2008) do anúncio da não-renovação do mandato do ombudsman da Folha de S.Paulo, Mário Magalhães [ver remissões abaixo].


A convergência não se dá apenas no tempo: a Editora Record conseguiu que os três jornalões nacionais fizessem a apresentação do livro no mesmo dia (sábado, 5/4) enquanto a melancólica despedida de Mario Magalhães deu-se no dia seguinte, domingo, evidentemente só na Folha.


A confluência dá-se também no perfil dos protagonistas – Bucci e Magalhães, embora em veículos e estilos diferentes, revelam-se esmerados e intransigentes media critics. E muito próximos no teor das manifestações. Ambas arrasadoras. Num caso, o alvo é o jornalismo oficial, no outro o jornalismo comercial.


Coragem moral


Uma frase lapidar de Bucci foi parar na primeira página do Globo (repetida na capa do seu ‘Segundo Caderno’):




‘Pode haver a mínima ética jornalística numa empresa cuja administração seja controlada pelo governo? É claro que não. Para que o jornalismo seja viável, o governo deve ser mantido a quilômetros de distância da redação.’


A mesma frase, ou paráfrase, poderia ser aplicada às empresas jornalísticas privadas:




Pode haver a mínima ética numa empresa jornalística voltada apenas para o faturamento mensal, esquecida das ameaças que a curto prazo rondam a mídia impressa? É claro que não. Para que o jornalismo privado seja viável e sobreviva à revolução tecnológica, é imperioso que interesses comerciais mesquinhos sejam mantidos a quilômetros de distância da redação.


A verdade é que Eugênio Bucci, com tranqüilidade e discrição, venceu todas as pressões. A Radiobrás que presidiu ao longo do primeiro mandato do presidente Lula não se converteu em extensão do PT ou da base aliada, seu noticiário foi eqüidistante, seu orçamento foi respeitado e a empresa não foi convertida num cabide de empregos.


No plano pessoal, Bucci conseguiu manter uma linha de independência e integridade intelectual raramente igualada na esfera palaciana nas últimas décadas: recusou publicamente o trambique do Conselho Federal de Jornalismo, denunciou a hegemonia dos assessores de comunicação na Federação dos Nacional Jornalistas (Fenaj) e contestou o governo no início do ‘complô da mídia’, afirmando com todas as letras que governos não podem fingir-se de vítimas.


Significa que Bucci, o autor, contradiz Bucci, o presidente de uma empresa de ‘jornalismo público’? Não. Significa apenas que os nossos conceitos sobre a natureza das instituições não podem passar ao largo das considerações sobre a natureza humana.


É possível, sim, produzir um ‘jornalismo público’ numa empresa estatal de um país dominado pelo patrimonialismo. Basta ter convicção, coragem moral e despir-se de qualquer arrogância.


Vaticínio confirmado


No caso da descontinuidade do mandato do ouvidor Mário Magalhães, a Folha de S.Paulo errou. E errou porque em alguns momentos, influenciada por imponderáveis conjugações dos astros, o mais ousado dos nossos jornalões age como se estivesse acima do bem e do mal, ungido pelos deuses.


Não se mudam as regras do jogo no meio do jogo. Sobretudo quando estas regras foram consagradas como um marco. A circulação pela internet dos comentários diários do ombudsman representa um avanço extraordinário em matéria de transparência e responsabilidade social. Nenhum ouvidor aceitaria uma alteração tão drástica no meio do seu mandato abrindo mão de parte essencial de suas funções.


Uma empresa comercial pode tomar decisões aéticas. A necessidade de garantir a sobrevivência de centenas ou milhares de empregados pode colocá-las diante de impasses só resolvidos no plano do pragmatismo. Seres humanos – e não apenas os encarregados de proteger e estimular a ética profissional – não podem esconder debaixo do tapete as cogitações morais.


No caso de ouvidores, treinados e contratados para serem solitários e exigentes, é inadmissível que capitulem, seduzidos pela argumentação da realpolitik. Seria indecente.


Eugênio Bucci e Mário Magalhães são seres íntegros que levaram as respectivas visões de mundo e visões de vida às últimas conseqüências. Não conflitam, completam-se. Viveram seus desafios em mundos opostos, talvez irreconciliáveis, e comprovam que homens de fibra comprometidos com suas consciências, mesmo impedidos de finalizar seus projetos, jamais poderão ser vistos como derrotados.


***


Quando, em maio de 1975, Octávio Frias de Oliveira afinal aceitou a sugestão deste observador para a criação de uma coluna de crítica da mídia (‘Jornal dos Jornais’) na Folha de S. Paulo, foi clarividente como sempre: ‘Você só vai arranjar inimigos’. O vaticínio confirmou-se. A crítica da mídia – tanto na esfera pública como privada – é uma função (ou missão) maldita. Viva os malditos.


 


Leia também


Despedida – Mário Magalhães


Livro narra conflitos na Radiobrás – Carlos Eduardo Lins da Silva, Luiz Antônio Novaes e Daniel Bramatti


Por dentro da máquina oficial de comunicação – Eugênio Bucci


Uma odisséia pelo direito à informação – Rodrigo Savazoni

Todos os comentários

  1. Comentou em 21/12/2009 Edivan Mota Santos

    Sou professor de filosofia e me chama à atenção a questão a cerca da liberdade de expressão, tão devendidade pelos meios de comunicação.Ser livre é fazer e dizer o que quizer e depois vê a repercussão? Me parece que é isso que alguns jornalistas pensam.
    A imprensa tem um papel fundamental dentro da democracia e ela necessita de liberdade.Entretanto o que vemos é que os unicos homens que podem dizer o que querem acerca de todos são os jornalistas.Sempre se utilizando da máscara das ´´fontes´´.Poucos averiguam a veracidade das informacões antes de divulga-las deixando claro a verdadeira intenção: chamar a atenção da massa, falar aos intintos, fala o que o povo gosta não a verdade.
    Como todas as estruturas sociais a imprensa, necessita de regulação. Sim regulação.A lei deve ser para todos e me parece que a imprensa, ou parte dela desconhece isso.
    Liberdade de expressão sim, libertinagem, comércio, mentira, cálunia não.
    No dia em que os grandes jornais e tvs se retratarem da mesma forma que acusam, acreditarei em imprensa livre. O que temos hoje é um grande jogo de interesses.
    Deixo claro que não sou nenhum extremista de esquerda nem de direita só um cidadão querendo entender o que se passa a minha volta.

  2. Comentou em 12/09/2009 ILTON KOCHAN

    Olá pessoal,

    Por favor poderiam me orientar se a imprensa (sites, jornais, radios) podem publicar fotos de propriedade particular em seus meios de comunicacao sem autorizacao do proprietario ?
    No caso seria um incendio em propriedade particular e a imprensa utiliza-se deste ocorrido para gerar conteudo para vossos sites etc.
    Gostaria de saber se a lei de imprensa permite isso ??

    Obrigado pelo retorno,

    Abraço!

    Ilton

  3. Comentou em 12/09/2009 ILTON KOCHAN

    Olá pessoal,

    Por favor poderiam me orientar se a imprensa (sites, jornais, radios) podem publicar fotos de propriedade particular em seus meios de comunicacao sem autorizacao do proprietario ?
    No caso seria um incendio em propriedade particular e a imprensa utiliza-se deste ocorrido para gerar conteudo para vossos sites etc.
    Gostaria de saber se a lei de imprensa permite isso ??

    Obrigado pelo retorno,

    Abraço!

    Ilton

  4. Comentou em 13/04/2008 Eduardo Panda

    E a imprensa livre por acaso não pode ser criticada? Tá acima do bem e do mal? Outro dia num dos blogs de política (e olha que um dos mais ‘equilibrados’), o jornalista dizia que jornal tem é que bater em governo. Acho que ele seria mais honesto se dissesse: no governo Lula.
    A grande(?) mídia: Veja, Folha de São Paulo, Estadão, Organizações Globo, TV Cultura, RBS, e os irmãos menores regionais, são tucanas, e só por isso devem ser criticadas.
    Não deviam ser tucanas, tampouco petistas ou partidárias de qualquer projeto de poder. Deviam dar a notícia de forma honesta e ponderada. Dar espaço para que os dois (ou mais) lados da notícia se pronuciem. Não maquiar, não omitir, não mentir, não induzir.
    Não criar factóides, não ‘testar hipóteses’, não destruir reputações, ser veemente quando tiver que ser; ter a exata dimensão de seu papel social.
    Talvez seja pedir muito, talvez seja algo ‘inocentemente piegas’ ou fora da realidade, mas em tempos sinistros como esses em que vivemos, onde tudo é válido pelo poder, um pouco de honestidade vinha bem a calhar. Ou voltaremos à barbárie (se não já voltamos).

  5. Comentou em 13/04/2008 Ubirajara sousa

    Favor acrescentar o governo do psdb, ao final do meu comentário. Obrigado.

  6. Comentou em 13/04/2008 Ubirajara sousa

    Favor acrescentar o governo do psdb, ao final do meu comentário. Obrigado.

  7. Comentou em 13/04/2008 Ricardo Pierri

    Só gostaria que o Carlos apontasse a tal ‘imprensa livre’ q odiamos. Ainda não a vi. Só o q vejo é uma empresa-imprensa servil a seus donos – tanto que invoca suas prerrogativas enquanto EMPRENSA para evitar cumprir suas obrigaç~eos enquanto IMPRENSA. Agora, quanto a achar que os que não pensam como vc são uma ‘infestação’, precisa falar alguma coisa? Já q se falou em ‘solução final’ em outro artigo aqui no OI, é a falta de razão, o apego aos preconceitos e a crença na própria infalibilidade que leva à desumanização, que é conditio sine qua non para abusos.

  8. Comentou em 11/04/2008 Ricardo Pierri

    Cláudio, se alguém está julgando a credibilidade de Bucci em razão de suas críticas ao governo não somos nós. Bucci expõe duas versões diferentes para os mesmos fatos – e isso é um fato. As duas versões não podem ser verdadeiras simultaneamente. Logo, uma das duas versões é falsa. Uma testemunha que apresenta versões diferentes para o mesmo fato não tem credibilidade. Logo, Bucci, ao narrar fatos testemunhados em seu livro, não tem credibilidade, e o que ele escreveu é suspeito. Vc fala em ‘mudança de opinião’, mas fatos não estão sujeitos a opinião. Ou eles ocorreram ou não, como vc mesmo disse. Quem condiciona essa existência à própria opinião não tem credibilidade enquanto testemunha ou narrador. Não há como negar esse fato ou como não chegar à conclusão que não podemos tomar nenhuma das versões de Bucci como verdadeiras. Veja bem: o único q está tomando uma delas como verdadeira não sou eu…

  9. Comentou em 11/04/2008 Rogério Ferraz Alencar

    Cláudio Dias, como vamos saber se houve ou não pressão de José Dirceu se Eugenio Bucci, destinatário da pressão, diz que não e, depois, diz que sim? Ele tem os bilhetes, que comprovariam a pressão? Se não tem, ficaremos na dependência de José Dirceu e/ou Luiz Gushiken confirmarem o que Bucci disse, já que não podemos acreditar no que Bucci diz.

  10. Comentou em 10/04/2008 Ricardo Pierri

    ‘Que tal nos centrarmos nos fatos narrados pelo Bucci?’ Eu adoraria fazê-lo, mas qual dos conjuntos mutuamente excludentes de fatos narrados por ele devemos nos debruçar? Eis a questão. Diferentemente de uma opinião, que independende de quem a profere e nos permite nos debruçar sobre seus méritos, a narração de fatos depende imensamente da credibilidade do narrador para ser considerada verdade. Bucci nos dá duas versões conflitantes. Como decidir qual é verdadeira? Como dizer que a verdade não é uma terceira versão? Se fosse para discutir as idéias expostas pelo Bucci, tudo bem, pois elas podem e devem ser avaliadas sem a referência ao autor. Mas não dá pra dissociar o narrador da narração.

  11. Comentou em 10/04/2008 Ricardo Pierri

    Cláudio Dias, o Bucci escreveu um livro sobre eventos que diz ter testemunhado. Eventos que ele havia negado e agora afirma. É comletamente diferente do que o juízo de valor de Unger ou o posicionamento de um político. É muito diferente de uma mera opinião ou opção, mas o relato de eventos antes negados. É exatamente por se desdizer que Bucci perde a credibilidade, pois ou ele estava mentindo antes ou está agora. Unger pode dizer que antes desconhecia e fez um julgamento apressado. pode dizer que errou e a cada um cabe julgar. Bucci não pode: ou os fatos que ele descreve ocorreram ou não, e ele afirmou as duas coisas, dependendo de seu interesse momentâneo. É esse o motivo pelo qual o Bucci tem menos credibilidade do que Unger ou qquer político q ‘mude de lado’. Lula não foi eleito rei. Não tem como impor sua vontade. Não pode simplesmente mudar o coração da economia do dia para noite. Não pode ignorar os compromissos assumidos pelo país em razão de FHC. Sua pergunta assume q ele possa mudar tudo em um estalar de dedos e q a política econôica atual represente o desejo de Lula, e que ela é neoliberal e não foi modificada. E todas essas premissas estão erradas. Seu argumento é de q como Lula não cometeu suicídio político e não fez exatamente o q a direita disse q ele faria e não colocou a ideologia acima da realidade, ele não tem credibilidade. Um grande erro.

  12. Comentou em 10/04/2008 alvaro marins

    Parabéns, Dines! Mais uma vez você prova que tem o perfil ideal para ombudsman permanente da Folha de São Paulo. Meu voto vai para você, pela coragem, imparcialidade, lucidez e, principalmente, experiência.

  13. Comentou em 10/04/2008 Marcelo Ramos

    Concordando e complementando Eduardo Panda, lá no Rio o ‘culpado’ pela dengue é o Sérgio Cabral… o César Maia, não. Ou será coincidência o Sérgio Cabral apoiar o Lula e estar nas manchetes e Cesar Maia do DEM, prefeito, não estar? Nada de novo nessa área. Desde ontem, foi decretada epidemia de dengue em Araraquara. Até agora, na página online dO Globo, está uma chamada escondidinha, dizendo que a cidade está apenas ‘à beira de uma epidemia’. Sobre o viaduto, comentado também pelo Eduardo, só saiu no jornal no dia que caiu, e mesmo assim, pelo que vi, nem parecei que era aqui em sampa, parecia que era até em outro país. E o tom da reportagem também foi de ‘foi uma fatalidade’, que nem a fatalidade de Metrô. Mas como eu disse antes, espero que o PIG continue assim. Estão crentes que a fórmula tá funcionando.

  14. Comentou em 10/04/2008 cid elias

    Vamos desmentir mais uma informação fajuta? Não lembro quem disse…porém, que num comentário logo abaixo há uma mentira afirmada como se verdade fosse, isso eu lembro…Vamos reestabelecer a verdade FACTUAL? Quem governava o Rio de Janeiro em 2002 e quem nomeou o Waldomiro Diniz: ‘A filmagem de Waldomiro Diniz foi em 2002 na sede da LOTERJ (Loteria Estatal do Rio de Janeiro), da qual Waldomiro era presidente, nomeado por Rosinha Garotinho, a governadora do Rio na época.

    O episódio foi (no governo FHC) antes das eleições de 2002, muito antes da posse de Lula. A filmagem (ficou em segredo naquele ano de eleições presidenciais e) chegou à imprensa amiga tempos depois, e PELAS MÃO DO senador tucano antero ARCANJO pes de barro(por incrível coincidência, a farsa do caseiro francinirdo sem DNA, também teve como padrinho este senador tucano amigo-irmão do Comendador Arcanjo), muito tempo depois, quando Waldomiro Diniz era assessor da Casa Civil. Não há registro de ilícito bem sucedido por parte de Waldomiro Diniz durante o governo Lula.'(fonte-Democracia e Política)

  15. Comentou em 09/04/2008 Julio Valerio Neto

    Dines, o que me intriga é a questão: Para onde a Folha de SP está indo?

    Luis Nassif ja saiu amigavelmente há um tempo, agora sai Mario Magalhaes.

    So espero que isso nao seja sinal de novos tempos.

  16. Comentou em 09/04/2008 Rogério Ferraz Alencar

    Obrigado, Max Suel. Para mim, também, é sempre um prazer responder a um apartidário independente. Mas vamos ao que você escreveu, e que, infelizmente, para você, não pode ser apagado: ‘…O governo lulo-petista desde 2004 (Waldomiro 1 Diniz) se envolveu em muitas trapalhadas e muitos delitos, criminosos sim…’ Repetindo: ‘…O governo lulo-petista desde 2004 (Waldomiro 1 Diniz) se envolveu em muitas trapalhadas e muitos delitos, criminosos sim…’ Ou seja: você escreveu que Waldomiro 1
    % Diniz era desde 2004 e deu início à escalada delituosa e criminosa do lulo-petismo. E o tal Waldomiro 1% Diniz é de 2001, no Rio de Janeiro, não tendo nada a ver com o governo Lula. Quanto ao mensalão: é realmente, uma outra história. E creio que você, bem informado que é, já ouviu falar de um certo Eduardo Azeredo (aliás, onde anda ele?), senador, ex-governador de Minas e ex-presidente nacional dos PSDB…

  17. Comentou em 08/04/2008 João Delvage

    Parabéns ao Dines pelo texto e, principalmente, ao Magalhães pela atitude. Congratulações também aos comentarístas que, uns mais outros menos, fazem com que a credibilidade do OI se mantenha alta.

  18. Comentou em 08/04/2008 Cid Elias

    ‘Da sessão “Erramos” – Folha de S. Paulo, a seguinte nota:
    – BRASIL (29.NOV, PÁG. A12) O título da reportagem ‘À frente da Radiobrás, Bucci critica PT’ é impreciso. O presidente da Radiobrás não criticou especificamente o partido, mas, sim, a proposta -defendida por setores do partido- de que o governo federal deveria incentivar os veículos da ‘mídia independente’.

    – Na mesma entrevista à Folha de S. Paulo, Eugênio Bucci disse que não sofreu nenhuma pressão do governo Lula. Veja o trecho da entrevista:
    – FOLHA – Houve alguma ingerência do Palácio do Planalto na Ra diobrás?
    – BUCCI – Não. Não houve. É importantíssimo que fique claro.

    ** Numa entrevista concedida ao jornalista Paulo H Amorim no dia 16 de novembro, Eugênio Bucci também disse que não sofreu nenhuma pressão do governo ou do PT. (PHA)

  19. Comentou em 08/04/2008 Ivan Moraes

    Mais uma novidade da CPI das Pretas 1: ela falhou e esta oficialmente criada a CPI das Pretas 2, mas a grande discussao no senado nesse exato momento eh se ela vai ser chamada de ‘CPI das Pretas 2’ ou ‘CPI das Pretas II’. Como a segunda CPI eh so do senado, e eh a que deveria ser instituida primeiro e unicamente por razoes criminais, e como nao foi instituida por causa da massiva oposicao a ela por todo-mundo-menos-o-governo, essa eh somente mais uma contradicao da oposicao, para a qual a CPI do senado seria o fim do mundo ha somente um mez atraz e hoje eh a opcao numero 1, uh, perdao, numero I. Esta dando pra comecar a entender porque mysteriosas e secretas cargas dagua a PF esta investigando SOMENTE o vazamento de dados? E esta dando pra entender porque razao a segunda CPI en necessaria pra salvar alguem, como alias uma CPI salvou Renan de varias acusacoes da mesma PF –com provas documentais e tudo mais? Agora esta claro porque razao as CPIs sao e sempre foram GOLPE DO BAU, ate mesmo no comeco do seculo passado?

  20. Comentou em 08/04/2008 Ivan Moraes

    E como eu repliquei no link em questao, Max, a suas palavras nao sustentam o que voce disse. Nao adianta trazer a discussao pra ca, ela esta la e voce ainda nao mostrou 5 versoes de nada. A logica esta falha: porque razao Alvaro Dias teria aas maos um ‘dossie’ de ‘chantagem’ que lhe asseguraria a carreira pelo resto da vida e simplesmente mentiu a respeito dele e omitiu seu conhecimento da CPI das Pretas por 3 semanas? Ou nao era um ‘dossie’ que ele passou aa Veja como sustentou Noblat, e eram so partes de um ‘banco de dados’? Voce esta querendo sustentar que existe ‘banco de dados’ so quando eh conveniente, mas de outra maneira eh ‘dossie’ e so depende de quem a media acusa? As contradicoes abundam nessas historias, talvez voce saiba responder: o ‘dossie’ existia um mez antes da CPI das Pretas quando Alvaro o tinha aas maos? Ou era o ‘banco de dados’ que ele tinha aas maos? A oposicao pode decidir em menos de 6 mezes, por favor?

  21. Comentou em 08/04/2008 Carlos N Mendes

    Viva os malditos, Dines. E jornalista que não quiser se indispor, que vá procurar emprego na ‘Caras’.

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