Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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A internet informa: ‘O tradicional é eficiente’

Por Carlos Fernando Lindenberg Neto em 12/05/2015 na edição 850

Se todos estão hoje ligados à internet e inseridos nas redes sociais, a melhor forma de anunciar uma marca, um produto ou um serviço é por meio da internet e das redes sociais, certo? Errado. Que o digam Facebook, Google e Apple, estrelas desse novo mundo da comunicação.

Levantamento realizado recentemente pelo jornal “Financial Times” mostra que essas empresas vem aumentando cada vez mais seus investimentos em publicidade nas chamadas “mídias tradicionais”, como televisão, outdoor e jornal.

Também recentemente, um dos maiores nomes da publicidade mundial, Martin Sorrell, presidente da WPP, poderosa multinacional do setor, afirmou em grande evento de comunicação do Reino Unido que anunciantes e agências deveriam investir mais na mídia impressa, em função da eficiência que jornais e revistas têm na construção de marcas e fixação de mensagens junto aos consumidores.

Aqui no Brasil, importantes lideranças do mercado publicitário, como Nizan Guanaes (Grupo ABC), Orlando Marques (Publicis) e Luiz Lara (Lew’Lara\TBWA), têm dito repetidamente e com grande ênfase que o ambiente da internet, por sua natureza, é dispersivo e que os investimentos publicitários ganham em eficiência nas “mídias tradicionais”.

Publicidade é investimento que precisa produzir retorno. Verdade tão simples parece estar voltando à tona depois de um período em que o impacto da internet e das mídias digitais deslumbrou a todos.

Vejam o caso dos jornais: pesquisa realizada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República mostra que os jornais estão à frente das demais mídias, incluindo redes sociais, como campeões de credibilidade.

As pessoas simplesmente acreditam mais naquilo que é noticiado e anunciado nos jornais –seja no impresso ou digital. Nada mais lógico, portanto, do que anunciar nos jornais, que, somadas as plataformas impressa digital, têm audiência cada vez maior, e uma audiência altamente qualificada e formadora de opinião em todos segmentos do mercado consumidor.

O que temos hoje, então, é que, depois de terem surfado na onda da novidade, as próprias grandes empresas do admirável mundo novo da comunicação buscam as “mídias tradicionais” para consolidar as marcas que construíram com tanta competência.

Uma evolução em que a principal lição é que o mercado se sofisticou, cresceu, mas permanecem os diferenciais positivos de cada mídia.

Pesquisa da Nielsen no Reino Unido mostra que até agora, em 2015, o Facebook investiu 375 vezes mais em publicidade nas “mídias tradicionais” do que em todo no ano passado. Não é preciso dizer mais nada.

E nem estamos aqui tratando de como essas gigantes da internet –como Facebook, Google e YouTube– se utilizam dos conteúdos produzidos pelas “mídias tradicionais” para ganharem presença junto às suas audiências. Alguém pode imaginar o Google sem a possibilidade de acesso aos sites dos jornais?

Resumo da ópera: “Mídias tradicionais”, como os jornais, como esta Folha que você está lendo agora, são indispensáveis e eficientes. Perguntem ao Facebook.

***

Carlos Fernando Lindenberg Neto, 48, diretor-geral da Rede Gazeta do Espírito Santo, é presidente da ANJ – Associação Nacional de Jornais

 

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