Sexta-feira, 29 de Maio de 2015
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº852

IMPRENSA EM QUESTãO > LEITURAS DE VEJA

A interpretação dos sinais

Por Washington Araujo em 27/04/2010 na edição 587

‘Sei tudo e não compreendo nada.’ Esta frase tem o gosto de sentença e de autocondenação. Saber tudo e nada compreender apresenta-se como epitáfio-síntese dos dias e anos atravessados que vivemos. Ao alcance das mãos, teclados conectados a computadores ligados à teia da informação virtual conhecida como internet, o mundo do conhecimento se apresenta. E são papiros com séculos de história, teses doutorais recém-saídas do forno, cozidas no fogo brando da academia, trânsito alucinante de rumores cibernéticos, engavetamento planetário de apreensões muito pessoais do que atende pelo nome de realidade metamorfoseada em sítios e blogues, em breves vídeos, em resenhas do muito que já se escreveu.


Saber tudo é como ouvir o galo cantar. Compreender é como saber seu lugar de canto, seu canto de fala. Saber tudo é estar ciente que amanhece o dia. Compreender é ter olhos para apreciar a gradual transição do escuro claro que delimita a fronteira entre noite e dia.


Ter acesso ao mundo da informação é como estocar toneladas de trigo que, no entanto, permanecerão intocadas pela luz da compreensão. Sabemos que é para o feitio do pão, mas não sabemos como prepará-lo para consumo humano. Tal é o dilema que nos oprime e sufoca.


Reter a informação para sua transformação em conhecimento crítico e transformador passa, invariavelmente, pela leitura do mundo e de seus signos, sem o que a leitura da palavra levará a nada. E esta é a civilização dos signos. Não se lêem apenas palavras. A leitura comporta o reino das imagens e dos sinais. Mas há que saber interpretar.


‘Capa transformou-se num viral’


Vejamos, por exemplo, a capa da penúltima edição de Veja (nº 2161, de 21/4/2010). A chamada da capa trazia claridade no enunciado: ‘Serra e o Brasil pós-Lula’. Logo abaixo, como subtítulo-referente, lemos a frase do ex-governador José Serra: ‘Eu me preparei a vida inteira para ser presidente’. 


 


Paremos aqui. O que estas palavras formam? Muita coisa. Exemplo? ‘Serra, presidente do Brasil pós-Lula’. E também: ‘Presidente do Brasil, Serra se preparou (por) toda a vida’. Esquartejemos as construções frasais e teremos: Serra, Brasil, Presidente, Pós, Lula, Vida. Tudo é positivo e, como tal, luminoso. Nada remete à penumbra, à opacidade. É o futuro claro e promissor que a revista apresenta ao Brasil através do olhar de seus milhares de leitores. Mas, ainda assim, o que seria esta capa se contivesse apenas essas 13 palavras? Seria pouco, pois não desvelaria um rosto humano.


É quando entra a imagem. E neste caso a imagem no espelho cativa mais, prende a atenção mais, muito mais que a própria imagem real. Temos o rosto sorridente, manso, terno, de José Serra. Nada de olhos de aço, olheiras, rugas. Ao contrário, a revista optou por uma pose, digamos providencial, em que sua mão direita sustenta o rosto. O detalhe da mão despretensiosa contrastou tanto, ficou tão destoante da imagem que guardamos do político paulista em nossa memória. Ocorre que a foto da capa traz muita similitude com aquelas fotos para segunda orelha de livro de auto-ajuda. Qual seria o título do livro para essa cara?


De qualquer forma, com dois ou três dias da circulação da revista já se encontrava na internet um site reunindo fotos de anônimos imitando a pose de José Serra. O site de Veja estampou: ‘A capa desta semana, com José Serra, transformou-se rapidamente em um `viral´ – nome que se usa na internet para a divulgação espontânea de um tema ou produto. A fisionomia sorridente e descontraída do tucano levou muita gente a imitar sua pose no site.’



A profecia do astrólogo


Se foi um viral meticulosamente planejado, não sabemos, mas captamos a mensagem no sentido de que esforço deveria ser despendido para repercutir mais a capa e, então, por que não aproximar rostos anônimos do rosto do candidato a presidente da República? Foi um estalo. Apesar do deslumbramento de sua equipe editorial com o ‘achado’, há que se informar que esta capa em especial não ganharia prêmio no quesito originalidade: a capa imita a revista Time (19/5/2008) tanto na foto quanto na mensagem francamente simpática. A Time titula sua matéria de capa com Barack Obama com as palavras ‘E o ganhador é…’ A foto do presidente americano arremata a frase. Veja envereda na mesma trilha de sua congênere americana: ‘Serra e o Brasil pós-Lula’.


 


Também não tardaram a espocar teorias conspiratórias na internet dando conta que essa mão no rosto não é a do Serra, que a mão do ex-governador é muito diferente da mão mostrada na capa. Outros saíram em busca de solução para o enigma estilo ‘alguém sabe de quem é esta mão que está segurando o rosto dele?’ E, óbvio, os delírios habituais: ‘O rosto é de outra pessoa, dona da mãozinha, e fizeram uma fotomontagem’.


Quanto ao conteúdo, a editorialização não deixa ponto sem nó. A principal matéria é um primor de satisfação garantida e comprovada: ‘Com a casa em ordem, Serra vai à luta’. Boa seleção de fotos do candidato com direito a dois boxes inusitados. Um para ‘O decálogo do bom governante’, bola levantada para que o candidato Serra elenque ‘os dez mandamentos que, segundo ele, devem nortear a atuação de um bom presidente da República’. E intuo que na falta de melhores opções para utilizar o valioso espaço da revista semanal de maior circulação no Brasil, os leitores encaram box com Oscar Quiroga, o astrólogo preferido de Serra, onde este afirma o que está escrito em suas estrelas: ‘O tucano será o próximo presidente’.


O ranço do passado e a beatitude


É complicado atuar como bom observador da imprensa sem eleger parâmetros ao qual lançar o olho crítico. O fato é que a revista Veja procurou ser equânime com os dois principais candidatos à Presidência da República no próximo mês de outubro – e Dilma Rousseff é a capa de sua edição 2153, de 24/2/2010. Chamada de capa: ‘A realidade mudou, e nós com ela’ e subtítulos ‘A candidata e os radicais do PT’, ‘Entre a ideologia e o pragmatismo’ e ‘O estado e o capitalismo no mundo pós-crise’.


Outro pit stop. Precisamos ordenar melhor os pensamentos. A opção de Veja por frase vazia de sentido, óbvia em seu nada dizer, parece estar ali apenas para cumprir tabela. O que alguém quer dizer quando fala que a realidade mudou e nós com ela? Não seria sempre assim? Quando é que a realidade vai mudar e a gente não? Seremos seres abstratos, avatares agora avermelhados sem qualquer liame ou vínculo com a existência real, palpável?


Veja não descuida de anotar também na capa: ‘Dilma Rousseff a Veja‘. De tantas frases por ela pronunciadas, não teria sido educativo lembrar o episódio de maio de 2008, quando o senador José Agripino Maia achou um absurdo o fato de Dilma Rousseff ter mentido durante as sessões de tortura a que foi submetida nos anos da ditadura militar no Brasil? E o que lhe respondeu a personalidade capa de Veja? ‘Menti sim, senhor senador. Menti, mesmo sob tortura, para salvar a vida de outras pessoas que também lutavam contra os covardes’, Digam-me, leitores deste Observatório, esta frase não seria muito mais positiva que a frase bêbada de significados ‘A realidade mudou, e nós com ela’?


Os subtítulos colocados por Veja têm a sutileza e leveza daquela escada que é bruscamente retirada, às pressas, da personagem da capa: afugenta pelo grau de belicosidade e as incertezas que o futuro nos reserva. É como arrependimento tardio por haver dedicado ao personagem seu mais valioso espaço: sua capa.


 


Vamos à imagem da capa. Temos aqui um rosto em preto e branco emoldurado literalmente por tarja vermelha e com olhar enviesado, como se evitasse a todo o momento nos encarar, face a face, como se plantasse firme recusa em buscar nos nossos olhos o reflexo de seus olhos, se é que me faço entender. Em um mundo que não mais quer ser visto em duas dimensões e já exige que a realidade lhe seja apresentada em terceira dimensão, chega a ser primária a construção da capa da candidata, com seu ranço de passado qual foto envelhecida que é rejuvenescida a toque de caixa. E que contraste com a do candidato em atitude beirando a beatitude em momento em que, pareceu-me, todos os astros estavam em conjunção para parir aquele mágico clique.


O jogo, a árvore e o livro da vida


Que diferença da construção imagética de Veja para o candidato Serra, olhos nos olhos, suavidade, mão milimetricamente posicionada para transmitir segurança, serenidade, proteção ancorando esse cativante sorriso, largo e confiante. Dilma Rousseff não teve que passar as agruras da pensadora que deita platitudes sobre a arte de bem governar. Dilma não desce do Monte Sinai com as tábuas da lei, com seu decálogo para os próximos quatro anos da vida institucional brasileira. Ao contrário, ela é convocada a responder 10 perguntas. Seco assim. O candidato é recepcionado com o vistoso ‘Decálogo para o bom governante’, enquanto a candidata é intimada a responder ’10 perguntas para Dilma Rousseff’. Simples assim.


Para interpretar o mundo é preciso seguir a advertência e conselho dos velhos profetas do Antigo testamento. Há que se ter olhos para ver e ouvidos para ouvir. Podemos olhar a capa e não ver o que ela está passando, mas algo em nossos sentidos a retém e não é à toa que existem ramos da ciência para o estudo de mensagens subliminares. Nos casos que aqui evoco nada há de subliminar. Tudo é claro como o sol a pino.


Não podemos, portanto, abrir mão de discutir, com a família, no ambiente escolar e também no ambiente onde exercemos nossa profissão, o fenômeno da mídia, especialmente a televisão, mas sem descartar a imprensa escrita (jornais, revistas) para, a partir dela, tentar compreender criticamente o mundo. Há que se ler o mundo – também – a partir dos olhares dos outros, mas para isso é fundamental que os leitores aprendam antes a ler o mundo em que vivem por meio da construção de suas próprias narrativas. Só assim será possível a construção do conhecimento, a transformação do leitor em sujeito de sua própria história. A aquisição do pensamento crítico é resultado da inserção e percepção direta do indivíduo como agente mobilizador na sua realidade.


E, caso falhemos nisso, incorreremos na grave falha apontada por Fernando Pessoa, quando ‘o jogo de nossa vida não terá sido jogado’ – e, acrescento mais, nem a árvore de nossa vida terá produzido seus frutos e muito menos o livro de nossa vida terá sido escrito.

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Mestre em Comunicação pela UnB e escritor; criou o blog Cidadão do Mundo; seu twitter

Todos os comentários

  1. Comentou em 09/05/2010 Nathália Guimarães

    Washington Araújo, agradeço-lhe pelo presente que é esse artigo. Informações importantíssimas foram explicitas com muita clareza e fineza. Parabéns e, mais uma vez, muito obrigada!

  2. Comentou em 01/05/2010 Sandro Vaia

    Felizmente sempre está aí o Marcelo Ramos para confirmar o que eu digo.Além de perder a modéstia, a ignorância agora flerta com a soberba.E se compraz com a mentira.Sinal da vulgaridade de uma era de anomia política e moral.

  3. Comentou em 01/05/2010 Sandro Vaia

    Felizmente sempre está aí o Marcelo Ramos para confirmar o que eu digo.Além de perder a modéstia, a ignorância agora flerta com a soberba.E se compraz com a mentira.Sinal da vulgaridade de uma era de anomia política e moral.

  4. Comentou em 30/04/2010 Diego Mascarenhas

    Marilesia, realmente não captei seu entendimento expresso nesses trechos de seu post: ‘… se o articulista tivesse preferência por José Serra teria feito este artigo? Por que chamar a atenção para o ‘dois pesos e duas medidas’ da capa de Veja com um e outro candidato, se não estivesse beneficiando Serra? Ou vc acha que isto não é propaganda subliminar?…’ Poderia explicar melhor? Será que o autor é assim tão a favor do candidato tucano? Por gentileza discorra mais para trazer luzes ao debate.

  5. Comentou em 30/04/2010 Angelo Frizzo

    Na minha juventude (anos 50/60) eu e muitos brasileiros da minha idade tivemos que aguentar filmes americanos mostrando cidades da Russia sombrias e tristes. Foguetes russos com esparadrapos. Dirigentes russos com caras de bandidos, com barbas mal feitas, etc.
    Imagens que ‘marcaram’ muito na cabeça dos idiotas que eramos. Depois nos tiraram a musica, os filmes e quase tudo que vinha da Euopa. Até pouco antes de ‘inventarem’ o genocídio do Iraque, O Sadam era bonitão , bem barbeado, simpático. Depois …lembram como ele é apresentado até hoje?
    Essa tática de ‘marcar ‘ com imagens é antiga…

  6. Comentou em 29/04/2010 Gersier Lima

    É,esse grupo racista sul africano que na era do fhc,com a complacência das ‘autoridades’ da época,burlando as leis brasileiras,como a globo, outra que prega uma ética que nunca teve,havia feito nos anos da ‘ditabranda’,segundo a folha,está fazendo de tudo para alienar os brasileiros incautos.Por trás desses planos com certeza está o olho gordo de voltar a ter as benesses que recebiam de governos anteriores descompromissados com o interesse maior do Brasil,o Brasil para os brasileiros e não para uns poucos privilegiados.Como dizem os nordestinos,vão é se danar mais uma vez,como foi em 2002 e 2006.

  7. Comentou em 29/04/2010 Arnaldo Costa

    Me desculpem pelos vários erros de redação. Escrevi com um pouco de pressa. A última:

    Slogan: ‘Nos venderam o Collor. Não vão nos vender esse engodo de PSDB (e DEM) enlatado e vencido.

    Em relação a essa capa da Veja e os sinais: Não vamos deixar a imprensa marrom nos empurrar goela abaixo essa mistura enlatada, indigesta e vencida de PSDB com DEM (ex-PFL, ex-PDS e atual ditadura). O país não pode retroceder. Temos que lutar por uma sociedade mais justa, igualitária e que busca a evolução.

  8. Comentou em 29/04/2010 Arnaldo Costa

    Continuando: Todas as armações, boatos e crises, que a imprensa suja, antidemocrática e comprada criou nesses últimos anos, podem ser refurtados. Vocês são aliados das pessoas que criaram todo tipo de politicagem que existe no país e por isso sabem o que e como investigar. Mas, mesmo assim, o atual governo passou imune. Não levanto a bandeira de nenhum partido, apenas desejo justiça e a verdade, doa a quem doer. Se querem encontrar falcatruas e armações, vão fazer uma faxina em seus terreiros. Comece por SP,que está um caos. Vá atrás desse número: 5,5%. No mais, podemos propor um debate com a cúpula dessa atual imprensa investigativa, quando lhes convém. Veremos se sobra algum tijolo em pé.

  9. Comentou em 29/04/2010 Eduardo Romeiro

    Sinto a falta de um comentário (neste observatório) específico sobre a história do ‘viral’ da capa da Veja. Trata-se de um grande e vergonhoso engodo, pois (conforme já foi dito aqui) o que o site quis fazer foi uma crítica à ‘meiguice’ de Serra, e não uma ‘corrente pra frente’, como a revista tenta demonstrar. Para mim, que já conhecia as fotos a partir do site do Professor Hariovaldo, é um absurdo o que a revista faz, apropriando-se de forma indevida da imagem de muitas pessoas que (ao contrário do que diz a nota da Veja) queriam ironizar a capa, e não repetí-la ou prestar-lhe homenagem. Junte-se a isso a cópia de uma solução da Time, o que denota, em minha opinião que ‘nada se cria, tudo se copia’.

  10. Comentou em 28/04/2010 Boris Dunas

    Ibsen, Diego e Fábio: ocorre apenas que a Marilesia, enquanto ‘velha raposa da imprensa’, faz a crítica DA crítica, e não se deixa enganar por falsos ‘sinais’, só pq esses sinais convencem até a extrema esquerda de sua ‘isenção’ – precisamente por serem esses mesmos ‘sinais’ desavergonhadamente esquerdistas em sua ‘rigorosa imparcialidade’, entendem? É preciso o olho do lince, o faro aguçado da raposa e a sagacidade extremada que só os velhos lobos da imprensa têm!
    Essas pessoas especiais nunca cairão no ‘velho conto da crítica isento-esquerdista disfarçada de crítica isento-canhota mas que no fundo não passa de crítica-direitista-nada-isenta. O azar é que dessa vez o W Araújo caiu na peneira implacável da Marilesia, e não teve de sofrer as agruras de enfrentar a avaliação de uma ‘profissional do ramo’. Em outras palavras: ela só é mais esquerdista do que vocês!

  11. Comentou em 28/04/2010 Boris Dunas

    Ibsen, Diego e Fábio: ocorre apenas que a Marilesia, enquanto ‘velha raposa da imprensa’, faz a crítica DA crítica, e não se deixa enganar por falsos ‘sinais’, só pq esses sinais convencem até a extrema esquerda de sua ‘isenção’ – precisamente por serem esses mesmos ‘sinais’ desavergonhadamente esquerdistas em sua ‘rigorosa imparcialidade’, entendem? É preciso o olho do lince, o faro aguçado da raposa e a sagacidade extremada que só os velhos lobos da imprensa têm!
    Essas pessoas especiais nunca cairão no ‘velho conto da crítica isento-esquerdista disfarçada de crítica isento-canhota mas que no fundo não passa de crítica-direitista-nada-isenta. O azar é que dessa vez o W Araújo caiu na peneira implacável da Marilesia, e não teve de sofrer as agruras de enfrentar a avaliação de uma ‘profissional do ramo’. Em outras palavras: ela só é mais esquerdista do que vocês!

  12. Comentou em 28/04/2010 Arnaldo Costa

    Realmente esse advogado aprendeu direitinho com a imprensa marrom, principalmente com o tabloide PIG. Como no discurso raso de Serra, enrola, enrola e não diz nada. Frases feitas para conclusões sem pé nem cabeça e sem coerência. No molde ultrapassado do DEM (ex-PFL, ex-PDS) e da tucanada: Eu prometo, eu prometo, eu prometo…mas não cumpro. Ou minto e invento, mas não aumento. Quanta hipocrisia, quanta dissimulação. Mais um papagaio de pirata radical e doutrinado. Sem informação, é difícil manter uma opinião. Continue desinformado com o PIG. Estão querendo até recontar a história do Brasil…

  13. Comentou em 28/04/2010 andre almeida

    Washington,
    O tal viral da Veja nada mais nada menos foi uma ‘zoação’ com a pose meiga de José Serra. Busque quem começou isso e entenderá.
    E a Veja, não entendeu, ou não quis entender, e teve a desfaçatez de usar isso a favor de seu candidato.

  14. Comentou em 28/04/2010 Diego Mascarenhas

    Faltava só o tocador de berimbau solitário da Bahia de Todos os Santos surgir nesse horizonte democrático com sua sapiência pré-caverna segundo alegoria de Platão… triste país que distribui carteira de advogado…

  15. Comentou em 28/04/2010 Diego Mascarenhas

    Faltava só o tocador de berimbau solitário da Bahia de Todos os Santos surgir nesse horizonte democrático com sua sapiência pré-caverna segundo alegoria de Platão… triste país que distribui carteira de advogado…

  16. Comentou em 28/04/2010 Antônio Luiz Calmon Teixeira Filho

    Mais um texto panfletário do articulista de uma nota só. Apesar do (mau) uso da mitologia em artigo anterior e da citação a Fernando Pessoa (Google?), o articulista não consegue se desvencilhar das teorias conspiratórias as mais estapafúrdias. E o mais detestável, e o articulista bem sabe disso e sempre lança mão de tal artifício, é que as teorias conspiratórias sobrevivem e se multiplicam justamente por serem inverossímeis. Não é preciso prová-las, por isso o articulista se resume a criar e disseminar fantasias, para regozijo da turba ignara, que segue o “mestre” sem questionamentos, uma vez que não há fundamentos e/ou argumentos sólidos em seus textos. Nada há para refutar, intelectualmente falando. Já esta na hora, na verdade, já passou da hora, de o articulista apresentar um texto que não seja fundamentado em teorias da conspiração. Talvez não seja possível, pelo simples fato de inexistirem fundamentos que possam amparar o pensamento do articulista. Mas, pela causa, pelo partido, tudo é permitido. Afinal, como apregoa o presidente, “somos ‘nós’ contra ‘eles’”.

  17. Comentou em 28/04/2010 Arnaldo Costa

    Teócrito, continue lendo esses tabloides e jornalecos e matenha-se desinformado. O Arruda estava já a um passo de ser vice do Serra. Os dois não só praticam o mesmo tipo de politicagem, como também são grandes alidados. Em relação ao estudo sugerido por Boris, acredito que ele que está precisando dar uma olhadinha pelo menos na história recente da política no Brasil. Siga a trilha DEM = ex-PFL = ex-PDS = a ex e atual ditadura. Todo tipo de politicagem que presenciamos atualmente foi criado por esse partido e bem assimilado pelas aves de rapina. Ao invés de virarmos essa página da história, a imprensa marrom, hipócrita, reacionária e tendenciosa, continua alimentando esses indivíduos no poder, uma simbiose parasitária. A nossa sociedade evoluiu. No governo atual demos um grande passo para o desenvolvimento e por uma sociedade mais justa, igualitária e democrática. O problema é que alguns setores da mídia e da política não acompanharam essa evolução.

  18. Comentou em 27/04/2010 José Paulo Badaró

    Pura teoria da conspiração. A mão que balança o berço e está na foto é dele mesmo. Pelo menos o dedo é muito parecido com aquele que ele costuma cutucar o nariz em público. Agora, o Fotoshop faz muito milagre, mas não consegue engomar e alisar um colarinho como tão bem fazia minha falecida tia. Basta ver o colarinho impecável da camisa do Obama e o amarfanhado do Serra.

  19. Comentou em 27/04/2010 Ibsen Marques

    Pior é que para que se concretize aproposta de um leitor sujeito de sua própria história através de uma análise crítica sobre o mundo e o que se escreve sobre ele é necessário prioritáriamente a famigerada educação e essa. A diferença, para mim, entre a boa e a má propaganda é que a primeira expoõe as reais qualidades do produto para vendê-lo; já a segunda é só olhar a capa da Veja e observar as ações e fotos do ex-governador em movimentações anteriores.

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