Sábado, 16 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

IMPRENSA EM QUESTãO > RESCALDOS DA TRAGÉDIA

A primeira vítima é a verdade. Outra vez

Por Luciano Martins Costa em 31/07/2007 na edição 444

A imprensa brasileira reescreveu, nos últimos dias, o sucesso literário de Philip Knightley, no qual o autor australiano, que fez carreira brilhante no Sunday Times da Inglaterra, demonstra que as informações sobre guerras na modernidade sempre foram manipuladas.

Desde a guerra da Criméia – entre 1854 e 1856, quando se deu pela primeira vez o uso intensivo do telégrafo elétrico – até a Guerra do Vietnã, constatou Knightley, os relatos dos repórteres eram distorcidos pelos editores de jornais para auxiliar a propaganda de guerra dos governos envolvidos. No tempo da internet, declarou o jornalista há dois anos durante encontro de repórteres em Londres, a manipulação dos fatos de guerra continua predominando, determinada por interesses políticos e econômicos dos controladores da mídia. Ele assegura que, ainda hoje, a primeira vítima de uma guerra é a verdade.

O primeiro golpe

A imprensa brasileira, em sua representação hegemônica, tentou plantar, durante os primeiros dias da cobertura da tragédia ocorrida em 17/7 em Congonhas, a tese segundo a qual o Airbus que fazia o vôo JJ 3054 havia derrapado na pista principal do aeroporto, que teria sido irresponsavelmente liberada mesmo sem as ranhuras que deveriam facilitar o escoamento da água das chuvas. A verdade recebeu aí o primeiro golpe.

Na cauda dessa primeira versão, a imprensa amarrou a interpretação segundo a qual o acidente era a culminância de uma sucessão de problemas na aviação civil, à qual se havia convencionado chamar ‘apagão aéreo’. Os fatos diriam que a verdade estava novamente sendo violentada. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de fato, havia demonstrado durante os últimos doze meses inabilidade para garantir o funcionamento seguro, confortável e pontual do setor, mas a responsabilidade das duas empresas aéreas que dominam o mercado – TAM e Gol – não poderia ter sido colocada em segundo plano nas análises sobre a questão.

Os ganhos das duas empresas com a exploração desmedida dos aeroportos mais rentáveis do país, em especial o de Congonhas, foram estampados em todos os jornais nos últimos dias da semana passada. As perdas que as duas empresas tiveram após a tragédia do dia 17 são o atestado de que, no mínimo, a imprensa deveria ter investigado com mais desprendimento as causas do estresse dos controladores de vôo nos últimos meses. Resta evidente que houve, em todo esse período, uma pressão desmesurada das empresas pelas operações em situação-limite, à qual correspondeu a cumplicidade da Infraero.

Considerando-se que quase 92% do mercado é dominado pelas duas companhias, fica fácil imaginar também o temor do desemprego que marca o dia-a-dia de pilotos, atendentes de bordo e funcionários de apoio e manutenção. Esse, sabemos hoje, seria um componente importante de um quadro mais próximo da realidade, a ser apresentado no noticiário. Esteve presente em algumas páginas, mas nunca com o destaque que se deu à falta de ranhuras na pista da tragédia e a outros elementos vinculados ao desastre de Congonhas.

Escolhas editoriais

No décimo dia após o acidente, a imprensa apresenta o movimento ‘Cansei’, liderado por empresários e instituições civis, como uma reação da sociedade – nascida na emoção da tragédia e sem conotação partidária – a toda uma sucessão de descalabros e carências sociais e políticas. Embora a campanha tenha produzido palavras de ordem mais amplas, como ‘Cansei do governo paralelo dos traficantes’ e ‘Cansei de empresários corruptores’, o ‘caos aéreo’ era ainda o destaque associado ao noticiário sobre o lançamento da campanha.

O movimento, iniciado pela seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, tem grandes possibilidades de produzir como efeito uma maior qualidade do Estado, em todas as suas instâncias, se ao discurso de seus integrantes corresponder uma maior coerência com certas ações, como, por exemplo, uma melhor seletividade dos beneficiários de doações para campanhas eleitorais e a redução da prática de oferecer propinas a funcionários governamentais. Eles precisam, primeiro, dizer ‘não’ ao caixa 2 em suas próprias organizações, e reduzir a proteção corporativista aos representantes de suas instituições envolvidos em escândalos, e a imprensa deve estar vigilante quanto a isso.

As repetidas declarações dos líderes do movimento, que imputam a uma ampla variedade de motivos sua decisão de fazer valer os desejos da chamada sociedade civil organizada, podem desencadear mudanças significativas nas instituições, mas para isso a imprensa precisa jogar um jogo limpo, fiel ao que se anuncia como motivação dos criadores da campanha ‘Cansei’.

Diferentemente do que repetem alguns notáveis fazedores e observadores da imprensa, a afirmação de que os lordes da mídia persistem num viés de agressiva hostilidade ao presidente da República não equivale a conspiracionismo. A imprensa é de oposição, em grau que só se compara, historicamente, ao que se passou durante o curto governo de João Goulart – talvez por isso mesmo de tão curta duração, amputado que foi por um golpe militar fortemente apoiado na mídia.

Aparentemente, o Brasil de hoje não se pauta mais pelo que dizem os editoriais dos três jornais mais poderosos. Também há que se registrar que os lordes da imprensa têm direito a amar ou odiar, respeitar ou desprezar este ou aquele governante, este ou aquele personagem da cena política. Da manifestação dessas predileções, com mais ou menos talento, são feitas as páginas de opiniões. O problema começa quando o noticiário é contaminado por esse opiniário.

E isso ocorre principalmente porque, na atual estrutura dos jornais, revistas e demais meios de jornalismo, já não há espaço para as divergências em relação ao veio principal de opinião, o do proprietário. Assim como os pilotos e engenheiros da aviação civil ficam entre obedecer a ordens controversas em relação às melhores práticas e encarar o desemprego, para a imensa maioria dos jornalistas a escolha fica restrita entre amarrar as escolhas editoriais ao opiniário predominante ou partir para o desligamento – como se diz, ir cuidar de ‘projetos pessoais’.

Veredicto apressado

Alguns jornalistas se alinham por convicção, outros por conveniência, e grande número porque são profissionais com grande talento para a prospecção de oportunidades na carreira, sejam elas aceitáveis ou não de um ponto de vista ético. Não que devessem usar o posto para fazer proselitismo, como ocorreu em muitas redações durante os anos 1980, em favor do partido que atualmente está no governo. Apenas se observa que, hoje, praticamente inexistem filtros eficientes entre a opinião dos donos e as escolhas editoriais dos profissionais que decidem a linha do noticiário.

Deste lado da sociedade, o risco visível é de que a imprensa perca valor em sua função social de fiscalizar os poderes, por uma insistência viciosa em imputar ao Executivo todos os males do país e creditar ao mercado ou ao imponderável todos os bons números da economia e as análises sobre a estabilidade institucional.

Se perder credibilidade e influência sobre a sociedade de modo mais amplo, como parece ter acontecido nas últimas eleições, e concentrar seu poder de convencimento em determinadas faixas da classe média, a imprensa estará produzindo um tumor de radicalismo e preconceito cujas conseqüências não se pode prever.

A complexidade atual das relações sociais não favorece exercícios de futurologia confiáveis, nem está habilitado este observador para tanto. Porém, é seguro afirmar, pela leitura cuidadosa do noticiário das duas últimas semanas, que a imprensa, de modo geral e quase unânime, procurou jogar no colo do presidente da República os cadáveres do Airbus que fazia o vôo JJ 3054. Apressou-se em dar um veredicto que em dois dias se revelou sem fundamento.

Não há como não dizer que, havendo uma guerra deflagrada entre a imprensa e o atual governo, a primeira vítima tenha sido, outra vez, a verdade.

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Jornalista

Todos os comentários

  1. Comentou em 05/08/2007 Ivan Berger

    Respeito a posição do ilustre escriba,mas reafirmo o que escrevi,jornalismo se faz sim a partir de especulações,de indícios,pois muitas vezes puxando um fiozinho fora do lugar é que se desvendam os fatos.’Quem está atrás da objetividade deveria começar reunindo tudo o que houver de mais parcial,distorcido e tendencioso.A verdade está escrita em código na mentira.Isso é apenas uma outra forma de dizer que a verdade é um quebra-cabeça.’ Vai me desculpar mas entre o seu parecer,eivado de presunçosa ética e bom mocismo,e o do velho Otavio Frias Filho,adivinha com qual eu fico ? Se a imprensa fosse fazer o jornalismo comportado que vc.defende,Renan continuaria exibindo tranquilamente aquele ar debochado e de malandro bem-sucedido,achando-se inatingível como presidente do senado. Dentro da suas premissas,a Folha não teria dado espaço para um político de reputação duvidosa,como Roberto Jefferson,promover o destampatório do valerioduto.Atiça minha curiosidade saber como seria a cobertura dessa última tragédia aérea sob sua ótica.Posso não ter seu tempo de estrada,muito menos currículo que se equipare ao seu,mas como bem sabemos,medalhas e condecorações muitas vezes não querem dizer muita coisa.Como jornalista,sempre confiei muito no feeling,e pouquíssimas vezes me arrependi de seguir meus instintos.Manuais e regras estáticas são boas para repartição pública,no jornalismo,só atrapalha

  2. Comentou em 04/08/2007 Ivan Berger

    Nem tanto ao mar,prezado Luciano.Qual a verdade que vc. diz vitimizada na suposta guerra entre o governo e a imprensa ? A sua verdade ? A verdade das caixas-pretas ? Da TAM ? Do governo ? Da mídia arrevesada ? Cada um tem lá sua ótica da verdade,e saber qual efetivamente corresponde a realidade não é tarefa que se destrinche assim tão facilmente,ainda mais quando se vê as coisas sob um prisma deformado,como é o seu caso. Especular,quando não se tem dados concretos e definitivos,faz parte do processo jornalístico,isso me parece tão óbvio que me admira vc ignorar. Ora,se as causas a princípio apontavam para possíveis defeitos na pista,vc. como jornalista faria o quê ? Se a responsabilidade do governo,reconhecida pelo próprio Lula,também está evidente na morosidade e incompetência para resolver a crise,que ,como está agora se vendo ,obrigou a companhias a negligenciar os itens de segurança,querias o quê,que a mídia deixasse de lado esse aspecto crucial da questão ? Não sei,mas minha concepção de jornalismo não bate com a sua.Ver os fatos à distância,sem estar na linha de frente,faz essas coisas.

  3. Comentou em 03/08/2007 Miguel Álvares Cardoso

    … continuação…
    que o governo federal ficara de joelhos. Essa foi uma intenção reacionária da mídia “insistente” que a todo custo, tentou, com leviandade, culpar o governo por acidentes incidentais e de dificuldades técnicas. “EM BUSCA DA MORTE”: Este trecho é um clássico do oportunismo em busca de cadáveres, em busca da desgraça. A respeito, escreveu, Urariano Mota, jornalista pernambucano: “…Há desgraça, estou presente, há cadáveres, vou cheirar sua carniça. Publicado em 20 de julho, vem de uma senhora que escreveu artigos sob encomenda e aplauso da reação do Brasil. Atende pelo nome de Dora Kremer, mas é tão exemplar e repetida em suas frases e convicções, que poderíamos dizer ser este um pseudônimo coletivo de jornalistas , quer se chamem Ricardo Noblat, Merval Pereira, Eliane Cantanhêde, quer se chamem Ali Kamel, Augusto Nunes, James qualquer coisa, ou discípulos mais medíocresque se espelham nesses insuperáveis mestres. Ela escreve em O Estado de São Paulo, mas poderia ser em qualquer outro periódico da nossa mais alta inteligência.: Folha de São Paulo, O Globo, Jornal do Brasil, Zero Hora, Veja e outros que a poeira dos próximos 10 anos irá comer. Sem sequer um dobre de sinos”.

  4. Comentou em 03/08/2007 Flavio Mourao

    Parabens pela matéria!até que enfim pude ler algo coerente sobre esta trajédia. apenas acho que deve haver responsabilização da imprensa que exige liberdade de expressão mas não tem a responsabilidade necessária na sua divulgação.

  5. Comentou em 03/08/2007 João Marques

    Maria Paula Cunha (engenheira), acho que a senhora é que deveria despertar da hipnose da mídia reacionária e golpista! Depois de tantas mancadas irresponsáveis dessa mídia, a sra. vir acusar o Lula e o seu governo é demais! Quanto aos dois acidentes aéreos, se a senhora acompanhou tudo o que foi apurado e noticiado, sabe que no acidente com o avião da Gol o governo federal não teve qualquer responsabilidade em relação ao mesmo; já o acidente com o avião da TAM, embora ainda não haja uma conclusão, já se tem praticamente certeza que o governo federal também não teve qualquer responsabilidade. Querer vincular esses acidentes aéreos à crise aérea é ou desinformação ou má-fé e partidarismo explícitos. Além disso, com todos os avanços econômicos e sociais que este país vem tendo ao longo do governo Lula, chamar , como a senhora chamou, esse goveno de incompetente é ou ignorância ou má-fé e partidarismo explícitos de sua parte (anti-petismo, anti-lulismo, ‘tucanismo’ exacerbado, etc.). O que essa mídia golpista quer é isso: lançar cortinas de fumaça, tentando de todas as formas (inclusive mentindo, acusando irresponsavelmente sem provas, distorcendo informações, etc.) vincular o Lula e o seu governo a coisas negativas, enquanto uma quantidade enorme de coisas positivas que este governo vem fazendo é pouco veiculada ou repercutida por ela. CANSEI dessa mídia golpista e canalha!

  6. Comentou em 02/08/2007 Ricardo Camargo

    O texto do Luciano Martins Costa, como já disseram vários comentadores aqui , tem várias virtudes: 1) não atira, de plano, a clpa no Governo Federal, mas também não o absolve; 2) traz à questão a própria idéia que presidiu, muitas vezes, a cobertura das guerras, em que os correspondentes passaram a ser, antes, agentes da guerra de informações, para elevarem o moral dos combatentes que fossem apoiados pelos respectivos veículos. Por ora, ainda não me convenci de que Congonhas seja adequado para o volume de serviço que dele se cobra e, por outro lado, que não haja interesses em que ele continue funcionando. E também continuo convicto de que construir palanques com os ossos dos mortos de Congonhas é tão anti-ético quanto construí-los com os ossos dos mortos da Marginal, em São Paulo, no início do ano.

  7. Comentou em 02/08/2007 Ricardo Camargo

    O texto do Luciano Martins Costa, como já disseram vários comentadores aqui , tem várias virtudes: 1) não atira, de plano, a clpa no Governo Federal, mas também não o absolve; 2) traz à questão a própria idéia que presidiu, muitas vezes, a cobertura das guerras, em que os correspondentes passaram a ser, antes, agentes da guerra de informações, para elevarem o moral dos combatentes que fossem apoiados pelos respectivos veículos. Por ora, ainda não me convenci de que Congonhas seja adequado para o volume de serviço que dele se cobra e, por outro lado, que não haja interesses em que ele continue funcionando. E também continuo convicto de que construir palanques com os ossos dos mortos de Congonhas é tão anti-ético quanto construí-los com os ossos dos mortos da Marginal, em São Paulo, no início do ano.

  8. Comentou em 02/08/2007 maria paula cunha

    O brasileiro simplesmente está despertando de uma hipnose ptista. È a constatação da incopetencia administrativa(vejam portos ,aeroportos e estradas],da fome ptista de corrupçâo, da falta que faz um chefe de estado assumir responsabilidades.A máscara està caindo,ninguém segura mais.

  9. Comentou em 02/08/2007 Sergio SL

    Resultado de uma frágil liderança. O ‘pouvo’ brasileiro está em péssimas mãos. Na melhor das hipóteses, sob o mando de um covarde. Enquanto Bush, sem qualquer mérito ético pessoal, cumpre o dever de se manifestar prontamente face a uma tragédia nacional, ao se pronunciar nas primeiras 24 horas à respeito da queda de uma ponte em Minneapolis, o presidentinho do brasil (minúsculas intencionais) ficou silente durante dias e ao falar só vomitou despreparo, arrogância e autoritarismo, tentando amedontrar opositores. Se alguém está em crise, não é a nação. É a sua governança central.

  10. Comentou em 02/08/2007 Sergio SL

    Resultado de uma frágil liderança. O ‘pouvo’ brasileiro está em péssimas mãos. Na melhor das hipóteses, sob o mando de um covarde. Enquanto Bush, sem qualquer mérito ético pessoal, cumpre o dever de se manifestar prontamente face a uma tragédia nacional, ao se pronunciar nas primeiras 24 horas à respeito da queda de uma ponte em Minneapolis, o presidentinho do brasil (minúsculas intencionais) ficou silente durante dias e ao falar só vomitou despreparo, arrogância e autoritarismo, tentando amedontrar opositores. Se alguém está em crise, não é a nação. É a sua governança central.

  11. Comentou em 02/08/2007 Flavio Seabra

    Parabens pelo texto. Mas infelizmente, e so alguem publicar alguma coisa que nao ataca o governo Lula que imediatamente aparece um monte de PTista para comentar chamando a imprensa de mentirosa e, como gostam de dizer conservadora e golpista. IGNORANTES, o autor quer dizer que a verdade e assassinadados dois lados, antes de chamarem a globo e a veja de ‘golpistas’ entendam que do outro lado, os ‘jornalistas’ Paulo Henrique Amorim e Mino Carta fazem a mesma coisa mas a favor do governo. E esse texto, ao meu entender denuncia isso. Pois se as verdadeiras causas do acidente ainda estao por ser esclarecidas, tao irresponsavel quanto acusar o governo sem que a investigacao tenha terminado, e inocenta-lo na mesma situacao.

  12. Comentou em 02/08/2007 Flavio Seabra

    Parabens pelo texto. Mas infelizmente, e so alguem publicar alguma coisa que nao ataca o governo Lula que imediatamente aparece um monte de PTista para comentar chamando a imprensa de mentirosa e, como gostam de dizer conservadora e golpista. IGNORANTES, o autor quer dizer que a verdade e assassinadados dois lados, antes de chamarem a globo e a veja de ‘golpistas’ entendam que do outro lado, os ‘jornalistas’ Paulo Henrique Amorim e Mino Carta fazem a mesma coisa mas a favor do governo. E esse texto, ao meu entender denuncia isso. Pois se as verdadeiras causas do acidente ainda estao por ser esclarecidas, tao irresponsavel quanto acusar o governo sem que a investigacao tenha terminado, e inocenta-lo na mesma situacao.

  13. Comentou em 02/08/2007 graça maria arantes agostini de matos

    A minha ajudante (pouco alfabetizada), chegou pra tabalhar na 2a. feira e, vendo a manchete do Globo (todo dia) culpando o governo pelo acidente da TAM, disse na sua simplicidade: ‘D. Graça, eu ouvi o Lula falando outro dia que ele tem que providenciar segurança, saúde e estudo para os filhos da gente, mas ele não pode entrar na nossa casa e se meter na nossa vida e ensinar os filhos da gente a tomar banho, a escovar os dentes, a falar a verdade, a ajudar as pessoas, a respeitar os pais..’ É preciso dizer mais alguma coisa?
    Parabéns pelo texto!
    Abraços, Graça Maria

  14. Comentou em 31/07/2007 Gustavo Morais

    O papagaio cibernético aloprado (metido a sabichão), programado para só dizer asneiras, insiste no seu alienado discurso anti-Lula e PT. Não compreendo tanta agressividade. Será um surto-psicótico ? Gardenal nele!!! Essa verborragia virulenta e enfadonha não leva a nada. Certamente, o inconformismo arrogante subiu-lhe à cabeça. Mas, não adianta espernear, rogar praga e maledicências. O Sr. Luiz Inácio da Silva, do PT, é o nosso legítimo Presidente, eleito e reeleito, queiram ou não. Lula é o povo e o povo é Lula, pois essa é a expressão da democracia, traduzindo-se na força representativa da vontade popular que emergiu das urnas, sendo que a eleição do mesmo, devido à acintosa e vergonhosa oposição orquestrada pela grande mídia na ocasião, deu-se em circunstâncias que o legitima e o credencia muito mais. Todo o enorme poder da mídia, ao contrário de diversas outras oportunidades, dessa vez não foi suficiente para persuadir, manipular e direcionar a consciência nacional. A imprensa ainda não conseguiu assimilar essa derrota, proveniente da ‘rebeldia’ popular. Esse mesmo povo que sempre fora tão cativo à mídia, tal qual uma boiada, recusara o jugo, ousando contraria-la. Por tal razão, a mídia alimenta um ódio mortal em relação ao Sr. Lula e, por conseqüência, um ódio ainda maior em relação ao povo que o elegeu. CPI DA MÍDIA JÁ!!! A mídia marginal não pode ficar acima da lei.

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