Domingo, 25 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

IMPRENSA EM QUESTãO > CRIACIONISTAS vs. EVOLUCIONISTAS

A torre de marfim

Por Maurício Tuffani em 16/12/2008 na edição 516

O recente confronto entre criacionistas e evolucionistas no Brasil está rendendo nos meios de comunicação muitas manifestações que pouco colaboram para um debate de idéias. Mas também têm acontecido algumas interessantes e pedagógicas contraposições de argumentos. Na praticamente absoluta falta de iniciativas acadêmicas para um embate entre os dois lados dessa polêmica, a imprensa, os blogs e outros espaços na internet se tornaram o meio viabilizador para ele.


Ninguém espera que essas discussões cheguem a um consenso. Mas, independentemente da posição de cada um nessa polêmica, para aqueles que se esforçam em manter um mínimo de honestidade intelectual, essa é uma oportunidade para aprender o que é e o que não é válido em questões que envolvem ciência e religião. Além disso, e muito mais importante, é o caso de se considerar o risco de que o persistente afastamento da comunidade científica desse debate público possa levar a reveses maiores do evolucionismo em um período de ascensão de muitas crenças religiosas.


Esse confronto teve início na primeira metade do século 20 nos Estados Unidos e teve vários episódios posteriores. Foi reacendido em 30/11 pelo jornalista Marcelo Leite em seu blog Ciência em Dia e sua coluna homônima da Folha de S.Paulo, com a notícia de que o Colégio Presbiteriano Mackenzie, com sedes em São Paulo, Barueri e Brasília, passou a ensinar criacionismo em suas aulas de ciências. O debate ferveu no espaço de comentários daquele blog e também na seção de cartas do jornal, que na seção ‘Tendências/Debates’ apresentou dois artigos de posições contrárias em 06/11, que comentei em ‘O debate sabotado entre criacionistas e evolucionistas‘ (07/12).


‘Misturar as duas frentes’


Num sábado, 8/11/2008, O Estado de S. Paulo agitou mais essa polêmica com a reportagem ‘Escolas adotam criacionismo em aulas de ciências‘, de Simone Iwasso e Giovana Girardi, mostrando que o ensino dessa concepção sobre a vida não se limita ao Mackenzie. Também num sábado (13/12), o filósofo Paulo Ghiraldelli Jr. publicou em seu blog o artigo ‘Deus e o Diabo disputam o ensino brasileiro?‘.


Ainda nesse sábado, foi a vez do Ministério da Educação, com sua posição de que o criacionismo ‘pode e deve ser discutido nas aulas de religião, como visão teológica, nunca nas aulas de ciências’. A declaração foi feita pela secretária da Educação Básica do MEC, Maria do Pilar, a reportagem de Fábio Takahashi e Talita Bedinelli, na Folha (‘MEC diz que criacionismo não é tema para aula de ciências‘). E, após duas semanas de manifestações sobre o assunto, o Estadão de domingo (14/12) trouxe as opiniões sobre esse assunto de Roseli Fischmann, professora de filosofia da educação da USP (‘Deus não freqüenta laboratório‘).


A professora da USP é contra o ensino do criacionismo em aulas de ciências. De todas as afirmações atribuídas a ela na matéria de ontem, a que me pareceu mais importante foi a de que os professores podem ensinar aos alunos que a ciência é fruto da construção humana e que eles podem participar dessa construção:




‘Assim se desenvolve nos alunos a possibilidade de questionar, e uma boa dúvida é a pérola do mundo científico. Se, do ponto de vista religioso, existe alguém infalível, isso é para as pessoas que acreditam. Quem acreditar será respeitado por isso, mas não se pode querer que todo o mundo esteja dentro dessa lógica. Ninguém, enfim, ganha misturando as duas frentes porque os cientistas podem pensar que são deuses, e quem fala de Deus pode pensar que é cientista.’


Teria sido interessante a professora explicar melhor – e a reportagem a ela perguntar – o que entende por ‘misturar as duas frentes’, uma vez que outro defensor do evolucionismo, o biólogo e educador Charbel Niño El-Hani, professor da Universidade Federal da Bahia, manifestou-se antes, na Folha, também contra ensinar o criacionismo nas aulas de ciências, mas a favor de discuti-lo com os alunos.


Teoria alternativa


Roseli, que é também coordenadora de projetos de pesquisa da Fundação MacArthur, colaboradora da Unesco e do Ministério das Relações Exteriores, cometeu um engano ao tentar explicar a polêmica em pauta ao recorrer ao pensamento do filósofo da ciência norte-americano Thomas Kuhn (1922-1976), autor do clássico A Estrutura das Revoluções Científicas, de 1962. Nas palavras atribuídas pela reportagem à professora, esse autor teria proposto que ‘(…) a ciência se constrói historicamente por paradigmas. Com o tempo surgem novas idéias, novas propostas, que vão corroendo essa estrutura até que surja um novo modelo. Aquele vigente nem sempre é tolerante para com as visões mais recentes’. O que Kuhn diz é que a classe científica, que justamente por precisar da transformação deveria ser a mais aberta a mudanças, se manifesta muitas vezes resistente. Há egos, interesses financeiros pesados, falta de ética… Mas são as novidades que, em geral, promovem o avanço científico.


Muitos criacionistas já devem estar festejando essa declaração. A conseqüência da aceitação dessa interpretação seria a de que são válidas quaisquer novas propostas para o evolucionismo, pois elas, em princípio, poderiam promover o avanço científico. Se fosse assim, não haveria razão na própria recusa, defendida por ela, de ensinar o criacionismo como teoria alternativa.


Herança de um ‘monstro’


Na verdade, o que Kuhn afirmou é outra coisa. Para ele, um paradigma é um conjunto de compromissos conceituais, metodológicos e instrumentais compartilhados pelos membros de uma especialidade científica durante um determinado período. Esse modelo entra em crise a partir de sucessivas dificuldades e contradições apresentadas por observações e experimentos. Por meio de diversas revisões críticas, são feitas adequações no paradigma, inclusive por meio da redução do seu campo de validade. Desse modo, crescem as ‘anomalias’ nos modelos e, para isso, não são necessárias novas propostas. Nas palavras de Kuhn, as revoluções científicas consistem em ‘episódios extraordinários’ desencadeados por essas dificuldades:




‘Desse e de outros modos também, a ciência normal freqüentemente se desnorteia. E, quando isso acontece – quando já não se pode mais livrar-se das anomalias que subvertem a prática vigente da prática científica –, começam então as investigações extraordinárias que finalmente levam a profissão a um novo conjunto de compromissos, a uma nova base para a prática da ciência’ (The Structure of the Scientific Revolutions, Chicago University Press, 3ª edição, 1996, p. 6. Não indico a página da edição brasileira, que também uso, porque no momento não a tenho em mãos).


Tomando como exemplo a astronomia medieval, baseada na tese geocêntrica de Cláudio Ptolomeu (87-151 d.C.), tantas eram as suas anomalias que no prefácio de sua obra de 1543, Sobre a Revolução dos Corpos Celestes, o astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543) disse que a tradição astronômica havia herdado um ‘monstro’.


‘Ciência da natureza’


Involuntariamente, a declaração da professora é, na verdade, muito mais próxima da posição do pensador austríaco Paul Feyerabend (1924-1994), para o qual a transgressão dos métodos da ciência é necessária para o progresso. ‘O único princípio que não inibe o progresso é tudo vale [anything goes]’, diz Feyerabend na terceira e última edição de Contra o Método, de 1993 (Tradução de Cezar Augusto Mortari. São Paulo: Editora Unesp, 2007, p. 37).


Não é por menos que alguns criacionistas já fizeram uso dessa obra. Na verdade, um uso ingênuo, pois o anarquismo epistemológico desse autor se voltaria também contra a religião, em especial contra o cristianismo, por ele chamada de ‘sanguinária religião do amor fraternal’ na primeira edição desse mesmo livro, de 1975 (Tradução de Octany S. da Mota e Leônidas Hegenberg. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1977, p. 433).


Outras oportunidades que têm sido oferecidas ‘de bandeja’ para os argumentos criacionistas vieram de muitas manifestações cientificistas. A maior parte delas consiste em simplórias afirmações de que a seleção natural é ‘comprovada’ e o texto anterior deste blog (‘O debate sabotado…’) já tratou desse assunto. Só faltou dizer que, como nenhuma teoria científica é comprovada, essas afirmações acabam permitindo pesadas e bem-fundamentadas contestações de criacionistas mais sofisticados.


Mesmo que pudéssemos considerar o evolucionismo como um paradigma em crise, o criacionismo não é uma formulação teórica passível de refutação, como deve ser toda teoria das ciências empíricas. Aproveitando um comentário meu feito no blog de Marcelo Leite:




‘A premissa de que uma instância externa conduz o desenvolvimento da vida não é falseável: ela é compatível com o fato de a girafa ter pescoço comprido e, se essa espécie tivesse pescoço curto, seria compatível também. Isso não é ciência da natureza. O evolucionismo pode e deve ser esmiuçado e ter expostos todos os casos de observações e experimentos que o contradizem. Mas, enquanto não houver uma proposta de paradigma não evolucionista baseada em premissas falseáveis, não vale a pena abandoná-lo.’


A incomensurabilidade de paradigmas


Esse é um exemplo de aplicação do critério de falseabilidade do filósofo da ciência austríaco Karl Popper (1902-1994) que apontei na semana passada. Esse é o ponto que me parece estar sendo deixado de lado pelos defensores do criacionismo. Eu o considero o mais frágil dessa concepção, inclusive em sua formulação mais sofisticada, que é o Design Inteligente (DI)


Em meio aos que se manifestaram nestas duas semanas, poucos foram os que se mostraram atentos para a importância da falseabilidade nesse assunto, entre eles o jornalista Cláudio Weber Abramo, diretor-executivo da Transparência Brasil. Porém, muitos, como ele, acreditam que esse confronto não passa de um pseudo-debate. Mestre em filosofia da ciência, ele afirmou em carta ao ‘Painel do Leitor’ da Folha (08/12) que é um equívoco participar de uma discussão sobre esse tema porque ‘(…) com isso confere-se respeitabilidade ao misticismo religioso que alimenta o criacionismo, quando deveria ser óbvio que é impossível discutir seja o que for com quem acredita em seres incorpóreos e influências etéreas. Da mesma forma que crêem em divindades, anjos, almas e no além, crerão em astrologia, leitura de mão, homeopatia e qualquer outra bobagem que apareça’.


Do ponto de vista estritamente epistemológico, o comentário de Abramo pode ser considerado correto. O próprio Kuhn formulou a tese da incomensurabilidade de paradigmas, ou seja, não é possível um efetivo diálogo entre partidários de paradigmas diferentes, uma vez que eles envolvem compromissos distintos e diferentes compartilhamentos de valores.


Confronto entre os contrários


No entanto, o crescimento de muitas religiões em todo o mundo é apenas uma entre várias razões para crer que, cada vez mais, as decisões sobre a ciência podem escapar do controle dos cientistas, da mesma forma como escaparam do controle da Igreja, bem antes da derrocada do mundo medieval. Em outras palavras, o encastelamento na torre de marfim, com a recusa em participar do debate público nos meios de comunicação, pode ser a maior armadilha que muitos evolucionistas estejam a armar para o próprio evolucionismo.


***


PS 1 – Ao ser reproduzida neste Observatório, minha postagem anterior sobre este tema recebeu muitos comentários, entre eles do jornalista Michelson Borges, editor do site Criacionismo.com.br e da Casa Publicadora Brasileira, uma das 56 editoras pertencentes à Igreja Adventista do Sétimo Dia. No primeiro desses comentários, Borges me atribuiu uma ‘posição equilibrada e não beligerante’. Agradeço pelo elogio, que recebo como um reconhecimento de minha determinação em tentar a todo custo compreender diversos pontos de vista, mas não creio ter uma posição equilibrada. Prefiro a idéia da harmonia por meio do confronto entre os contrários, da forma expressada por Heráclito de Éfeso (540-470 a.C.), segundo o registro de Aristóteles:




‘Heráclito diz `a contraposição unifica´, `a mais bela harmonia vem da diferença´ e `todas as coisas se originam da discórdia´ [éris]. (Ethica Nicomachea, 1155b4-7) [Nicomachean Ethics. Tradução de H. Rackham. Texto grego estabelecido por Immanuel Bekker. Cambridge: Harvard University Press (Loeb Classical Library, Aristotle, v. XIX), 2003, págs. 454-455.]


PS 2 – Borges contestou em seu blog a posição do MEC contrária ao ensino do criacionismo nas aulas de ciências.

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Jornalista especializado em ciência e meio ambiente

Todos os comentários

  1. Comentou em 23/12/2008 Marcelo Ramos

    Muito bem, sr. Bandarra. não sei se existe a possibilidade mas, quem sabe, se o senhor continua repetindo as asneiras, não acontece como de outras vezes, nas quais as pessoas desistiram de debater e o senhor não continua falando sozinho o que, aliás, é o que está acontecendo? Religiões que aceitaram o Evolucionismo há milênios… SIC!

  2. Comentou em 22/12/2008 Marcelo Ramos

    Prezado Ricardo Camargo, como você pode ver, o sr. Paulo Bandarra não mudou em nada, nos métodos, ou melhor, na ausência de métodos. Ele continua a repetir a mesma cantilena, sem nada a acrescentar, apenas ironias fracas, mesmo depois de eu, o senhor e o jornalista especializado em ciência, Mauricio Tuffani, e outros, terem mostrado que a questão não é indicar o que è ciência ou o que não é. Mas isso não me supreende, pois o sr. Bandarra é como o marinheiro citado no exemplo de William de Ockham. Ele tem prática de navegação e de fazer algumas contas, de resto só sabe repetir fórmulas e chavôes. O pior é desperdiçar mais de 70 posts, com poucas excessões, tentando converncer um ignorante daquilo que ele pensa que sabe…

  3. Comentou em 21/12/2008 Ricardo Camargo

    Agradecendo a manifestação do Sr.Marcelo Ramos e do Paulo Bandarra-único ponto em que,por sinal,manifestaram concordância nos comentários abaixo-, seria mister esclarecer que não comparei grandezas diferentes,porquanto,ao mesmo tempo em que o marxismo se manifesta enquanto referencial ético-e referencial de várias dentre as correntes da ética,diga-se de passagem-,tem ele também uma dimensão epistemológica, à semelhança do positivismo,embora cada um destes sistemas filosóficos tenha suas características próprias.O positivismo também tem sua manifestação como referencial ético-a própria formulação da’função social da propriedade’muito deve ao discipulo de Emile Durkheim,Léon Duguit-e tem uma dimensão epistemológica materialista,não dialética(como o marxismo),mas empirista.Se estamos no campo da epistemologia-como ficou bem claro nos debates que se apresentaram no blog do autor a este mesmo texto-,torna-se evidente que não houve,aqui,comparação de grandezas diferentes. Por sinal, seria interessante,já que o sr. Clóvis da Luz trouxe à balha a Idade Média,recordar um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento da epistemologia,William of Ockham,quando estudou a relação entre os conhecimentos,em que o dado tomado como pressuposto de um dos seus ramos era,por vezes,estudado em sua formação por outro,referindo precisamente o caso do matemático e do navegador.

  4. Comentou em 21/12/2008 Ricardo Camargo

    Agradecendo a manifestação do Sr.Marcelo Ramos e do Paulo Bandarra-único ponto em que,por sinal,manifestaram concordância nos comentários abaixo-, seria mister esclarecer que não comparei grandezas diferentes,porquanto,ao mesmo tempo em que o marxismo se manifesta enquanto referencial ético-e referencial de várias dentre as correntes da ética,diga-se de passagem-,tem ele também uma dimensão epistemológica, à semelhança do positivismo,embora cada um destes sistemas filosóficos tenha suas características próprias.O positivismo também tem sua manifestação como referencial ético-a própria formulação da’função social da propriedade’muito deve ao discipulo de Emile Durkheim,Léon Duguit-e tem uma dimensão epistemológica materialista,não dialética(como o marxismo),mas empirista.Se estamos no campo da epistemologia-como ficou bem claro nos debates que se apresentaram no blog do autor a este mesmo texto-,torna-se evidente que não houve,aqui,comparação de grandezas diferentes. Por sinal, seria interessante,já que o sr. Clóvis da Luz trouxe à balha a Idade Média,recordar um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento da epistemologia,William of Ockham,quando estudou a relação entre os conhecimentos,em que o dado tomado como pressuposto de um dos seus ramos era,por vezes,estudado em sua formação por outro,referindo precisamente o caso do matemático e do navegador.

  5. Comentou em 21/12/2008 Paulo Bandarra

    Caro Maurício Tuffani, não me acuse do que sou inocente. Não pedi nem insinuei que fique e quebre sua palavra dada. Isto é uma decisão de pessoas adultas que ocupam lugares públicos, livres, plurais. Jamais pediria para uma pessoa se violentar ocupando um local destes que tanto sofrimento lhe produz sem estar preparado emocionalmente. Ambientas adultos são para adultos. Adultos só fazem promessas para cumpri-las. Não me culpe se deixar de fazê-lo. Conheço Marcelo Ramos há anos para saber o que digo ou como lhe trato. Nem por isto alguma vez em que dava as suas garantias profissionais se dispôs a sair como criança. Imagine quem tomou a suas dores sem acompanhar a relação nestes anos!

  6. Comentou em 21/12/2008 Paulo Bandarra

    Caro Maurício Tuffani, não me acuse do que sou inocente. Não pedi nem insinuei que fique e quebre sua palavra dada. Isto é uma decisão de pessoas adultas que ocupam lugares públicos, livres, plurais. Jamais pediria para uma pessoa se violentar ocupando um local destes que tanto sofrimento lhe produz sem estar preparado emocionalmente. Ambientas adultos são para adultos. Adultos só fazem promessas para cumpri-las. Não me culpe se deixar de fazê-lo. Conheço Marcelo Ramos há anos para saber o que digo ou como lhe trato. Nem por isto alguma vez em que dava as suas garantias profissionais se dispôs a sair como criança. Imagine quem tomou a suas dores sem acompanhar a relação nestes anos!

  7. Comentou em 21/12/2008 Paulo Bandarra

    Caro amigo Ricardo Camargo, estava sentindo há tempos a sua falta no OI. Às vezes não temos tempo e outras atividades nos levam para longe. Data vênia, permite o amigo discordar da sua posição ao comparar criacionismo com marxismo. Veja bem, estamos no campo de evidências científicas, não de escolhas. E dentro do campo de juízo de valores para fazer nossa opção o marxismo é uma delas (péssima opção que renega os valores iluministas, em suma, os Direitos Humanos!) Não se pode colocar em mesmo patamar, e quem o está, está dando o mesmo status do criacionismo e do evolucionismo na mesma escala de valor. Que dependa de gosto ou liberdade democrática. Confesso, não sou evolucionista como não sou heliocentrista. Não dedico ao conhecimento este tipo de devoção. A evolução apenas é uma teoria em que as evidências totais se encaixam! E enquanto uma melhor não o fizer, ela será a interpretação científica dos fatos. Assim como é pueril colocar o ensino do universo e a sua posição nada meritória (por valores humanos e religiosos) fora de relevância como opção emocional ao geocentrismo como verdades opcionais, pela graça de Deus, não se pode considerar no ensino em ciências do velho e surrado ensino das verdades Bíblicas. Na verdade uma explicação ad hoc tentada desde os primórdios da humanidade. No entanto, o ensino das religiões não é defendida pelos que advogam esta liberdade! Abraços.

  8. Comentou em 18/12/2008 Marcelo Ramos

    Prezado Alexandre Carlos, infelizmente, na história moderna, as religiões tem sido conhecidas pelo seu ‘lado ruim’, por assim dizer. Dogmas, pensar assim pode, assim não pode, quem manda sou eu, etc. Mas na escola existe aula de ciência, de história, geografia, e alguns querem incluir filosofia. Assim, qual é o problema de se ensinar a cosmologia religiosa para reflexão dos alunos? Por exemplo, segundo a Bíblia, o mundo foi criado em seis dias. Segundo o hinduísmo foi uma cifra diferente, e por aí vai. A diferença é que na escola as crianças podem questionar essas coisas, diferentemente se estivessem tendo aula de catecismo. Assim, o History Channel tem ótimos programas sobre o lado histórico de Jesus, de Maomé, etc. assim como também tem ótimos programas sobre o universo, a física, sobre Newton, Einstein, Halley. O problema começa quando as duas correntes acham que uma fosse ocupar o lugar da outra, como se fosse uma guerrinha de egos. Não vai. São aulas e debates diferentes. Eventualmente, pode-se fazer até uma aula de pontos em comum entre as diversas correntes da física e religião.

  9. Comentou em 18/12/2008 Ivan Moraes

    ‘O que existe, o Universo a partir do qual se preocupou a mente em construir noções de tempo, espaço e matéria, deve ser atribuído a quê? Ao acaso? À uma geração espontânea? A uma existência eterna sem que haja uma causa definida, inteligente e eficiente? Ou a Deus?’: esse eh um truquezinho que eu ja aprendi: ao darwinismo se der mais dinheiro; ao criacionismo se calar o maior numero de bocas; ao design inteligente se abrir o maior numero de portas aa infiltracao. Ah, sim, eh so um truquezinho. Ja aprendi a mudar de teorias no meio de sentencas tambem. (Quanto aa mente ‘construir noções de tempo, espaço e matéria’, seria uma contradicao que a mente se valesse do extra-universal pra construir o proprio universo, portanto a mente emprestou o que ja existia e sempre existiu.)

  10. Comentou em 18/12/2008 Marcelo Ramos

    Prezado Heitor Chaves, a matemática também é uma bobagem? Se é uma bobagem, nem precisa responder; agora, se você não acha que a matemática é uma bobagem, respeite opções diferentes da sua. Ah, e o Mauricio Tuffani não defende isso ou aquilo. Como jornalista, ele tem relatar fatos. Nesse caso, como jornalista especializado em filosofia, ele está tentando propiciar o debate. Se a sua contribuição é dizer que essas coisas são bobagens, quer dizer que sua contribuição é uma bobagem a mais, correto? Pessoalmente, sugiro ao jornalista Mauricio Tuffani que releve as palavras do sr. Paulo Bandarra, pois além de não ser assunto afeto à sua área, não aprendeu regras de civilidade e discute filosofia como se estivesse em um bar cheio de gente, por isso precisa gritar como se fosse o dono da opinião.

  11. Comentou em 18/12/2008 Paulo Bandarra

    O estudante (?????) Felipe Faria , continua o seu monologo com o espelho! Famoso por ser Zero de conteúdo!

  12. Comentou em 18/12/2008 Paulo Bandarra

    O estudante (?????) Felipe Faria , continua o seu monologo com o espelho! Famoso por ser Zero de conteúdo!

  13. Comentou em 18/12/2008 Felipe Faria

    Paulo ‘ad nauseum’ Bandara, sua poua disposição ao ebate, e sua enorme disposição à defesa e suas convicções são típicas de fanáticos, e é exatamente esse fanatismo que está transformando a (parca, recente, inicial, incipiente) ciência do evolucionismo na religião do darwinismo.

  14. Comentou em 17/12/2008 Felipe Faria

    Bandara, o maior prazer de um homem inteligente é se fazer de tolo na frente deum tolo que se acha inteligente.

  15. Comentou em 16/12/2008 Clóvis Luz da Silva

    Tendo em vista a intolerância patente entre os defensores da Evolução e da Criação, assevero que é salutar tanto à democracia quanto à ciência e à cultura, que o embate entre posições antagônicas sirva de esteio supremo e inabalável das liberdades individuais, principalmente a do pensamento, posto que, fôssemos tolhidos de discordar daquilo que ouvimos e lemos, melhor seria que nos matassem os que coçam os ouvidos pela extrema intolerância às vozes discordantes; e pergunto: é possível compreender a História (em tudo aquilo que envolve a vida sobre a face da terra) a partir de um invólucro hermeticamente fechado, seja ele ideológico, filosófico, científico ou religioso, mantendo o observador da realidade afastado absolutamente de qualquer tendência que prejudique a isenção de sua análise, de modo qu ele se livre de um labirinto intelectual sem saídas, ou seja, da intolerência?

  16. Comentou em 19/05/2008 Fábio Ribeiro

    Caros,

    colaboro hoje com uma revista de cunho ambiental no Sul de Minas, porém com ambições de se tornar um veículo de referência na área.
    há tempos tenho intenção de obter uma forma de contato com o mestre do jornalismo ambiental no país, meu ex-professor de faculdade, ainda na década de 70 no Rio de Janeiro, Washington Novaes.
    para isto, preciso um contato direto com o próprio, ou sua equipe.
    vai ser uma grande emoção, além de extremamente útil como referência ou mesmo possível colaborador extemporâneo, com artigos ou sugestões que possam nortear nosso trabalho.
    hoje, temos aglguma urgência em termos esses contatos (e-mail ou telefone), para que possamos tornar mais ágil a comunicação.

    conto com a sua preciosa colaboração.

    desde já, nosso muito obrigado.

    Fábio Ribeiro
    Revista Ecogeraes
    (35) 3721-0742 / 9952-9009
    R. Paraná, 73 – Centro
    Poços de Caldas – MG
    fabiocobraribeiro@yahoo.com.br

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