Terça-feira, 18 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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IMPRENSA EM QUESTãO >

A guerra santa na TV

Por Alberto Dines em 02/11/2007 na edição 457

Foi uma sábia decisão das autoridades manter sob sigilo as investigações sobre o caso do padre Lancellotti, mas é preciso lembrar que as irresponsabilidades na cobertura do caso não se limitam ao vazamento de informações por parte da polícia; alguns veículos da mídia estão procurando confundir o andamento das investigações com pistas falsas e  testemunhas suspeitas.


A rede Record ganha de longe neste tipo de manipulação do noticiário.  Exemplo é a  testemunha-bomba, ex-funcionária da Casa Vida, que teria visto o padre em situações embaraçosas.


A personagem e suas revelações estão envoltas em suspeições, mas sua aparição serviu para mostrar como informações capciosas marteladas por um poderoso veículo de comunicação podem tumultuar a busca da verdade.


Está parecendo que o conglomerado Record pretende reeditar a Guerra Santa dos anos 90 quando um dos seus pastores chutou diante das câmeras uma imagem católica.


Se esta é a tática que o conglomerado do bispo Edir Macedo  pretende adotar para acabar com o que chamou de ‘monopólio da informação’, fez a opção errada.


O telespectador pode ser enganado algumas vezes, mas não pode ser enganado sempre.

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