Terça-feira, 17 de Julho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº995
Menu

IMPRENSA EM QUESTãO > SÍNDROME FASCISTA

A imprensa quer culpados

Por Márcio Chaer em 29/07/2008 na edição 496

Amigos me aconselham a parar de dizer que há policiais federais agindo como bandidos e produzindo lixo como resultado de investigações – que só servem para desmoralizar pessoas e não para levar criminosos à condenação. Talvez seja um pouco pesado mesmo. Afinal, mais feio fazem alguns juízes que se deixam intimidar pelo poder extraordinário que a Polícia Federal acumulou com suas operações e atuam como instância homologatória de quase tudo o que a polícia pede por intermédio do Ministério Público.


Essa discussão é boa. O país vive um momento especial e, finalmente, se defronta com um debate institucional sério. Estão em questão a eficiência das instituições judiciárias (das quais a PF é auxiliar), a imprensa e o combate à corrupção.


É fácil entender o sucesso dos espetáculos da PF. Ela vende o produto mais desejado no mercado, depois da TV de plasma com 42 polegadas: culpados. E o que é melhor: culpados ricos. Desses de capa de revista. A imprensa, que só precisa de duas ou três pinceladas para concluir um quadro, se esbalda. Faz uma farra. Não é o caso de juízes que, para condenar, exigem provas – algo que a polícia, o Ministério Público Federal (MPF) e a imprensa acham absolutamente dispensável na luta do bem contra o mal.


Interpretação atroz


Como em um trajeto planejado, a PF cresceu nos espetáculos recentes. Passou por cima do MPF e quase colocou o juiz em segundo plano. Trombou com o Supremo Tribunal Federal e, não teve dúvidas: levou a mão ao coldre. Por achar que a imprensa não se comportou direito, arrolou um número grande de jornalistas como suspeitos também.


Claro: instalou-se um certo medo no uso do telefone nas redações. Principalmente entre os jornalistas que não integram a torcida uniformizada da operação, em que delegado ou juiz se apropria da operação, envolvido emocionalmente, como com algo que lhe pertence.


O ministro da Justiça Tarso Genro manda a nação acostumar-se aos grampos e se refere à violação da intimidade generalizada como diante de um avanço, uma coisa boa. Talvez ache o mesmo de balas perdidas ou seqüestros. O ministro luta para depositar em sua conta o capital político carreado com a imagem gloriosa construída por uma PF que o ignora e tentar resolver o problema do PT, que ainda não achou um nome para herdar o governo Lula.


É evidente que ninguém está imune a ser investigado e o papel da polícia é esse mesmo. O problema é tanto poder nas mãos de pessoas que ‘investigam’ por quatro anos uma pessoa e no dia de prendê-la, descobrem que não sabem seu endereço.


A interpretação dos diálogos gravados é atroz. Tudo gira em torno de Sua Excelência, o grampo, e do que gente despreparada pensa que as falas significam. Não há checagem, não se busca conferir se o que se entendeu das conversas faz sentido. Uma bibliotecária orçar a tradução de uma notícia é entendido como pedido de compra de uma notícia (já publicada meses antes). Uma dúvida que poderia ser esclarecida com um telefonema ou com um e-mail. Seja por preguiça, incompetência, desleixo ou vontade de fabricar ‘verdades’, o resultado só pode ser considerado lixo mesmo.


No devido lugar


Onze anos atrás, criamos uma revista eletrônica sobre Direito – a Consultor Jurídico. Nesse período, produzimos mais de 60 mil reportagens, notícias e artigos com uma vocação nítida: prestigiar a defesa do cidadão diante dos agentes públicos que negam ao indivíduo suas garantias e direitos fundamentais. A arbitrariedade e a truculência de delegados que batem no peito em público e se orgulham de dizer: ‘Quando eu não tenho uma prova, eu cavo’.


O veículo faz contraponto com a grande imprensa que muitas vezes parte do princípio de que toda acusação é verdadeira e toda defesa é falsa. Em sintonia com a maior parte da população – que, como se disse, quer culpados – os jornalistas em geral têm na polícia e no Ministério Público suas grandes fontes e seus aliados preferenciais. Resolvemos contrariar o dogma de que inocência não dá manchete.


Dias atrás, tivemos a honrosa visita de um juiz, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. O ministro, como se sabe, não é a personalidade predileta dessa turma. E tem um hábito que eles consideram intolerável: costuma mandar soltar pessoas presas ilegalmente. Na visita, advogados reconhecidos e respeitados entregaram ao ministro uma nota de apoio contra os ataques das pessoas que se revoltaram por ele ter dado dois habeas corpus ao acusado Daniel Dantas.


Nos dias que se seguiram, começaram a chegar os recados à nossa redação. Policiais que agem como bandidos e apresentam lixo como resultado de suas investigações mandaram avisar que iriam produzir um ‘apartado’. Uma investigação em separado cujo alvo seria o signatário deste texto. Conversas nossas com o presidente do STF teriam sido gravadas. Como o que move a ação de servidores públicos deve ser interesse público, é importante que essas coisas sejam tratadas publicamente.


A justiça italiana está examinando uma denúncia por lá. Os autos do processo registram que pelo menos 80 milhões de reais vieram para o Brasil, destinados a policiais federais, procuradores, políticos e jornalistas para colocar Daniel Dantas no seu devido lugar. Naturalmente, a PF produzirá um ‘apartado’ sobre isso também.


Mercado de lorotas


Vejamos o que diz o sociólogo Luiz Werneck Vianna, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj) em entrevista à Revista do Instituto Humanitas Unisinos: ‘Os piores instintos da sociedade estão sendo suscitados com tudo isso’ [ver íntegra aqui]. O ‘tudo isso’ é o ‘efeito Batman’ produzido por procuradores, Protógenes e Sanctis – a falsa noção da luta do bem contra o mal, em que instrumentos sagrados como o habeas corpus passam a ser apontados como ferramentas do mal, enquanto acusação sem prova torna-se algo positivo. Um desdobramento para aquela noção nazi-jazadjiana de que só ‘humanos direitos’ fazem jus a direitos humanos.


Entre os elementos perigosos que o sociólogo detecta nessa cenografia está a ‘índole messiânica, salvacionista, apolítica, que pode indicar a emergência de uma cultura política fascista entre nós’. E completa:




‘Todos esses escândalos e espetáculos atraem a opinião pública como se a salvação de todos dependesse de apurar os negócios do Eike Batista e do Daniel Dantas. Não depende, isso é mentira! Com isso, se mobiliza a classe média para um moralismo que não pára de se manifestar’.


Werneck Vianna se bate contra a noção de que colocar toda a ‘elite branca’ na cadeia transformará o país em uma sociedade justa. ‘Não vai, mentira!’, garante ele.


É certo que o direito de defesa é um conceito abstrato demais para ser explicado ao Homer Simpson. Muito mais fácil é passar a idéia de que um juiz maligno mandou soltar um bandido rico. Ainda que esta versão seja uma mentira usada por incompetentes que não sabem sequer o endereço de quem estão investigando.


A Constituição brasileira e o Código Penal não autorizam que policiais, procuradores e jornalistas ignorem a lei quando seus alvos são amaldiçoados por eles, ainda que sejam bandidos. Responsabilizar o Supremo porque o tribunal não compra suas lorotas é querer culpar terceiros pela própria ineficiência.


Definitivamente, é muito ruim para todos que haja na PF e no MPF quem use métodos de bandidos e produzam lixo como resultado de investigações. E para esses é péssimo que existam imprensa livre e jornalistas com senso de dever.


***


Em  tempo [incluído às 17h10 de 31/7]:


Caro Homer, você é impagável com essa sua mania de pseudônimos. É um elenco completo. Caso único de formação de quadrilha com uma pessoa só. Luís Roberto Demarco, por exemplo, é um nome tão bonito, por que não usar?


Já o leitor de verdade deste Observatório, que discute idéias e não pessoas, merece todo o respeito e consideração. A ele, esclareço: não acho crime algum trabalhar para Dantas, Edir Macedo, Maluf, Lula ou para o bicho-papão. Nunca tive qualquer contrato com Brasil Telecom nem com o senhor Daniel Dantas, pessoa com quem nunca estive, falei ou troquei e-mail.


O objetivo do artigo, repito, é falar de agentes públicos que agem como bandidos. Recebendo ou não para isso. (Márcio Chaer)

******

Diretor de Redação da Consultor Jurídico

Todos os comentários

  1. Comentou em 21/10/2010 FLÁVIA Campos Ruivo f. Becker

    Tenho um filho de 4 anos com autismo. Em meu municipio não existe Instituição Especializada em autismo.Enviei requerimento p/ Secretaria da Saude, amparada na sentença do processo da açãocivil públican º053.00.027139-2(1679/00) pedindo escola, mediadora p/ acompanhar na sala de aula, fonoterapia, transporte. Eles me enviaram oficio dizendo que meu filho tem 4 anos e meu pedido deve ser encaminhado p/ o Municipio. Sei que em sala de aula meu filho não terá nenhum tratamento especializado pois as crianças especiais ficam c/ estagiários -são necessários em uma escola ,mas não p/ ficar com uma criança c/ autismo , estão na escola p/ aprenderem, não são especializados( são estágiarios em Letras, pedagogia, matemática, Ed. Fisica). Meu filho precisa de uma mediadora que conheça sobre autismo .Na ação civil diz que em hipotese alguma deverá selecioná-los em razão da cor, sexo, idade….
    Gostaria de saber quais os direitos do meu filho amparado na ação civil citada. Obrigada Flávia mãe do Mateus de 4 anos -Itararé-SP

  2. Comentou em 09/12/2009 Gilberto Serodio

    Que lixo essa Márcio Chaer escreve. Quem é ele para desqualificar o trabalho da PF? Porque será que o patrão dele, Mala Preta de FHCrime a Lula, não vai mais a NYC ou Londres? Porque vai em cana, sem direito a regime aberto, progressão da pena etc. Aliás, com ele preso o regime é de regressão da pena, lembra do Noriega? Sumiu!

  3. Comentou em 28/02/2009 Wilian César Silva Alves

    Olá!
    Primeiramente parabenizo a todos que fazem o Observatório da Imprensa,esse programa possui uma importância muito grande principalmente para mim que desejo me formar em Comunicação Social.
    Gostaria que o Observatório abordasse o fato da REDE GLOBO TER PROÍBIDO que suas afiliadas transmitam sinais via parabólica para o país,essa censura atingiu TV Diário que desde meia noite da última quarta interrompeu a sua transmissão, o que tem gerado muitas discussões em blogues de Jornalistas renomados da internet e a indignação de vários telespectadores. Foi um verdadeiro desrespeito a sociedade e o Ministério das Comunicações deveriam interferir nisso,apesar de serem empresas os canais são de interêsse público e a ambição finaceira não pode prevalecer.
    Mais informações sobre o assunto podem ser encontradas nesse site:http://www.antonioviana.com.br/2009/site/ver_noticia.php?id=54455
    Obrigado , Por Favor,não deixem de Abordar esse tema!

  4. Comentou em 02/08/2008 Edison Filho

    ‘Todos esses escândalos e espetáculos atraem a opinião pública como se a salvação de todos dependesse de apurar os negócios do Eike Batista e do Daniel Dantas. Não depende, isso é mentira! Com isso, se mobiliza a classe média para um moralismo que não pára de se manifestar’.

    Artigo muito bem escrito, sr, Chaer. Pena que chegou tarde. Substitua os nomes dos empresários na citação acima por Antonio Palloci e José Dirceu, ambos também ‘vítimas’ da ‘truculência policial’ em cima das quais ‘a imprensa, que só precisa de duas ou três pinceladas para concluir um quadro, se esbalda’, e em nada se modifica o sentido da frase. Ambos aguardam ansiosamente por uma manifestação sua, criticando veementemente a atuação policial em seus casos.

    Já sobre o caso Daniel Dantas, gostaria de saber a opinião do senhor e da revista Consultor Jurídico sobre a possibilidade de destruição de provas em caso de soltura dos réus. Daniel Dantas já foi chamado de ‘fraudador’ por um juiz de Cayman, o que mostra que mesmo em paraísos fiscais ainda é necessário um mínimo de licitude nos negócios, algo que lhe falta. Um suspeito com tais antecendentes, aliados aos recursos financeiros de que dispõe, sem dúvida representa um risco à produção de provas caso esteja gozando de liberdade, haja visto que elas consistem basicamente de documentos e dados eletrônicos. Justifique o habeas corpus neste caso.

  5. Comentou em 02/08/2008 Ivan Moraes

    Falando em 10 anos de documentacao de espionagem: >>http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=1643<<

  6. Comentou em 01/08/2008 Cláudio Dias

    Marco Antônio, ‘bandido não tem dignidade’? E o nosso biólogo ressentido concorda? Falando sério, diante desses argumentos, é melhor deixar pra lá…

  7. Comentou em 01/08/2008 Arno Esquivel

    O nosso amigo aí embaixo vive falando de cucurbitáceas… desonestidade intelectual para meliantes é perdigoto. Quanto aos candangos esquerdopatas que infestam o painel do OI, a lógica do meliante é a desonestidade intelecctual, com cucurbitáceas, moteleiros ou advogados amiguinhos do patrão…

  8. Comentou em 01/08/2008 Cláudio Dias

    Marco, há desigualdade, é evidente. Ninguém nega isso. Mas nós vamos construir uma igualdade na indignidade (todos sejam algemados, ainda que seja ilegal) ou vamos construir uma igualdade na dignidade (só serão usadas as algemas nos casos admitidos pela Constituição e pela lei)? Você tem razão, o crime do colarinho branco é prática disseminada no nosso Brasil. E é devido à impunidade. Mas pergunto: vamos combatê-lo violando direitos humanos? Não é isso que o Bush faz em Guantanamo? Eleger um inimigo e tratá-lo a ferro e fogo, como se não tivesse direitos e dignidade? Mais: essa violação de direitos humanos é producente? A investigação fica mais eficaz? É CLARO QUE NÃO. Os exageros do Protógenes só está facilitando o trabalho da defesa. Só está criando um clima para que o Congresso, cheio de corruptos do colarinho branco, vote leis mais ‘amenas’. Além de tudo, essa sede de punição a qualquer custo é um prato cheio pra defesa…

  9. Comentou em 01/08/2008 Cláudio Dias

    Marco, há desigualdade, é evidente. Ninguém nega isso. Mas nós vamos construir uma igualdade na indignidade (todos sejam algemados, ainda que seja ilegal) ou vamos construir uma igualdade na dignidade (só serão usadas as algemas nos casos admitidos pela Constituição e pela lei)? Você tem razão, o crime do colarinho branco é prática disseminada no nosso Brasil. E é devido à impunidade. Mas pergunto: vamos combatê-lo violando direitos humanos? Não é isso que o Bush faz em Guantanamo? Eleger um inimigo e tratá-lo a ferro e fogo, como se não tivesse direitos e dignidade? Mais: essa violação de direitos humanos é producente? A investigação fica mais eficaz? É CLARO QUE NÃO. Os exageros do Protógenes só está facilitando o trabalho da defesa. Só está criando um clima para que o Congresso, cheio de corruptos do colarinho branco, vote leis mais ‘amenas’. Além de tudo, essa sede de punição a qualquer custo é um prato cheio pra defesa…

  10. Comentou em 01/08/2008 Cláudio Dias

    Quanto à supressão de instância. O Gilmar Mendes suprimiu, sim, as instâncias. Eu não concordo com tal posicionamento. Qual o problema aí, então? O problema é que a jurisprudência do STF admite, não foi uma criação do atual Ministro Presidente. Há decisões nesse sentido do Celso de Mello, do Sepúlveda Pertence, do Eros Grau, do Joaquim Barbosa (os três últimos notórios progressistas). Sugiro a leitura atenta do Informativo do STF, já citei aqui outro dia os precedentes. Pode-se, então, discordar do posicionamento, mas jamais dizer que é uma criação do Gilmar Mendes para beneficiar especificamente o Daniel Dantas. Mais: a restrição do Direito Penal está longe de ser uma criação de advogados querendo enriquecer, mas se trata de um posicionamento MUNDIAL, defendido por juízes (Luiz Flávio Gomes), procuradores (Ela Wiecko, Paulo Queiroz), doutrinadores meramente acadêmicos (Roxin), filósofos (Foucault) e todo movimento de defesa dos direitos humanos. TODAS, SEM EXCEÇÃO, Declarações de Direitos Humanos das últimas décadas são no sentido de restringir ao máximo o Direito Penal. O posicionamento do STF, embora eu discorde no ponto (o da supressão), está longe de ser algo sem embasamento, mas encontra amparo em um amplo movimento de defesa da liberdade em detrimento do aparato criminal (só admitido em última hipótese).

  11. Comentou em 01/08/2008 Cláudio Dias

    Vou responder as colocações que me envolvem, mas começo pela do Cid Elias, por que é a que mais demonstra o acerto do artigo de Márcio Chaer, que trata do caráter fascista que começa a dominar certas visões de mundo. Quer dizer que, por conta de uma discordância em um ambiente virtual, o Sr. já quer me perseguir? Investigar meu passado? Minhas companias? Já quer saber do meu desempenho profissional? É, meu caro, é disso que fala Márcio Chaer… Isso é SÍNDROME FASCISTA. Perseguir, investigar aquele com quem tenho discordâncias. Mas você vai perder seu tempo, pois minhas anotações funcionais são ótimas e eu estou realmente de férias. Ainda que não estivesse, não há o menor problema em, a cada hora, dar uma descansada do trabalho e acessar a Internet, por exemplo. É o que recomendam os estudos mais modernos em administração. E é uma luta das associações de servidores por esse Brasil afora: um ambiente de trabalho mais humano, no qual o trabalhador possa inclusive trocar algumas idéias com seus colegas de trabalho e mesmo com cidadãos por esse nosso País. O Sr. se revelou, Cid Elias. E mais: SAIA DA IGNORÂNCIA, a missão do Ministério Público não é PUNIR, mas fiscalizar o correto cumprimento da lei, podendo, inclusive, pedir a absolvição se for o caso (dê uma lidinha no CPP, por favor). Punir a qualquer custo é outra visão fascista.

  12. Comentou em 01/08/2008 Cláudio Dias

    Vou responder as colocações que me envolvem, mas começo pela do Cid Elias, por que é a que mais demonstra o acerto do artigo de Márcio Chaer, que trata do caráter fascista que começa a dominar certas visões de mundo. Quer dizer que, por conta de uma discordância em um ambiente virtual, o Sr. já quer me perseguir? Investigar meu passado? Minhas companias? Já quer saber do meu desempenho profissional? É, meu caro, é disso que fala Márcio Chaer… Isso é SÍNDROME FASCISTA. Perseguir, investigar aquele com quem tenho discordâncias. Mas você vai perder seu tempo, pois minhas anotações funcionais são ótimas e eu estou realmente de férias. Ainda que não estivesse, não há o menor problema em, a cada hora, dar uma descansada do trabalho e acessar a Internet, por exemplo. É o que recomendam os estudos mais modernos em administração. E é uma luta das associações de servidores por esse Brasil afora: um ambiente de trabalho mais humano, no qual o trabalhador possa inclusive trocar algumas idéias com seus colegas de trabalho e mesmo com cidadãos por esse nosso País. O Sr. se revelou, Cid Elias. E mais: SAIA DA IGNORÂNCIA, a missão do Ministério Público não é PUNIR, mas fiscalizar o correto cumprimento da lei, podendo, inclusive, pedir a absolvição se for o caso (dê uma lidinha no CPP, por favor). Punir a qualquer custo é outra visão fascista.

  13. Comentou em 01/08/2008 Ivan Moraes

    ‘Do jeito que a coisa vai, logo teremos passeatas pedindo o retorno dos militares, para por ordem nesta “casa-da-mãe-joana”, em que se tornou o nosso país’: Ivo quer mesmo dizer: ‘Do jeito que a coisa vai, logo teremos passeatas pedindo o retorno dos militares a Sao Paulo, para por ordem nesta “casa-da-mãe-joana”, em que se tornou o Sao Paulo’. Deus te ouca, Ivo. Deus te ouca.

  14. Comentou em 30/07/2008 Cláudio Dias

    Ricardo Pierri, se for de sua vontade posso remetê-lo, via e-mail, minutas de pareceres que eu fiz aqui no Ministério Público Federal, assessorando meu chefe Subprocurador-Geral da República, em favor de desfavorecidos. Mais: os pareceres são em regra acolhidos pelo Superior Tribunal de Justiça, como são também no Supremo Tribunal Federal. Tais tribunais, ao contrário do que a mídia superficialmente diz, não discriminam entre pobres e ricos. Quer que eu repasse as minutas de pareceres? Quer que eu repasse as decisões do STF e do STJ? É só me passar seu e-mail. Ou você pode vencer a preguiça e fazer uma pesquisa nos sítios eletrônicos do STJ e do STF. São centenas e centenas de decisões e pareceres. De qualquer forma, você não está interessado nisso – você está interessado em ser amiguinho do Lula. Sua preocupação não é a igualdade, a Constituição ou os direitos humanos. Sua visão de mundo é estreita, ao estilo ‘vamos exigir que todos, ricos e pobres, sejam reprimidos primeiro, depois a gente pensa em algo melhor’. É a igualdade dos ressentidos de que nos fala Nietzsche. Minha linha é outra. Eu sei, por exemplo, que o problema judiciário do pobre é a ausência de uma Defensoria Pública eficaz. O governo federal está interessado? Não. Os Defensores Públicos da União tiveram que ingressar com ADI no STF para forçar o Governo Federal agir e implantar a DPU a contento (ADI 3622).

  15. Comentou em 30/07/2008 Ligia Catão

    Não acredito que o que a sociedade queira seja colocar na cadeia toda a elite branca. O que se quer e o que deve ser feito é colocar o criminoso na cadeia – brando ou negro; rico ou pobre.
    Quanto aos profissionais envolvidos, essa discussão é, a meu ver, inútil. O que se espera é que juízes, advogados, jornalistas, MP, policiais ou qualquer outro profissional que tenha participação nesses casos apure os fatos e os apresente com base em provas e evidências. Ou seja, que cumpram seus ofícios com responsabilidade e isenção e respeitem seu compromisso com a sociedade. É muito perigoso tomar partido e é preciso cautela para não produzir o que se está combatendo: a falta de imparcialidade.

  16. Comentou em 30/07/2008 Menjol Almeida

    O Brasil precisava de uns 200 delegados como o Protógenes Queiroz para enquadar os corruptores deste País e aqueles que eles compraram na mídia porca e grande. É uma pena, o governo Lula já escolheu o seu lado, o lado da impunidade.

  17. Comentou em 30/07/2008 Marcelo Conti

    Temos de parar de encontrar tantas brechas jurídicas para soltar bandidos de colarinho branco. Temos de reformar o judiciário deste país tão desigual. Vocês tem de parar de tergiversar quando defendem seus interesses pessoais. Precisamos de gente séria neste país, senão só o PPP vai para a cadeia!!!

  18. Comentou em 29/07/2008 Felipe Faria

    Marco Antonio, como assim não existe rico honesto? E os 2 caras que ganharam na mega sena esta semana, são desonestos só porque ficaram ricos? E só pobre pode ser honesto? Que sociologia de botequim é esta? Aprenda a pensar!

  19. Comentou em 29/07/2008 Ivan Moraes

    ‘Justiça é feita após algo chamado processo, contraditório, defesa, e realização de provas do acusador e do advogado’: em que Brasil voce vive? Que Brasil eh esse do qual voce esta falando? Aonde ele se encontra?

  20. Comentou em 29/07/2008 Zenaide G. Marion

    Sr. Marco Antonio Leite, o sr. me respeite. Sou idosa, portanto refira-se a mim como senhora, e não senhorita. Observem como você, o advogado Pierri e outros aqui se referem às pessoas que pensam diferente do que os srs. pensam. O linguajar duro, às vezes chulo, cheio de ódio. Tenho medo de vocês. E conheço muitas, mas muitas pessoas que igualmente estão com medo de vocês, dessa forma com que defendem o ‘amigo Lula’, dessa ‘Justiça’ que querem impor a outras pessoas. Sou uma senhora pobre, viúva, vivo da minha aposentadoria como professora. Nem por isso quero ricos na cadeia apenas porque são ricos. Justiça não é isso o que vocês querem. Justiça é feita após algo chamado processo, contraditório, defesa, e realização de provas do acusador e do advogado, e, por fim, uma sentença proferida por um juiz isento e imparcial. Vocês me envergonham. E também me assustam.

  21. Comentou em 29/07/2008 Zenaide G. Marion

    Sr. Marco Antonio Leite, o sr. me respeite. Sou idosa, portanto refira-se a mim como senhora, e não senhorita. Observem como você, o advogado Pierri e outros aqui se referem às pessoas que pensam diferente do que os srs. pensam. O linguajar duro, às vezes chulo, cheio de ódio. Tenho medo de vocês. E conheço muitas, mas muitas pessoas que igualmente estão com medo de vocês, dessa forma com que defendem o ‘amigo Lula’, dessa ‘Justiça’ que querem impor a outras pessoas. Sou uma senhora pobre, viúva, vivo da minha aposentadoria como professora. Nem por isso quero ricos na cadeia apenas porque são ricos. Justiça não é isso o que vocês querem. Justiça é feita após algo chamado processo, contraditório, defesa, e realização de provas do acusador e do advogado, e, por fim, uma sentença proferida por um juiz isento e imparcial. Vocês me envergonham. E também me assustam.

  22. Comentou em 29/07/2008 Ivan Moraes

    Saso 4 da tarde e Marcio Chaer e Gilmar Mendes continuam lobistas de Daniel Dantas.

  23. Comentou em 29/07/2008 Ivan Moraes

    Alais, ja que estamos falando em lobismo, porque nao o definimos mais precisamente? ‘Lobismo’ eh espionagem de sabotagem da populacao, legalizado nos EUA e exportado a todos os paises ‘alinhados’, sejam eles ou nao ‘alinhados’. Nao existe ‘lobista’ que tem interesse da populacao em mente. E para cada ‘representante do povo’ (!!!!!!!!!) que os brasileiros pensam(!!!!!) que teem na politica, existem facilmente duas dezenas de lobistas. Se nao fosse espionagem de sabotagem, e especificamente espionagem de sabotagem, eles nao estariam cobertos de segredos, seus movimentos seriam facilmente seguidos por qualquer um, mas nao eh assimm porque espionagem de sabotagem aas claras nao funciona. A lista de cagadas dos lobistas americanos nunca foi contabilizada porque nao pode ser, a media nao deixa. Nos EUA os movimentos deles tambem estao cobertos de segredos mesmo que para suporte da guerra do Iraq mais de 100 lobistas de industrias de armamemtos tenham invadido a media como ‘comentaristas’ sem serem identificados como tal.

  24. Comentou em 29/07/2008 Zenaide G. Marion

    Concordo integralmente com o sr. Chaer. Instalou-se no Brasil uma espécie de Estado Policial. Hoje quem manda é a PF, com suas investigações espalhafatosas. Pior mesmo é saber que o MPF é incapaz de fazer o controle externo dessa Polícia. Às vezes, não raro, até mesmo encampa as arbitrariedades, dando apoio e andamento a investigações que são mesmo o que o jornalista autor do artigo disse: um lixo!

  25. Comentou em 29/07/2008 Ramón Portal

    As manifestações aqui neste ‘Comentários’ só confirmam plenamente o fato de que HÁ SIM a ‘emergência de uma cultura política fascista’ neste país. Os ‘Homers’ de visão simplória mas totalitária pretendem que ‘justiça’ seja colocar algemas em branco rico. Ora, se ocorrem ilegalidades praticadas pela polícia contra ‘pobres’, isso é só mais uma distorção a ser corrigida. E a solução não é evidentemente algemar todo mundo. Aliás bem típico destes tempos: distribuir igualmente a miséria, as injustiças. Se nossa polícia é tosca e violenta, tudo bem, desde que seja com todos igualmente. É o igualitarismo cego e primitivo. Engraçado é que consideram ‘por algemas’ como uma punição em si, início da pena, condenação imediata. E ficam irados quando já não se ‘pune’ de início. Feito uma espécie de linchamento.Ora, algemas são utilizadas para se prevenir fugas ou lesões do suspeito aos agentes, aos circunstantes e à si próprio. Quantos detidos já não atacaram policiais, tomando-lhe armas e chegando mesmo a matar para fugir? Dado isto, nem há muito de estranho em que não se mostre necessário algemar um detido de grande poder aquisitivo, sabedor de que terá a melhor das defesas: por quê tentaria fugir, ou agredir? Já de um barnabé qualquer, muito natural que se aguarde reações as mais extremadas.Só se pune através de inquéritos bem instruídos, não fazendo show de algemas para circo do povão…

  26. Comentou em 29/07/2008 Felipe Faria

    José Orair, talvez sem querer apontou para um fato interessante. O delegado da PF realmente não conhece o seu lugar. Ele pensa que é juiz de direito, mas fez concurso para a Policia Federal.

  27. Comentou em 29/07/2008 Marco Antônio Leite

    Muita gente ‘grossa’ foi envolvida nas negociatas do desvio de conduta de Daniel Mendes, não só o senhor Pitta e o mega-especulador, como também jornalistas e STF. Infelizmente a bandalheira esta generalizada em todas as esferas governamentais e na iniciativa privada. O Brasil com essa gente não tem jeito que de jeito, a máfia e a escol dominante esta ironizando o povo brasileiro, nem mesmo uma cirurgia mãos limpas poderá extirpar o cancro da corrupção. Para não ficar só no pessimismo, se houver um grande movimento de massas, com certeza poderemos reverter esse quadro de bagunça ora instalado.

  28. Comentou em 29/07/2008 José Orair Silva

    ‘ Afinal, mais feio fazem alguns juízes que se deixam intimidar pelo poder extraordinário que a Polícia Federal acumulou com suas operações e atuam como instância homologatória de quase tudo o que a polícia pede por intermédio do Ministério Público’. Concordo com o ilustre articulista. Esse Delegado é realmente muito presunçoso e nao reconhece o seu lugar. Em vez de se contentar em ser um bom moço e importunar apenas os pobres, pretos e putas, ei-lo, vaidoso e irresponsável, a agitar as águas da impunidade onde sempre navegaram os grandes tubarões. Além disso o moço é muito feio, veste umas camisas horríveis e cometeu no seu relatório alguns atentados graves à lingua pátria que justificam de imediato a anulação do processo com o devido pedido de desculpas e o pagamento de gordas indenizações aos pobres bilionários envolvidos, Advoga-se, ademais, uma punição exemplar para o inconseqüente Delegado, extensiva aos Procuradores e ao Juiz que atuou no caso. É preciso compreender que um patrimônio construído ao longo de 500 anos de impunidade não pode ser solapado pela ação deletéria de alguns poucos funcionários públicos que definitivamente não compreendem a realidade brasileira…

  29. Comentou em 29/07/2008 José Orair Silva

    ‘ Afinal, mais feio fazem alguns juízes que se deixam intimidar pelo poder extraordinário que a Polícia Federal acumulou com suas operações e atuam como instância homologatória de quase tudo o que a polícia pede por intermédio do Ministério Público’. Concordo com o ilustre articulista. Esse Delegado é realmente muito presunçoso e nao reconhece o seu lugar. Em vez de se contentar em ser um bom moço e importunar apenas os pobres, pretos e putas, ei-lo, vaidoso e irresponsável, a agitar as águas da impunidade onde sempre navegaram os grandes tubarões. Além disso o moço é muito feio, veste umas camisas horríveis e cometeu no seu relatório alguns atentados graves à lingua pátria que justificam de imediato a anulação do processo com o devido pedido de desculpas e o pagamento de gordas indenizações aos pobres bilionários envolvidos, Advoga-se, ademais, uma punição exemplar para o inconseqüente Delegado, extensiva aos Procuradores e ao Juiz que atuou no caso. É preciso compreender que um patrimônio construído ao longo de 500 anos de impunidade não pode ser solapado pela ação deletéria de alguns poucos funcionários públicos que definitivamente não compreendem a realidade brasileira…

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem