Domingo, 27 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº988
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IMPRENSA EM QUESTãO > ENTREVISTA / THALES FERRI SCHOEDL

Absolvição do promotor condenado pela mídia

Por José Paulo Lanyi em 02/12/2008 na edição 514

Em 30 dezembro de 2004, o promotor de justiça Thales Ferri Schoedl protagonizou um episódio trágico. Ele andava com a sua namorada Mariana Ozores Bartoletti pelas ruas da Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista, quando deparou com um grupo de jovens que estavam encostados em um carro.


De acordo com o promotor, ouviu provocações de baixo nível acerca da beleza de Mariana e, ofendido, cobrou respeito. Foi, então, ameaçado de agressão. Em uma seqüência fracassada para tentar evitar o confronto físico, Schoedl, então com 26 anos, 1,70m, identificou-se como promotor, foi ironizado (‘é promotor de balada!’), alertou estar armado, sacou a sua pistola 380 (‘é arma de brinquedo!’), deu tiros de advertência para o alto e para o chão (‘é de festim!’), deixou o local andando e, como nada disso adiantasse, teve de fugir correndo por cerca de 100 metros, ao lado da namorada, perseguido por um grupo que gritava ‘Mata!, Mata!’.


Acuado, por fim, inferiorizado fisicamente e na iminência de ser espancado e assassinado por dois dos seus agressores, que tentavam tirar-lhe a arma, desesperou-se e disparou várias vezes. O jogador de basquete Diego Mendes Modanez, 20 anos, 1,94m, levou dois tiros e morreu no hospital; o estudante Felipe Siqueira Cunha de Souza, 20 anos, 1,98m, foi atingido quatro vezes, mas sobreviveu.


Condenado pela mídia


Confirmada por diversas testemunhas, inclusive as apresentadas pela acusação, como se verifica pela leitura do processo criminal 118.836.0/0-00, a versão foi considerada verdadeira pelos desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, composto pelo presidente, pelos desembargadores mais antigos e por uma outra parcela de magistrados eleitos. Por 23 votos a zero, Thales Ferri Schoedl foi absolvido por legítima defesa.


Ao proferirem os seus votos, alguns desembargadores criticaram veemente a cobertura jornalística do caso: ‘Houve uma distorção da imprensa, isso é revoltante’, disse o desembargador Ivan Sartori. O desembargador Carlos Mathias Coltro citou o caso Escola Base para defender que houve pré-julgamento do réu na divulgação de informações sobre o crime, publicou o UOL.


Os desembargadores referem-se à versão exaustivamente divulgada pela mídia e que não se sustenta nos vários testemunhos do processo. Conforme essas reconstituições, o promotor simplesmente teria descarregado a sua arma nas vítimas apenas porque estava irritado com os rapazes que teriam mexido com a sua namorada.


Como destacamos neste Observatório em uma série de artigos publicados há mais de um ano, o promotor acabou sendo condenado pela mídia, sem direito a julgamento. Chegou a ser tachado de ‘assassino’ por veículos tradicionais, como os jornais O Estado de S. Paulo e, na linha ‘popularesco-popular’, o Diário de S. Paulo, entre outros.


Prejulgamento lamentável


Disse o promotor na primeira entrevista que concedeu, publicada por este portal em 23 de outubro de 2007:




‘Eu lembro como se fosse ontem, que logo no primeiro dia já apareceu uma simulação, num canal de televisão que não me recordo qual foi, aparecendo aquela versão que se divulgou, que eu estava andando com a minha namorada, mexeram com ela, eu virei e comecei a efetuar diversos disparos contra aquelas pessoas. Eu fiquei desesperado. Fui até falar para todo mundo: ‘Não, não foi assim que aconteceu!’ Já havia alguns depoimentos, posteriormente. Eu lembro que mostrava os depoimentos, quando estava preso, para as pessoas que vinham me visitar e as pessoas ficavam espantadas: ‘Nossa, mas a imprensa não divulgou essas versões…’ Infelizmente, nunca se divulgou a versão que está aí nos autos.’


Absolvido por unanimidade, o promotor voltou a falar com este articulista. Na entrevista a seguir, realizada por e-mail, Schoedl relembra os fatos, mostra-se decepcionado até com a ‘imprensa boa’, lamenta o seu prejulgamento pela mídia e aconselha: ‘Acho que a imprensa deveria deixar a função de julgar para o Poder Judiciário.’


***


Qual é a sua avaliação sobre a cobertura jornalística do julgamento e da sua absolvição?


Thales Ferri Schoedl – O episódio em que me envolvi, contra a minha vontade, foi muito triste, mas eu sempre tive certeza de que agi em legítima defesa, o que foi confirmado pelo Tribunal de Justiça. Foi uma vitória importante para mim, para minha família, amigos e para toda a sociedade, que pode ter certeza de que existe um Poder Judiciário isento e que julga os processos de acordo com a prova dos autos, e não com base no que parte da imprensa afirma sobre um fato. Infelizmente, a maioria da imprensa divulgou uma versão que não corresponde ao que aconteceu naquele trágico evento, ou seja, que eu estava numa festa na praia e que após um grupo de rapazes ter mexido com minha namorada atirei contra eles doze vezes. Isso nunca aconteceu, conforme insistentemente afirmado pelos desembargadores do Tribunal de Justiça, com supedâneo nos depoimentos de várias testemunhas e até do rapaz que sobreviveu. Chegou-se até a afirmar que parecia tratar-se de outro processo, tamanha a discrepância entre o que se divulgou na mídia e o que de fato ocorreu naquele dia. Enfim, ficou provado que, após a importunação à minha namorada, eu apenas pedi respeito, mas aquele grupo de jovens resolveu me agredir e tomar a minha arma, mesmo após eu me identificar como promotor de justiça, alertar que estava armado, efetuar disparos de advertência, guardar a arma, fugir cerca de 100 metros, realizar novos disparos de advertência e somente atirar contra o grupo quando concretizada a agressão e no momento que eles me agarraram para tomar a minha arma.


Eu respeito o direito à informação e sei que a imprensa é importante para a democracia, mas este direito deve ser exercido com responsabilidade; caso contrário, uma decisão serena e justa, como esta do Tribunal de Justiça, acaba sendo questionada pela população, por conta da divulgação daquela versão inverídica sobre os fatos, quando na verdade se trata de uma demonstração de que a sociedade pode confiar numa Justiça isenta, atenta apenas à prova do processo. Acho que a imprensa deveria deixar a função de julgar para o Poder Judiciário e estimular que a população confie nas instituições constituídas, ao invés de colocá-las em xeque, salvo, é claro, quando desvios de poder forem praticados.


Como foi o trabalho da mídia desde a ocorrência em Bertioga?


T.F.S. – Acho que a internet foi um grande aliado para meus advogados poderem divulgar a verdade sobre o caso. Através dela, foi possível divulgar os depoimentos, peças e as decisões do processo e as pessoas puderam se informar sobre a verdade dos acontecimentos. Não foram poucos os internautas que mudaram de opinião após lerem estes documentos, afirmando que se tratava de um caso típico de legítima defesa. Já os demais veículos de imprensa, em sua grande maioria, sempre insistiram na divulgação daquela versão inicial que não corresponde à verdade, mesmo após serem alertados pelos meus advogados que, inclusive, entregaram a diversos jornalistas as cópias daqueles mesmos documentos.


Decepção com a ‘imprensa boa’


É correto dizer que, na generalidade, os jornalistas torceram pela sua condenação?


T.F.S. – Isso eu não tenho como afirmar. Talvez aqueles que não conheciam a prova do processo podem, sim, ter torcido pela minha condenação.


Na mesma linha, parece haver uma má-vontade persistente contra a tese, aceita pelo tribunal, de legítima defesa…


T.F.S. – Sim, exatamente, porque a maioria não conhece a prova dos autos e, infelizmente, às vezes parece não querer conhecer. Foram poucos os jornalistas que realmente quiseram ler o que consta no processo.


Jornalistas e uma boa parcela do público têm dito que a decisão do tribunal teria sido ‘corporativista’…


T.F.S. – Esta afirmação não tem sentido. Primeiro porque o Ministério Público e o Poder Judiciário são carreiras distintas, sendo até ilógico falar-se em corporativismo. Além disso, o próprio Tribunal de Justiça já condenou, também por unanimidade, alguns juízes e promotores de justiça, mas este fato parece ser ignorado por parte da imprensa, destacando-se apenas esta decisão absolutória proferida de forma isenta, técnica e justa, com base na prova dos autos. Eu queria ressaltar que os desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justiça estão entre os mais preparados e experientes do Brasil, possuem uma história de vida pessoal e profissional inatacável, não havendo sentido em quererem proferir uma decisão caracterizadora da legítima defesa apenas para favorecer-me. Aliás, quem acompanhou o julgamento pôde perceber que todos os votos foram muito bem fundamentados na prova dos autos e que não havia outra solução, senão a absolvição por legítima defesa.


Qual era a sua visão sobre a mídia antes do episódio da Riviera? Algo mudou?


T.F.S. – Mudou muito. Eu já sabia que muita coisa publicada na imprensa não correspondia à verdade, mas não esperava que isso ocorresse também na chamada ‘imprensa boa’.


‘Cobertura revoltante’


Jornalistas têm justificado um suposto ‘mau tratamento’ que lhe teria sido dispensado como conseqüência de o senhor ter-se recusado a conceder entrevistas…


T.F.S. – Meus advogados entregaram aos jornalistas várias cópias dos principais documentos do processo e nas gravações das entrevistas por eles concedidas todo este material era também apresentado. Porém, quando a matéria era publicada, tudo era omitido, talvez para sustentar aquela versão inicial que não corresponde à verdade. Acho que, diante deste quadro, nenhum ser humano se sentiria à vontade para dar entrevista e tal postura não justifica o mau tratamento que me fora dispensado pela maioria da imprensa.


No julgamento, vários desembargadores criticaram o jornalismo brasileiro, em face deste caso. Quais foram as palavras dos juízes que mais lhe chamaram a atenção?


T.F.S. – No momento em que um dos desembargadores afirmou que era ‘revoltante’ o trabalho da imprensa na cobertura deste caso, eu não consegui segurar e comecei a chorar. Também quando afirmaram que tal tratamento da mídia era semelhante ao caso da Escola Base e que, após lerem os autos, parecia tratar-se de outro caso, e não daquele divulgado pela imprensa. Parecia que os julgadores, naquele momento, sabiam tudo o que se passou no meu coração nestes quatro anos e por isso não tive como conter as lágrimas.


Mandado de segurança


O senhor foi classificado por jornalistas como o típico filho da classe média alta, a autoridade arrogante que se achava acima da lei, o que o teria levado a cometer os crimes, em nome da impunidade. O que o senhor tem a dizer sobre isso?


T.F.S. – Como afirmado também pelos desembargadores, ‘trata-se de um caso clássico de legítima defesa, a ser utilizado em aulas de Direito Penal’. Isto é, qualquer pessoa que se encontrasse na mesma situação, seja rica ou pobre, teria sido absolvida da mesma forma. O que acontece é que os casos envolvendo autoridades ou pessoas com melhor condição social tornam-se emblemáticos, mas quando uma pessoa com menos poder aquisitivo é absolvida por um fato semelhante não há repercussão na mídia. Assim, surge a falsa percepção na população de que apenas pessoas com melhor condição social são absolvidas ou são agraciadas com algum benefício legal. Tenho certeza de que, apenas pelo fato de eu ser promotor de justiça, grande parte da imprensa preferiu logo me condenar, em vez de ler o processo. Sobre eu ser o ‘típico filho da classe média’, posso afirmar que tive muita dificuldade para pagar os meus estudos durante a faculdade e também o curso preparatório para o concurso de promotor de justiça e que muito me esforcei para chegar a este cargo, tenho certeza de que o alcancei por mérito próprio.


Os críticos que o consideraram e ainda o consideram publicamente um ‘assassino’ sustentam essa conclusão com base na leitura do processo criminal?


T.F.S. – Com certeza tal conclusão não decorre da leitura dos autos. Posso dizer que, após a leitura do processo, ou pelo menos dos depoimentos, inclusive do rapaz que sobreviveu, independentemente de se concordar ou não com tese de legítima defesa, não há como classificar a minha conduta como a de um ‘assassino’, tendo em vista a forma como os fatos ocorreram. Os próprios desembargadores mencionaram o depoimento de uma testemunha que afirmou que eu disse ‘pelo amor de Deus, eu estou armado’, durante o avanço daquele grupo e antes dos disparos de advertência. Quem tem a intenção de matar alguém, o chamado ‘assassino’ não age dessa forma e também não realiza as outras condutas já mencionadas, tentando, de todo modo, evitar o confronto.


O senhor pensa em processar algum veículo ou jornalista por ter sido chamado de ‘assassino’, uma vez confirmada a sua absolvição?


T.F.S. – Por enquanto eu só estou pensando no mandado de segurança impetrado no Supremo Tribunal Federal, onde já obtivemos uma decisão liminar [sobre a sua permanência no cargo] que suspendeu os efeitos da decisão inconstitucional proferida pelo Conselho Nacional do Ministério Público.


***


Furo medalha de bronze


A Rádio Bandeirantes veiculou na segunda-feira (1/12) uma entrevista com Thales Ferri Schoedl. Apesar do conhecimento de que este Observatório publicara com exclusividade a primeira entrevista com o promotor havia mais de um ano, com manchete no portal iG e grande repercussão em outros veículos, como o portal do Estadão e a Revista da Semana (Editora Abril), o repórter Pedro Campos, que havia muito acompanhava o caso de perto, preferiu iludir a si mesmo e ao seu ouvinte com este comentário:




‘Durante os quatro anos que se passaram, Thales não concedeu entrevista. O promotor rompeu o silêncio neste fim de semana em uma entrevista exclusiva para a Rádio Bandeirantes’.


Apesar de alertada por este articulista, a emissora manteve o conteúdo, também em seu site.


Não menos importante: depois do primeiro artigo neste Observatório, a revista Época também já havia publicado uma entrevista com o promotor.


É assunto que, ao largo das vaidades e dos impulsos de napoleão de hospício, merece uma análise futura, à luz da ética e da deontologia jornalísticas. (J.P.L.)

******

Jornalista

Todos os comentários

  1. Comentou em 07/12/2008 Marco Antônio Leite

    Nunca deixe o lápis cair no chão, pois ele pode ficar desapontado?
    Nunca ande armado, você poderá ficar desarmado? Nunca puxe a arma, se não vai ter que atirar? Seja um promotor, pois você poderá ser absolvido?

  2. Comentou em 07/12/2008 Marco Antônio Leite

    Nunca deixe o lápis cair no chão, pois ele pode ficar desapontado?
    Nunca ande armado, você poderá ficar desarmado? Nunca puxe a arma, se não vai ter que atirar? Seja um promotor, pois você poderá ser absolvido?

  3. Comentou em 06/12/2008 Felipe Faria

    PAra você, Marco Antonio

    http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2007/09/62_48-Depoimentos-Testemunhas-Acusao.pdf

  4. Comentou em 03/12/2008 Maurício Tuffani

    Se for verdade que são advogados certas pessoas que aqui se apresentam como sendo dessa profissão, permito-me, mesmo sendo leigo, contestá-las sobre rudimentos de Direito Penal. Pode haver absolvição por legítima defesa independentemente de ter havido excesso no uso do meio empregado, e existe farta literatura sobre isso. Nesse caso, o réu, mesmo sendo absolvido por legítima defesa, responde pelo crime de excesso. No caso em questão, teria havido excesso se todos os tiros tivessem acertado pessoas, mas não foi o que aconteceu. E se o réu não podia portar arma, responde pelo porte ilegal, mas isso não invalida a absolvição por legítima defesa. Isso é be-á-bá de Direito Penal.

  5. Comentou em 03/12/2008 Marco Antônio Leite

    Caro Gilson, não sou inocente, muito menos burro para saber que no país o corporativismo existe em todas as atividades do campo trabalhista. A mídia tem uma parcela de culpa em julgar e condenar alguém que possivelmente tenha cometido um desvio de conduta. Mas não venha o senhor dizer que o promotor Thales é inocente, ele pode ser inocente para seus iguais que jogam no mesmo time, ou seja, aconteceu com ele, quem sabe acontecerá comigo amanhã. É inadmissível que alguém que vá passear num ambiente povoado leve consigo uma arma, sabemos que ele tem autorização para isso, com boas intenções ele não estava. Numa briga mesmo que você esteja inferiorizado na quantidade de pessoas envolvidas, o bom senso indica pedir SOS ou chamar a polícia, nunca tirar a vida de alguém gratuitamente. Esse indivíduo que tem como profissão ser promotor de justiça matou e, quem mata é um assassi…

  6. Comentou em 02/12/2008 Felipe Faria

    Dizem que lá pelos anos 40 um gerente do BB foi transferido para Uruguaiana. Chegando lá, ao ser apresentado a sua nova agência, tomou um susto. Era uma casinha com um cofre nso fundos. Perguntou sobre a segurança e o assistente disse que não se preocupasse. Olhe a clientela e diga se algum assaltante vem roubar este banco (na fila, todos os clientes devidamente armados).

  7. Comentou em 02/12/2008 Paulo Bandarra

    O Jornalista Orlando Maretti , São Paulo-SP – está criticando o espelho,. José Paulo Lanyi está contando sobre a absolvição do promotor não pelos seus colegas (que não tem esta função), mas pelos desembargadores. Que tiveram a coragem de contrariar a mídia e a população deformada pela mesma. O que Orlando acusa do José Paulo Lanyi de “omitir” está tudo relatado nas várias matérias que ele fez sobre o caso. Até a confissão do jovem que “queria desarmar a autoridade” a força! Este sim o responsável pela tragédia. Qualquer um pode escolher ser espancado por brutamontes desarmados, mas não se pode pedir isto a mais ninguém. Quem não quer levar tiro não corra atrás de pessoas desarmadas, principalmente ser for bandido, que não irá nem mesmo correr ou atirar para cima de aviso.

  8. Comentou em 02/12/2008 Marco Antônio Leite

    Infelizmente, no Brasil o corporativismo fala mais alto. Não conheço nenhum promotor de Justiça, nem mesmo um faxineiro que presta serviço para o Judiciário, pois sei que essa gente que carrega uma arma na cintura não devemos confiar. Nesse caso escabroso, não tive acesso ao processo que incrimina o referido promotor, porém quando saímos para fazer lazer o próprio passeio indica que tevemos carregar apenas a arma da PAZ. O que esse cidadão estava fazendo quando estava se entretendo levando uma arma a tira colo, boas intenções ele não carregava. Esse favorecimento que a LEI lhe dá acabou por descarregar sua arma assassina em dois jovens. Não vem com essa história de que atirou para se defender, pois os jovens não carregavam nenhum tipo de arma. Isso é história para bobo acreditar. Na hora do veredicto final quando ouviu que estava inocentado o promotor e sua família gritaram e pularam como se estivessem feito um gol. Aquele choro era puro choro de crocodilo?

  9. Comentou em 02/12/2008 Marco Antônio Leite

    Infelizmente, no Brasil o corporativismo fala mais alto. Não conheço nenhum promotor de Justiça, nem mesmo um faxineiro que presta serviço para o Judiciário, pois sei que essa gente que carrega uma arma na cintura não devemos confiar. Nesse caso escabroso, não tive acesso ao processo que incrimina o referido promotor, porém quando saímos para fazer lazer o próprio passeio indica que tevemos carregar apenas a arma da PAZ. O que esse cidadão estava fazendo quando estava se entretendo levando uma arma a tira colo, boas intenções ele não carregava. Esse favorecimento que a LEI lhe dá acabou por descarregar sua arma assassina em dois jovens. Não vem com essa história de que atirou para se defender, pois os jovens não carregavam nenhum tipo de arma. Isso é história para bobo acreditar. Na hora do veredicto final quando ouviu que estava inocentado o promotor e sua família gritaram e pularam como se estivessem feito um gol. Aquele choro era puro choro de crocodilo?

  10. Comentou em 28/06/2006 Jefferson Goulart

    Prezado Jornalista Alberto Dines,

    O Deptº de Ciências Humanas da FAAC/UNESP (Campus de Bauru) promove, anualmente, um evento acadêmico denominado ‘Jornada’, cujo tema em 2006 será ‘PROJETOS POLÍTICOS, ELEIÇÕES E COMUNICAÇÃO’. A iniciativa se faz em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da mesma unidade.

    Nosso contato tem o propósito de convidá-lo a participar do evento, particularmente para ministrar palestra sobre o tema ‘Democracia, Partidos Políticos e Jornalismo Político’. A data sugerida é 20 de setembro (4ª feira), no entanto, há flexibilidade para alterá-la em função de sua disponibilidade.

    No aguardo de sua resposta, agradeço antecipadamente a atenção. Atenciosamente,

    Jefferson O. Goulart
    Professor do Departamento de Ciências Humanas da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista

  11. Comentou em 28/06/2006 Jefferson Goulart

    Prezado Jornalista Alberto Dines,

    O Deptº de Ciências Humanas da FAAC/UNESP (Campus de Bauru) promove, anualmente, um evento acadêmico denominado ‘Jornada’, cujo tema em 2006 será ‘PROJETOS POLÍTICOS, ELEIÇÕES E COMUNICAÇÃO’. A iniciativa se faz em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Comunicação da mesma unidade.

    Nosso contato tem o propósito de convidá-lo a participar do evento, particularmente para ministrar palestra sobre o tema ‘Democracia, Partidos Políticos e Jornalismo Político’. A data sugerida é 20 de setembro (4ª feira), no entanto, há flexibilidade para alterá-la em função de sua disponibilidade.

    No aguardo de sua resposta, agradeço antecipadamente a atenção. Atenciosamente,

    Jefferson O. Goulart
    Professor do Departamento de Ciências Humanas da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação da Universidade Estadual Paulista

  12. Comentou em 08/11/2004 Carlos Dias

    Sou biólogo e graduando e pós graduando em jornalismo. Escrevia uma coluna para um semanário de Sobral. Durante o período eleitoral resolvi fazer uma série com os loucos folclóricos da cidade. A série constava de candidatá-los a eleição, fazendo com que os mesmos, vinhesse a expor suas propostas em várias áreas administrativas. Foi um sucesso, considerando que as pessoas começaram a interagir intensamente e várias universidades começaram a estudar a colunas nas cadeiras de sociologia e antropologia. No entanto, no final das eleições, fiz um balanço da(s) campanha(s) e coloquei meus candidatos junto com o Prefeito eleito. Resultado, a coluna foi cortada do Jornal imediatamente. O pior no mesmo dia em que o Brasil estava sendo intimado internacionalmente, em virtude de um caso de assassinato a um doente mental ocorrido justamente em Sobral dentro de um hospital psquiatrico. Os culpados nunca foram julgados. Sabe de qual família fazem parte? Para piorar, dois dias depois do ocorrido, o dono do jornal, lança um artigo de opinião em um jornal estadual (O POVO) falando sobre a importância da democracia.
    Estou relatando por não ter a quem falar e precisava fazer esta catarse. O ratiamento a minha pessoa esta tão grande que estou para pedir exílio por livre e expontânea pressão.
    Obrigado por ler. caso leia…
    Carlos Dias

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