Terça-feira, 17 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1054
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IMPRENSA EM QUESTãO >

Afegão condenado à morte recebe perdão presidencial

08/09/2009 na edição 554

O jornalista afegão Perwiz Kambakhsh, que havia recebido pena de morte por blasfêmia por distribuir um artigo tirado da internet que acusava o profeta Maomé de ignorar os direitos das mulheres, foi libertado e está vivendo em exílio em um local não divulgado. Kambakhsh, de 24 anos, estava na faculdade e escrevia para o diário Jahan-e Now quando foi condenado em janeiro de 2008. Sob a lei islâmica, blasfêmia deve ser punida com a morte. O jornalista havia apelado da decisão e sido sentenciado a 20 anos de prisão. Esta semana, entretanto, seu advogado confirmou à organização Repórteres Sem Fronteiras que o presidente afegão, Hamid Karzai, assinou um documento de perdão a Kambakhsh há algumas semanas. Libertado, o jovem foi levado para outro país por medo de represálias. Informações de Jonathon Burch [Reuters, 7/9/09].


 


Berlusconi justifica processos contra jornais


O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, declarou esta semana que decidiu processar jornais críticos a seu governo e a seu estilo de vida com o objetivo de ‘defender a liberdade de imprensa’. O político está em pé de guerra com a mídia nacional e estrangeira desde que se envolveu em escândalos envolvendo mulheres mais jovens, prostitutas e o pedido de divórcio feito publicamente por sua mulher. No fim de agosto, o advogado de Berlusconi anunciou a abertura de ações por difamação contra jornais na Itália, França e Espanha. Também são considerados processos no Reino Unido. Em entrevista ao Canale 5, uma das emissoras de TV do conglomerado de mídia de sua família, o premiê afirmou que a idéia que a oposição tem de liberdade de imprensa é a liberdade para ‘mistificar e insultar’ e que por isso foi forçado a buscar os tribunais para defender ‘este importante princípio’. Jornalistas italianos e membros de partidos da oposição organizam um protesto em Roma, para o próximo dia 19, contra as ações de Berlusconi. Informações de Steve Scherer [Bloomberg, 7/9/09].

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