Segunda-feira, 19 de Novembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1013
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Anúncios de TV têm investimento recorde

08/07/2008 na edição 493

A disputa presidencial de 2008 nos EUA está sendo marcada por recordes – o de participação de eleitores, doações e, agora, gastos com anúncios em TV, noticiam Andy Sullivan e Paul Thomasch [Reuters, 2/7/08]. Enquanto o democrata Barack Obama e o republicano John McCain se apressam para percorrer o país antes do pleito em novembro, a rivalidade é refletida também na TV.

O gasto total com anúncios televisivos deve chegar a US$ 800 milhões, estima Evan Tracey, executivo-chefe do Grupo de Análise de Mídia em Campanhas, que monitora a publicidade política no país. O recorde anterior havia sido de US$ 500 milhões, na disputa presidencial de 2004. Nas primárias, os pré-candidatos gastaram US$ 195 milhões em anúncios televisivos.

Em boa hora

Para as emissoras, que vinham sofrendo com cortes nos anúncios dos setores automotivo, imobiliário e de serviços financeiros, trata-se de uma boa notícia. Espera-se que os gastos em publicidade nas grandes redes e nas estações locais aumentem de 2% a 3% em 2008, enquanto os da TV a cabo tenham um aumento de 6%, de acordo com a ZenithOptimedia. ‘A cada mês estamos registrando recordes’, afirma Fred Reynolds, diretor financeiro da rede CBS.

Só no primeiro trimestre deste ano, a CBS obteve US$ 30 milhões com anúncios políticos. Até a MTV optou por abandonar sua antiga regra de não veicular comerciais deste tipo. Segundo especialistas, mesmo na ‘era YouTube’, com a popularização de vídeos online, os anúncios de televisão ainda são o melhor modo de atrair um maior número de eleitores.

Campanha

Até o final de maio, Obama tinha arrecadado US$ 286 milhões em doações – estima-se que ele consiga mais algumas centenas de milhões de dólares até novembro. O democrata já comprou espaço na programação televisiva em estados tradicionalmente republicanos, como Alaska, Montana e Indiana, em uma tentativa de forçar McCain a se defender em estados que ele, antes, consideraria ganhos.

Já o candidato republicano poderá gastar apenas US$ 85 milhões durante os últimos dois meses de campanha, pois optou pelo sistema de financiamento público – ao contrário de Obama. A seu favor, está o fato de que as emissoras locais são obrigadas a oferecer tempo igual para anúncios de ambos os candidatos.

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