Terça-feira, 24 de Outubro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº963

IMPRENSA EM QUESTãO > BARRADA NO BAILE

Arábia Saudita nega visto a jornalista israelense

27/03/2007 na edição 426

A jornalista israelense Orly Azoulay, que acompanhava a viagem do secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, ao Oriente Médio, foi barrada na Arábia Saudita. Orly, que chefia a sucursal de Washington do Yediot Aharonot, não conseguiu obter um visto para entrar no país. Segundo Michele Montas, porta-voz de Ki-moon, a Arábia Saudita e o Líbano haviam, inicialmente, negado o visto para a jornalista, mas o Líbano teria voltado atrás na decisão.

Orly, nascida em Israel e com dupla cidadania francesa e israelense, diz que, nos últimos dois anos, esteve no Afeganistão, Irã, Líbano, Iraque e Paquistão, e que em 2000 foi à Arábia Saudita cobrindo a visita da então secretária de Estado americana Madeleine Albright. Ela usava o passaporte francês.

Mas, desta vez, quando o consulado saudita em Nova York entregou à ONU os passaportes dos 11 profissionais de imprensa que acompanhariam a viagem, apenas o de Orly não trazia o visto. Michele diz que a negativa ocorreu mesmo depois de pedidos de aprovação para a jornalista, durante a semana passada, feitos pelo chefe da equipe de Ki-moon, Vijay Nambiar.

Israel, também parte do itinerário do secretário, concedeu visto a todos os 11 profissionais de imprensa, incluindo três árabes. ‘Quando o secretário geral decide levar sob seus cuidados um grupo de jornalistas, então há algum tipo de responsabilidade assumida por ele. Nós respeitamos isso e por esta razão não hesitamos em conceder os vistos’, afirmou Daniel Carmon, vice-embaixador de Israel nas Nações Unidas. Informações de Warren Hoge [The New York Times, 24/3/07].

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