Sábado, 20 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1046
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ENTRE ASPAS >

Conversor para a TV
Digital custará R$ 300

Por Luiz Antonio Magalhães em 22/10/2006 na edição 334


Leia abaixo os textos de sexta-feira selecionados para a seção Entre Aspas.


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O Estado de S. Paulo


Sexta-feira, 20 de outubro de 2006


TV DIGITAL
Renato Cruz


Conversor para TV digital deve chegar ao mercado a R$ 300


‘O conversor que permitirá receber o sinal digital em televisores analógicos deve custar pelo menos R$ 300, segundo a Gradiente, que participa das especificações do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD-T). O ministro das Comunicações, Hélio Costa, costuma dizer que a caixinha, também chamada de set top box, custará entre R$ 80 e R$ 100, podendo chegar a R$ 30.


A indústria acha difícil chegar a esse preço sem subsídio. ‘Não seria para esta década’, afirmou o vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Gradiente, Moris Arditti, em evento sobre TV digital organizado pela empresa. ‘A US$ 15, só se o Papai Noel comprar da Gradiente e distribuir, cobrando um preço simbólico.’ O primeiro conversor da empresa deve chegar ao mercado no fim do ano que vem. O início da transmissão comercial de TV digital em São Paulo está marcado para 3 de dezembro de 2007.


O Brasil decidiu utilizar a tecnologia de compressão de vídeo MPEG-4 (também chamada H.264). O padrão japonês ISDB-T, base do sistema brasileiro, usa uma versão anterior, o MPEG-2. Apesar de o MPEG-4 ser um padrão internacional, ainda é pouco difundido. Segundo a STMicroelectronics, uma fabricante de componentes, existem cerca de 1,5 milhão de conversores com MPEG-4 em uso hoje no mundo.


O SBTVD-T, como está sendo desenhado, tem um ‘efeito PAL-M’ para a indústria. O PAL-M é o padrão de TV em cores adotado no Brasil, que misturou uma tecnologia européia a uma americana e protegeu a indústria nacional. O mesmo deve acontecer com o SBTVD-T. Ele usa o padrão japonês, com uma técnica de compressão de vídeo diferente e um software, chamado middleware, brasileiro. Não será possível, dessa forma, importar equipamentos diretamente. Nem usar os projetos desenvolvidos no exterior, que precisarão ser adaptados. A diferença do PAL-M é que os componentes terão padrão internacional.


Dessa forma, a vantagem dos fabricantes estrangeiros sobre os nacionais fica reduzida. Quando o ex-ministro das Comunicações Miro Teixeira anunciou o SBTVD, no começo do governo, foi acusado de querer beneficiar a Gradiente, cujo presidente, Eugênio Staub, havia sido um dos primeiros empresários a apoiar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o primeiro mandato.


No celular com TV, acontece uma coisa parecida. As empresas têm de criar aparelhos com tecnologia européia GSM, a mais difundida no País, que recebam televisão no padrão japonês ISDB-T. Esse produto não existe no mercado internacional. Os fabricantes precisam combinar aparelhos europeus e japoneses para chegarem a ele. A Gradiente promete lançar o celular com TV no fim de 2007.


COMO COMPRAR


Transição – A transmissão analógica continuará por 10 anos, em paralelo com a digital. Quem quiser, pode usar o televisor atual durante o período, sem comprar nada.


Disponibilidade – Não é preciso esperar até dezembro de 2007 para trocar de televisor. É importante ver, no entanto, se ele está pronto para a alta definição, se a intenção for aproveitar todos os recursos da TV digital. Depois, será necessário comprar um conversor para receber o sinal.


Conversor – O conversor também pode ser ligado em aparelhos antigos. Eles não ficarão com alta definição, mas a qualidade da imagem será melhor, parecida com a do DVD.


TV paga – A TV via satélite e o cabo nas grandes cidades já são digitais. O sistema definido pelo governo só vale para a TV aberta. Quem paga pela televisão só para receber os canais abertos com qualidade, terá uma nova opção com a TV aberta digital.’


ELEIÇÕES 2006
Angélica Santa Cruz


O debate visto por quem decide


‘Quando Lula insistiu em falar da passagem de Alckmin pelo governo do Estado, quis mostrar que o adversário também tem lá sua responsabilidade pelo ‘que está aí’. Quando Alckmin chamou Lula de ‘candidato’ – e não de ‘presidente’ – tentou descolar o rival de seu governo, que é bem avaliado nas pesquisas. Lula trocou a estrela do PT na lapela pela bandeira do Brasil para não se associar a um partido bombardeado por denúncias. O tucano falou mais explicadinho para alcançar os menos instruídos. Foi menos agressivo porque viu que o povão não estava gostando disso. Lula foi irônico para mostrar que não está amedrontado. Ambos falaram pouco de corrupção, porque viram que o tema já cansou. No fim, ficou a impressão: foi uma peleja entre o ‘presidente de botequim’ – um sujeito que quer passar a imagem de ‘gente como a gente’ – e o ‘calculista’ – o que quer mostrar que é um ‘administrador certinho’.


Emitidas por cinco eleitores convidados pelo Estado para comentar o debate de ontem entre Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, opiniões do gênero são o que parecem: um amontoado de pequenas sentenças proferidas a partir de critérios aéreos, como um momento de irritação, uma resposta velhaca ou uma aparência confiante. Mas podem decidir uma eleição. Por isso, em toda a campanha eleitoral, e principalmente em debates, os candidatos não dão um passo sem a orientação de pesquisas qualitativas.


O grupo montado pelo Estado contou com dois eleitores de Lula, o professor Antônio Carlos da Silva e a universitária Sofia Strezi e Silva; dois eleitores de Alckmin, o médico Flávio Tokuchi e a administradora da empresas Cristina Salgado. Para completar, uma eleitora indecisa, Roseli Buqui. Assim como costuma acontecer nas pesquisas qualitativas, eles resmungaram ao julgar ouvir mentiras, elogiaram boas tiradas, prestaram atenção nos gestos e na aparência dos candidatos.


‘Ele não lê nada, né? Sabe tudo de cabeça. Isso passa muita confiança’, comentava a ‘alckmista’ Cristina Salgado a cada vez que seu candidato recitava dados olhando direto para a câmera. ‘O debate está refletindo a sociedade, ninguém mais agüenta ouvir falar em corrupção. A esta altura todo mundo já pensa: ‘Ó, bicho, quero ver o que você tem para propor’, afirmava o lulista Antônio Carlos da Silva. ‘O Alckmin foi bem com a frase ‘o Brasil pode mais, merece mais’, considerava Flávio Tokuchi.


Estivessem em uma das dezenas de grupos de pesquisa qualitativa espalhados Brasil afora pela campanha dos candidatos – e usados para monitorá-los em debates -, os eleitores ouvidos teriam pedido justamente para que eles recorressem menos ao artifício. ‘Eles deviam atuar menos de olho no que as pesquisas querem. A gente percebe que é tudo um circo armado. Fica muito evidente que eles estão falando tudo de caso pensado’, criticou Roseli. ‘Mas os dois com a mesma gravata? É para aparecer bem no cenário…’, queixou-se Tokuchi.


Ao longo da campanha, os candidatos têm suas atitudes monitoradas pelas pesquisas qualitativas, guardadas a sete chaves por seus estrategistas. Quando as ‘quális’ mostravam que Alckmin precisava mesclar sua imagem de ‘administrador’ com um perfil mais assertivo, ele perguntou a Lula no primeiro debate do segundo turno: ‘De onde veio o dinheiro sujo?’ No dia seguinte, de olho nas pesquisas, o presidente apostou na estratégia de que os eleitores querem ver proposta e não acusações. Disse que o debate foi ‘o dia mais triste de sua vida’ e que o adversário se comportou como um ‘delegado de porta de cadeia’.


De tão expostos a essas evidências, os eleitores acompanharam o debate de ontem atentos ao que poderia ser obra dos marqueteiros. ‘O Lula falou que estava tudo bem com a saúde em um bloco. No seguinte, voltou ao assunto e tentou corrigir. Isso aí com certeza é orientação’, comentou o lulista Antônio Carlos da Silva.


‘As pessoas têm noção de que a campanha é construída e vêem nos debates a oportunidade de encontrar uma surpresa que dê indicativo do caráter dos candidatos’, diz Fátima Pacheco Jordão, analista de pesquisas da TV Cultura e uma das primeiras pesquisadoras a aplicar qualitativas em campanhas eleitorais no Brasil.


Ontem, sobrou uma conclusão aos convidados: pouca coisa no debate foi espontânea.’


Carlos Marchi


Alckmin troca corrupção por saúde em debate morno com Lula


‘Muito contido, sem a agressividade mostrada no debate anterior, o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) trocou as perguntas ferinas sobre corrupção pela insistência em explorar a questão da saúde, no debate presidencial do SBT, ontem à noite. Já o presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez o contrário: muito irônico, cobrou posicionamento de seu adversário sobre as privatizações, questão apontada como responsável pela queda nas intenções de voto no tucano nas últimas semanas.


O tema que mais acirrou os ânimos no debate anterior – a corrupção – surgiu já no início do enfrentamento, por sorteio, mas Alckmin se contentou com observações sobre o exemplo que o presidente da República deve dar e não repetiu a pergunta ‘de onde veio o dinheiro?’, com que insistira no debate anterior. Disse que no governo Lula a corrupção não aconteceu em casos isolados: ‘Foi uma questão endêmica.’ Sem mencionar o dinheiro apreendido com assessores do PT, afirmou que ‘34 dias depois a sociedade brasileira merece explicações’.


Lula respondeu com a primeira das muitas ironias com que brindaria o adversário. ‘Já vi que será uma campanha de uma nota só’, brincou. Recebeu o troco na resposta seguinte de Alckmin: ‘Não é questão de uma nota só, são um milhão, setecentos e cinqüenta mil notas’, afirmou, referindo-se ao dinheiro (R$ 1,75 milhão) apreendido com assessores do PT no escândalo do dossiê Vedoin.


Lula se defendeu: ‘Se as coisas estão aparecendo agora, é porque o governo, como em nenhum outro momento da história do País, está apurando. Antes, empurrava-se CPI para debaixo da mesa. No meu governo, quando existe um problema qualquer, nós tomamos atitudes e permitimos que as instituições façam o julgamento adequado. O papel do presidente é garantir que a investigação seja feita de forma transparente.’


HOSPITAIS


O tema mais presente no debate foi a saúde. Alckmin, que é médico, insistiu na questão, sempre criticando o atendimento de hospitais federais de São Paulo e do Rio. Ele listou uma série de críticas à gestão do governo Lula, afirmando mais de uma vez que o petista deixou de investir R$ 1,6 bilhão na área, no ano passado.


Lula rebateu as críticas afirmando que, nas pesquisas de opinião feitas pelo governo, a saúde tem aparecido ‘como uma coisa boa’. E afirmou: ‘O que fizemos em matéria de atendimentos jamais foi feito na história deste país.’ Num deslize, o petista disse esperar que o tucano venha a precisar, um dia, da saúde pública. ‘Aí ele vai ver que o atendimento é bom.’ Alckmin rebateu dizendo que já foi operado três vezes na Santa Casa de Pindamonhangaba, sua cidade natal.


‘O candidato Lula não sabe o que é uma emergência do SUS, para achar que está tudo uma maravilha’, prosseguiu o tucano. Lula defendeu os gastos sociais do governo e ironizou: ‘Ele faz parte daquele tipo de gente que acha que dar comida às pessoas não é investir em saúde.’ E desfiou dados sobre sua gestão na área, lendo os números num papel – gesto repetido em várias respostas, ao longo do debate.


Alckmin acusou Lula de não regulamentar a vinculação de 12% do orçamento à saúde ‘para não ter de aplicar’. ‘A gente só valoriza a saúde quando fica doente’, cutucou. Lula contra-atacou dizendo que a saúde de São Paulo ‘não foi cuidada’.’


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Tucano cita Economist e petista responde com ‘deu no New York Times’


‘O crescimento da economia e as privatizações foram temas de destaque no debate: o primeiro provocado por Geraldo Alckmin, o segundo por Luiz Inácio Lula da Silva. O tucano mencionou um ranqueamento recente feito pela revista The Economist, que listou o crescimento de 27 países emergentes e perguntou a Lula: ‘Em que posição está o Brasil em termos de desenvolvimento?’ Lula ironizou a pergunta: ‘O candidato Alckmin é daquele tipo: se deu no New York Times, é verdade.’


Na resposta, ele não se referiu aos números do crescimento brasileiro em seu governo, preferindo dizer que deixou prontas as bases para o crescimento. ‘Não há, na história republicana deste país, uma situação como a que criamos agora para o crescimento’, afirmou. ‘A economia brasileira está, não tanto quanto eu queria, no ápice, mas eu posso olhar nos olhos de cada um e dizer: o Brasil se preparou para se desenvolver, sem mágica e com muita credibilidade externa.’


Alckmin revelou o ranking feito pela revista britânica: nele, o Brasil está em último lugar. ‘O Brasil cresceu 2,3% em 2005, só ganhou do Haiti (que não entrou na lista da revista). Ficou em último e, se crescesse o dobro, ainda permaneceria em último.’


Lula atacou os governos passados: ‘O brasileiro é inteligente e sabe como eu herdei este país. Foram 20 anos de atrofiamento. Duas décadas perdidas. O País estava totalmente descontrolado.’ Alckmin insistiu em vincular baixo crescimento com carência de empregos: ‘Quando ele assumiu, tínhamos 8 milhões de desempregados; hoje temos 9 milhões.’ E disse que, se as privatizações fossem um erro, Lula deveria ter reestatizado.


Lula rebateu com uma pergunta provocativa sobre as privatizações no governo Fernando Henrique Cardoso, invertendo a mão da pergunta ‘onde está o dinheiro’. Segundo ele, no governo passado ‘tudo foi privatizado, a dívida aumentou e o Brasil quase quebrou’. Depois indagou: ‘Quero saber onde foi aplicado o dinheiro das privatizações. Onde foi parar o dinheiro?’


Alckmin afirmou que ‘privatizar foi avanço’ e lembrou a situação anterior da telefonia: ‘Quem tinha telefone antes? Um telefone custava US$ 3 mil. Hoje, 90 milhões de brasileiros têm celular.’ Lula fez mais uma ironia. ‘Não vou mais perguntar sobre privatização, porque ele não gosta de responder.’


O tucano disse que o governo Lula pagou R$ 329 bilhões aos bancos, no que chamou de ‘bolsa-banqueiro’. Lula explicou: não foram apenas os bancos que ganharam, mas as pessoas em geral. ‘Se perguntarem se o Brasil está uma maravilha, eu digo ‘não, ainda falta muito para fazer’.’’


INTERNET
O Estado de S. Paulo


Lucro do Google cresce 92%


‘O Google obteve lucro líquido de US$ 733,4 milhões (US$ 2,36 por ação) no terceiro trimestre. O resultado representa um avanço de 92% na comparação com o lucro de US$ 381,2 milhões (US$ 1,32 por ação) registrado em igual período do ano anterior. Com o anúncio do resultado, as ações da empresa chegaram a subir 7,5% nas transações realizadas após o fechamento da Bolsa de Nova York (after-hours)


A receita da companhia de Mountain View (Califórnia) saltou 70% na mesma bases de comparação, chegando a US$ 2,69 bilhões – em um sinal de que o site de busca continua ganhando participação de mercado e que mais anunciantes se voltam para a internet. A empresa anunciou recentemente a maior aquisição nos seus oito anos de história, ao pagar US$ 1,65 bilhão pelo site de compartilhamento de vídeos YouTube.


A companhia trabalhou agressivamente durante o trimestre para expandir o alcance de seus anúncios online e ampliar sua liderança sobre o Yahoo. Na terça-feira, o Yahoo registrou queda de 38% no lucro no terceiro trimestre, com a desaceleração do crescimento na receita suscitando dúvidas entre os investidores sobre a estratégia do grupo.


A companhia obteve lucro líquido de US$ 158,5 milhões no trimestre encerrado em setembro, em comparação a um lucro de US$ 253,8 milhões em igual período do ano anterior.


Além disso, um estudo do instituto eMarketer mostrou que a receita com publicidade do Google nos Estados Unidos deve superar amplamente a receita do Yahoo este ano. O Google deve registrar este ano uma receita de US$ 4 bilhões com publicidade em suas páginas, enquanto a receita do Yahoo deve ficar em US$ 2,9 bilhões. No ano passado, os dois grupos tiveram receitas semelhantes – cerca de US$ 2,4 bilhões.’


TELEVISÃO
Keila Jimenez


A briga pelo futebol


‘A Globo está fazendo corpo mole. Esse é o pensamento da direção da Record com relação às negociações para a compra dos direitos de transmissão dos campeonatos Brasileiro e Paulista de futebol da temporada 2007.


A Record, que já adquiriu da Globo esses direitos em anos anteriores, quer renovar o contrato para o próximo ano, e até propôs um reajuste de preços. A emissora, que paga cerca de R$ 50 milhões pelos dois campeonatos, menos que o valor de uma cota de patrocínio de todo o pacote de futebol da Globo, ofereceu R$ 60 milhões para 2007.


A Globo, que até então queria um reajuste de 15% nos valores, ficou de avaliar a proposta, mas até agora não deu resposta.


Na direção da Record, o comentário é que a líder acabará repassando os campeonatos, mas adiará o máximo possível para atravancar a venda das cotas de patrocínio dos mesmos na concorrente. A Globo vendeu praticamente todo o seu pacote de patrocínio do futebol com cinco cotas nacionais dos campeonatos Brasileiro, Paulista, Copa América, Copa do Brasil e jogos da Seleção por R$ 97 milhões cada cota.


Foi para Portugal…


Ele não perdeu o lugar. Depois de passagem pela Record, o português Ricardo Pereira estará em Pé na Jaca, próxima novela das 7 da Globo. O ator, que fará uma participação especial no folhetim, está gravando em Paris com o parte do elenco.


entre- linhas


Aguinaldo Silva prepara para daqui a duas semanas o lançamento de seu livro 98 Tiros de Audiência. O autor vetou o slogan de lançamento que a editora queria dar à obra: ‘Depois deste livro a televisão brasileira nunca mais será a mesma.’ Achou demais.


Cris Poli, a SuperNanny, estará na livraria Saraiva Mega Store do Shopping Center Norte, na próxima terça autografando o seu livro Filhos Autônomos, Filhos Felizes.


Amigas inseparáveis em Belíssima, Camila Pitanga e Sheron Menezes serão agora inimigas mortais em Paraíso Tropical, próxima novela das 9 da Globo. As duas disputarão o amor de Bruno Gagliasso.


O apresentador Zeca Camargo fala sobre seu livro De A-Ha a U2 no Vitrine de hoje, às 21h10, na Cultura.


Para tentar fisgar a audiência, a Record reprisou anteontem o primeiro capítulo da novelinha Alta Estação, que estreou na terça-feira.


E por falar na trama, apesar de a emissora anunciar ser uma mistura das séries americanas OC e Friends, o folhetim tem história quase idêntica – para não dizer plagiada – da série Felicity. Sem contar o formato que lembra Malhação, é claro.


A trama principal da série e da novela gira em torno de uma jovem que larga tudo para vir para a cidade grande atrás de seu grande amor, que acabou de entrar na faculdade.’


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Folha de S. Paulo


Sexta-feira, 20 de outubro de 2006


ELEIÇÕES 2006
Rodrigo Rötzsch


Mais contidos na TV, Lula e Alckmin disputam números


‘O tom agressivo e a discussão sobre corrupção que marcaram o primeiro debate entre Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin foram substituídos ontem, no segundo confronto entre os presidenciáveis, pela citação quase professoral de uma profusão de números a respeito de indicadores sociais e econômicos. Estrela do encontro anterior, a corrupção virou coadjuvante e em vários momentos sumiu de cena.


‘Os números fluem na boca das pessoas com muita facilidade e cada um pode falar o número que quiser’, disse o presidente em suas considerações finais. Antes, porém, ele havia recorrido tanto a eles que em um momento agradeceu a Alckmin por lhe dar a oportunidade de repetir dados sobre a saúde em seu governo.


O debate no SBT teve quatro blocos. Dois deles foram abertos para que os candidatos perguntassem um ao outro sobre o tema que escolhessem. Alckmin, que no debate anterior enfatizara do início ao fim os escândalos do governo Lula -em particular a pergunta ‘de onde veio o dinheiro?’, do caso do dossiê-, escolheu duas vezes economia e duas vezes saúde como temas de suas questões.


A atitude incisiva adotada pelo tucano no último debate também foi temperada. Ele tentou ser didático, falando várias vezes com ‘você aí de casa’ e tentando frisar que ele e Lula eram candidatos ‘diferentes’.


O presidente, por sua vez, foi irônico em alguns momentos e disse que Alckmin não respondia às perguntas. Eixos do debate, a saúde e a economia viram os candidatos desfiarem um rosário de números: Lula tentando provar que o Brasil está melhor hoje do que antes, e Alckmin, o contrário.


‘A saúde vai muito mal, ela piorou no atual governo, nós retrocedemos’, disse o tucano. ‘Para mim não está bom, eu como médico tenho a obrigação de melhorar’, completou.


‘Não está bom para o Alckmin porque ele não usa a saúde pública. Estamos longe de ter a saúde pública que desejamos para nós e para nossos filhos, mas o que fizemos no nosso governo jamais foi feito neste país’, rebateu Lula, em meio a números de lado a lado.


O mesmo roteiro se repetiu na economia. Alckmin citou reportagem da revista britânica ‘The Economist’ que mostra que o Brasil ocupava o último lugar entre os emergentes. Senha para Lula acusá-lo de ‘colonizado intelectualmente’ e dizer que o Brasil só poderia ser comparado ao próprio Brasil.


Lula salientou que havia criado as bases para crescer e que tinha conseguido aliar crescimento a distribuição de renda. ‘Ele acha que está bom o Brasil crescer 2%. Nós somos diferentes, a minha receita vai ser outra’, rebateu Alckmin.


Corrupção


O tema da corrupção praticamente só apareceu no primeiro bloco do programa. Alckmin, instado a fazer uma pergunta sobre o tema pelo sorteio, listou escândalos do governo Lula -caso Waldomiro Diniz, mensalão, o Land Rover recebido de presente pelo ex-secretário geral do PT Silvio Pereira- e terminou com a compra do dossiê, para insistir na pergunta sobre a origem do R$ 1,7 milhão apreendido. ‘Trinta e quatro dias depois, a sociedade brasileira merece explicações.’


‘Essa campanha vai acabar sendo a campanha de uma nota só’, respondeu Lula, para então usar a sua resposta única para os questionamentos éticos: que se mais escândalos de corrupção surgiram, é porque o governo investiga como nunca antes.


O tucano aproveitou a deixa: ‘Primeiro, não é uma questão de uma nota só. São 1 milhão e 700 mil notas’. Enumerou os petistas e ex-petistas envolvidos no caso. Em seguida, a mediadora Ana Paula Padrão sorteou o tema ‘saúde’ para Lula, dando o tom do debate.


Alckmin só voltou a falar de corrupção em meio a uma discussão sobre corte de gastos -citou estudo segundo o qual o país gasta por ano US$ 3,5 bilhões com corrupção- e nas considerações finais, em uma só frase: ‘Sob o ponto de vista ético, um descalabro’.


O tema das privatizações, que o PT conseguiu impor à campanha, foi objeto de uma pergunta de Lula, que quis saber -’sem que a gente fique nervoso’- qual a visão de Alckmin sobre privatização.


O tucano teceu elogios à privatização da telefonia e disse: ‘Não tem nenhum problema privatizar se for preciso. O que não pode é mentir’, para reafirmar que não vai privatizar Petrobras, Caixa Econômica, Banco do Brasil e Correios -em relação às duas últimas, já havia feito um aceno no início do debate, dizendo que são instituições sérias que foram maculadas por escândalos do PT.’


Gustavo Patu


Números enganosos e consenso oculto


‘Para Luiz Inácio Lula da Silva, os juros atuais do Banco Central são a metade da taxa fixada ainda anteontem. Para Geraldo Alckmin, os petistas que aparelham a máquina do governo federal somam o dobro das vagas disponíveis.


Os dois números falsos mais evidentes de um festival de números enganosos declamados pelos dois candidatos servem para sintetizar o debate de ontem. Lula, como de hábito, a exagerar os feitos de seu governo; Alckmin, que desta vez deixou as acusações de corrupção em segundo plano, a exagerar os defeitos do adversário.


No mundo do petista, a Selic, a taxa do BC, já caiu a 6,85%. Alckmin não aproveitou para lembrar que a taxa está em 13,75%. Preferiu falar dos 40 mil companheiros de Lula supostamente empregados no governo. O presidente-candidato não perguntou como alojar tanta gente em 20 mil cargos de livre provimento existentes.


O rosário de cifras nem sequer primava pela originalidade. Lula voltou a dizer que investiu R$ 10 bilhões em saneamento, dado utilizado no debate anterior e já desmentido pela Folha. Alckmin tentou ser mais claro ao tratar de um suposto corte de R$ 1,6 bilhão nas verbas para a saúde, tema que já havia mencionado na Bandeirantes -e que não passa de uma antiga discussão legislativa sobre o que deve ser considerado gasto em saúde ou não.


Sem ouvir um ao outro, os oponentes priorizaram repetir à exaustão os bordões ensaiados para o evento. ‘Nunca antes neste país foi feito tanto’, disse Lula sobre praticamente todos os temas abordados. ‘Nós somos diferentes’, dizia o tucano no início de quase todas as suas intervenções.


Curiosamente, porém, o candidato inédito e o candidato diferente se acusaram pelas mesmas coisas: baixo crescimento, aumento da carga tributária, escassez de investimentos, desemprego, piora na segurança pública, crise na educação e na saúde. Noves fora os dados errados de lado a lado, ambos tinham razão: as gestões tucana e petista padeceram de males muito semelhantes.


PT e PSDB têm, hoje, diagnósticos também muito semelhantes para as áreas econômica e social, que se tornaram, porém, pretextos para ataques recíprocos no debate. Os dois partidos entendem que o crescimento econômico é insuficiente, que os gastos permanentes do governo devem ser reduzidos, que a carga tributária não pode aumentar mais e que os programas sociais devem ter foco nos mais pobres.


Esse quase consenso entre os dois grupos políticos que encabeçaram as disputas nas últimas quatro eleições presidenciais é inédito desde a redemocratização -e, no entanto, fica escondido sob perguntas-acusações sobre gastos com juros ou intenções de privatizar.’


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Audiência: debate tem média de 11 pontos no ibope, o dobro do horário


‘O debate no SBT registrou média de audiência de 11 pontos na prévia do Ibope, das 21h10 às 22h50, tempo de duração do programa. O embate de ontem teve pico de 15 pontos. Cada ponto equivale a 55 mil domicílios na Grande SP. Na média, 605 mil televisores estavam ligados no horário. Na quinta passada, no mesmo horário, o SBT registrou média de audiência de 5 pontos. No debate da Bandeirantes, no dia 8, a média de audiência foi de 16 pontos, com pico de 21,5.’


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Paraíba: TRE suspende programação da TV Correio pela 2ª vez nesta semana


‘Pela segunda vez nesta semana, a TV Correio, afiliada da Rede Record na Paraíba, teve a programação suspensa por determinação do TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Anteontem e na última segunda, o sinal da emissora deixou de ser transmitido.


A Rádio Correio FM de João Pessoa também teve suas transmissões interrompidas anteontem. O TRE considerou que jornalistas ofenderam no ar o governador, Cássio Cunha Lima (PSDB), durante programas de debate.


A TV foi multada em R$ 21.282 e a rádio em 100 mil Ufir (cerca de R$ 160 mil).


Desembargador do TRE acatou representações propostas pela coligação tucana contra o Sistema Correio de Comunicação.


Ontem, o corregedor do TRE aceitou medida cautelar proposta pelos advogados do Sistema Correio. A TV voltou à programação normal na madrugada de ontem e a rádio, às 13h de ontem.’


Cristina Tardáguila


Jornalista que mordeu dedo de militante petista afirma ser eleitora de Lula


‘A jornalista Ana Cristina Luzardo de Castro, 39, que, com uma mordida, arrancou parte do dedo anelar esquerdo da publicitária e militante petista Danielle Tristão, 38, em briga na madrugada de segunda em um bar do Leblon, no Rio, negou ser tucana ou eleitora de Geraldo Alckmin.


‘Votei no Lula e, mesmo depois de toda essa confusão, votarei nele no segundo turno.’


Ela nega que clientes do bar Jobi usassem camisetas contrárias a Lula na hora da briga, mas confirma que uma pessoa que não conhece tinha adesivos de Alckmin na mesa. ‘Estou sendo massacrada. Mas sou uma pessoa pacata, de classe média, desempregada.’


Segundo Ana Cristina, a briga começou quando a petista se aproximou de sua mesa e a chamou de ‘patricinha do Leblon desinformada’.


‘Ela entrou no bar fazendo militância de forma invasiva e inconveniente. Ela veio para a minha mesa, perguntar minha opinião. Eu disse que não estava disposta a discutir política. Ela, então, me chamou de ‘patricinha’ e eu a chamei de ‘baranga chata’. Ela me deu um tapa de mão cheia no rosto e eu saí correndo atrás dela.’


Do lado de fora do bar, acrescentou, as duas se atracaram. A jornalista afirma que a mordida no dedo foi ‘uma reação instintiva’.


Nos últimos dias, a página no Orkut de Ana Cristina foi alvo de mensagens que a chamam de ‘pitbull do Leblon’, ‘Hannibal’ (personagem canibal de Anthony Hopkins no cinema) e ‘Alcriminosa’.


Danielle pode ser operada hoje. Na última terça, com o dedo enfaixado, ela foi ao Canecão, casa de shows do Rio, para assistir a um comício de Lula. Lá encontrou-se com o presidente e a primeira-dama.


Segundo o delegado Carlos Alberto Meirelles de Abreu Filho, da 14ª DP (Leblon), o Instituto Médico Legal classificou a lesão de Danielle como grave, o que pode implicar pena de reclusão de um a cinco anos para Ana Cristina.’


LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Carlos Heitor Cony


A vaia e a liberdade


‘A VAIA -um lugar-comum bastante usado entre cultas gentes- é o aplauso dos que não gostam. Nesse sentido, pode-se dar razão àquele controvertido provérbio de origem oriental, atribuído pelos eruditos a Confúcio: é preferível ter mau hálito a não ter hálito nenhum. Na certa, por deficiência mental da minha parte, não consegui até hoje compreender os dois anexins (admito que fica até difícil entender o que seja um anexim). O que demonstra que não compreendo muitas coisas neste mundo e que, quanto mais os anos passam, entendo menos e pior.


Razão para a vaia existe, em qualquer ponto do território nacional, perante qualquer autoridade municipal, estadual ou federal, desde o cabo de polícia de Cabrobó até o minuto de silêncio no Maracanã. Mas há razões e desrazões que escapam ao jogo político ou esportivo e passam a fazer parte do drama existencial daquele que vaia alguma coisa ou pessoa. Digo isso e explico aquilo:


Já vaiei um digno presidente da República. Era o Marechal Castelo Branco, e a época foi novembro de 1965. Dias antes, o governo editara o Ato Institucional nº 2, e o número dos que não estavam satisfeitos com a situação era grande. Por ocasião do primeiro Ato Institucional, quem quis e quem pôde berrar contra o sistema fez sua obrigação, e eu fiz a minha. Mas, com o segundo ‘AI’, eu não tinha onde berrar, a não ser na rua.


Em reunião clandestina, onde ninguém se ofenderia se fosse chamado de intelectual, deliberou-se promover uma manifestação pacífica, mas veemente contra o governo, em frente ao Hotel Glória, aqui no Rio. Ali se realizaria uma complicada reunião da Organização dos Estados Americanos, e o marechal-presidente compareceria. Se conseguíssemos vaiá-lo com eficiência, teríamos excelente e bem nutrida platéia internacional.


Durante as chamadas reuniões preparatórias (em qualquer conspiração, essas reuniões são mais importantes do que a própria conspiração), ouvi edificantes argumentos, todos profundos, epistemológicos; a nossa vaia teria transcendentes sentidos morais e gerais. Não faltaram teóricos que, citando Merleau-Ponty e Walter Benjamin, garantiram-me que o nosso movimento seria a primeira investida contra a bastilha. Por Júpiter!, enxotaríamos o arbítrio, arrebentaríamos o sistema com meia-dúzia de pingados gatos à porta do Hotel Glória. Um dos nossos companheiros -que se tornara notável pela profundidade com que descobrira nos sambas do Zé Kéti o resumo das teses de Ricardo que tanto influenciaram Karl Marx- explicou-me com menos notável profundidade o óbvio: nenhum governo resistiria a tanta e tamanha vaia, desfechada diante dos chanceleres das três Américas -que nas três Américas são chamados pelo feio nome de cancileres. Apesar de tanto adjutório, no momento em que me competiu votar (vota-se até na hora de se servir o cafezinho nessas reuniões clandestinas), declarei com inútil solenidade: ‘Desconfio que essa vaia não resolverá problema algum do país ou do povo. Mas resolve o meu problema’.


Nas reuniões preliminares, fui minoria de um só. Todos, exceto eu, garantiam que o regime não suportaria a vaia de uma elite cultural como a deles. Abalaríamos os alicerces do totalitarismo aos gritos de ‘abaixo a ditadura’.


Elementos do velho partidão garantiram a presença de uns cinco mil operários e estudantes, que engrossariam a manifestação, que seria a primeira realmente popular contra o AI- 2, que, no fundo, nem chegava a ter a malignidade do futuro AI-5. Não apareceu um só operário ou estudante, a não ser nós mesmos -que, de certa forma, éramos sociologicamente operários e estudantes.


Foi prevista uma grossa pancadaria entre a polícia e os manifestantes, o que aumentaria a expressão e o tamanho da vaia que iríamos dar. A hipótese de um morto também foi levantada. Não levada a sério, mas possível, no caso da exaltação dos ânimos. Enfim, a ditadura estava não com os dias, mas com as horas contadas.


Lá fui para o Hotel Glória, vaiamos o marechal, fomos presos, trancafiados nas enxovias da Polícia Especial, alguns jornais nos chamaram de moleques e baderneiros, o Partido Comunista nos acusou de pequeno-burgueses, atribuiu-nos inconfessáveis desvios, gramamos dias e noites na pior e, pelo já invocado Júpiter, nenhum problema da nação foi resolvido, a não ser o meu. Garanto que nunca um prisioneiro sentiu tão fortemente, na alma e na carne, o gosto da liberdade.’


TODA MÍDIA
Nelson de Sá


No Brasil ‘é natural’


‘Na manchete do site do ‘Washington Post’, ‘Padre admite contato íntimo com Foley’. Mark Foley é um republicano que renunciou depois da divulgação de mensagens eletrônicas suas, a meninos. O escândalo ameaça tirar o controle do Congresso pelo partido.


Ele contou ter sido abusado quando coroinha, na Flórida. O ‘WP’ localizou o padre Anthony Mercieca, que relatou nudez de ambos em saunas e viagens a um lago, ‘mas dentro dos limites culturais conforme ele aprendeu no Brasil, onde diz que fez o seminário e permaneceu nos primeiros anos como padre’. Dele:


– [No Brasil] nadam nus o tempo inteiro e ninguém se escandaliza. É parte da cultura. É natural. Eles não criam caso por nudez no parque ou na massagem.


Mercieca admitiu ‘talvez pequenos toques aqui e ali’, mas não ‘o que você chamaria de relação sexual’. Reação do grupo Sobreviventes do Abuso de Padres:


– Não podemos falar sobre a cultura no Brasil, mas podemos falar sobre cultura da América e de padrões morais básicos. Um crime é um crime é um crime.


O CUSTO DA AMAZÔNIA


O ‘Guardian’ anunciou ontem que o Brasil lança em novembro o projeto de ‘um fundo global para salvar as florestas tropicais e enfrentar a mudança no clima’.


O correspondente Tom Philips, na esteira do artigo de Marina Silva na Folha, diz que a ministra quer ‘os países ricos dando incentivos a países em desenvolvimento que combater o desmatamento’. Seria em reação ao plano do ministro britânico do meio ambiente, de criar um ‘fundo internacional’ para ‘gerenciar florestas tropicais’.


OUTRO DELEGADO…


Mais do caso dossiê. Na manchete da Folha Online e portais, antes no Congresso em Foco, ‘Delegado da PF diz à CPI que dinheiro do dossiê não saiu do PT’. Foi o ‘+ lido’ até o final da tarde, quando entrou ‘Leia trechos do novo livro de Bruna Surfistinha’.


… E O PROCURADOR


Nas manchetes, o delegado caiu à noite para a entrada de ‘Justiça autoriza quebra de sigilo de Freud e Lacerda’.


Foi em resposta ao pedido do procurador federal Mário Lúcio Avelar, que ‘usou como justificativa as informações publicadas pela mídia’.


A cidade virtual de Armord, criada no jogo on-line Second Life


OUTRA VIDA


Para quem não suporta a realidade, ‘está na moda’ ou ‘é o hype’ pós-YouTube, segundo os blogs de mídia Ponto Media e Tiago Dória, o Second Life. O jogo, que acaba de passar de um milhão de usuários no mundo, permite criar uma segunda vida e um ‘avatar’, um novo personagem de si mesmo. E viver no jogo. A novidade é que os portais da realidade, como a agência Reuters e a revista ‘Wired’, criaram sucursais no Second Life e têm correspondentes ‘avatares’ para cobrir as notícias dessa outra vida.


O repórter da Reuters Adam Pasick e seu ‘avatar’, Adam Reuters


REPÓRTER VOADOR


O repórter tornado ‘avatar’ da Reuters já está no ar, com um blog no site do próprio jogo e notícias como um projeto sobre Shakespeare que ganhou fundos nos EUA.


O ‘NYT’ cobriu sua estréia, descrevendo que, ‘para a abertura da sucursal da Reuters em uma ilha, Adam se apresentou aos habitantes, entrevistou empreendedores e, no final da agenda, levitou e voou sobre os prédios’.’


INTERNET
Folha de S. Paulo


Lucro do Google quase dobra no 3º trimestre


‘Os lucros do Google cresceram 92% e sua receita aumentou 70% durante o terceiro trimestre deste ano. O resultado superou a expectativa do mercado e foi resultado, em grande parte, do aumento das vendas pelo seu sistema de propaganda.


A empresa divulgou um lucro de US$ 733,4 milhões entre julho e setembro, um acréscimo de US$ 352,2 milhões em relação aos três meses anteriores. No terceiro trimestre, ela faturou US$ 2,69 bilhões -foi US$ 1,58 bilhão no período de abril a junho.’


***


Gravadoras levam US$ 50 mi com YouTube


‘Não foram apenas os fundadores e os investidores do YouTube que ganharam com a venda do site para o Google. As grandes gravadoras também lucraram com o negócio. Universal, Sony BMG e Warner faturaram juntas US$ 50 milhões com a transação, segundo o ‘New York Times’.


Elas receberam pequenas parcelas do YouTube nas negociações para autorizar a veiculação de vídeos de seus artistas e conter processos por violação de direito autoral.’


TELEVISÃO
Daniel Castro


Tribunal encurta debate high-tech da Globo


‘O debate que a Globo promove no dia 27 terá a participação de 80 eleitores indecisos, dos quais no máximo 16 deles farão perguntas genéricas, que possam ser respondidas por qualquer um dos dois candidatos.


Por determinação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), confirmada na última terça, o debate não poderá terminar depois da meia-noite. Isso obrigará a Globo a iniciá-lo mais cedo, e não mais às 22h30. O debate também será mais curto, não terá mais as quase duas horas e meia originalmente previstas. Para a Globo, isso não comprometerá o formato nem a profundidade do debate.


As principais novidades em relação ao debate de 2002 serão a tecnologia e um maior confronto entre os candidatos.


No estúdio, haverá um videowall formando a vinheta ‘Eleições 2006’. Embaixo, um painel tipo touchscreen (sensível ao toque) reproduzirá o videowall, no qual cada quadrado corresponde a um eleitor.


A cada nova rodada de perguntas, Lula ou Alckmin apertará um quadrado nesse touchscreen. O eleitor correspondente será revelado no videowall e fará a pergunta ao candidato que o escolheu. Esse candidato responderá ao eleitor e, em seguida, ao seu oponente, que lhe fará outra pergunta sobre o mesmo tema, com réplica e tréplica.


Os eleitores serão recrutados pelo Ibope e, antes do debate, confinados em hotel no Rio.


TELA QUENTE A Globo exibirá no final de novembro um novo Festival do Cinema Nacional. Já estão confirmados ‘Cazuza – O Tempo Não Pára’, ‘Benjamin’ e Caminho das Nuvens’.


SONHO DE VERÃO A Record deu ontem como oficialmente encerradas as negociações com Daniella Cicarelli. Na emissora, o assunto virou piada: tudo não passou de um namoro de praia que não subiu a serra. A rede não pretende procurar outra modelo no mercado. Seu projeto de programa era exclusivo para Cicarelli.


COISAS DE SILVIO O SBT está exibindo chamadas que anunciam apenas que, ‘depois das eleições’, ‘vem aí o ataque’. Só Silvio Santos e alguns executivos sabem do que se trata o tal ataque.


HOMEM-SANDUÍCHE Um advogado de São Paulo está tentando tirar uma casquinha de ‘Cobras & Lagartos’. Contratou uma assessoria de imprensa para sugerir a jornalistas reportagens sobre os crimes cometidos pelos personagens de Lázaro Ramos, Carolina Dieckmann e Henri Castelli.


PEDRA ELEITORAL 1 Apesar de só durar 20 minutos em São Paulo, o horário eleitoral continua derrubando a audiência das TVs. À noite, 5% dos domicílios desligam seus televisores assim que aparecem os programas eleitorais.


PEDRA ELEITORAL 2 O estrago, porém, é bem menor do que no primeiro turno. O atual horário eleitoral tem conseguido manter 67% dos televisores ligados. No primeiro turno, a média foi de 56%.’


Vinícius Queiroz Galvão


Santoro estréia monossilábico na série ‘Lost’


‘Pobre Rodrigo Santoro. Sua sorte na estréia em ‘Lost’ foi igual àquela de ‘Simplesmente Amor’ e de ‘As Panteras Detonando’: entrou (quase) mudo e saiu (quase) calado. Nos três últimos minutos do terceiro episódio da nova temporada da série, exibido na noite de quarta-feira nos EUA, suas falas foram ‘quem?’ e ‘como?’, em inglês.


A entrada do ator brasileiro, que surge ao lado de outra nova personagem (Nikki, interpretada por Kiele Sanchez), não foi explicada. Por aparecer no acampamento dos sobreviventes em meio aos protagonistas, a primeira conclusão é a de que ele, que se chama Paulo, era um figurante que ganhou espaço na trama. Ele seria um dos passageiros da parte posterior do vôo 815 da Oceanic Air. Uma pista, que pode ser falsa: um diálogo em português na região polar encerra a segunda temporada.


Por falar em pólo Norte, o urso branco que aparece no capítulo de estréia está de volta. É a fórmula de ‘Lost’: responder a perguntas com mais perguntas.


Até agora, Santoro, 31, gravou três episódios. Revistas dos EUA cogitam cenas de sexo entre Nikki e Paulo. Em entrevista à rede ABC, produtora da série, Damon Lindelof, um dos criadores de ‘Lost’, diz que o personagem vai surpreender os telespectadores e que, como tudo na ilha, não é o que aparenta ser. A emissora apresenta Santoro como ator convidado, e não como integrante do elenco fixo. O capítulo da estréia do brasileiro chama-se ‘Further Instructions’, com foco na vida pregressa de Locke.


Com audiência média de 18 milhões, ‘Lost’ é um dos maiores sucessos da TV americana. A terceira temporada deve estrear no Brasil em março de 2007 pelo canal pago AXN. Nos EUA, é possível assistir à íntegra do episódio no site da ABC no dia seguinte à exibição na TV, às quartas à noite. Fãs brasileiros têm driblado o controle pelo site de compartilhamento de vídeos YouTube.


Folga


No mesmo dia em que apareceu pela primeira vez na série, Santoro desembarcou no Rio, onde pretende ficar até o fim de semana, segundo sua assessoria de imprensa. O ator tirou alguns dias de folga de ‘Lost’.’


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