Segunda-feira, 25 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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IMPRENSA EM QUESTãO > ZIMBÁBUE

Correspondentes fiscalizados em cobertura eleitoral

18/03/2008 na edição 477

Em meio a suspeitas de que observadores e agentes de segurança se disfarcem de jornalistas ocidentais para fiscalizar as eleições gerais, o governo do Zimbábue planeja fazer uma triagem dos profissionais de imprensa estrangeiros que queiram cobrir o processo eleitoral.

Cerca de 300 correspondentes estrangeiros pediram credencial para cobrir as eleições, marcadas para o dia 29/3. Segundo as autoridades, a entrega de credenciais será supervisionada com atenção especial para evitar que observadores que não são bem vindos se passem por jornalistas. Será dada preferência para repórteres da África e para organizações de mídia que já possuem permissão para trabalhar no país, como AFP, AP, Reuters e al-Jazira. ‘A questão das credenciais da mídia não é apenas uma questão de informação; é uma questão de diplomacia e política externa’, declarou George Charamba, secretário de Informação.

O Zimbábue convidou 47 times de grupos regionais africanos para monitorar a votação, além de monitores de países que têm boas relações com o presidente Robert Mugabe, como China, Rússia e Irã. Membros da União Européia e dos EUA não foram convidados. ‘Estamos atentos para tentativas de transformar jornalistas em observadores, ou para a entrada de observadores de países hostis disfarçados de jornalistas. Também estamos cientes de jornalistas de países ocidentais que já entraram escondidos no país, como um do jornal britânico Guardian‘, afirmou Charamba, lembrando que quem tentar enganar a fiscalização poderá ser preso.

Após a aprovação de uma lei de mídia em 2002, diversos correspondentes estrangeiros foram expulsos do país; jornalistas locais de veículos independentes foram presos. Profissionais de imprensa que trabalham sem permissão podem enfrentar até dois anos de prisão. Segundo Charamba, há uma grande procura da mídia para cobrir as eleições gerais porque há a ‘expectativa de sangue nas ruas’. ‘É como se uma guerra estivesse prestes a começar no Zimbábue. Há uma estratégia para usar imagens para galvanizar a opinião internacional’, diz. Informações de Godfrey Marawanyika [AFP, 16/3/08].

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