Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

IMPRENSA EM QUESTãO > VIOLÊNCIA BANALIZADA

Culpa da imprensa ou da impunidade?

Por Alberto Dines em 12/02/2007 na edição 419

‘Fiquei sabendo de tudo no dia seguinte, pelo jornal.’ Assim se defendeu Carlos Eduardo Lima, o quinto envolvido no bárbaro assassinato do menino João Hélio, no Rio.


Se ele é inocente ou culpado, isso logo será esclarecido. A nós interessa saber que este delinqüente de 23 anos, com diversas passagens pela polícia, flanelinha nas horas vagas, também lê jornais. E se tem o hábito de ler jornais, há alguma coisa de errado nos jornais que lê. Este é um caso de estudo que conviria levar adiante.


Será que a chamada ‘imprensa popular’ está conseguindo convocar a população para enfrentar o crime ou apenas contribui para banalizá-lo? A mídia está dizendo as coisas apropriadas para o seu público, está oferecendo os antídotos contra a violência?


Inocentes


Uma coisa é certa: a chamada ‘imprensa de qualidade’ também não consegue influir no comportamento dos seus leitores, geralmente mais fiéis graças às assinaturas.


Políticos que cometem ilícitos graves – e não são poucos – são inveterados leitores de jornais e, mesmo assim, são reincidentes. Os ‘aloprados’ do Dossiê Vedoin lêem jornais, lêem revistas e, apesar dessa leitura teoricamente moralizadora, compraram um dossiê falso para divulgá-lo num semanário. Tal como o delinqüente Carlos Eduardo, juram que são inocentes.


Culpa da imprensa ou da impunidade arraigada em nossa sociedade?

Todos os comentários

  1. Comentou em 25/11/2009 diego da silva santos santos

    olá pessoal gostaria d saber ,algumas informações sobre uma radio comunitária, nos demos entrada e até hoje não temos notícias varias pessoas deram entrada e eles nada,e aqui nanossa cidade o pessoal e q mais solicita é uma rádio
    gostaria q vcs dessem algumas dicas d como nós pudéssemos adquirir essa emissora
    obrigado

  2. Comentou em 25/11/2009 diego da silva santos santos

    olá pessoal gostaria d saber ,algumas informações sobre uma radio comunitária, nos demos entrada e até hoje não temos notícias varias pessoas deram entrada e eles nada,e aqui nanossa cidade o pessoal e q mais solicita é uma rádio
    gostaria q vcs dessem algumas dicas d como nós pudéssemos adquirir essa emissora
    obrigado

  3. Comentou em 15/02/2007 janilton cerqueira

    2 Parte

    Os Induz a acreditar que a vida é como nas novelas e que enquanto a tragédia acontece com o filho dos outros, não devemos nos importar, pois afinal de contas não somos os culpados pela miséria alheia. Mas se a pimenta arde nos nossos olhos, devemos mobilizar a sociedade em prol da mudança da lesgilação para prender e colocar mais cedo na universidade do crime os menores, principalemente os pretos, pardos e pobres. Sem nenhuma análise fundamentada na criminalística, no estudo dos fatores que levam o agente aos meandros do crime.

    Oportuna a abordagem da notícia da situação dos indiozinhos: COm fome, morrem desnutridos e são enterrados em valas comuns, como animais. Sem direito a nenhuma mudança na lei para ampará-los, sem praças com seus nomes, sem visita da Fátima Bernardes na aldeia… Se eles pelo menos fossem classe média e consumissem os enlatados da GLOBO, assistissem o BIG BROTHER e comprassem o CD da novela, talvez fosse válido chorar a dor da perda e fazer um país inteiro se ‘chocar’. Quem move o mercado é a classe-média e é ela que a mídia ama e quer ao seu lado.

    É elite defendendo elite, criando uma novela real cujos capítulos passam todos os dias no jornal. É o ‘reality show’ da tragédia, é a alienação do pobre para ter pena do drama do rico, com nas novelas: todos têm pena da Regina Duarte que é rica, mas é boazinha (…)

  4. Comentou em 13/02/2007 Marco Antonio de Moraes Sarmento Sarmento

    É claro que a imprensa com caixa de ressonância da sociedade não pde ser considerada culpada pela banalização da violência, a impunidade arraigada faz parte de nossa cultura que choca-se com um episódio como este , e clama por justiça (vingança), mas não exige o mesmo tratamento de força e brutalidade, para com a corrupção político administrativa que está na raíz da desagregação social, que gera esta desmedida violência. A imprensa deve ter a liberdade para denunciar e apontar essas contradições e estabelecer o debate público na sociedade. A corrupção, encarada como fato normal e tolerada, é mais corrosiva e danosa para a sociedade do que um trágico incidente como o do menino João Hélio, pois que está na raíz da desagregação social.

  5. Comentou em 12/02/2007 David Rodrigues

    Alberto Dines apenas utilizou-se do cadáver de uma criança para comparar petistas a assassinos e martelar novamente que o dossiê Vedoin é falso. Dias de Ratinho.

  6. Comentou em 12/02/2007 Rogério Ferraz Alencar

    Comecei a ler Alberto Dines por volta de 1998, quando passei a ter acesso à internet e descobri o OI. E até hoje, sinceramente, não sei por quê Alberto Dines é considerado um dos grandes jornalistas brasileiros.

  7. Comentou em 12/02/2007 Rogério Ferraz Alencar

    Comecei a ler Alberto Dines por volta de 1998, quando passei a ter acesso à internet e descobri o OI. E até hoje, sinceramente, não sei por quê Alberto Dines é considerado um dos grandes jornalistas brasileiros.

  8. Comentou em 12/02/2007 Rubens Pereira

    Culpa é dos meios de comunicação (principalmente TV), que a pretexto de serem politicamente corretos (e de ibope) incentivam uma liberação de costumes em todos os sentidos (sexuais, comportamentais…) deixando os pais sem uma referência para educação dos seus filhos, que vão tê-las nas ruas, escolas de má qualidade, nos bares, na internet… onde o que impera é a lei do mais forte ou experto. Das ‘autoridades’ que vem a público dizer que não devemos agir sobre emoção, como se isso não fosse inerente ao ser humano que ser assaltado apesar da sua segurança é normal. Se não revermos o estatuto do menor e do adolescente, instituindo o respeito recíproco para com os mais velhos, não formaremos uma base para mudança, pois ela (a mudança) passa e começa pelo lar (incluindo os parentes próximos) e do aprendizado desde cedo, de que toda ação gera uma reação.

  9. Comentou em 12/02/2007 Lourival Santana

    Pois é, será que o Lula lê jornais? O Presidente do Senado? da Câmara? Os governadores? Porque parecem que não estão nem aí para esse problema. Os legisladores não movem uma palha para mudar esse estado de coisas. Prometem soluções, mas nada. Até o próximo crime brutal acontecer. Que infelizmente está cada vez mais comum.

  10. Comentou em 12/02/2007 luiz seixas

    ‘SEM HIPOCRISIA

    Todas as pessoas vivas, conscientes, orientadas no tempo e no espaço, lembram-se de quando tinham 16 anos. Lembramos do que fizemos, lembramos do que pensávamos, lembramos do que falávamos. Lembramos que nessa idade o medo era palavra riscada do nosso dicionário, como perigo e atenção. Éramos imortais aos 16 anos. Nada de ruim iria nos acontecer, mesmo diante de situações que hoje reconhecemos que eram alto risco. Quem não se lembra das brincadeiras, das traquinagens, das molecagens e até das maldades que cometíamos com 16 anos? Não tínhamos juízo, não tínhamos vivência, não tínhamos experiência, conhecimento, discernimento, bom senso. Hoje, quando pensamos no que fizemos, ficamos mal impressionados com nós mesmos. Muitas vezes nos perguntamos como tivemos coragem para tal. Porque hoje temos juízo, experiência, conhecimento, discernimento e, principalmente, bom senso. Estou escrevendo isso porque não concordo com a mudança da maioridade penal de 18 para 16 anos: amanhã (…)’
    Jussara Seixas

    O resto do texto está em por1novobrasil.blogspot.com

  11. Comentou em 12/02/2007 Nestor Burlamaqui

    É verdade que não só a imprensa, como a mídia em geral, possui responsabilidade em relação às atitudes dos membros de nossa sociedade. Na minha opinião, os delitos cometidos – sejam eles de colarinho branco ou sangrentos – não devem ser postos como culpa da imprensa.

    Mas é importante lembrar que a mídia, em alguns casos, serve como catalisadora de tragédias. E isso deve ser levado em conta. A forma de divulgar a informação de um crime pode fazer com que o criminoso se vanglorie da ação: ‘Vejam, amigos! Meu crime está no Fantástico!!’

  12. Comentou em 12/02/2007 Marnei Fernando

    A culpa é sua Dines… A culpa é de jornalistas que como você sempre privilegiaram os ricos… que acintosamente escondem os delitos dos seus eleitos e promove o linchamento dos excluidos e de que luta por eles… ESSE SEU COMENTÁRIO NO FINAL DESSE SEU TEXO É PROVA INCONTESTE DA MANIPULAÇÃO DE TUDO PARA SEMPRE LIGAR O QUE QUER QUE SEJA AO PT… Você e seus seguidores são os culpados.

  13. Comentou em 12/02/2007 Galeno Pupo

    Caro Dines,
    culpa da hipocrisia de nossa sociedade, substantivamente alimentada pela imprensa. O crime do Rio , que imensa e justa revolta causou, ganhando espaços e comentários inúmeros em todas as mídias, reflete apenas esta imensa falta de caráter da sociedade moderna. Milhares e milhares de crianças pobres e das periferias de nossas cidades morrem anualmente no Brasil, assassinadas por loliciais e bandidos, torturadas, violentadas, de fome. Mas não ganham espaços em nossos meios de comunicação. Não há revolta quando uma criança pobre morre violentamente em nossa sociedaade. Quando muito saí uma nota de roda-pé . Apenas crianças da classe média e ricas são pranteadas em nossa hipócrita imprensa. Somos cegos ou injustos?! Somos uma sociedade criminosa que esfola crianças, diariamente, sem remorsos.
    galeno

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