Sábado, 20 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1046
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ENTRE ASPAS >

Debate entre candidatos
domina o noticiário

Por Luiz Antonio Magalhães em 22/10/2006 na edição 334


Leia abaixo os textos de quinta-feira selecionados para a seção Entre Aspas.


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O Estado de S. Paulo


Quinta-feira, 19 de outubro de 2006


ELEIÇÕES 2006
Ana Paula Scinocca, Clarissa Oliveira E Patrícia Villalba


Alckmin manterá hoje estilo Mike Tyson no debate do SBT


‘Em vantagem nas pesquisas, Lula não partirá para o ataque, mas já se preparou para rebater acusações


Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) devem manter hoje, no debate do SBT, que começa às 21 horas, a estratégia do confronto inaugural do segundo turno, na Rede Bandeirantes. A dez dias da eleição – e em desvantagem na briga -, o tucano vai para o tudo ou nada.


Alckmin manterá o estilo ‘Mike Tyson’, mas, segundo interlocutores, fará ‘pequenos reparos’ para não passar imagem de arrogante. À frente nas pesquisas, Lula quer agir como um diretor de cena. E vai esperar os movimentos do adversário para colocar as cartas na mesa.


‘Não há porque mudar o estilo nem recuar no debate. O que o Alckmin fez e vai continuar fazendo é discutir os temas importantes ao País e a questão ética é central. Ele vai continuar cobrando a origem do dinheiro (do dossiê Vedoin) e pondo fim às mentiras que estão sendo espalhadas pelo PT’, afirma o senador Heráclito Fortes (PFL-PI), que integra a coordenação da campanha do PSDB.


O coordenador da campanha de Lula, Marco Aurélio Garcia, garante que o presidente não fugirá da briga, mas deixará que Alckmin dê o primeiro passo. ‘Vamos priorizar a discussão de questões programáticas. Mas se o outro candidato quiser entrar naquele samba de uma nota só dele, nós vamos enfrentar’, avisa.


ESCÂNDALOS


Enquanto Alckmin deve colocar em discussão ‘a falta de ética’ do governo Lula, o petista manterá a tese de que seu governo combateu as irregularidades e, por isso, escândalos de corrupção vieram à tona.


Além de forçar Lula a tratar de temas espinhosos – como os escândalos do mensalão e dos sanguessugas -, o tucano vai cobrar explicações do presidente sobre ‘obras de ficção’ da administração do PT. ‘O Lula não tem obra pelo País. É só propaganda’, comenta um integrante da campanha tucana, reafirmando ainda que Alckmin não se furtará a discutir o tema da segurança pública.


Lula, por sua vez, pretende investir na comparação entre o seu projeto de governo e o de seu adversário. Essa abordagem incluirá temas como as privatizações realizadas no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e na gestão do próprio Alckmin em São Paulo. A estratégia, na avaliação de petistas e tucanos, estimulou o crescimento de Lula nas mais recentes pesquisas.


Enquanto os candidatos preparam um debate de altas temperaturas, o SBT quer delimitar o enfrentamento. No primeiro bloco, Lula e Alckmin responderão a perguntas de conteúdo programático feitas pela apresentadora e mediadora do debate Ana Paula Padrão. ‘Queremos, com esse formato, projetar o governo e não discutir o governo atual’, diz o diretor nacional de jornalismo do SBT, Luiz Gonzaga Mineiro.’


Dora Kramer


Faz-de-conta


‘O já notório discurso de posse do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio Mello, afirmando a ação democrática, mas contundente, da Justiça Eleitoral nesta eleição, soa agora como bravata diante da decisão de não apenas mandar retirar do site da CBN, mas multar em R$ 21 mil a emissora por veicular comentário de Arnaldo Jabor entendido como ruim para Lula e bom para Alckmin.


Considerando que comentaristas emitem opiniões e, estas, por definição, implicam uma posição, senão seriam relatos noticiosos, a Justiça abre com essa decisão um precedente cujas conseqüências não estão sendo devidamente pesadas e medidas.’


TELECOMUNICAÇÕES
Gerusa Marques


Telecom Italia deixa controle da BrTelecom


‘A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu ontem sinal verde para que a Telecom Italia coloque em prática sua proposta para resolver o problema da sobreposição de licenças entre a TIM e a BrT GSM na operação da telefonia celular nas regiões Sul, Centro-Oeste e parte da região Norte. O presidente da Anatel, Plínio de Aguiar Júnior, avaliou que a solução apresentada pela empresa italiana, se afastando do controle da Brasil Telecom, atende à legislação.


A operação, aprovada ontem pelo conselho diretor da Anatel, prevê que a Telecom Italia transfira para a empresa Brasilco 38% das ações com direito a voto detidas por ela na Solpart, que controla a Brasil Telecom. O problema é que a Telecom Italia figura como controladora de duas operadoras de telefonia celular que operam na mesma região – a TIM e a BrT -, o que é proibido pela legislação de telecomunicações. A Telecom Italia é dona da TIM e também exerce o controle da BrT GSM por meio da Brasil Telecom.


A Anatel havia dado prazo até 28 deste mês para que as empresas encontrassem uma saída. Em nota, a Agência disse que, com a efetiva implantação da operação até o dia 28, cessam as sobreposições. A participação da Telecom Italia na Brasilco, por sua vez, será transferida para um fundo instituído na Inglaterra e administrado pelo Credit Suisse. A Anatel manteve para o fundo as mesmas restrições de voto e veto em decisões da Brasil Telecom que digam respeito à operação móvel.


O presidente da Anatel confirmou a intenção da Telecom Italia de vender ações, mas a Agência não fixou prazo para a venda. Apesar dos boatos de que há empresas interessadas na compra da fatia da empresa italiana na Brasil Telecom, como o grupo Algar, Aguiar disse que não tem conhecimento formal desse assunto.

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