Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

IMPRENSA EM QUESTãO > RESPOSTA A DIOGO MAINARDI

Desafio a um difamador

Por Franklin Martins em 18/04/2006 na edição 377

O sr. Diogo Mainardi, em artigo intitulado ‘Jornalistas são brasileiros‘, publicado na revista Veja (nº 1952, de 16/4/2006), acusou a mim e a outros profissionais de imprensa de sermos ‘moralmente frouxos’ e de mantermos ‘relações promíscuas’ com o poder político. No meu caso, saiu-se com a estapafúrdia história de que eu teria uma cota pessoal de nomeações no serviço público. Nessa cota, estariam meu irmão, Victor Martins, diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), e minha mulher, Ivanisa. Seguem-se alguns esclarecimentos. Devo-os não ao sr. Mainardi, mas a meus leitores, telespectadores e ouvintes, e também a meus colegas de profissão que, com razão, continuam a acreditar que o jornalismo só tem valor se for exercido com espírito público e ética:


1. Não tive, em qualquer momento ou em qualquer instância, nada a ver com a nomeação de meu irmão, profissional conceituado na área de petróleo, para a diretoria da ANP. Jamais intercedi junto a quem quer que fosse no Poder Executivo para sua indicação. Jamais pedi a qualquer membro do Senado, a quem cabe constitucionalmente aprovar ou recusar as diretorias das agências reguladoras, que olhasse com simpatia seu nome. Não movi uma palha nesse episódio. Meu irmão tem a vida profissional dele e eu, a minha.


O sr. Mainardi não é obrigado a acreditar no que digo. Mas, se não fosse um difamador travestido de jornalista, teria se esforçado para apoiar suas acusações em fatos que revelassem uma conduta inadequada da minha parte, e não apelado para trechos de discursos desse ou daquele parlamentar com referências à minha pessoa que não significam absolutamente nada. Sobre o que falam deputados e senadores nem eu nem o sr. Mainardi temos a menor responsabilidade. Qualquer pessoa medianamente informada sabe disso. Somos eu e ele responsáveis apenas pelos nossos atos.


Por isso, lanço-lhe um desafio. Se qualquer um dos 81 senadores ou senadoras – um só, não é necessário mais do que um – vier a público e afirmar que o procurei pedindo apoio para o nome de meu irmão, me sentirei sem condições de seguir em meu trabalho como comentarista político. Pendurarei as chuteiras e irei fazer outra coisa na vida. Em contrapartida, se nenhum senador ou senadora confirmar a invencionice do sr. Mainardi, ele deverá admitir publicamente que foi leviano e, a partir daí, poupar os leitores da Veja da coluna que assina na revista. Tudo ou nada, bola ou búrica. O sr. Mainardi topa o desafio ? Se topa, proponho que escolha uma pessoa de sua confiança, enquanto eu pedirei à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) que designe um profissional acima de qualquer suspeita, para que ambos conversem imediatamente com todos os senadores e senadoras e ponham essa história em pratos limpos.


Se não topa o desafio, o sr. Mainardi estará apenas confessando que não tem compromisso com a verdade e deixando claro que não passa de um difamador. Sei os riscos que estou correndo. Entre os 81 senadores, há vários que, em um ou outro momento, já foram frontalmente criticados por mim. Outros devem ter discordado inúmeras vezes de minhas opiniões e avaliações. É provável que haja, inclusive, quem, em algum episódio, tenha se sentido injustiçado por alguma palavra minha. Mesmo assim duvido que apareça um só senador, governista ou oposicionista, do Norte ou do Sul, veterano ou novato, que confirme a afirmação insultuosa do sr. Mainardi de que fiz tráfico de influência para nomear um irmão para a ANP. Duvido que apareça por uma razão muito simples: isso simplesmente nunca ocorreu.


Os mais graves


2. Quanto à minha mulher, é funcionária pública há mais de 20 anos. E servidores públicos, sr. Mainardi, por incrível que lhe pareça, trabalham no serviço público. Não sei qual a razão de sua surpresa com o fato. Devo esclarecer que, embora seja profissional extremamente competente, com mestrado em Planejamento Social na London School of Economics, já tendo dirigido agências e programas nacionais na área, no momento minha mulher não exerce cargo comissionado e sequer tem função gratificada. Por quê? Não sei. Coisas do serviço público…


Dados os esclarecimentos, sigo adiante. Nem sempre concordo com o que escrevem Eliane Cantanhêde, da Folha de S. Paulo, e Helena Chagas, de O Globo, também difamadas pelo sr. Mainardi no artigo mencionado. Mas isso não me impede de dizer que são duas tremendas profissionais, das melhores jornalistas deste país. Na nossa profissão, como em todas outras, há gente séria e gente que não presta, pessoas íntegras e pessoas sem caráter. Eliane e Helena estão na primeira categoria e me honra ter sido colocado na companhia delas. Para mim, desabonador seria o contrário.


Os ataques que sofremos Eliane, Helena e eu talvez sejam os mais graves, mas não são os primeiros que o sr. Mainardi lançou recentemente contra jornalistas. Nos últimos meses, semana sim, semana não, pelo menos duas dúzias deles foram vítimas de investidas absolutamente desrespeitosas, carregadas de insinuações capciosas contra suas atividades e carreiras. Mas como ninguém deu pelota para os arreganhos do rapaz – nem os jornalistas, que simplesmente não o levam a sério, nem os leitores da Veja, que já se cansaram de ver um anão de jardim querendo passar-se por um gigante da crônica política –, o sr. Mainardi decidiu aumentar o calibre de seus ataques. E partiu para a difamação pura e simples.


Recurso à Justiça


Vivemos numa democracia, felizmente. Todos têm o direito a defender suas idéias, mesmo os doidivanas, e a tornar públicas suas posições, mesmo as equivocadas. Em compensação, todos estão obrigados a aceitar que elas sejam criticadas livremente. O sr. Mainardi, por exemplo, tem a prerrogativa de dizer as bobagens que lhe dão na telha, mas não pode ficar chateado se aparecer alguém em seguida dizendo que ele não passa de um bobo. Pode pedir a deposição do presidente Lula, mas não pode ficar amuado se alguém, por isso, chamá-lo de golpista. Pode dizer que o povo brasileiro é moralmente frouxo, mas não pode se magoar depois se alguém classificá-lo apenas como um tolo enfatuado.


Ou seja, o sr. Mainardi pode falar o que quiser, mas não pode querer impedir que os outros falem. Mais ainda: o sr. Mainardi é responsável pelo que fala e escreve. Enquanto permaneceu no terreno das bobagens e das opiniões disparatadas, tudo bem. Faz parte da democracia conviver com uma cota social de tolices e, além disso, presta atenção no bobo da corte quem quer. Mas quando o bufão passa a atacar a honra alheia, substituindo as bobagens pela calúnia e as opiniões disparatadas pela difamação, seria um erro deixá-lo prosseguir na sua torpe empreitada.


No Estado de Direito, existe um caminho para os que consideram que tiveram a honra atacada por um detrator: recorrer à Justiça. É o que farei nos próximos dias. No processo criminal, o sr. Mainardi terá todas as oportunidades de provar que usei minha condição de jornalista para traficar influência. Como é mais fácil um burro voar do que ele dar substância às suas invencionices a meu respeito, estou confiante de que se fará justiça e o difamador será condenado pelo seu crime.


Para informar à sociedade


Desde já, adianto que, se a Justiça fixar indenizações por danos morais, o dinheiro será doado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e à Associação Brasileira de Imprensa. Não quero um centavo dessa causa. Não dou tanta importância a dinheiro como o sr. Mainardi, que já definiu seu próprio perfil: ‘Hoje em dia, só dou opinião sobre algo mediante pagamento antecipado. Quando me mandam um e-mail, não respondo, porque me recuso a escrever de graça. Quando minha mulher pede uma opinião sobre uma roupa, fico quieto, à espera de uma moedinha’.


Prefiro ficar com Cláudio Abramo: ‘O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter’. Mas, para tanto, o sr. Mainardi está incapacitado. Não porque lhe seja escassa a inteligência; simplesmente falta-lhe caráter. A história da moedinha diz tudo.


Da minha parte, seguirei fazendo o único jornalismo que sei fazer, o que busca dar informações ao leitor, ao telespectador, ao ouvinte, com inteligência e respeito, para que ele forme sua própria opinião sobre os fatos. Não quero fazer a cabeça de ninguém. Não creio que essa seja a missão da imprensa, ainda que alguns jornalistas e alguns órgãos de comunicação, de vez em quando, queiram ir além das suas chinelas. Existimos para informar à sociedade, e não para puxá-la pelo nariz para onde quer que seja. E desse jornalismo não vou me afastar, apesar das mentiras, da gritaria e das difamações do colunista da Veja. O macartismo não me intimida. O sr. Mainardi, muito menos.

******

Jornalista, diretor de jornalismo da Globo em Brasília, comentarista político da CBN e da Globo News

Todos os comentários

  1. Comentou em 30/10/2009 eunice coelho coelho

    meu nome e €unice moro rua jose dias de aguiar117 santana sao jose dos campos .estou sofrendo torturas e ameaças eu e meu filho de 6 anos tenho 1 sonar no utero que foi colocado devido boa noite cinderela .preciso de um aparelho chamado varredor e um reporter investigaivo passe para direçao com urgencia. tive passagem no hospital alto da ponte com meu filho por intoxicaçao eles tem a chave mixa eu por envenenamento no hospital da vila industrial deixei o leite la ainda nao tive o resultado do exame que pedi para analizar teve outro que o medico pediu p levar para adolfo lutz nao enviei por nao ter como pagar.corro risco de morte , fizeram regressao
    preciso que vcs consigam o sonar da mesma empresa para eu provar para midia que estou dizendo a verdade e para salvar meu filho e minha vida que esta por um fio e conseguir tirar isto do meu utero com urgencia o motivo que eles querem me matar enao pagar a indenizaçao urgente. 97395358

  2. Comentou em 29/08/2009 Eveline de Abreu

    Prezada Equipe do Observatorio da Imprensa,

    solicito que denunciem, desmascarem essa aviltante palhaçada capitaneada especialmente pelo DEM e PSDB, lobos de longo curso travestidos de cordeiro, cujas siglas abrigam a palavra Democracia, conspurcando-a sem o menor respeito, apelando para os brasileiros incautos a se manifestarem contra a esculhambação que se espalha por toda a parte do poder no 7 de setembro. Ora, ora, onde jà se viu, ladrões de primeira hora, guardiões da moral de ultima hora. Continuistas que são, esses safados posam de salvadores-da-patria, confundindo-nos em seus discursos pegajosos, sob os quais estão o apego desmedido às vantagens do poder e a vontade de possuir novamente essa mãe de teta$ tão genti$. Tão indecente quanto um incesto, não?

    Muito grata, espero ter contribuido para uma boa pauta,

    Eveline.

  3. Comentou em 22/07/2009 edison mariotti

    BOM DIA

    Gostaria de deixar meu curriculum.

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    Faço, criação de logotipos, Vetores, Flyers, Cartões, Banners, Folders, Restauração de fotos, vetorizo imagens, diagramação, Placas de rua, placas indicativas, sinalização de ruas e propagandas.

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    http://www.rc.com.br/junior1

    xhunior2001@yahoo.com.br

    orkut – JUNIOR MARIOTTI

  4. Comentou em 10/11/2008 SERGIO ZURAWEL

    Franklin Martins foi terrorista, ex-dirigente do MR-8, portanto criminoso, comunista, inimigo da nação. Só está em liberdade porque o Brasil é, atualmente, comunista. A família do soldado assassinado por ele, sabe bem quem é Franklin Martins e essa quadrilha presidencial que assumiu o controle do país. Diogo Mainard está certo. O macartismo não intimida o sr Franklin Martins porque a elite conservadora é ignorante quanto ao plano comuna de dominação continental da república dos cumpanheros.

  5. Comentou em 04/03/2007 paulo franklin de araripe

    meu comentário se prende a uma tristeza em face de haver um entrevero entre dois jornalistas com mentes brilhantes e competentes nas suas profissões. admiro muito franklin martins e sempre assisti seus comentários no canal GNTe que ,lamentavelmente não pertence mais ao sistema GLOBO de televisão.Sempre comentando com imparcialidade, franklin martins é um jornalista e comentarista político notável. diego mainardi também faz parte de um grupo de jornalistas brilhantes sob a direção de lucas mendes que é assessorado por caio blinder, ricardo amorim e lúcia guimarães.esse comentário do diego mainardi pode até ser verdadeiro, e todos sabemos que um cargo de diretor da ANP tem que ser preenchido por pessoa de alta competência por indicação política ,e esse requisito provavelmente o irmão do franklin martins deve possuir, porque se não o possuisse ,não seria indicado para o cargo.francamente,não vejo ofensa nem difamação por parte do diego mainardi em ter feito talcomentário.vejo manhattan conecction como um teatro político com diego mainardi e caio blinder como os contra-pontos do lucas mendes , que além de brilhante âncora é um excelente diretor e produtor do programa. resumindo: é um charles chaplin,que dirigia com rigor seus atores, sem nunca perder a tenura.finalizo parabenizando esses jornalistas e que continuem brilhantes como sempre foram.

  6. Comentou em 04/03/2007 paulo franklin de araripe

    meu comentário se prende a uma tristeza em face de haver um entrevero entre dois jornalistas com mentes brilhantes e competentes nas suas profissões. admiro muito franklin martins e sempre assisti seus comentários no canal GNTe que ,lamentavelmente não pertence mais ao sistema GLOBO de televisão.Sempre comentando com imparcialidade, franklin martins é um jornalista e comentarista político notável. diego mainardi também faz parte de um grupo de jornalistas brilhantes sob a direção de lucas mendes que é assessorado por caio blinder, ricardo amorim e lúcia guimarães.esse comentário do diego mainardi pode até ser verdadeiro, e todos sabemos que um cargo de diretor da ANP tem que ser preenchido por pessoa de alta competência por indicação política ,e esse requisito provavelmente o irmão do franklin martins deve possuir, porque se não o possuisse ,não seria indicado para o cargo.francamente,não vejo ofensa nem difamação por parte do diego mainardi em ter feito talcomentário.vejo manhattan conecction como um teatro político com diego mainardi e caio blinder como os contra-pontos do lucas mendes , que além de brilhante âncora é um excelente diretor e produtor do programa. resumindo: é um charles chaplin,que dirigia com rigor seus atores, sem nunca perder a tenura.finalizo parabenizando esses jornalistas e que continuem brilhantes como sempre foram.

  7. Comentou em 15/05/2006 jadison SAUL

    Nao estou para defender ninguem, mas vou citar o meu caso , ouvindo o ser Franklin Martins na CBN de manha , é espantoso os absurdos que diz e a sua maneira de comentar escandalos do congresso , onde é claro que sempre achei absurdo os seus comentarios.
    Tanto que parei de ouvir , agora com o que o Diogo escreveu , fica a poeira no ar , onde ha fumaca ha fogo, agora , vamos ao um comentario do sr Franklin na CNB E Globo canal fechado.

    A CPI AINDA NAO , PROVOU DE ONDE VEM O DINHEIRO , EU EXPLICO SR FRANKLIN , DO PROPRIO GOVERNO , VOCE NOS TRATA COMO IGNORANTE , SEUS COMENTARIO SAO ABSURDOS.
    HORA O CARECA ENVIA DINHEIRO DE CONTRATOS DE FAIXADA E VOCE COM ESSE TIPO DE PANO QUENTE.
    ALIAS O QUE ELE DIZ NAO ACRESCENTA NADA .
    APOSENTE MEU AMIGO , POIS VOCE NAO TEM COMPROMISSO COM A INDIGNACAO E MUITO MENOS DE FALAR O QUE REALMENTE INTERESSA , VOCE DEVERIA FAZER UM DEBATE COM ARNALDO JABOR AI , SIM IREMOS VER O QUE VOCE DIZ OU ELE É O LOUCO CORRETO OU VOCE É O JORNALISTA POLITICO CORRETO
    ABRACOS

  8. Comentou em 06/05/2006 Ricardo Meira

    Em determinadas situações falta ética para quem escreve e para quem lê. Muitos leitores acabam desconsiderando a questão ética do articulista quando este se expressa com idéias que coincidem com a suas. E o debate vira aquela velha discursão do contra e do “a favor”. Posso ser a favor ou do socialismo ou liberalismo, Lula ou FHC, Mainardi ou Franklin Martins. No entanto a ética deve estar acima das concepções e posições.
    Acho que não posso ser um defensor apaixonado, não posso considerar a opinião de um articulista, ou de quem quer que seja, mesmo que suas idéias coincidam com a minha, se ele não for ético. Aí vem a grande questão: é antiético o jornalista ter parente próximo ao poder? Isso está influenciando em seus comentários? É ético fazer insinuações de que os comentários políticos de um jornalista são influenciados pela proximidade de parentes com o poder?

  9. Comentou em 24/04/2006 joao roberto Bezerra

    Lamentável…só agora está se descobrindo que DM cumpre um papel político dos donos da Veja e da elite brasileira. Um jornalista de direita pago para criar o caos num governo de esquerda. A ação de Frankin deveria ser extensiva à Veja, pois é ela que incentiva – manda, na verdade, DM fazer esse tipo de jornalismo. Parece que este senhor DM é um sujeito meio mal resolvido…Dá a impressão. É só observar os seus trejeitos no programa da GNT. É o Paulo Francis piorado.

  10. Comentou em 24/04/2006 alfredo sternheim

    O desafio de Martins e a ira contra Mainardi desviaram a atenção dos leitores do OI dos outros casos apontados pelo ardiloso colunista da Veja. Como o de Eliane Cantanhede. Dra. Neli, como a jornalista Eliane pode ser considerada isenta em seus comentários políticos se é casada com alguém diretamente ligado ao marketing de um determinado partido da oposição? Atente, dra., que ela fez textos sobre a anterior disputa Serra/Alckmin mais favorável ao primeiro, se omitiu sobre a quebra da promessa eleitoral de Serra para se candidatar e, principalmente, ‘embarcou na maré anti-Lula’ (a frase é de um companheiro de profissão que a conhece). Como leitor da Folha que já admirou alguns textos dela (inclusive mandei e-mail elogiando), me senti enganado, tinha de ser informado dessa ligação conjugal que a torna suspeita, dilui totalmente a sua isenção. E tanto ela como a Folha, até agora não se defenderam, não se manisfestaram a respeito. Podemos detestar Mainardi, mas essa questão de relações promíscuas não se encerram tão já. Tenho certeza que neste espaço democrático do OI, muita água vai rolar. Políticos que sentirem atingidos pelos jornalistas apontados vão sair gritando. Mas pode, de tudo isso, surgir uma lição que resulte em MAIOR TRANSPARÊNCIA para o colunismo. Se a cobramos da classe política, por que não da Imprensa?

  11. Comentou em 24/04/2006 alfredo sternheim

    O desafio de Martins e a ira contra Mainardi desviaram a atenção dos leitores do OI dos outros casos apontados pelo ardiloso colunista da Veja. Como o de Eliane Cantanhede. Dra. Neli, como a jornalista Eliane pode ser considerada isenta em seus comentários políticos se é casada com alguém diretamente ligado ao marketing de um determinado partido da oposição? Atente, dra., que ela fez textos sobre a anterior disputa Serra/Alckmin mais favorável ao primeiro, se omitiu sobre a quebra da promessa eleitoral de Serra para se candidatar e, principalmente, ‘embarcou na maré anti-Lula’ (a frase é de um companheiro de profissão que a conhece). Como leitor da Folha que já admirou alguns textos dela (inclusive mandei e-mail elogiando), me senti enganado, tinha de ser informado dessa ligação conjugal que a torna suspeita, dilui totalmente a sua isenção. E tanto ela como a Folha, até agora não se defenderam, não se manisfestaram a respeito. Podemos detestar Mainardi, mas essa questão de relações promíscuas não se encerram tão já. Tenho certeza que neste espaço democrático do OI, muita água vai rolar. Políticos que sentirem atingidos pelos jornalistas apontados vão sair gritando. Mas pode, de tudo isso, surgir uma lição que resulte em MAIOR TRANSPARÊNCIA para o colunismo. Se a cobramos da classe política, por que não da Imprensa?

  12. Comentou em 23/04/2006 Athanasio Ribeiro [com nota do OI]

    Caros amigos do Observatório.
    Não seria o caso de publicar a tréplica de Diogo Mainardi para Franklin Martins, que saiu na Veja deste fim de semana?

    Ou vão censurar o artigo, no melhor estilo Hugo Chávez de imprensa?

    Grato

    A.R.

  13. Comentou em 23/04/2006 Athanasio Ribeiro [com nota do OI]

    Caros amigos do Observatório.
    Não seria o caso de publicar a tréplica de Diogo Mainardi para Franklin Martins, que saiu na Veja deste fim de semana?

    Ou vão censurar o artigo, no melhor estilo Hugo Chávez de imprensa?

    Grato

    A.R.

  14. Comentou em 22/04/2006 Waldyr Skuka

    APÓS TER LIDO A MATÉRIA EM QUESTÃO, COMO TAMBÉM A NOVA MATÉRIA SOBRE O MESMO ASSUNTO, PUBLICADA NA VEJA DESTA SEMANA, TENHO A DIZER O SEGUINTE, EM COMPLEMENTO AO QUE JÁ DISSE:

    JUNTANDO OS VÍNCULOS DA FAMÍLIA DE FRANKLIN MARTINS COM O GOVERNO AO ADESISMO DA GLOBO AO MESMO GOVERNO, PENSO QUE QUALQUER MATÉRIA E COMENTÁRIO DO CITADO JORNALISTA NÃO TERÁ A ISENÇÃO E A IMPARCIALIDADE NECESSÁRIA.

    HÁ MUITOS ANOS QUE NÃO ASSISTO AOS NOTICIÁRIOS DA GLOBO, POR SEREM PARCIAIS, SUPERFICIAIS E CENSURADOS PELA DIREÇÃO. PORÉM, AS RARAS VEZES QUE ASSISTI AOS COMENTÁRIOS DO FRANKLIN, SENTI QUE, APESAR DO GOVERNO MERECER CRÍTICAS DURAS NOS ASSUNTOS ANALISADOS, ESSE JORNALISTA FOI MUITO SUAVE E POLÍTICO, OU SEJA, ‘FICOU EM CIMA DO MURO’.

    PARA O DIOGO MAINARDI FALAR COM TANTA CERTEZA, E POR SER ELE MUITO INTELIGENTE E INTELECTUALIZADO, PENSO QUE ELE DEVE TER ASSISTIDO A MUITAS ANÁLISES E MATÉRIAS DO FRANKLIN. PODE-SE CONFIRMAR, ENTÃO, MINHA IMPRESSÃO DE QUE O JORNALISTA DA GLOBO PROTEJE O GOVERNO EM SUAS CRÍTICAS.

    COMO A GLOBO TEM UMA GRANDE PENETRAÇÃO (INFELIZMENTE), PODE ESTAR AI UMA DAS EXPLICAÇÕES PELO FATO DO LULA ESTAR COM 40% DAS INTENÇÕES DE VOTO. UM GOVERNO QUE ROUBOU TANTO CONSEGUE AINDA 40% DOS VOTOS DA POPULAÇÃO. SINTO VERGONHA DE SER BRASILEIRO POR ISSO.

  15. Comentou em 22/04/2006 alvaro orsi

    voces ja conferiram a resposta? Em
    http://minutopolitico.blogspot.com/2006/04/mainard-veja_22.html o acesso é direto. gostaria de encontrar o texto no site do observatório nos próximos dias, ou a opinião de um profissional conceituado.

  16. Comentou em 21/04/2006 Luiz Federico

    Acredito que o sr. Mainardi não aceitará o desafio. Sua covardia irá corroborar as palavras do sr. Franklin Martins. Lembro-me de um artigo do sr. Mainardi – bem antigo, por sinal, pois não o leio há alguns anos – que afirmava que quanto mais musical é um país mais subdesenvolvido ele é. Com esse pensamento genial, ele é um dos colunistas mais lidos do Brasil. Pobre Brasil.

    Luiz Federico
    Repórter
    Diário do Grande ABC

  17. Comentou em 20/04/2006 maria santos

    Querido Franklin Martins. Vc. é uma pessoa do BEM. Não se deixe envenenar pelos hipócritas. Sua genialidade, sensatez, hombridade, seu amor às coisas verdadeiras estão muito acima dos vermes rastejantes que habitam os escombros, as sombras, os esgotos…sempre o procuro quando quero formar uma opinião. Sei que posso confiar em vc. desde a primeira vez que o ví e ouví. Deus o abençoe e guarde sob seu manto. Um abraço carinhoso, maria.

  18. Comentou em 20/04/2006 licurgo urquiza

    algumas empresas de comunicação criam uma espécie de blindagem e são um selo de qualidade para os profissionais que trabalham nela. No Rio Grande do Sul, proliferou um praga conhecida como colunista-polemista, pseudo-profissionais cuja soberba ignorância é aplaudida pela simples fato de trabalharem para determinadas empresas, especialmente àquelas do primeiro quadrante, controladoras de várias subsidiárias. No Rio Grande do Sul, o monopólio da família Sirostki é o selo de qualidade e escola para uma pleide de imbecis deformadores de opinião, comprados por governos de direita.

    Sempre foi um mistério, uma empresa como a Globo, cuja a representante gaúcha é a RBS, manter em suas fileiras, alguém que comprometido com o jornalismo ético e coerente, como Franklin Martins. Certamente existem outros que trabalham para esta empresa e permanecem nela.

    Um mistério que não ocorre com o panfleto Veja. Ninguém se salva lá. E nem poderá ser salvo. Se houver alguém da área com um pingo de descência, por favor procure logo emprego numa publicação que faça jornalismo. sei que são cada vez mais raras.

    Me solidarizo com o Franklin, pelo profissional que é e pela decência no exercíco da profissão que precisa ser mantido a qualquer custo.

    Imbecis que usurpam títulos e funções de jornalista para deturpar o caráter da profissão devem ser banidos dos lugares que ocupam. Mainardi, vá administrar melhor a editora de seu pai e Jabor, por favor meu querido, volte a fazer filmes. Toda Nudez… prometia alguma coisa.

    Parabéns Franklin!

  19. Comentou em 19/04/2006 Luiz Carlos Soares Moreira

    Embora o Sr. Franklin Martins atue como jornalista para o complexo midiático vinculado a Rede Globo – cuja grupo tem mostrado dia a dia que não atua com isenção, apresentando-se mais das vezes com posições partidárias totalmente favoráveis ao PSDB/PFL -, tenho observado que a linha de conduta do Jornalista Franklin Martins é louvável, pois busca informar a verdade sem se envolver com ações partidárias, mostrando que o objetivo do jornalismo sério é informar. Entendo que muitas das vezes é preciso também opinar, fazer juízo sobre o tema exposto. O que o sério jornalista não pode é transmitir sua paixão desenfreada por uma frente sem observar o outro lado da contenda, pois se assim agir estará contrariando os preceitos de nossa Carta Magna.
    O Sr. Diogo Mainardi faz um tipo de jornalismo totalmente contrário ao processo democrático. Acusa sem provas. Defende uma posição com uma paixão desmedida e fora de qualquer racionalidade. Prática o anti-jornalismo. Acha ele, creio, que está sendo engraçado, moderno, eletrizante. Ledo engano! O jornalismo precisa evoluir com certeza, mas, não para onde o Sr. Mainardi aponta. Se aceitarmos como certas as ilações desse tipo de jornalismo, corremos o risco de entrar numa ‘ditadura midiática’.

  20. Comentou em 19/04/2006 Cristiano Angelis

    Não conheço a figura do cidadão Diogo Mainardi, nem mesmo sou leitor de suas reportagens na revista veja, até porque não acredito na imparcialidade das reportagens publicadas por esta revista e outras de repercussão nacional. No entanto, já escutei e li alguns comentários de terceiros a seu respeito, dos quais notei que se trata de pessoa declaradamente contrária ao atual governo, e por isso, utiliza sua condição para atacá-lo reiteradamente, mesmo sem fundamento racional. Por outro lado, o Jornalista Franklin Martins se mostra, juntamente com o ícone Alberto Dines, um dos mais sérios e competentes profissionais do meio, porque premissam pela ética, moralidade e verdade em suas matérias e declarações! Assim, mesmo sem conhecimento da avença narrada na matéria ora em comento, me solidarizo com os motivos de indignação apresentados pelo Jornalista Franklin Martins.

  21. Comentou em 19/04/2006 Daniel de Andrade

    O Diogo Mainardi nada mais é que o reflexo da veradeira cor (marrom com tonalidade mais próxima para feses) de setores da imprensa, aliás,vergonhosos, sem qualquer compromisso com o debate salutar e democrático.
    O sr. Civita e sua companhia subestimam a capacidade de raciocínio e dicernimento das pessoas de bem, que além da verdade optam pelo bom senso, que não é o caso de sua revista Veja.
    Gostaria imensamente de ter como sugerir ao sr. Civita que colocasse pendurado a arvorezinha que é símbolo de sua editora, um tucano.
    É apenas uma sugestão a altura para a tamanha piada que representa sua revista.
    Taí, Revista Veja é um folhetim do PSDB e Diogo Mainardi, idióta travestido de jornalista.
    Uma observação muito importante, não sou filiado a qualquer partido.
    Palavra de homem!

    Daniel de Andrade

  22. Comentou em 18/04/2006 Samuel Pantoja Lima

    Caro Franklin,

    Acompanho, há tempos, seu trabalho digno e jornalísticamente correto na TV Globo. De toda esse rol de analistas políticos você é o único, neste momento, que não perdeu o rumo da história e tem pautado sua crítica com inteligência, serenidade e uma tremenda dosagem de ética profissional.

    Siga em frente, caríssimo, o jornalismo brasileiro agradece pelo seu trabalho. Mainardi é escória e como tal está fadado a lixo da história recente da imprensa brasileira. O título é absolutamente feliz!

    Samuca

  23. Comentou em 23/12/2005 Renato Monteiro

    Amigo(a):
    Se Alberto Dines é pago para pontificar no rádio, na internet e na tevê a respeito da Imprensa e volta e meia acusa a Mídia de estar tomada por jornalistas da Opus Dei, por que não tem coragem de vir a público e listar quem são tais plumtivos que estão ligados a essa prelazia pessoal da Igreja Católica? Que razões levam Dines a associar o símbolo da Opus Dei à logomarca da Daslu?
    Por que quando a caixa postal eletrônica de Diogo Mainardi acumula pilhas de mensagens, Alberto Dines o acusa de fazer sensacionalismo? Por que quando Mainardi recebe um número ínfimo de cartas, Dines comera alucinadamente tal feito, o taxando de “pitoresco caçador de bruxas” e lhe atenta para o fato de que sua careira como “guru” e “conselheiro” está chegando próxima do fim?
    Renato Monteiro Kloss
    Rua José Naves da Cunha, 353
    Bairro: Seminário
    CEP 80310-080 Curitiba – Paraná
    E-mail: renatokloss@terra.com.br

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