Sábado, 20 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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ENTRE ASPAS >

Diminui liberdade de imprensa na Venezuela

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 08/10/2008 na edição 506

Leia abaixo a seleção de terça-feira para a seção Entre Aspas.


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O Estado de S. Paulo


Terça-feira, 7 de outubro de 2008


 


LIBERDADE
Lourival Sant’Anna


Piora situação da liberdade de imprensa na Venezuela, diz SIP


‘Relatório sobre a Venezuela apresentado no domingo, em Madri, na reunião anual da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), sugere que ‘as graves e repetidas violações por parte do atual governo’ sejam investigadas pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. ‘A situação tem piorado muito’, disse ao Estado o autor do relatório, David Natera, vice-presidente da SIP para a Liberdade de Expressão na Venezuela. ‘Cada dia é maior o confronto do presidente Hugo Chávez com a democracia.’ De acordo com o documento, integrantes do poder ‘tentam ocultar e negar fatos, ameaçam, perseguem, fecham o acesso à fonte de informação oficial e suprimem a informação estatística’. O texto assinala também que ‘a função dos meios e dos jornalistas independentes é cada vez mais difícil e perigosa’ na Venezuela. Ele cita um episódio ocorrido no dia 23, no qual ‘ativistas ligados a Chávez lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra a sede do canal de notícias Globovisión’. O grupo que reivindicou o ataque declarou a emissora e seu diretor, Alberto Federico Ravell, ‘objetivos militares’, diz o relatório.


Em Caracas, o ministro do Interior da Venezuela, Tarek Aissami, rejeitou as acusações, qualificando a SIP de ‘franquia do império americano’. ‘A SIP é uma organização na qual se agrupam donos de meios de comunicação da oligarquia. Pouco nos preocupa seu pronunciamento’, disse Aissami.


Natera, por seu lado, acusa o governo de ‘manipular as verbas publicitárias contra os jornais que não se subordinam a ele’. À pergunta sobre se há jornais que se subordinam, ele respondeu: ‘Isso já teve algum efeito.’ Natera, que é presidente do Bloco de Imprensa Venezuelano e diretor do jornal Correo del Caroní, da cidade de Guayana, lembrou que ‘numerosos’ jornais foram fundados e são mantidos pelo governo. É o caso do oficial Diário Vea, de circulação nacional, e jornais regionais, locais e de entidades como universidades. O relatório denuncia a ‘proliferação de mais de 300 emissoras de rádio ilegais’ e o ‘fechamento seletivo’ de outras rádios. De 156 estações de rádio AM que solicitaram renovação de sua licença, apenas 40% a obtiveram, afirma o texto. O documento critica ainda o fato de o presidente ter-se dado, por decreto, ‘faculdades para expropriar empresas, incluindo meios de comunicação que não poderá dobrar’. Isso depois de a maioria dos eleitores ter rejeitado, no referendo de 2 de dezembro, a reforma constitucional que dava essa prerrogativa ao governo.


COLÔMBIA


Já o relatório da SIP sobre a Colômbia protesta contra o uso, pelo Exército colombiano, do nome do canal internacional de TV da Venezuela Telesur durante a operação de resgate de 15 reféns em julho, incluindo a ex-senadora Ingrid Betancourt. Militares disfarçaram-se de repórteres como parte da artimanha para enganar guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que acreditaram que se tratava de uma transferência.


‘O uso de uma equipe jornalística pelas Forças Armadas aumenta ainda mais a vulnerabilidade enfrentada pelo jornalismo na Colômbia, principalmente nas zonas em que se encontram grupos armados ilegais, e implica o desconhecimento do fato de que os jornalistas são civis dentro dos conflitos armados’, critica o relatório. Ao mesmo tempo, durante um seminário sobre segurança dos jornalistas, Enrique Santos Calderón, diretor do jornal colombiano El Tiempo, festejou ontem o fato de que nenhum profissional foi assassinado no ano passado na Colômbia, que há alguns anos liderava o ranking de mortes de jornalistas no exercício da profissão.


O repórter viajou a convite da SIP’


 


 


ELEIÇÕES
O Estado de S. Paulo


Horário eleitoral deve recomeçar até o dia 13


‘Dois dias após o anúncio dos resultados da eleição, recomeça o horário eleitoral, que se estende até dia 24. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) trabalha com a data máxima do dia 13 para o reinício. Marta e Kassab terão 20 minutos diários cada no horário eleitoral, mais 15 divididos em comerciais de 60 segundos.’


 


 


CINEMA
Luiz Carlos Merten


Na mira dos veteranos


‘Jon Avnet adora Michelangelo Antonioni e Ingmar Bergman. É capaz de ficar horas falando de O Conformista, um de seus filmes favoritos. Ele compreende perfeitamente bem as sutilezas da construção dramática do filme que Bertolucci adaptou do romance de Alberto Moravia para discutir, no pós-Maio de 68, o tema da responsabilidade do homem comum face ao poder. Há uma discussão de fundo ético no novo longa de Avnet, que estréia na sexta-feira. Righteous Kill ganhou no Brasil o título de As Duas Faces da Lei. Marca o reencontro de Robert De Niro e Al Pacino, ou será o encontro? Afinal, em O Poderoso Chefão – 2ª Parte, de Francis Ford Coppola, eles interpretam personagens que pertencem a diferentes tempos daquele clássico e nunca se cruzam em cena. Em Fogo contra Fogo, de Michael Mann, contracenam uma única vez. Agora, sim, o confronto dos dois astros é para valer. Numa entrevista por telefone, de Los Angeles, Jon Avnet conta como As Duas Faces da Lei ocorreu em sua vida e como foi trabalhar com a parceria De Niro/Pacino.


Você já tem uma carreira muito extensa como produtor e alguns filmes de muito sucesso como diretor. As Duas Faces da Lei era um projeto seu?


Não, mas virou. Na verdade, o roteiro de Russel Gewitz me foi oferecido e, quando isso ocorreu, De Niro já estava envolvido no projeto. Me atraía muito a possibilidade de trabalhar com Bob, mas o próprio roteiro me parecia interessante. Existem ali idéias muito ricas que se referem à questão da ética e ao poder pela força das armas, muito importantes no atual momento da sociedade norte-americano. Adoro o cinema político, e o europeu tem uma tradição muito consistente nesta vereda. Faço filmes nos EUA, principalmente para uma audiência americana e num sistema que encara o cinema como diversão. Mas isso não me impede de contar as histórias que me interessam, procurando colocar nelas um pouco da minha experiência e daquilo que sei sobre as pessoas e o mundo. Aceitei a encomenda, mas fiz algumas mudanças no roteiro. Coisas pequenas, que procuravam justamente integrar o décor de Nova York à trama. Aliás, filmamos os exteriores em Nova York e os interiores em Connecticut.


Por quê?


Por uma questão de economia. Em Connecticut, a produção encontrou algumas facilidades que permitiram diminuir o custo da produção. Reinvestimos no filme sob a forma de mais dias de rodagem. Quando tem dois astros do calibre de Al e Bob, qualquer diretor seria um tolo se não tentasse mantê-los no set por mais tempo.


E como Pacino entrou na dança?


Foi idéia de Bob. Discutimos algumas possibilidades, quem poderia fazer o papel da forma mais intensa e verdadeira, e Bob sempre voltava ao nome de Al. Além de reconhecer nele um grande ator, também havia, penso eu, a vontade dissimulada de um confronto. Em Fogo contra Fogo, Bob teve um gostinho do que é trabalhar com Al e agora quis ampliar essa possibilidade. Todo ator, como todo diretor, todo artista, precisa ser desafiado nos seus limites, senão o que faz corre o risco de virar uma atividade burocratizada. Al topou e, a partir daí, com os dois comprometidos no projeto, pude fazer alguns ajustes no roteiro e me adequar ao plano de rodagem, que já vinha sendo montado.


Sua carreira como produtor tem exatamente 30 anos, mas a de diretor é mais recente. Seu primeiro filme foi Tomates Verdes Fritos, em 1991. Nestes 17 anos você fez somente seis filmes, uma média baixa para um diretor hollywoodiano. Por quê?


Vou lhe dizer uma coisa – não parei um momento neste tempo todo. Estava sempre produzindo, senão realizando alguma coisa. E, depois, embora o cinema seja uma parte muito importante da minha vida, eu tenho uma família, tenho amigos, e não quero ficar tão obcecado por trabalho a ponto de perder o convívio com as pessoas de que gosto ou que admiro. Um de meus amigos é um diretor brasileiro, Walter Salles. Ele morava perto da minha casa. Gosto muito dos filmes de Walter e foi por meio dele que aprendi um pouco sobre o Brasil. Mas a verdade é que poderia ter feito muito mais filmes. Ocorre que faço somente aqueles que realmente me interessam. Posso até ter-me equivocado, aqui e ali, mas espero não ser simplesmente um fazedor de filmes. Tento sempre colocar nos filmes algo mais do que simplesmente a minha expertise técnica.


De volta a Tomates Verdes Fritos, o filme estabeleceu, ou poderia ter estabelecido, sua reputação como diretor de ?women?s pictures?, os filmes sobre mulheres. Agora você vem com este filme de homens, de ação e violência, sobre dois policiais veteranos que caçam um assassino. Como você explica a mudança?


Mas eu não explico, ela é que se explica sozinha. Admiro muito o cinema de Ingmar Bergman, mas não conseguiria, como ele, esmiuçar daquele jeito, por meio de tantos filmes, o universo feminino. Procuro fazer filmes sobre pessoas, independentemente de sexo. Bem no começo da minha carreira, fiz, para TV, um pequeno filme sobre uma sogra que odeia sua nora, mas ela sofre um derrame e a nora tem de cuidar da sogra. Tenho muito orgulho deste filme – Between Two Women, de 1986, com Farrah Fawcett e Colleen Dewhurst -, pelo qual recebi, talvez, as melhores críticas de minha carreira. Houve um crítico que chegou a dizer que eu havia feito o mais bergmaniano dos filmes americanos. Ocorre que eu não penso em cinema em termos de ?Vou fazer um filme sobre mulheres, depois um sobre homens.? Conto as histórias que me atraem e que gostaria de ver na tela. Em geral são histórias sobre relações. A de As Duas Faces da Lei trata de amizade, de responsabilidade e poder, e isso me pareceu muito interessante.


Pelo que estou sabendo, a crítica dos EUA não foi muito positiva…


Tivemos algumas boas críticas, mas a maioria foi negativa, criticando o roteiro. Como levo meu trabalho muito a sério, gostaria de ler os críticos desde que pudesse aprender com eles e me aprimorar. O processo de um filme é muito complicado. Exige preparação e, ao mesmo tempo, é tão intenso que você não tem distanciamento crítico em relação ao que está fazendo e ainda tem de se adaptar muitas vezes a condições específicas do set de filmagem. Ocorre que a maioria dos críticos simplesmente projeta seus preconceitos no trabalho da gente e a avaliação fica comprometida. Muitos críticos ficam decepcionados com meus filmes, mas eu também fico decepcionado com o que eles escrevem.


Mais um filme de caçada a serial killer. Onde você acha que está conseguindo inovar?


Sinceramente, acho que nosso filme não é um filme comum sobre caçada a assassinos em série. Não apenas a relação entre os dois protagonistas é muito forte, mas à medida que começa a se delinear o rumo da história, apontando para o culpado, as coisas começam a fugir ao controle. Vou sugerir uma coisa. O espectador que vê o filme só pela história se arrisca a perder o que procurei colocar nas entrelinhas. São pequenos toques. Um diálogo aqui, um olhar ali, um gesto lá. Cinema é isso. Talvez seja uma concepção européia que assimilei dos autores a quem admiro, mas cinema é isso e eu tento honrar essa tradição.’


 


 


TELEVISÃO
Keila Jimenez


Maysa renderá reality


‘A minissérie Maysa terá parte de seus capítulos gravados como um reality show. No final de outubro, o diretor Jayme Monjardim e uma pequena equipe – com apenas quatro pessoas – embarcam rumo à Europa para gravar a passagem da protagonista por lá. Durante os dez dias de viagem, Larissa Maciel, intérprete de Maysa, passará praticamente todas as horas do dia vestida de personagem.


‘Ela descerá do avião, entrará nos hotéis, restaurantes, museus, carros, lojas, tudo vestida de Maysa, e comigo junto, somente com uma câmera nas mãos’, conta Monjardim. ‘É como um reality , como se estivéssemos filmando Maysa em passagem pela Europa.’


Como se trata de uma história de época, uma equipe da Globo já está agilizando daqui locação de carros antigos e hospedagem em hotéis clássicos nos três países onde eles irão gravar: Espanha, França e Portugal.


Além de produtores, Monjardim levará na equipe Fernando Torquatto, responsável pela irrepreensível caracterização da cantora. Além das gravações para a minissérie, o material extra do ‘reality’ pode ser aproveitado no DVD ou em programa extra sobre os bastidores.’


 


 


BOXE
O Estado de S. Paulo


Torneio amador pode ser visto na internet


‘Pela primeira vez na América do Sul, um campeonato amador de boxe é transmitido na internet. Os amantes da nobre arte podem acompanhar toda quarta-feira no site www.tudoaovivo.tv a transmissão da noitada do Campeonato Paulista de Boxe, que está em sua sexta rodada, disputado no Ginásio Baby Barioni. A programação terá combates pelas 11 categorias.’


 


 


 


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Folha de S. Paulo


Terça-feira, 7 de outubro de 2008


 


TELEVISÃO
Daniel Castro


Record recusa lance da Globo por Olimpíada


‘A Record recusou uma superproposta da Globosat, programadora de canais da Globo, pelos direitos em TV paga da Olimpíada de Londres, em 2012, que incluem os Jogos de Inverno de Vancouver (2010).


A Globosat propôs pagar cerca de US$ 12 milhões, em um lance considerado ‘agressivo’ pela empresa. Esse valor é mais do que todas as TVs abertas e fechadas pagaram pelos direitos de Pequim-2008. Setores da Globo, contrários à negociação com a Record neste momento, avaliam os Jogos de 2012 em no máximo US$ 5 milhões para toda a TV paga.


A Record recusou imediatamente a proposta, feita há três semanas. Mas a emissora de Edir Macedo, após a alta do dólar, já demonstrou arrependimento e sinalizou interesse em discutir com a Globosat. O dólar mais alto encarece os direitos para a Record, que se comprometeu a pagar US$ 60 milhões. E desvaloriza o evento para as TVs brasileiras.


A Globosat ofereceu cerca de US$ 12 milhões para ter exclusividade na TV paga. Mas a Record só aceita esse tipo de negociação se a empresa da Globo se comprometer a repassar os direitos para outros canais.


As negociações da Record com a BandNews já estão bem adiantadas. Com a ESPN, apenas no início. Para a Record, Londres-2012 vale US$ 30 milhões na TV paga. A emissora não abre mão da exclusividade na TV aberta.


MICO INTERATIVO 1


A Globo estuda ‘mecanismos’ para filtrar as perguntas de internautas que aparecem nas transmissões esportivas ao vivo. No último sábado, durante jogo do Mundial de Futsal, a emissora exibiu uma pergunta em que o nome do internauta era um trocadilho sexual.


MICO INTERATIVO 2


‘Por que o Falcão está sempre começando [os jogos] no banco é a pergunta da Paula Tejando, de Goiânia, aqui pertinho de Brasília’, soltou o locutor Luís Roberto.


RENOVAÇÃO


A Record renovou na semana passada contrato com Adriana Araújo, apresentadora do ‘Jornal da Record’, por mais quatro anos. Marcos Hummel, do matinal ‘Fala Brasil’, também renovou _por mais três.


FIM DE ANO


A programação de fim de ano da Globo começa em 9 de dezembro, com ‘Capitu’, e termina em 16 de janeiro, com o nono capítulo de ‘Maysa’. No meio, haverá cinco ou seis especiais, além das edições natalinas dos programas de linha. Manoel Martins, novo diretor artístico, chama essa programação de ‘grade de comemorações’.


APOCALIPSE


‘Ciranda de Pedra’ terminou no último sábado com média final de 21,9 pontos na Grande São Paulo, a pior audiência de uma novela das seis da Globo em todos os tempos.


CONTEÚDO


A Band cravou média de quatro pontos, com picos de sete, durante sete horas de cobertura das eleições de domingo (a melhor da TV aberta).’


 


 


Painel do Leitor


Globo


‘‘Em sua campanha sistemática contra a TV Globo, o colunista Daniel Castro, mais uma vez incorre em erros de maneira leviana. Ao tratar da crise no mercado financeiro internacional (notas ‘Tsunami 1’ e ‘Tsunami 2’, Ilustrada, ontem), o setorista de televisão desse jornal informa que a Globo buscou a opinião do economista Maílson da Nóbrega. É falso, bastava -como sempre- buscar confirmação com as partes. Mais afeito a sinopses de novela, avalia como preocupante uma dívida de US$ 665 milhões, ignorando (ou sonegando) que metade desse valor corresponde a bônus perpétuos (sem prazo de vencimento) e que, da outra metade, dois terços vencem em 2022. Para amparar sua tese infundada, ele também esconde que, no mesmo balanço financeiro amplamente divulgado, o caixa era de mais de US$ 1 bilhão. Finalmente, trata como adiamento o que, na realidade, é a iniciativa de negociação da renovação do contrato do apresentador Fausto Silva praticamente um ano e meio antes do prazo. O que é mais preocupante na escalada deste jornalista é que agora ele deixa de fazer picuinha dentro do universo televisivo, passando a disseminar mentiras no campo da saúde financeira da empresa.’


LUIS ERLANGER, Central Globo de Comunicação (Rio de Janeiro, RJ)’


 


 


CINEMA
Folha de S. Paulo


‘Cegueira’ fica em 12º nas bilheterias dos EUA


‘‘Ensaio sobre a Cegueira’, de Fernando Meirelles, vendeu US$ 2 milhões (cerca de R$ 4 milhões) em ingressos em seu fim de semana de estréia nos EUA, ocupando a 12ª posição entre os filmes mais vistos. A comédia ‘Perdido pra Cachorro’, sobre chihuahuas, estreou em primeiro, com US$ 29 milhões. ‘Controle Absoluto’, com Shia LaBeouf, ficou em segundo (US$ 17 milhões).’


 


 


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‘Estômago’ ganha destaque em festival francês


‘O filme ‘Estômago’, do brasileiro Marcos Jorge, ganhou no sábado o Prêmio Especial do Júri da 17ª edição do Festival de Biarritz, na França. É o primeiro longa do diretor, sobre um migrante nordestino que chega a uma grande cidade sem dinheiro, mas que logo descobre seus dotes culinários. O grande vencedor do festival francês foi ‘Dioses’, do peruano Josué Méndez.’


 


 


TRADUÇÃO
Painel do Leitor


Equador


‘‘Tenho a obrigação de levar ao conhecimento desse jornal que o governo do Equador está atravessando uma situação muito delicada com o governo da Colômbia devido, infelizmente, a uma incorreta tradução das declarações do presidente Rafael Correa feitas à Folha de S.Paulo no dia 30 de setembro, durante a sua permanência em Manaus. Essa entrevista, feita por uma jornalista em português, e o presidente falando em espanhol, não teve uma adequada interpretação, e a Colômbia fez a reclamação sobre a base do que a Folha de S.Paulo publicou na edição de 2 de outubro.


O que o presidente Correa disse à jornalista foi o seguinte, em português: ‘De nenhuma maneira está superado. Nossas relações estão cortadas devido, entre outras coisas, através da OEA se pediu uma série de informações: as gravações do bombardeio etc., e nada nos entregou a Colômbia. Então, enquanto não temos as satisfações necessárias, sem excluir ações legais pertinentes, não pode se considerar o caso superado. De fato, nunca vai ser superado. Aí houve uma clara agressão deliberada, desleal, ao território equatoriano não por parte de um país que consideramos irmão, mas de um governo que considerávamos amigo. Então essas coisas ficarão gravadas na história como uma punhalada nas costas a confiança que o Equador tinha no governo colombiano. De todas as formas, temos que olhar pra frente e seguir com justiça, com dignidade, e isso implica entre outras coisas que a Colômbia forneça toda a informação de como foi feito esse ataque, que compense pelo menos a vítima equatoriana desse ataque, Franklin Aisalla, e ainda nada disso tem ocorrido’. Gostaríamos muito que, conhecendo a seriedade e o prestígio da Folha de S.Paulo, o jornal disponha a publicação de uma aclaração na forma e do jeito que em casos como este é necessário, pelo bem das boas relações que devem primar entre os países da América do Sul. Aproveito a ocasião para apresentar as minhas considerações.’


MARIA ISABEL SALVADOR, ministra das Relações Exteriores, Comércio e Integração da República do Equador (Quito, Equador)


Nota da Redação – A Folha errou e publicou, na edição de domingo (5/10), a reportagem ‘Uribe cancela ida a cúpula no Equador’ (Mundo, pág. A18) e nota na seção ‘Erramos’.’


 


 


ESCOLA
Painel do Leitor


Demissão


‘‘Gostaria de congratular o Mais! pela reportagem sobre a demissão do professor -mestre, é bom lembrar- e poeta Oswaldo Martins (‘A guerra das palavras’, 5/10). Há alguma corrente de pensamento que condene a combinação de ‘professor e escritor’? Considerando que tal parecer deva inexistir (assim espero eu), a situação é triste e reflete uma cultura -amplamente disseminada em nossas instituições- de cultivar a hipocrisia. Confesso que combino as profissões de médico e escritor, e sei que a situação descrita na reportagem se manifesta de muitas outras formas em nossa sociedade. Resta-me, nessa ambiente de perplexidade, ficar confortado com o destaque dado pelo jornal ao fato. E, se há uma coisa boa nisso, é ver que o senhor Oswaldo Martins se revela um autor de ótimos poemas. Parabéns à Folha por tê-los destacados.’


FERNANDO LEAL, médico e escritor (Teresina, PI)’


 


 


TODA MÍDIA
Nelson de Sá


‘Black Monday’, de novo


‘Foi dia de ‘colapso ao redor do mundo’, de venda global, na manchete on-line do ‘Financial Times’. Atravessou Europa, EUA, Ásia e foi bater na América Latina e no Brasil, onde os negócios paralisaram e a queda na Bovespa chegou aos 15%, ressaltou o jornal. Foi dia de ‘capitulação dos emergentes’, descreveu ‘estrategista’. O texto da manchete on-line do ‘FT’ sublinhou a ‘especulação de um corte emergencial de juros pelo Fed e outros bancos centrais’.


O americano Robert Zoellick, do Banco Mundial, alertou que a crise pode ser o ponto de mudança para ‘vários países em desenvolvimento’. No ‘FT’ e em outros, cobrou um ‘grupo melhor’ do que o G7, que ‘não está funcionando’ para enfrentar crises globais. Com China, Rússia, Arábia Saudita, Brasil e outros, inauguraria um ‘novo multilateralismo’.


De sua parte, o ‘Wall Street Journal’ trazia como segundo destaque, depois da queda em Wall Street, que foi uma ‘segunda-feira negra para os mercados emergentes’, em reportagem do MarketWatch que ressaltou a Rússia, mas abrangeu todos os Brics. Em outro texto, destacou a ‘quebra da confiança’ nos emergentes, sobretudo Rússia e Brasil.


‘CAOS’, DE NOVO


Na manchete do ‘New York Times’, ‘dia caótico’. Na do UOL, ‘caos’. Em ambos os casos, no entanto, a queda no fim do dia era menor do que o extremo que alcançou à tarde. Por aqui, o motivo apresentado para a recuperação foi a entrevista coletiva de Guido Mantega e Henrique Meirelles no fim da tarde, na conhecida ‘mise-en-scène’ das equipes econômicas, a cada nova crise, na TV. Desta vez, ‘promessa de injetar dinheiro no mercado’ acalmou o mercado, na manchete do G1, da Globo.


NA CARA


O canal de notícias CNBC confirmou ontem, durante o depoimento do ex-presidente do Lehman no Congresso americano, que o executivo, no dia em que o banco de investimento quebrou, estava se exercitando na academia quando um funcionário foi até ele e desabafou com ‘um murro na cara’.


ANÔNIMO


Já aqui, na Veja.com, ‘um dos mais argutos banqueiros de investimentos do país, que prefere manter-se anônimo’, saiu anunciando uma ‘crise de crédito gravíssima’, com ‘hedge funds queimando posições no Brasil para cobrir resgates’ e ‘vários bancos pequenos no redesconto do Banco Central’.


CONVOCADO


Mônica Bergamo noticiou ontem, na home do UOL, que o ex-ministro Luiz Fernando Furlan voltou para a Sadia à tarde. O motivo teria sido a operação cambial em que a empresa perdeu R$ 700 milhões. Ele explica ter sido ‘convocado’ pela empresa para levar ‘tranqüilidade ao grupo em um momento de turbulência’.


CANSAÇO


Tem mais, ainda que sem relação com a crise. Bergamo noticiou que Paulo Zottolo, que levou a multinacional Philips ao movimento Cansei, ‘decidiu deixar a subsidiária para seguir outros caminhos’.


Lauro Jardim, na Veja.com, diz que ‘bateu de frente com os holandeses’.


‘VÍTIMAS’


A BBC postou gráficos de queda sem fim, de ações a commodities, e listou as instituições que já entraram em colapso ou foram logo ‘nacionalizadas’, com espaço para mais


NEM OBAMA NEM OSAMA


Com a exceção costumeira do correspondente do ‘FT’, sites como ‘Time’ e outros deram os resultados eleitorais como ‘mistos’. E o que mais ecoou foi o fracasso dos que trocaram de nome para Barack Obama. ‘Talvez devessem ter tentado John McCain’, ironizou a AP. Também os que mudaram os nomes para variações de Osama Bin Laden, ironizou a France Presse, ‘descobriram que a vitória é tão difícil quanto localizar o líder da Al Qaeda’.


REELEIÇÃO LÁ


A exemplo do que já aconteceu na América Latina, também em Nova York a ‘mídia abre caminho para terceiro mandato de Michael Blomberg’. Foi o que escreveu David Carr, colunista de mídia do ‘NYT’, afirmando que antes o prefeito ‘fez a ronda’ das páginas editoriais de ‘New York Post’, ‘Daily News’ (dir.) e do próprio ‘NYT’, para só depois apresentar a proposta de mudança da legislação que veta hoje sua reeleição.’


 


 


ELEIÇÕES
Folha de S. Paulo


Candidatos vão se enfrentar em três debates na televisão


‘Os candidatos Gilberto Kassab (DEM) e Marta Suplicy (PT) se enfrentarão em três debates no segundo turno. O primeiro, da TV Bandeirantes, está marcado para o próximo domingo, dia 12. O segundo será na Record, no dia 19. O último, na Globo, acontece no dia 24, antevéspera da eleição.


Os enfrentamentos foram acordados ontem, em uma reunião entre os comandos das campanhas. Marta e Kassab tinham propostas para 12 debates, entre emissoras de TV, rádio, sites e jornais. Após a reunião, os candidatos divulgaram um comunicado conjunto.


Já a volta do horário eleitoral ainda não havia sido definida até a conclusão desta edição. Ela deverá ocorrer 48 horas após a promulgação do resultado do primeiro turno pelo Tribunal Regional Eleitoral, que tem de ser no máximo até o dia 11. Cada candidato terá dez minutos e a veiculação, diferentemente do primeiro turno, ocorrerá também aos domingos.


Nesta eleição já houve três debates na TV, dois na Bandeirantes e um na Record. O debate da Globo que aconteceria no dia 2 de outubro não foi realizado por falta de acordo entre os concorrentes e a emissora.’


 


 


ELEIÇÕES NOS EUA
Sérgio Dávila


Campanha vive ‘Segunda-Feira de Lama’


‘A 29 dias das eleições presidenciais norte-americanas e na véspera do segundo debate entre os dois candidatos majoritários, em Nashville, no Tennessee, as campanhas do republicano John McCain e do democrata Barack Obama descalçaram as luvas e partiram para a luta-livre verbal, no que analistas batizaram de ‘Segunda-Feira de Lama’.


Ao meio-dia, David Plouffe, coordenador de campanha de Obama, anunciava a entrada na internet do documentário ‘Os Cinco de Keating’, sobre escândalo financeiro em que McCain se meteu em 1989, em seu primeiro mandato como senador (leia quadro nesta página). Era a resposta à escalada nos ataques negativos anunciada por um assessor do republicano no sábado e levada a cabo a partir do dia seguinte.


Naquele dia, Sarah Palin, a candidata a vice de McCain, acusou Obama de ‘andar por aí com terroristas’, alusão ao fato de o democrata ter participado da diretoria de um grupo beneficente com Bill Ayers, ex-ativista do grupo esquerdista Weather Underground.


No filme-ataque, não só é relembrada a participação de McCain no escândalo em que cinco senadores tentaram influenciar órgãos federais a beneficiar o milionário Charles Keating, no auge da crise de poupança e crédito de então, como traçam-se paralelos entre aquele e o atual momento.


Medo do desconhecido


A tréplica veio na forma de um anúncio batizado ‘Dangerous’ (perigoso), que mira o dito ‘fator X’, o desconhecimento de muitos eleitores sobre a vida do democrata. ‘Quem é Barack Obama?’, começa a locutora. ‘Ele diz que nossas tropas no Afeganistão estão [entra voz do candidato] ‘bombardeando vilarejos e matando civis’. Que desonroso.’


O filme cita ainda a possibilidade de o Partido Democrata vir a controlar dois Poderes no país e influenciar o terceiro. É que, além da Presidência, estão em jogo nas eleições de 4 de novembro a totalidade da Câmara e um terço do Senado, onde os democratas devem manter a maioria. Além disso, o próximo presidente pode vir a indicar pelo menos 1 -e até 3- dos 9 juizes da Suprema Corte.


A pergunta do anúncio seria repetida por McCain em comício do final do dia, em Albuquerque, no Novo México, um dos Estados indecisos em que o democrata lidera as pesquisas. ‘Tudo que as pessoas querem saber é: o que esse homem realmente realizou no governo? O que ele planeja para os EUA? Em resumo: quem é o verdadeiro Barack Obama?’


O tom dos ataques incendiou a blogosfera e contagiou colunistas. Para ficar num mesmo jornal, o ‘New York Times’: no domingo, o progressista Frank Rich sugeriu que o republicano está perdendo as faculdades mentais, ao citar lapsos recentes do senador, depoimentos médicos e escrever que ‘agora, McCain está parecendo progressivamente instável’.


Ontem, o colunista conservador William Kristol contra-atacaria, com uma entrevista com Palin em que ela sugere que, se McCain deixar, voltará a trazer à tona a ligação de Obama com o polêmico pastor de Chicago Jeremiah Wright. O texto termina com Palin dizendo que seu conselho a McCain no debate de hoje seria ‘tire as luvas’ e com o colunista concluindo: ela sabe o que diz.


O pano de fundo da guerra de lama é a tentativa de McCain de mudar a narrativa final da campanha da crise econômica para uma disputa de personalidades. Pesquisas recentes mostram que, grosso modo, o eleitor culpa George W. Bush pela situação econômica, conecta o candidato republicano a seu companheiro de partido e vê Obama como mais bem preparado para lidar com o assunto.


A ação vem embalada pela queda do republicano nas pesquisas nacionais e, principalmente, em Estados-chave que devem definir as eleições.


Os ataques não são inéditos. Em 2004, John Kerry, o então candidato democrata, ex-soldado condecorado, foi alvo de campanha que questionava seu patriotismo no Vietnã. Aos ataques foi atribuída parte da derrota do senador para Bush. Muitos democratas criticaram seu partido por não rebater.


Desta vez, Obama indicou que o caminho será outro. Em entrevista a uma emissora de rádio ligada à CNN na tarde de ontem, disse: ‘O povo americano merece coisa melhor, mas, se John quer discutir nossas personalidades, estou disposto a levar essa discussão adiante’.’


 


 


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Entenda os casos citados por McCain e Obama em comerciais


‘REVERENDO JEREMIAH WRIGHT


Ex-pastor de Obama na Igreja Unida da Trindade de Cristo, que prega a teologia da libertação negra, Wright celebrou o casamento de Obama, que já o descreveu como seu ‘pai espiritual’. O democrata rompeu com Wright após a intensa exploração, pelo adversário, de comentários polêmicos do pastor -entre outras coisas, ele disse que os EUA atraíram o 11 de Setembro


WEATHER UNDERGROUND


Obama participou da diretoria de um grupo de caridade com o ex-ativista radical Bill Ayers, que apoiou sua candidatura ao Senado estadual nos anos 90. Ayers e a mulher pertenceram ao grupo esquerdista Weather Underground, que promoveu atentados para protestar contra o racismo e a Guerra do Vietnã nos anos 70. Obama diz conhecer superficialmente o casal e condena os ataques, ocorridos quando era criança


TONY REZKO


O empreiteiro Tony Rezko, que arrecadou fundos para a campanha de Obama ao Senado em 2004, foi condenado em 16 processos, incluindo tentativa de suborno e lavagem de dinheiro. Rezko arrecadava fundos para diversos políticos, e nenhum dos processos envolve diretamente Obama, que admite proximidade com Rezko, com quem fez negócios imobiliários


CINCO DE KEATING


No final dos anos 80, McCain envolveu-se no escândalo batizado Keating Five, em que cinco senadores tentaram influenciar órgãos federais a beneficiar o milionário Charles Keating, condenado após o colapso de um fundo de poupança e crédito que causou aos cofres públicos prejuízo de US$ 3,4 bi. Três dos envolvidos deixaram a política, e McCain foi advertido pela Comissão de Ética do Senado por ‘avaliar mal’ a situação


INCONSTANTE


Vídeo lançado pela campanha de Obama ridiculariza os comentários de McCain sobre a crise financeira, citando editoriais do ‘Washington Post’ e ‘USA Today’ que chamam o republicano de ‘fora da realidade em economia’ e ‘errático’. A palavra ‘errático’ passou a ser usada pela campanha democrata em meio a especulações sobre a saúde mental do rival, de 72 anos’


 


 


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Americanas


‘DEBATE QUE EU GOSTO 1


Mais de seis milhões de pessoas submeteram perguntas para o debate desta noite, que acontece na Universidade Belmont, em Nashville, no Tennessee. Duas foram escolhidas pelo moderador da noite, Tom Brokaw, segundo informações do reitor, Bob Fisher.


DEBATE QUE EU GOSTO 2


Além disso, eleitores indecisos do Estado foram selecionados pelo Gallup para fazer perguntas ao vivo, no primeiro e único debate com a participação do público desta corrida. Fisher espera que a crise econômica seja o assunto predominante


CRIADORA E CRIATURA


É a glória. Sarah Palin reconheceu a sátira que a comediante Tina Fey vem fazendo em aparições no humorístico ‘Saturday Night Live’. A candidata a vice de McCain disse que seu desempenho ruim em entrevistas recentes era apenas para dar ‘estabilidade de emprego aos roteiristas do ‘SNL’. Referiu-se então a sua sósia: ‘Estava apenas tentando manter Tina Fey no ramo.’


CRIADORA E CRIATURA 2


No quadro do último sábado, Fey reapareceu no papel satirizando o debate com o democrata Joe Biden. Sobrou até para a mediadora, Gwen Ifill, interpretada por Queen Latifah’


 


 


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Políticos prevêem que a propaganda suja vai piorar


‘A temporada de ataques mais diretos e negativos na fase final da corrida presidencial está só começando e vai piorar. Quem diz isso é o democrata Phil Bredesen, governador do Tennessee, Estado que sedia hoje o segundo debate presidencial. ‘Pode esperar, que vai ficar pior do que o que você viu hoje’, disse o político à Folha.


‘Nós estamos numa corrida tão disputada que a tendência é só piorar’, afirmou Bredesen. ‘Quando um dos dois candidatos abre a porta para esse tipo de ação, o que acontece é uma espiral poço abaixo, que só é interrompida quando um dos dois tem a classe, digamos, de dar um passo atrás e dizer: chega, vamos parar por aqui, esse é o limite.’ Para ele, essa linha ainda não foi ultrapassada.


Ontem à tarde, enquanto o mundo político norte-americano vivia sua ‘Segunda-Feira de Lama’, Nashville parava por duas horas para discutir exatamente se o mar de ataques negativos por que passa esse ciclo eleitoral não estaria sabotando a política norte-americana e a governabilidade. O governador apresentou a discussão.


Dela participavam o governador do Mississippi, o republicano Haley Barbour, e a ex-congressista democrata Pat Schroeder, que ficou famosa ao reivindicar a autoria da expressão ‘presidente Teflon’ para Ronald Reagan (1981-1989), referindo-se ao fato de que nenhuma denúncia ou crise pareciam abalar sua popularidade.


Na platéia, o ex-congressista democrata negro Harold Ford Jr., que disputou e venceu cinco eleições, para perder a sexta justamente ao ser vítima de uma campanha negativa de seu oponente, que o ligava a uma freqüentadora loira da Mansão Playboy. ‘Barack Obama não iniciou essa conversa, mas não vai deixar de participar do diálogo’, disse o político.


A conclusão: sim, os ataques negativos sabotam a política e atrapalham a governabilidade; e não, eles não vão parar de acontecer. ‘É como naquele comercial de ração de cachorro’, comparou o governador Barbour. ‘O produto não pára de vender porque as pessoas não param de consumir.’ Para o republicano, ataques são parte do jogo, desde que sigam duas regras: sejam verdadeiros e tenham relevância no debate.


Ele disse que, nesse sentido, explorar as ligações do ex-ativista radical Bill Ayers com Obama faz sentido, pois que os mandatos quase nunca têm a ver com a plataforma de campanha. ‘Uma maneira de saber como o futuro mandatário do país liderará é observar com quem ele anda e como reage.’


Seu colega do Tennessee, o democrata Bredesen, concordou com a tese. ‘Pegue o exemplo de George W. Bush’, disse. ‘Tudo o que ele defendia em sua campanha foi atropelado por dois eventos históricos: o ataque terrorista de 11 de Setembro e a crise econômica atual.’ Nesse sentido, sugeriu o governador, era melhor saber de quem o então governador se cercava do que qual plataforma de política externa defendia.


A tarde começou com a exibição de três comerciais com ataques políticos históricos. ‘The Daisy Ad’, de 1964, em que a campanha do democrata Lyndon Johnson sugere que seu oponente, o republicano Barry Goldwater, não está preparado para comandar um país sob ameaça de guerra nuclear. ‘Willie Norton’ (1988), em que uma ação do democrata Michael Dukakis é responsabilizada pelos crimes de um homem em liberdade condicional. E os veteranos da Guerra do Vietnã que acusam John Kerry de antipatriotismo em 2004.’


 


 


CRIME
Agora


Juíza manda Pimenta Neves indenizar pais de ex-namorada


‘Oito anos após matar a jornalista Sandra Gomide, o também jornalista Antonio Pimenta Neves foi condenado a pagar mais de R$ 166 mil aos pais da ex-namorada como indenização por danos morais. Ele vai recorrer da decisão da Justiça.


Em sentença da juíza Mariella Ferraz de Arruda Nogueira, da 39ª Vara Cível de São Paulo, o jornalista foi condenado a pagar 200 salários mínimos -R$ 83 mil- mais juros desde o dia do crime, 20 de agosto de 2000, a cada um dos pais, João Florentino Gomide e Leonilda Paziam Florentino. O advogado da família, Fábio Barbalho Leite, disse que o valor pode passar de R$ 300 mil.


O advogado de Pimenta Neves, José Alves de Brito Filho, disse que vai recorrer da decisão. Segundo ele, o jornalista vive hoje com um salário inferior a R$ 1.500, pago pela Previdência Social, e não tem condição de pagar a indenização estipulada.’


 


 


 


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