Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1034
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Warren Buffett: jornais devem ser ‘indispensáveis’

Por Lilia Diniz em 08/05/2013 na edição 745

A edição que iniciou a série de programas especiais para celebrar os 15 anos do Observatório da Imprensa na TV exibiu uma entrevista exclusiva do jornalista Alberto Dines com o bilionário Warren Buffett, presidente do conglomerado Berkshire Hathaway (vídeo aqui). O encontro foi gravado em abril em Omaha, Nebraska, nos Estados Unidos, onde Buffett nasceu e vive até hoje. Aos 82 anos, o investidor é a terceira pessoa mais rica do mundo e figura entre os 15 mais influentes de acordo com o ranking da revista Forbes.Dono de um talento incomum para multiplicar dinheiro, Warren Buffett investe pesado em companhias de seguro, bancos, ferrovias, indústrias e, surpreendentemente, jornais impressos.

Há alguns meses, o bilionário tornou-se proprietário do seu 28º título, em uma história que começou na década de 1970 com a compra de ações do Washington Post. Na contramão dos que apostam no fim da palavra impressa, Warren Buffett adquiriu nas últimas décadas uma série de jornais de médio porte com circulação local. Reestruturou as empresas, aumentou o preço da edição impressa, adotou a cobrança para o acesso digital e espera ter lucro em, no máximo, cinco anos. Para especialistas em mídia, a estratégia também tem um caráter “sentimental”, já que Buffett foi entregador de jornais na adolescência e é um leitor fiel de cinco publicações impressas.

Formado em Economia, Buffett tornou-se milionário aos 32 anos. Hoje acumula uma fortuna de cerca de 44 bilhões de dólares e é famoso por seus hábitos simples. Dirige o próprio carro e mora na casa que comprou em 1958 por 31 mil dólares, seu único imóvel até hoje. O “oráculo de Omaha”, como é conhecido por conta de seus conselhos no mundo das finanças, anunciou que irá doar 85% da sua fortuna para filantropia, sobretudo para a Fundação Bill e Melinda Gates. O investidor estimula outros bilionários a participar de projetos sociais e a pagar mais impostos.

Avesso às novas tecnologias, o investidor não tem computador em sua mesa de trabalho e pouco usa o telefone celular. Dias atrás, foi destaque nas mídias sociais com a criação de uma conta no Twitter. Apesar do estardalhaço, seus – até o momento – pouco mais de 400 mil seguidores só tiveram o prazer de ler dois únicos posts. O primeiro deles foi: “Warren is in the house”, que pode ser traduzido como “Warren está na área”. A seguir, a entrevista concedida a Alberto Dines na sede da Berkshire Hathaway.

***

Antes de qualquer coisa gostaria de agradecê-lo por esse privilégio de ter a sua presença no aniversário de 15 anos do programa Observatório da Imprensa. A mídia é importante para as pessoas?

Warren Buffett –Bem, durante toda a minha vida eu sempre fui entusiasmado por jornais. Eu cresci com eles, eu entreguei, eu li. Metade do dinheiro que eu tinha com 21 anos eu consegui entregando jornais.

E bons jornais.

W.B. – Bons jornais, com certeza. O Washington Post e o Washington Times Herald e mais quatro jornais, na verdade. São os veículos pelos quais você se informa sobre a sua sociedade. O negócio dos jornais mudou muito nos Estados Unidos, mas ainda me diz bastante sobre assuntos que eu quero saber.

Como um grande jornal pode ser indispensável?

W.B. – Não tem como você ser indispensável para toda a população, mas para uma parte significante da população você precisa ser indispensável. Isso quer dizer que existem coisas que eles querem saber e você tem que ser capaz de entregar um número significante de coisas que eles querem saber de uma forma que eles recebam rápido, bem apurado, bem escrito. E, enquanto você conseguir fazer isso, terá muitos leitores.

Sim, mas é mais ou menos fácil ser efetivo num jornal regional, porque as pessoas estão focadas nos seus assuntos. Mas e em um grande jornal? Num mundo tão grande como o nosso, como ser indispensável?

W.B. – Eu não sei como fazer se eu estou em Nova York ou Los Angeles, não é uma comunidade coesa o suficiente, mas em uma cidade como Omaha. Nós estamos em 28, 29 cidades agora. Esses lugares que nós estamos agora têm um senso de comunidade. Eles se importam com os times de futebol da escola deles, ou time de luta livre, de basquete, eles se importam com o que está acontecendo na Câmara Municipal da sua cidade. Eles se importam com vários assuntos que não são noticiados nas TVs nacionais. Eles querem saber sobre os seus vizinhos, sobre o que eles estão fazendo. E os jornais podem dar essas informações, contanto que as pessoas realmente se importem com a sua comunidade. Se elas apenas forem pessoas que hoje estão aqui e amanhã vão embora para outro lugar, não serão consumidores-clientes.

Você vê um futuro em que os grandes jornais se tornem indispensáveis?

W.B. – Eu não sei a reposta para as grandes metrópoles. Se você for para Chicago ou Los Angeles, têm muitas áreas diferentes, onde as pessoas estão focadas em uma parte da cidade e outras estão focadas em outra parte. Você não tem como se comunicar com toda a cidade, não existem oficinas de jornais suficientes para fazer isso. Eu realmente gosto de uma comunidade onde uma grande porcentagem das pessoas têm interesses similares. Elas podem ir à mesma igreja a que seu pais iam e os seus filhos também vão. Elas vão se casar lá, vão morrer naquela área, vão conhecer as pessoas na escola. O jornal vai ser significante para elas.

A sua opinião política é bem clara. Enquanto você votou no presidente Barack Obama, dez de 12 de seus jornais apoiaram [o candidato republicano] Mitt Roomney. Como você administrou isso?

W.B. – Eu não coordeno, eu não tenho um problema com isso. Cada um dos nossos editores-responsáveis em todos esses diferentes jornais – nem todos apoiaram, mas 12 apoiaram – toma as suas próprias decisões; eles refletem as suas próprias comunidades. Eu não estou impondo nenhuma opinião desde o meu escritório. E eu não vou [fazer isso]. Eu escrevi sobre isso porque eu não vou estar por aqui para sempre, alguém vai ter que me suceder e eu quero que ele siga a mesma política. É por isso que eu escrevi sobre isso. Eu estou tentando enquadrá-los na mesma política. Porque o jornal não pertence a eles, pertence à companhia. E, de certa forma, realmente pertence à comunidade em que ele existe. Eu não posso dizer para todas as pessoas – nós temos um jornal em Richmond, Virgínia – eu não posso dizer a eles sobre Richmond, Virgínia. Quem deve [dizer] são as pessoas de lá, que devem dirigir o jornal de forma correta.

Você acha que um site feito pelas pessoas da comunidade pode realizar o mesmo trabalho que um site de um jornal?

W.B. – Eu acho que, se nós não realizarmos o trabalho, alguém vai realizar. Nós somos as pessoas mais indicadas para fazer, nós temos vários repórteres, vários editores e eles conhecem as suas comunidades. Então, se nós realizarmos um bom trabalho, o nosso website vai ser muito melhor que os outros e não fará nenhum sentido para eles competirem com a gente.

Você acha que o modelo sem fins lucrativos pode ajudar na sobrevivência da mídia local, como em fundações?

W.B. – Existe um grande jornal nos Estados Unidos, em St. Petersburg [Flórida], que faz parte de uma fundação sem fins lucrativos. Eu não acho que sem fins lucrativos seja um bom modelo. [As empresas] sem fins lucrativos acabam se transformando em grandes perdas, eventualmente, e eu acho que jornais têm que ser dirigidos como um negócio, um negócio especial, mas eu acho que existe uma disciplina necessária para produzir lucro. Faz com que as pessoas sejam muito mais espertas quando pensam sobre as coisas; e quando você entra no mundo sem fins lucrativos acaba sendo dirigido como um governo.

Os três homens mais ricos do mundo, de acordo com a revista Forbes, são Carlos Slim, no México, Bill Gates e você. Todos vocês, de alguma forma, estão envolvidos com mídia ou comunicações. Você acha que isso é uma coincidência ou uma tendência?

W.B. – Essa é uma boa pergunta. Eu acho que é uma coincidência porque se você pegar os 15 mais ricos, alguns são mais ligados à mídia do que outros. Alguns são mais ligados às novas mídias sociais, como o Mark Zuckerberg.

Em uma recente entrevista você mencionou que está disposto a usar um uniforme de safári e ir caçar um elefante. É uma metáfora para uma nova estratégia de investimento?

W.B. – É uma metáfora para a estratégia que nós estamos seguindo por um tempo.

Não na mídia.

W.B. – Não, não na mídia. Mas nós vamos comprar jornais pequenos. A Berkshire tem muito dinheiro entrando agora e vai continuar tendo, então eu usei essa metáfora para que alguém que leia essa reportagem e que tenha um desses negócios de elefantes pense em mim quando decidir fazer alguma coisa.

Mas você acha que essa geração que está sendo criada com o Facebook e o Twitter ainda pode estar inclinada a seguir uma carreira no jornalismo tradicional?

W.B. – Vão existir alguns. Não vai ser como era há 30 anos, mas as escolas de jornalismo ainda estão formando profissionais. Há pessoas que querem ser repórteres, que querem trabalhar em um jornal. Se um filho ou filha minha tivessem interesse em se tornar um repórter de jornal, eu iria encorajá-los. Se eu não fizesse o que eu faço na vida, dirigindo a Berkshire Hathaway, eu acho que gostaria de ser um repórter.

Você é um viciado em jornais? Você se vê como um daqueles publishersrepresentados em tantos filmes?

W.B. – Eu não me vejo representado em nenhum filme (risos).

Como um redator-responsável, um “super-redator”?

W.B. – Eu não acredito nisso porque os nossos jornais fazem parte da companhia que eu dirijo, a Berkshire Hathaway, mas nós temos, talvez, 1 milhão de acionistas. Não sei o número exato. O jornal não pertence apenas a mim, o jornal pertence à Berkshire Hathaway. E os nossos acionistas têm várias opiniões políticas diferentes. Então, não depende de mim dar a minha opinião política nesse jornais. Cada um deles é dirigido de forma independente.

Você é conhecido por ler cinco jornais por dia. São impressos?

W.B. – Eu sou à moda antiga, é no impresso.

Um desses cinco é o seu jornal aqui em Omaha, o Omaha World-Herald.

W.B. – Está correto.

Um jornal muito bom. E os outros quatro?

W.B. – Os outros quatro são The New York Times, The Wall Street Journal, Financial Times e USA Today.Eu leio todos eles no impresso. Eles chegam ao meu escritório, alguns deles na minha casa. Eu leio esses cinco todos os dias.

Deve ser um desafio. Quantas horas?

W.B. – Sim, é um desafio, mas eu aprecio. Eu não apenas aprendo, eu me divirto lendo um jornal. Eu não sei o que eu vou encontrar dentro, eu sei que vou encontrar alguns assuntos que me interessam, mas também algumas surpresas. Há histórias lá que eu não saberia de outra forma. Mas me falam sobre assuntos que são essenciais para mim, sobre a minha comunidade.

Quando nós escutamos um editor-responsável dizer, pelo menos no Brasil, que em 30 anos os jornais e revistas impressos vão ser inteiramente digitais, pode ser que eles estejam admitindo o seu próprio fracasso?

W.B. – Pode ser. Eu não estou familiarizado com os jornais no Brasil, mas, aqui nos Estados Unidos, eu acho que os nossos jornais vão estar em formato digital, mas também vão estar em formato impresso; eles se complementam. Na minha opinião, nós cometemos um grande erro. Inicialmente, quando o digital começou, nós o fornecemos de graça. Se eu vou beber uma Coca-Cola e em um lugar eu consigo de graça e em outro eu tenho que pagar, eu vou ao que é de graça. Você tem que ter uma ação coordenada para que as pessoas paguem pelo produto.

O seu jornal em Omaha era de propriedade dos seus funcionários, mas não agora.

W.B. – Dos empregados, está correto.

Mas não mais, porque você o comprou.

W.B. – Não, não agora.

Esse tipo de solução pode funcionar em determinados casos?

W.B. – Costumava funcionar melhor quando os jornais eram mais lucrativos, porque as pessoas iam trabalhar no jornal querendo comprar uma participação e não causava problema as pessoas que estavam saindo venderem as suas ações para as que estavam chegando. Mas, à medida que os jornais se tornaram menos lucrativos, quando os repórteres e editores ficavam velhos e queriam vender suas ações, os novos funcionários que estavam chegando não queriam comprar. Então esse modelo, que funcionou bem por cerca de 50 anos, parou de funcionar. E é por esse motivo que nós acabamos comprando um jornal aqui em Omaha.

Existe uma grande discussão agora no Reino Unido e também aqui sobre a regulamentação da imprensa, o relatório Leveson. E as pessoas estão furiosas dizendo que isso irá colocar em risco a liberdade de expressão. Mas aqui nos Estados Unidos, em 1934, o presidente Roosevelt criou um outro tipo de regulamentação, a FCC [Federal Communications Commission], que até os dias atuais funciona como um árbitro de justa competição, bloqueando que alguém seja proprietário de diferentes tipos de mídia numa mesma região. Você concorda com essas regras da FCC?

W.B. – Eu acho que as regras eram mais apropriadas quando os jornais eram muito fortes economicamente, assim como as TVs e as rádios. Eu não acho que elas sejam necessárias atualmente e acho que essa é a opinião geral nos Estados Unidos. Elas eram muito importantes há 40, 30 anos quando a presença da mídia era muito forte nas cidades. Agora existem várias outras fontes de comunicação disponíveis. Eu acho que agora não é tão preocupante se alguém é dono de um jornal e de uma rádio, eu não acho que ele vai controlar o fluxo de informação.

Mas, por exemplo, o Washington Postnão tem uma rede de televisão ou uma estação [de radiodifusão].

W.B. – Eles têm um grupo de estações de TVs, mas não em Washington DC. Eles tinham uma estação de televisão, mas mudaram para Detroit.

Essa questão da propriedade cruzada é o grande perigo. No Brasil, por exemplo, há várias companhias que são donas de diversos veículos de comunicação.

W.B. – Não é mais um grande problema aqui. Existem várias formas de se conseguir informação, inclusive a internet.

A sua história de vida pessoal: como você já contou várias vezes, você tem ‘tinta’ nas suas veias.

W.B. – Com certeza, se autocarrega.

Essa entrevista será exibida no nosso aniversário e nós pretendemos lançar um apelo, uma campanha: ‘Faça o que o senhor Buffett faz, compre um jornal’. Você acha que nós teremos sucesso?

W.B. – Eu realmente acho que faz sentido uma pessoa bem sucedida que se importa com a comunidade em que ela mora ser dona de um jornal. Mas não para se envolver e tentar dizer a comunidade o que fazer.

Obrigado, foi um prazer.

W.B. – Foi realmente um prazer para mim, obrigado.

A palavra do pastor

Após a entrevista, Dines e o jornalista Lucas Mendes, que colaborou nos Estados Unidos com a produção deste programa especial, trocaram impressões sobre a gravação. O bate-papo entre os dois jornalistas foi filmado no Gorat’s Steak House, restaurante modesto onde o bilionário costuma almoçar. “Eu acho que ele tem toda uma atitude muito simples, mas ao mesmo tempo sofisticada sob o ponto de vista político, como apoiar os pequenos jornais. A base da democracia americana é a pequena imprensa. Ela desconcentra o poder. A pequena imprensa fiscaliza o prefeito, impede que se forme um caudilho local, um coronel”, disse Dines. Para eles, é formidável que um homem que comanda um conglomerado de empresas em vários setores gaste algumas horas por dia para ler jornais impressos.

Dines destacou que Buffett aposta na cobrança do conteúdo digital para proteger a estabilidade econômica dos jornais. “Ele criou uma fórmula, e isso é muito inteligente, em que ele diz o seguinte: um jornal gasta uma fortuna para ter repórteres, redatores, colunistas. Por que ele vai botar esse conteúdo, que custa uma fortuna, de graça, na internet? O dado fundamental é: o jornal tem que vender e cobrar, de alguma forma, por esse serviço”, disse Dines. Para ele, Warren Buffett é o oposto do magnata Rupert Murdoch, outro “barão da mídia”, porque tem uma visão mais humana, democrática e progressista.

Lucas Mendes destacou o vigor mental e físico do investidor. O jornalista contou que Warren Buffett atribui a sua sorte ao fato de ter nascido homem, na década de 1930, nos Estados Unidos. Em 1945, no pós-guerra, Buffett já era um adolescente com um tino formidável para o negócio. Aos 11 anos, comprou suas primeiras ações e lia balanços de empresas. Lucas comentou que uma das grandes influências na vida profissional de Buffett, que tem uma memória prodigiosa e é exímio escritor, foi o investidor Benjamin Graham (1894-1976).

No campo pessoal, sua primeira esposa, Susan, com quem casou em 1952, teve um forte impacto. Após a morte dela, em 2004, casou-se com Astrid Menks. “Ele era um camarada que saía com um sapato de uma cor e outro de outra, não penteava o cabelo. Casou com a Susan depois de dois anos e tiveram três filhos. Ela realmente cuidou dele”, contou Lucas Mendes.

Quando o investidor já acumulava milhões, Susan decidiu mudar-se para a Califórnia e tornar-se cantora de jazz: “Ela foi para lá, mas antes de sair de casa ela disse: ‘Warren, você sai de casa sem pentear o cabelo!’ Ligou para uma grande amiga dela – que ele conhecia – chamada Astrid, uma recepcionista de um restaurante francês, e disse: ‘Astrid, você vai lá, faz uma sopa para o Warren, vê se ele está penteado’. E eles ficaram amigos para o resto da vida. Ele ficou arrasado quando [Susan] morreu de câncer em 2004. Eles mandavam cartão de Natal juntos, os três!”. Susan também foi a responsável pela conversão de Buffett de republicano em democrata, levando-o para ouvir o pastor e ativista social Martin Luther King.

Exemplo para o Brasil

A integridade de Warren Buffett durante a crise financeira que abalou o mundo em 2008 também foi elogiada por Lucas Mendes. “Se o Buffett falasse ‘É hora de correr!’, fechava Wall Street. Ele foi lá e apoiou o [banco] Goldman Sachs. Em 25 dias da crise ele colocou 15 bilhões de dólares comprando pedaços de banco, de financeira, de seguradora”, relembrou. Dines sublinhou que essa integridade também se manifesta no cotidiano. “Ele ganha uma nota de dividendos, das ações que possui, mas tem um salário na empresa, na Berkshire Hathaway, de 100 mil dólares por ano, que é um pouco mais do que o salário médio de um dentista. Desses 100 mil, ele devolve 50 mil dólares para a empresa por conta de serviços pessoais de que ele se beneficia, como o escritório. É tudo muito simples”, disse Dines.

No encerramento do programa, gravado em frente à sede do 28º jornal que o magnata comprou, o Tulsa World, Dines afirmou que um dos homens mais ricos do mundo estimula o investimento no jornal impresso e na pequena imprensa: “Este é um jornal antigo, de 1885, que vende 180 mil exemplares por dia e 200 mil aos domingos. Já foi um jornal pequeno. Um jornal que já quebrou. Um jornal que foi comprado pelos empregados. Mas é um jornal que está vivo. Esse é o exemplo que queremos levar para o Brasil: uma pequena imprensa preenchendo os vazios deixados pela grande imprensa”.

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The Wall Street JournalA Buffett Rule Worth Following e Tribune Explores Sale of Newspapers

Financial TimesUS newspapers: scooping money – Deal is a masterclass in why Mr Buffett is richer than you are

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Lilia Diniz é jornalista

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