Domingo, 24 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

IMPRENSA EM QUESTãO > REINO UNIDO

Editor de tablóide condenado por grampo ilegal

30/01/2007 na edição 418

O jornalista britânico Clive Goodman, que grampeou ilegalmente mensagens em celulares de funcionários da família real, foi sentenciado a quatro meses de prisão. O juiz Peter Henry Gross afirmou que não tinha opção a não ser aplicar pena de prisão ao editor do tablóide News of the World, classificando o crime de ‘extremamente repreensível’. O detetive particular Glenn Mulcaire, cúmplice de Goodman, foi sentenciado a seis meses de prisão. Logo após o veredicto, o editor do News of the World Andy Coulson anunciou seu pedido de demissão. ‘Eu decidi que era tempo de tomar a responsabilidade pelos acontecimentos do caso Clive Goodman’, afirmou.

Segundo o juiz, Mulcaire conseguia números de acesso a mensagens deixadas em telefones celulares. O detetive passava os números a Goodman e, no fim, a dupla chegou a fazer 609 ligações para acessar as caixas postais de três empregados da família real.

As ligações para interceptar as mensagens, feitas entre novembro de 2005 e junho de 2006, miravam nos telefones de Helen Asprey, assessora do príncipe Charles, em Jamie Lowther-Pinkerton, secretário privado dos príncipes William e Harry, e Paddy Harveston, secretária de comunicações de Charles.

Pressão

O advogado de Goodman, 49 anos, afirmou que seu cliente cometeu o crime como uma tentativa de salvar sua carreira. ‘As matérias do senhor Goodman não eram mais consideradas adequadas por seus superiores. Ele estava por baixo e um repórter mais jovem havia recebido a tarefa de cobrir a família real. Sob esta pressão, ele temeu por seu emprego’, justificou o advogado, completando que o jornalista sentirá vergonha por seu ato pelo resto da vida.

O príncipe William começou a desconfiar de que alguém estava tendo acesso a informações privadas ainda no fim de 2005, ao ler no News of the World uma notícia sobre uma lesão que ele havia sofrido no joelho. Pouco tempo depois, os três funcionários grampeados começaram a notar que recados ainda não lidos por eles na caixa de mensagens estavam aparecendo como já abertos. Informações de Tariq Panja [AP, 26/1/07].

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