Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

IMPRENSA EM QUESTãO > IMPRENSA E MERCADO

Estudo analisa motivação dos jornais

19/02/2007 na edição 421

Estudo divulgado na semana passada pela Universidade de Chicago revelou que donos e editores de jornais são mais influenciados pelas forças do mercado do que por ideologia pessoal quando determinam como as notícias serão apresentadas em seus veículos. Coordenado pelos economistas Jesse Shapiro e Matthew Gentzkow, o estudo analisou jornais diários dos EUA para tentar descobrir que fatores incentivam o comportamento da mídia.

Shapiro e Gentzkow concluíram que, no fundo, a imprensa é um mercado aberto como qualquer outro. ‘Você pode medir a mídia em várias dimensões. Nós estávamos interessados na dimensão ideológica, no que molda a cobertura noticiosa política’, explica Shapiro. O estudo mostrou que, quando a cobertura se inclina para os gostos e opiniões dos donos em vez de levar em consideração direta o público, o jornal se torna significativamente menos lucrativo. ‘Nós estamos apenas começando a investigar as muitas maneiras como a mídia pode ter importantes conseqüências na sociedade’, afirma o economista.

Termos políticos

Para determinar as inclinações dos jornais e sua motivação, os pesquisadores analisaram 700 jornais americanos para notar como eram descritos determinados termos políticos. Estes termos permitiam que eles determinassem se a publicação pendia para o lado republicano ou democrata. Expressões como ‘guerra ao terror’ sugeriam inclinação republicana, enquanto termos como ‘guerra no Iraque’, inclinação democrata. Não surpreendentemente, o estudo concluiu que jornais como o New York Times e o San Francisco Chronicle pendiam para a esquerda, enquanto publicações como o Washington Times e o Wall Street Journal iam para o lado oposto.

Na metodologia da pesquisa utilizada, era possível determinar também o quanto custava para um jornal desviar de alguma forma da tendência conhecida pelos leitores. No geral, os economistas chegaram à conclusão que, com algumas variações de acordo com cada caso, a circulação (e, por conseqüência, o lucro) cairia 3,4%. Informações de Jay Akasie [The New York Sun, 14/2/07].

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