Segunda-feira, 18 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº991
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IMPRENSA EM QUESTãO > AL-JAZIRA

Israel nega vistos após transmissão polêmica

12/08/2008 na edição 498

A emissora árabe al-Jazira afirmou na quinta-feira (7/8) que uma transmissão pela honra de um prisioneiro libanês libertado por Israel violou seu código de ética. No dia 6/8, Israel disse que não irá mais ajudar a emissora devido à transmissão, no dia 19/7, do aniversário de Samir Qantar, que passou 29 anos numa prisão israelense devido a um ataque em 1979 em que cinco israelenses foram mortos.

A emissora, em comunicado interno, concluiu que ‘violou o código de ética da al-Jazira’ e que ‘leva essas violações com muita seriedade e analisará as medidas necessárias.’

Segundo noticia a Reuters [7/8/08], o programa da emissora árabe mostra Qantar usando uma simitarra – tradicional espada árabe – para cortar o bolo de aniversário com sua imagem. A emissora também exibiu fogos de artifício e música árabe.

Reação israelense

Daniel Seaman, chefe de imprensa do governo de Israel, disse apoiar a decisão da al-Jazira de conduzir uma investigação interna, mas esperará o resultado dessa análise antes de decidir se muda ou não suas regras. O impasse, segundo Seaman, definirá em que lado está al-Jazira: dos extremistas ou das organizações de mídia sérias. ‘Não queremos um pedido de desculpas’, afirmou, ‘mas uma séria investigação que nos será apresentada de forma profissional.’

O gabinete de imprensa de Israel afirmou no dia 6/8 que não iria mais expedir vistos e permissões de trabalho necessários para obter credenciais de imprensa em Israel. Funcionários do governo freqüentemente acusam a al-Jazira de reportagem tendenciosa no conflito entre isralenses e palestinos, acusação que a emissora nega.

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