Segunda-feira, 20 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

IMPRENSA EM QUESTãO > TELETIPO

Jayson Blair, o bom samaritano

24/02/2004 na edição 265

Ironia é o codinome de Jayson Blair. Após tudo o que aprontou fraudando reportagens no New York Times, causando a mais grave crise da história do jornalão e a demissão de dois importantes editores, o jovem quer conceder uma bolsa de estudos, a ‘Jayson Blair Journalism Scholarship’. Michael Viner, publisher do livro de Blair, Burning Down My Master’s House, disse que o ex-repórter quer doar parte dos lucros com a venda à caridade, talvez concedendo uma bolsa de estudos à Universidade de Maryland, onde estudou. ‘Não, obrigado’, disse Tom Kunkel, reitor da Faculdade de Jornalismo Philip Merrill, de Maryland. ‘Obviamente, jamais aceitaríamos esse dinheiro sujo. Nenhuma escola de Jornalismo deveria se interessar em lucrar a partir de crimes contra o jornalismo’, disse. ‘A sugestão não nos agrada e deixamos isso bem claro ao publisher‘. Informações de Richard Leiby [The Washington Post, 15/2/04].



Reuters usa termo questionável para grupo judeu

Um despacho da Reuters sobre o novo e polêmico filme de Mel Gibson, The Passion of the Christ, chamou a atenção de James Taranto [The Wall Street Journal Online, 18/2/04]. Em entrevista à Reuters Television, Abraham Foxman, diretor da Liga Antidifamação americana (ADL, sigla em inglês), um ‘grupo de pressão independente judeu’, como denominou a Reuters, disse que o filme desenhava judeus como sanguinários e vingativos. Para Taranto, a descrição da ADL pela Reuters como um ‘grupo de pressão’ é questionável. ‘O termo é pejorativo e a Reuters foi tudo menos imparcial ao aplicá-lo’, disse Taranto.



Cold Mountain
tem cenas censuradas na China

O filme Cold Mountain teve algumas de suas cenas de amor censuradas na China. O épico sobre a guerra civil americana, que recebeu sete indicações ao Oscar deste ano, estreará no país apenas em abril. Desde sua entrada na Organização Mundial do Comércio, em 2001, a China vem abrindo gradualmente seu mercado a filmes estrangeiros. Em 2004, permitirá a entrada de 50 filmes, contra apenas 10 em 2002. Como não existe uma regulação de faixa etária no país, é permitido aos censores eliminar todas as partes que considerem ofensivas, seja por causa de sexo, nudez, ou questões políticas que denigram o Partido Comunista. Apesar das restrições do governo, centenas de filmes, nacionais e estrangeiros, são pirateados e vendidos em suas versões sem cortes por apenas US$ 1. A pirataria de filmes e a pesada regulação governamental são fatores que fazem com que a indústria cinematográfica chinesa não consiga expandir seus horizontes. Informações da AP [17/2/04].



Novas mudanças na MSNBC

A MSNBC, terceira maior emissora de notícias a cabo dos EUA, trocou seu presidente, Erik Sorensen, pelo vice-presidente sênior do canal ABC News, Rick Kaplan. A MSNBC é uma iniciativa conjunta (chamada de joint venture) entre a Microsoft e a NBC, e possui uma aliança com o jornal Washington Post. Ela vem, há tempos, realizando diversas mudanças em sua programação e em seu quadro de funcionários para tentar alcançar a audiência da CNN e do Fox News Channel. A contratação de Kaplan – ex-produtor e chefe da CNN – parece indicar que mais modificações virão, já que o novo presidente tem estilo agressivo e personalidade considerada fora do comum. A emissora não fala sobre o assunto, mas especula-se que Kaplan deva estrear no novo cargo daqui a alguns dias. Informações do Washington Post [17/2/04].

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