Terça-feira, 18 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1004
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IMPRENSA EM QUESTãO > NOS PORÕES DA IMPRENSA

Jornalismo de Veja não vê, chuta

Por Alberto Dines em 16/05/2006 na edição 318

A edição nº 1956 de Veja (17/5/2006) transformou-se instantaneamente num clássico da impostura jornalística. A justificativa posterior, assinada pelo diretor de Redação Eurípedes Alcântara, não ficou atrás: é um clássico de cinismo. Juntas, convertem-se na bíblia do parajornalismo – combinação de chantagem, espionagem e paranóia.


A matéria ‘A guerra dos porões’ (págs. 40-45) segue uma linha que Veja persegue há tempos – derrubar o presidente da República, a maior autoridade do país. Mas foi pensada, escrita e editada no extremo oposto – nos porões de uma profissão que já foi considerada missionária, romântica, decente e respeitável.


Esta que se apresenta como a quarta maior revista do mundo ocidental (quem garante?) e agora traveste-se como ‘a mais respeitada revista brasileira’ (está provado, não é?) sintetizou de forma admirável e trágica a história da sua própria decadência.


Embora o presidente Lula tenha protestado em termos impróprios contra o repórter Márcio Aith (sem mencionar o nome), fica evidente que se referia ao parajornalista e pau-mandado Diogo Mainardi, que pegou carona na entrevista concedida pelo banqueiro Daniel Dantas.


Nas redações de revistas noticiosas as matérias passam por muitas mãos, a responsabilidade é da direção da Redação – e, neste caso específico, da alta direção da empresa. Uma acusação ao presidente da República, soprada por uma figura como Daniel Dantas, só pode ser publicada quando há indícios consistentes. Aqui, consistente foi o delírio.


Apuração precária


Tudo na matéria é assumidamente inconsistente, incoerente, duvidoso, incerto e inseguro. A alegação de Eurípedes Alcântara de que as informações publicadas ‘esgotam a investigação jornalística’, além da fanfarronice juvenil é um atestado público das limitações de Veja em matéria de investigação jornalística. Quem não tem competência que não se habilite.


Sem a ajuda de arapongas, espiões e malfeitores de alto ou baixo coturno Veja não consegue dar um passo. Melhor seria que continuasse na esfera da celulite, impotência, incesto, longevidade, botox, infidelidade e espiritualismo – onde, aparentemente, lidera inconteste.


Uma revista adulta, minimamente responsável, não pode inscrever esta explicação simplória debaixo de uma lista com os nomes de grandes figuras da República e as quantias que teriam no exterior:




Veja usou de todos os seus meios para comprovar a veracidade dos dados. Não foi possível chegar a nenhuma conclusão – positiva ou negativa.


Isto não é piada, é epitáfio. Atestado de óbito jornalístico. Conclusão negativa seria uma não-notícia cujo destino é a cesta de lixo. Essa sequer é uma não-notícia, mas simples suspeita veiculada por fonte suspeitíssima e que, apesar dos ‘seis meses de investigações’, continua tão precária quanto antes da investigação. O mesmo aconteceu com os dólares de Havana que a respeitada publicação até hoje não conseguiu comprovar.


Exemplo venezuelano


Que o carro-chefe da Editora Abril tenha optado pelo haraquiri é problema da Abril. Porém a matéria de Veja vai além, ao comprometer a imprensa brasileira como instituição no exato momento em que a palavra de ordem dos calhordas pilhados em flagrante é vilipendiá-la – justamente por que a imprensa aprendeu a investigar e agora consegue se livrar dos vídeos, fitas e dossiês secretos que apareciam misteriosamente nas redações ou eram comprados de arapongas profissionais.


Passados dois dias da publicação das calúnias em Veja, o que chama a atenção é a absoluta ausência de manifestações opinativas no resto da imprensa sobre o seu aviltante comportamento. Nas edições de domingo (14/5), a matéria e a resposta do presidente Lula mereceram chamadas nas primeiras páginas do Globo e da Folha de S.Paulo. Na segunda-feira o assunto mirrou.


Nenhum editorial, apenas uma opinião, evidentemente apressada, do articulista Clóvis Rossi (Folha, 14/5, pág. 2), que de Viena considerou os supostos depósitos no exterior ‘quase impossíveis de desmentir’. A imprensa brasileira oficializou a postura do avestruz: Veja provocou uma inédita manifestação de um chefe de Estado, mas isso não pode ser comentado, contestado ou condenado, apenas noticiado. O senso crítico do leitor não pode ser exacerbado.


Um magistrado, um parlamentar e um ministro podem ser linchados pela mídia quando cometem ilícitos. Mas revistas ou jornais são inimputáveis – mesmo em crimes de lesa-pátria e lesa-majestade – graças ao habeas corpus da solidariedade corporativa. Esta mesma camaradagem tipo country club foi intensamente utilizada na vizinha Venezuela e o resultado foi (1) a ascensão do caudilho Hugo Chávez, (2) o ressentimento das massas incultas contra los medios de comunicação e (3) o castigo imposto a todos – bons e maus jornalistas, bons e maus veículos: uma imprensa encurralada.


Enquanto o narcoterrorismo captura um estado e com ele o Estado, o padrão Veja de jornalismo captura o senso crítico da sociedade brasileira para torná-la presa fácil dos desvarios. [Texto fechado às 21h14 de 16/05]

Todos os comentários

  1. Comentou em 21/05/2006 janice tomanini

    Coisa estranha acontece nesse observatório. Fiz um comentário, e o publicaram incompleto. Não insultei ninguém. Em nenhum momento usei palavras de baixo calão. Mesmo porque, não é esse meu estilo. Gosto de uma boa discussão, desde que tenha argumentos. Sem argumentos, vira um emaranhado de xingamentos. As chaves que colocaram após meu comentário, pode parecer que desferi impropérios ou palavrões. Isso não condiz com a verdade. Não repetirei minhas últimas frases de meu comentário anterior, pois as mesmas podem ser censuradas novamente pelo democrático observatório. Já vivi censura, Dines. Sei o que é isso. Sei, por exemplo, o que significaria um Conselho Federal de Jornalismo no atual governo. Embora eu seja física, engenheira e trabalhe no mercado, não sou insensível e nem raciocino com o pé. Mas, tenho uma pergunta que está incomodando-me: mesmo eu não tendo ofendido ninguém, por que só Diogo Mainardi pode ser insultado?

  2. Comentou em 20/05/2006 Maria do Carmo

    A Veja é só a ponta do iceberg. Agora não adianta mais destacá-la do resto do bloco da Mídia que, apesar de tentar se esconder abaixo da linha d’água, têm mostrads faces semelhantes.

  3. Comentou em 19/05/2006 PRISCILA SANTOS

    É ISSO AÍ CHARLES FERREIRA !! A VEJA E A SUA CAMBADA DE REACIONARIOS A SERVIÇO DO PSDB, PFL E… QUEM SABE O PCC VÃO TER QUE ENGOLIR MAIS 4 ANOS DE GOVERNO LULA, SE DEUS QUISER!!
    PENSO QUE ESTA PASSANDO DA HORA DE CONVOCAR UM BOICOTE GERAL CONTRA ESSE LIXO EDITORIAL E CONTRA O SR. SABE TUDO DIOGO MAINARDI ( O ILUMINADO ) QUE SE PROPAGA DETENTOR DO MONOPOLIO DA VERDADE, MAS QUE NA REALIDADE É UM TUCANÃO ENRUSTIDO…O PROBLEMA TODO É QUE A IMENSA MAIORIA DOS NOSSOS PATRICIOS AINDA CONSIDERA A VEJA ( COM O PERDÃO DA PALAVRA ) UM PRIMOR DE REVISTA, COM TODA A CLASSE E CREDIBILIDADE QUE SE ALGUM DIA EXISTIRAM, JÁ FOI PRO BELELEU HÁ TEMPOS. AS CRITICAS DAQUELES QUE ENXERGAM UM POUCO ALÉM DO SENSO COMUM INFELISMENTE SE RESTRIGEM A POUCOS, POREM EXCELENTES ESPAÇOS COMO ESTES. O QUE APARECE ESCANCARADO NA CAPA DA VEJA TODO MUNDO VE NAS BANCAS DE REVISTAS, MAS O VERDADEIRO SENTIDO QUE HÁ POR TRAZ DO SEU TEOR E DISCURSSO AINDA NÃO É VISTO OU DISCUTIDO PELO POVÃO.
    AO SENHOR ALBERTO DINES, DEIXO UM ABRAÇO CHEIO DE ADMIRAÇÃO PELO JORNALISTA BRILHANTE QUE VEM SE MOSTRANDO. CONTINUE ASSIM DINES, A SUA CORAGEM E GENIALIDADE SÃO A VOZ DE MUITOS QUE NÃO SE DOBRAM AO JORNALISMO DE QUINTA CATEGORIA

  4. Comentou em 18/05/2006 Fábio Carvalho

    Por razão ideológica e aparentemente não outra, a jornalista Flávia Mesq. incorre num erro grave. Ela defende a impostura. Sobre a revista Veja, escreveu que ‘não se trata de ser propriamente tendenciosa, mas de ter uma linha editorial clara’. The New York Times teve uma postura editorial clara, a favor de Kerry e contra Bush. Isso, no entanto, não contaminou seu noticiário de modo devastador, não impediu a cobertura da campanha do partido republicano, não criminalizou atividades ideologicamente contrárias à opinião do veículo, não cerceou o bom senso ou a busca de equilíbrio. É claro que todos nós temos nossas opiniões e preferências políticas. Torcemos para times de futebol diferentes, sim. O fato de termos um juízo formado não destrói o método jornalístico, que deve se pautar em múltiplos ângulos, oportunizar espaço ao ‘outro lado’, apresentar diversas versões de fatos controversos (ainda que priorize determinada visão de mundo). Flávia, esqueça o PT e o governo Lula por um momento. Suponha que você tenha acesso a uma papelada com ‘sérias inconsistências’ sugerindo que o diretor da Polícia Federal tem uma conta bancária no exterior. Os papéis depõem contra um delegado com quase 30 anos de carreira e uma ficha funcional limpa. O que você faz? Publica sequer sem mencionar que Flávio Lacerda já teve um caso de homônimo comprovado. O delegado afirma ter dito isso à revista. Por que ela não publicou? Ter linha editorial clara não implica em denunciação caluniosa, falsear a relação de Garotinho com o comendador Arcanjo, ou negar o direito de defesa àqueles contra os quais suas reportagens investem contra. Isso é outra coisa, distinta da ‘linha editorial clara’ ora anunciada. E olha que não estou falando nem da arapongagem, um recurso ilícito (até onde eu tenho conhecimento).

  5. Comentou em 18/05/2006 Leão Machado

    A ‘Veja’ tem a obrigação moral de citar pelo menos o nome do banco depositário das eventuais contas. Esta seria a forma mais fácil de todos sabermos a verdade. Bastaria os incriminados solicitarem ao banco, um atestado de nunca tiveram conta naquela instituição. Quanto a revista dizer-se a 4º semanal do mundo, acredito. Mas a que preço? Possivelmente a associação com um grupo de mídia da Africa do Sul, defensor do apartheid, explique.

  6. Comentou em 17/05/2006 Zuhair Mohamad

    Alberto , vc está perdendo a oportunidade de, com seu talento, nos ajudar a expurgar as feridas abertas com o dinheiro público mal versado. A história está sendo contada contra esses argumentos de ataque à revista Veja. Boa sorte nas suas observadas.

  7. Comentou em 17/05/2006 Zuhair Mohamad

    Alberto , vc está perdendo a oportunidade de, com seu talento, nos ajudar a expurgar as feridas abertas com o dinheiro público mal versado. A história está sendo contada contra esses argumentos de ataque à revista Veja. Boa sorte nas suas observadas.

  8. Comentou em 17/05/2006 Fábio Gonçalves

    Como já dia um ‘conterrâneo de profissão’:

    É possível contar um monte de mentiras dizendo somente a verdade.

    Parece-me, não de agora, que a Veja vem abusando dessa máxima, mas andou se perdendo no meio do caminho, pois agora ela prefere dizer mentira por meio de mentirosos.

    Não sou Petista, mas questiono tudo. Penso inclusive que uma das grandes conquistas do PT no governo e a maior obra de ‘Tapa Buraco’ foi a unificação das contas publicitárias e consequentemente a redução de gastos com este tipo de ação.

    Para quem não sabe os veículos de comunicação possuiam uma tabela de preços que era 40X maior do que a praticada pela iniciativa privada. Uma espécie de roubo disfarçado. Hoje isso é bem menor.

    Imagino que a Veja tenho sido uma das empresas que teve grandes perdas de ‘receita’ com esta administração. Será que isso pode explicar seu comportamento, diria eu, irritado?

  9. Comentou em 17/05/2006 Fábio Gonçalves

    Como já dia um ‘conterrâneo de profissão’:

    É possível contar um monte de mentiras dizendo somente a verdade.

    Parece-me, não de agora, que a Veja vem abusando dessa máxima, mas andou se perdendo no meio do caminho, pois agora ela prefere dizer mentira por meio de mentirosos.

    Não sou Petista, mas questiono tudo. Penso inclusive que uma das grandes conquistas do PT no governo e a maior obra de ‘Tapa Buraco’ foi a unificação das contas publicitárias e consequentemente a redução de gastos com este tipo de ação.

    Para quem não sabe os veículos de comunicação possuiam uma tabela de preços que era 40X maior do que a praticada pela iniciativa privada. Uma espécie de roubo disfarçado. Hoje isso é bem menor.

    Imagino que a Veja tenho sido uma das empresas que teve grandes perdas de ‘receita’ com esta administração. Será que isso pode explicar seu comportamento, diria eu, irritado?

  10. Comentou em 17/05/2006 JOÃO RICARDO FRANCO

    Observo com indisfarçável desalento que a Veja, apesar de se tratar do mais repugnate e abjeto meio de comunicação (?) do país ainda tem os seus ‘fiéis’. De fato não poderia ser diferente, pois na sociedade existem pessoas mal informadas e, principalmente, deformadas, pois dar crédito as baboseiras esquizofrênicas do Sr. Mainardi e Cia. demonstra isso. A indigitada revista tranformou-se não apenas num panfleto propagandístico das forças reacionárias, mas principalmente daqueles que semeiam o ódio, a prepotência e a arrogância. Descomprometeu-se claramente com o jornalismo digno, investigativo e independente para tornar-se a prota-voz da hipocrisia e da mentira. A que preço? Quem paga a conta? A quem ela beneficia? Aos ‘honestos’ da coligação PSDB-PFL-PCC? Quanto áscuo!!!

  11. Comentou em 17/05/2006 JOÃO RICARDO FRANCO

    Observo com indisfarçável desalento que a Veja, apesar de se tratar do mais repugnate e abjeto meio de comunicação (?) do país ainda tem os seus ‘fiéis’. De fato não poderia ser diferente, pois na sociedade existem pessoas mal informadas e, principalmente, deformadas, pois dar crédito as baboseiras esquizofrênicas do Sr. Mainardi e Cia. demonstra isso. A indigitada revista tranformou-se não apenas num panfleto propagandístico das forças reacionárias, mas principalmente daqueles que semeiam o ódio, a prepotência e a arrogância. Descomprometeu-se claramente com o jornalismo digno, investigativo e independente para tornar-se a prota-voz da hipocrisia e da mentira. A que preço? Quem paga a conta? A quem ela beneficia? Aos ‘honestos’ da coligação PSDB-PFL-PCC? Quanto áscuo!!!

  12. Comentou em 17/05/2006 João Atanazio

    Alô Dines: Mais uma vez, estou com a esmagadora minoria. A Veja sendo novamente achincalhada pela mesma razão que já foi há três ou quatro dias… Até parece alguém pisoteando o tigre depois dele morto. Ademais, não creio que se possa colocar no mesmo saco, a lista, (falsificada, de acordo com todo o mundo) e o caso dos dólares de Cuba. Êste, ainda que não se tenha encontrado a prova definitiva, pode-se afirmar que exitem fortíssimos indícios: Declaração de altos assessores (ex), o aparato mobiizado pelo ParTido – ALUGUEL DE AVIÃO, ALUGUEL DE AUTOMÓVEL, etc.- tudo para transportar COM CERTA URGÊNCIA E MUITO SIGILO, ALGUMAS CAIXAS DE BEBIDAS… Então tá. O mensalão também ninguém provou. Também não exite nenhuma prova de que Zé Dirceu era o manda-chuva do esquema. Assim não dá…É necessário alertar que essa turma não assina recibo. Dines, uma matéria por favor, sôbre a Carta Capital – notório veículo de propoganda PETISTA, que está passando ilesa pelo Observatório. Temo a Venezuelização. Cientistas políticos também temem… Maioria deles acham que num eventual segundo mandato, (que os Deuses nos defendam) Lula vai CHAVEZCÁ.

  13. Comentou em 17/05/2006 Suely Azevedo Fenerich

    Não costumo assistir nada da TVS, mas ontem, 17/05/2006, fui conferir o desempenho do sempre brilhante Carlos Nascimento. E o que pude verificar é que simplesmente ele manipulou uma notícia de forma bastaante grosseira. Chamando uma reporter de Brasília, perguntou qual tinha sido o resultado da reunião da cáupula do PSDB em relação à crise na segurança. Ela informou que Tasso Jereissati havia recomendado temperança no que se referia a acusações ao governo federal e, não me lembro qual dos outros caciques tinha recomendado n ão sei lá o que ao pré candidato. Então, Nascimento ostensivamente chamou a atenção para a obediência imediata de
    Alckimim, exibindo um discurso que repetia exatamente aquilo que o âncora dizia ter sido recomendado. Quer dizer, fez o tucano de palhaço. Ainda mais, como é qjue a reporter tinha conseguido estas exaas informações a respeito da reunião?
    Digam-me, não é muito tendencioso este comportamento? Serve a quem.
    Nascimento, para mim, está irreconhecível.
    Abraço.

  14. Comentou em 17/05/2006 Suely Azevedo Fenerich

    Não costumo assistir nada da TVS, mas ontem, 17/05/2006, fui conferir o desempenho do sempre brilhante Carlos Nascimento. E o que pude verificar é que simplesmente ele manipulou uma notícia de forma bastaante grosseira. Chamando uma reporter de Brasília, perguntou qual tinha sido o resultado da reunião da cáupula do PSDB em relação à crise na segurança. Ela informou que Tasso Jereissati havia recomendado temperança no que se referia a acusações ao governo federal e, não me lembro qual dos outros caciques tinha recomendado n ão sei lá o que ao pré candidato. Então, Nascimento ostensivamente chamou a atenção para a obediência imediata de
    Alckimim, exibindo um discurso que repetia exatamente aquilo que o âncora dizia ter sido recomendado. Quer dizer, fez o tucano de palhaço. Ainda mais, como é qjue a reporter tinha conseguido estas exaas informações a respeito da reunião?
    Digam-me, não é muito tendencioso este comportamento? Serve a quem.
    Nascimento, para mim, está irreconhecível.
    Abraço.

  15. Comentou em 17/05/2006 Maria izabel Ladeira Silva Silva

    Parabenizo Alberto Dines pela coragem e lucidez ao enfrentar a classe média brasileira, leitora preferencial de VEJA, alimentadora dessa campanha sórtida contra a nossa frágil democracia. É bem conhecido o papel que, historicamente, a classe média vem desempenhando na vida política nacional : legitimadora de golpes e delírios paranoicos. Todavia, é também um alívio que setores da classe média, sempres presentes neste OI, não tenham perdido seu senso crítico e capacidade perceber a realidade que hoje vivemos.

  16. Comentou em 16/05/2006 JOSE RIBEIRO DE OLIVEIRA

    Na semana anterior a revisra veja publicou duas reportagens sobre fatos ocorridos em sergipe tambem sem ouvir as partes acusadas, no caso o ex prefeito MARCELO DEDA e o dep. federal pastor HELENO, acusados respecrivamente de superfaturamento de shows e participaçao na mafia das ambulancias, este ultimo não verificou -se nem a verdadeira identidade do envolvido já que na prineira relação constava o nome de Dr. Heleno dep. do RJ.i

  17. Comentou em 16/05/2006 Lucien Adedo

    Parabéns ao autor pela sobriedade e ausência de rabo preso. Muitos profissionais da comunicação e veículos midiáticos se ‘esquecem’ de fazer uma auto-crítica ou uma crítica aos ícones da imprensa brasileira.
    Vale lembrar fatos antológicos da Veja, como a montagem de uma imagem de João Pedro Stédile, líder do MST, com uma arma em sua mão. Montagem essa inserida na capa de uma das milhares de edições da uma das ‘revistas mais lidas no mundo’.
    Quem não se lembra de outra memorável capa, com o nome de Lula escrito do mesmo modo que Collor utilizava em suas campanhas (LULLA) ?
    Para completar a eficiência reacionária e direitista da revista, a Abril convoca Diogo Mainardi, que mais pode ser comparado a uma criança em uma guerra de comida do que a um articulista sério, para integrar o seu renomado time.
    Deixo mais uma vez meus parabéns ao senhor Dines e encerro lamentando a ausência de veículos na grande imprensa com textos do nível do O.I . Talvez isso seja econômica e politicamente inviável.

  18. Comentou em 16/05/2006 Victor Hugo Laitano

    Prezado Dines,
    Parabéns pela matéria. Traduz bem o que se transformou a antes respeitável Revista Veja. A propósito, encaminho a carta que enviei para a editora Abril quando resolvi não renovar a assinatura da Veja.

    Ei-la:

    Senhor Editor,

    Depois de mais de dez anos, comunico que não pretendo renovar a assinatura
    da Revista Veja. Não poderia fazê-lo sem registrar as razões que orientaram
    tal decisão. A Revista Veja sempre se pautou como uma publicação calcada na
    defesa da democracia e do Estado de Direito. Isto a transformou numa
    referência na época da ditadura e, posteriormente, um guia fiel da realidade
    brasileira. No entanto, este equilíbrio e sensatez pereceu ao longo do
    governo Lula. A linha editorial, de clara conotação tucana, longe de
    investigar e fazer uma crítica sobre as eventuais irregularidades do
    governo, passou a incorporar um discurso com vistas a viabilizar um ambiente
    de impeachment do presidente ou obstar a qualquer custo a sua reeleição.
    Assim o é porque não se observa o contraditório, o outro lado na divulgação
    das notícias, e, sim, um discurso monocórdio de desqualificação de um
    governo legitimamente eleito e dotado, ainda, de ampla aceitação popular,
    por seu viés de respeito à cidadania. Acompanho diariamente as notícias da
    conjuntura nacional e não vi ainda a comprovação cabal de corrupção no
    governo petista para autorizar tal postura, a par das inúmeras CPIs em
    andamento, salvo os atos patrocinados pelos asseclas do R. Jeferson. Mesmo o
    chamado mensalão, que Veja estampa como uma realidade inquestionável, ainda
    pende de dúvidas no Congresso, à vista da razoável versão de se tratar de
    Caixa 2 para financiamento de campanhas eleitorais, nos mesmos moldes
    utilizados pelo então governador tucano Azeredo, estrategicamente poupado
    por esta publicação. No que diz com o crime de Santo André, de uma matéria
    de 5 páginas, apenas dois parágrafos foram reservados à hipótese aventada
    pela polícia local da ocorrência de crime comum com requintes de crueldade.
    Para associar tal assassinato ao Governo Lula, a Revista Veja pautou-se por
    conferir credibilidade a depoimentos de criminosos e valorou ilações sem
    qualquer comprovação fática. Como se a história do PT registrasse crimes
    desta ordem entre seus militantes. O Deputado Zé Dirceu, inobstante seus
    erros, é tratado como uma espécie de Maluf, quando sua história pessoal e
    política em nada se equivalem com a linha adotado pelo Malufismo de saque
    aos cofres públicos. Por isso é considerado por Veja um pária e merecedor de
    uma cassação exemplar. Por fim, como uma síntese desta nova fase da Veja, há
    o prestígio conferido ao colunista Diogo Mainardi. Creio que uma revista
    pode ceder seu espaço a qualquer profissional, mesmo da estirpe golpista e
    falaciosa do jornalista referido; no entanto, a meu ver, deve respeitar os
    leitores que não compartilham com esta visão puramente destrutiva.
    Indaguei-me qual a razão pela qual a Revista Veja não acolhe nos seus
    quadros de colunistas um profissional com uma visão mais arejada da
    conjuntura nacional, e não tão comprometido com o projeto conservador. A
    conclusão que cheguei preside a decisão pelo cancelamento da assinatura: a
    Veja se converteu num simulacro de D. Mainardi, afastando sua linha
    editorial do jornalismo investigativo, justo e equilibrado, transformando-se
    em um veículo de propaganda política de um projeto de governo protagonizado
    pelos probos e ilibados políticos do PFL e PSDB. Para este fim, sr. Editor,
    não contem com a minha participação. Cumpre salientar que sou um cidadão
    brasileiro, membro do Ministério Público da União, mestrando em Direito, e
    não exerço qualquer militância partidária.

    Atenciosamente,

    Victor Hugo Laitano

  19. Comentou em 16/05/2006 Samira Moratti

    A Veja é, sim, uma revista de classe. Infelizmente essa afirmativa é ouvida por muitas vozes na multidão, de pessoas que utilizam o senso comum para afirmar tal fato. Sabemos muito bem que tal revista na verdade manipula – e como! – as mentes brasileiras. E em relação ao fato de querer ousar derrubar o presidente – que, apesar dos pesares, já contribuiu para muitas incoerências – isso já é novela repetida, pois para muitos que viveram a era Collor, puderam distinguir a mesma artimanha, e com eficácia, que foi instituida contra Collor de Melo.
    Infelizmente, podemos igualmente pensar que muitos jornalistas que lá atuam são apenas serviçais a serviços de seus chacais idealizadores, os manda chuva, ou como queiram, donos da revista, editores chfe, etc. Entretanto, outros fazem de sua profissão uma chacota para os intelectualizados, como o aristocrata ultra-direita que é o Diogo Maninardi.
    Fica a pergunta: até quando tal revista continuará imperando entre as mais lidas no país? A resposta pode ser dada até quando não houver educação de qualidade para que nós, popualão, possamos aprender a ser mais críticos e seletivos.

  20. Comentou em 16/05/2006 Pedro Santiago Lopes Pereira

    Sr Dines,

    Inicialmente respeito e concordo o texto publicado, no que tange às provas apresentadas, até de certa forma um pouco infundadas, na Veja da última semana.
    Creio que não seja num todo desprezível tal reportagem, certo é que existem alguns exageros de denuncismo’A veja teve acesso a lista …’, seguidas de um ‘populismo jornalístico’ – se é que existe – a partir do momento que adentra do jornalismo investigativo!’Por meios legais a Veja tentou confirmar a veracidade..’

    SERÁ MESMO QUE CONFIRMOU?…..

    Já que a própria Revista contratou peritos para tal reportagem, por que não demonstrou o contrato realizado bem como o Diagnóstico Pericial confirmando a veracidade dos documentos…???

    Estas é uma das inúmeras brechas que se apresentam na reportagem investigativa da veja!!!, basta somente analisar de forma crítica!

    Agora, em conformidade de uma opinião do colega acima cujo nome não recordo! É possível denotar uma implicância, por parte sua, Sr Dines, que de forma reiterada vem duvidando da credibilidade de alguns jornalista da revista!

    Digo do Mainardi. Nem tudo o que ele diz é 100%

    Mas no outro caso, do Frankilin Martins, ele provou por ‘a+b’ da parcialidade que o colunista político vinha mantendo nas suas aparições jornalísticas bem como no seu programa – FATOS & VERSÕES – ao comentar sobre a crise política.

    Por fim consigno a minha admiração sobre seu programa mas, até no Observatório da Imprensa, que deveria ‘abrir’ nossos olhos, merece algumas reflexões !!!!

  21. Comentou em 16/05/2006 Pedro Santiago Lopes Pereira

    Sr Dines,

    Inicialmente respeito e concordo o texto publicado, no que tange às provas apresentadas, até de certa forma um pouco infundadas, na Veja da última semana.
    Creio que não seja num todo desprezível tal reportagem, certo é que existem alguns exageros de denuncismo’A veja teve acesso a lista …’, seguidas de um ‘populismo jornalístico’ – se é que existe – a partir do momento que adentra do jornalismo investigativo!’Por meios legais a Veja tentou confirmar a veracidade..’

    SERÁ MESMO QUE CONFIRMOU?…..

    Já que a própria Revista contratou peritos para tal reportagem, por que não demonstrou o contrato realizado bem como o Diagnóstico Pericial confirmando a veracidade dos documentos…???

    Estas é uma das inúmeras brechas que se apresentam na reportagem investigativa da veja!!!, basta somente analisar de forma crítica!

    Agora, em conformidade de uma opinião do colega acima cujo nome não recordo! É possível denotar uma implicância, por parte sua, Sr Dines, que de forma reiterada vem duvidando da credibilidade de alguns jornalista da revista!

    Digo do Mainardi. Nem tudo o que ele diz é 100%

    Mas no outro caso, do Frankilin Martins, ele provou por ‘a+b’ da parcialidade que o colunista político vinha mantendo nas suas aparições jornalísticas bem como no seu programa – FATOS & VERSÕES – ao comentar sobre a crise política.

    Por fim consigno a minha admiração sobre seu programa mas, até no Observatório da Imprensa, que deveria ‘abrir’ nossos olhos, merece algumas reflexões !!!!

  22. Comentou em 16/05/2006 Mateus Lobo

    Alberto Dines o senhor necessita revisar os seus textos antes de publicá-los e aconselho até que procure uma professora de redação. O texto que o senhor escreveu ‘Jornalismo de Veja não vê, chuta’ além de ser bastante prolixo, obscuro e repleto de estrangeirismos desnecessários, possui o que há de pior em um texto jornalístico é imparcial; o que contrasta com sua postura de imparcialidade ante a sociedade, isso é evidenciado em trechos como este: “admirável e trágica a história da sua própria decadência” Por que a decadência de Veja é admirável? O senhor aplaude essa suposta decadência por quê? Isso é ser imparcial? O senhor também escreve “Uma acusação ao presidente da República, soprada por uma figura como Daniel Dantas, só pode ser publicada quando há indícios consistentes. Aqui, consistente foi o delírio…Quem não tem competência que não se habilite.”, mas qual é o respaldo que o senhor tem para falar que Daniel Dantas não é confiável?O senhor o tem?Pois se o não tiver, cairá no “padrão Veja de jornalismo” o qual é a “combinação de chantagem, espionagem e paranóia”.

  23. Comentou em 16/05/2006 Paulo Nolasco de Andrade

    Resposta de um cidadão ao Sr. Eurípedes Alcântara
    Eurípedes Alcântara, Diretor de Redação de Veja respondeu:
    1) O presidente Lula não leu e não gostou do que não leu. Ainda assim reagiu intempestivamente à reportagem de ‘Veja’. Insultou jornalistas e a publicação, uma atitude imprópria para um presidente da República. É imperioso ler antes de criticar.
    Resposta: Sr. Eurípedes, o Presidente antes de ser Presidente é um ser humano e como tal agiu por não suportar tanta sordidez dessa campanha dirigida por sua revista, contra não só o ser humano, mas também contra o Presidente da República, que sua revista insiste em não tratá-lo como tal, acho que é pedir demais que haja com elegância diante de tanta baixaria.
    2) ‘Veja’ chegou ao posto de mais respeitada e lida revista brasileira e quarta revista semanal de informação do mundo pela qualidade de suas reportagens.
    Resposta: O Sr. Realmente acredita nisto?, porque, nós não acreditamos, se fizermos um retrospecto das ligações dessa “revista” com o os poderes passados, ficará fácil constatar como foi o seu crescimento, senão, basta ver seus novos sócios e seus passados na África do Sul, para saber como cresce sua “revista”. Espero que a cultura do Apartheid, não venha com eles.
    3) Houvesse o presidente Lula lido a reportagem, teria percebido que se trata de um trabalho de investigação jornalística sobre as atividades do banqueiro Daniel Dantas, com o qual seu governo mantém uma relação tão conflituosa quanto incestuosa – relação que vem sendo objeto de reportagens de diversos veículos de comunicação.
    Resposta: Sr. Eurípides, boa parte dos leitores, já não precisam ler sua “revista” para conhecer o conteúdo de suas matérias, bastam as manchetes e o momento em que são divulgadas, as coincidências falam por si.
    4) O presidente disse que o autor da reportagem poderia ser chamado de ‘bandido e malfeitor’. Disso Lula entende. Nada menos do que quarenta de seus companheiros mais próximos foram descritos pelo procurador-geral da República como integrantes de uma ‘quadrilha’.
    Resposta Veja Sr. Eurípedes que sua “revista”, continua se apegando a fatos que ainda não foram julgados para justificar seus atos. Ao ter o Sr. Daniel Dantas como fonte, vê-se claramente que tipo de investigação é feita por sua equipe de “jornalistas”, para este tipo de investigação, sugiro que instale escritórios nas delegacias, com certeza, reduzirá seus custos.
    5) A reportagem em questão é fruto de seis meses de investigação. A divulgação do resultado do trabalho de apuração, como a própria reportagem ressalta, foi feita justamente para evitar o uso das supostas contas como elemento de chantagem.
    Resposta: A demonstração de competência de seus “jornalistas” fica bem clara, quando admitem depois de seis meses de investigação, que a matéria apresentava dados com fortes inconsistências, mas mesmo assim é alardeada como bombástica. Tenha paciência Sr. Eurípides, qual seria sua reação se lê uma afirmação de que o Sr. é ladrão, com bases em dados inconsistentes, em uma “revista” que o Sr. mesmo diz, chegou ao posto de mais respeitada e lida do país?. Por sua defesa, aplaudiria a matéria e seguiria feliz.
    6) A revista, em sua reportagem, não afirma que a conta bancária atribuída ao presidente Lula é verdadeira. Também não diz que é falsa, por não dispor de meios suficientes para fazê-lo.
    Resposta: Sr. Eurípides, qual o respeito que merece um “revista” que como o Sr. mesmo afirma no seu comunicado de defesa que não sabe se é verdadeira ou falsa a publicação, mas mesmo assim a publica?, como quer que o leitor continue a acreditar em suas publicações?, depois dessa, Sr. Eurípides, permita um termo chulo, só se for BURRO, MAU INFORMADO OU FIZER PARTE DA IMPRENSA IGUAL À SUA.
    7) Para concluir, ‘Veja’ reafirma seu compromisso com os leitores e com o Brasil de prosseguir em sua tarefa de fiscalizar o poder em todas as suas esferas, a fim de impedir que ‘sofisticadas organizações criminosas’, para usar das palavras do procurador-geral da República, continuem a corroer a democracia brasileira.
    Resposta: Para concluir, Sr. Eurípides, o Sr. reafirma o “compromisso com os leitores e com o Brasil de prosseguir em sua tarefa de fiscalizar o poder em todas as suas esferas, a fim de impedir que ‘sofisticadas organizações criminosas’, para usar das palavras do procurador-geral da República, continuem a corroer a democracia brasileira.”, mesmo se escondendo atrás da afirmativa do Procurado-geral da República em sua defesa, assim espero Sr.Eurípedes, mas que o faça com dados e fatos comprovados, nem que para isto tenha que contratar jornalistas de verdade, fazer uma análise das matérias e suas conseqüências para o Brasil, que o Sr. diz defender, se isso acontecer, prometo voltar a ler sua “revista”.
    PS. Sr. Eurípedes, gostaria de informá-lo, que não sou ligado a nenhum partido político, e me sinto livre para críticas e autocríticas, se necessário, não tenho procuração para defender o governo ou a oposição, mas a minha cidadania me deu o direito e a obrigação de não compactuar com atos como os de sua “revista”, e de defender, eu posso dizer isto, um país melhor para meus filhos.

    Paulo Nolasco de Andrade.
    pnolasco2000@oi.com.br, mais informações é só pedir, não tenho porque, me esconder atrás de pessoas ou publicações.

  24. Comentou em 16/05/2006 Ricardo Guedes

    Veja está marcando um grande gol contra (nela mesma e prejudicando seus comparsas ou testas de ferro): mudando votos para Lula ou para o PT de quem nunca votou neles. Há tempos deixou de fazer jornalismo sério, tornando-se ‘Diário Oficial do PSDB’, como é conhecida em diversos meios, aproximadamente desde 1994 ou 1995. Em outras ‘reportagens’, de outras seções, tem se aproximado do extinto Pasquim (ou do Planeta Diário) – se distanciando do conceito de jornalismo sério, ou honesto (imparcial) – mas em nada lembrando o mérito daqueles (e até de seu longínquo passado), de representantes de luta pela redemocratização e reconquista do Estado de Direito, que durou anos, impondo silêncio ou medo de falar em voz alta, etc. (que os mais velhos conhecem bem – provavelmente até os irresponsáveis pelo atual estado lastimável de suas ‘reportagens’).
    Não posso cancelar sua assinatura, pois não a tenho – mas estou pensando seriamente em cancelar outras que tenho com o mesmo grupo, Abril (Superinteressante, Viagem, Vida Simples e Quatro Rodas): atingindo a parte mais sensível do órgão (o bolso), talvez entendam mensagem.
    Ricardo
    PS: espero que as presentes críticas não me façam virar alvo de suas calúnias ou difamações nas próximas edições, para depois dizerem que não conseguiram as provas…. e ver se aproveitarem da falta de agilidade e eficácia do Estado (por Agências ou mesmo pelo Poder Judiciário) – que não consegue punir ou fazê-la responder à altura de seus ‘ataques’ (pseudo reportagens) – tanto no direito de resposta como na reparação de danos, confiscando patrimônio de seu grupo e de seus sócios para repará-los – como ocorre nos países mais sérios.

  25. Comentou em 16/05/2006 José de Souza Castro

    Espero que Alberto Dines continue analisando o comportamento da Veja, pois ele sabe fazê-lo muito bem. De minha parte, vejo algumas falhas gritantes na reportagem. Chamou-me atenção, especialmente, o fato de que, após seis meses de investigação, a revista tenha apresentado um trabalho tão ordinário. Não informou, por exemplo, como o banco em que estariam os depósitos de Lula abre contas. Que documentos de identidade são exigidos. Só verificando a identidade é que se poderia saber que aqueles 38 mil dólares na conta de Luiz Inácio Da Silva, atribuídos ao presidente da República, não pertenceriam, na verdade, a um outro Luiz Inácio Da Silva. O nome não é tão incomum (a menos que do fac-símile publicado tivesse constado o Lula entre Inácio e Da Silva, o que não constou). Em Portugal, Angola e outros países de língua portuguesa, e possivelmente nos países de língua espanhola, podem existir muitos Luiz Inácio da Silva, que certamente têm contas em bancos estrangeiros (a menos que todos optassem por bancos brasileiros). Aqui no Brasil temos um pugilista chamado Luiz Inácio da Silva, o Luizão, que foi o primeiro brasileiro a sagrar-se campeão pan-americano, conforme se pode apurar no Google. Será que ele foi consultado pela Veja, para saber se aqueles 38 mil dólares não seriam dele? E os outros Luiz Inácio? Se a Veja apurou isso, ela não se deu ao trabalho de informar aos leitores. Pode ter achado irrelevante, não é mesmo? Agora, supondo que ela tenha apurado tudo isso, então estamos de parabéns: nosso presidente, apontado como chefe de quadrilha, mantém o fruto do roubo em território brasileiro e não num banco suíço ou numa ilha britânica (com exceção daqueles mirrados 38 mil dólares). Pelo menos, é um avanço em relação a outros políticos e empresários conhecidos…

  26. Comentou em 16/05/2006 José de Souza Castro

    Espero que Alberto Dines continue analisando o comportamento da Veja, pois ele sabe fazê-lo muito bem. De minha parte, vejo algumas falhas gritantes na reportagem. Chamou-me atenção, especialmente, o fato de que, após seis meses de investigação, a revista tenha apresentado um trabalho tão ordinário. Não informou, por exemplo, como o banco em que estariam os depósitos de Lula abre contas. Que documentos de identidade são exigidos. Só verificando a identidade é que se poderia saber que aqueles 38 mil dólares na conta de Luiz Inácio Da Silva, atribuídos ao presidente da República, não pertenceriam, na verdade, a um outro Luiz Inácio Da Silva. O nome não é tão incomum (a menos que do fac-símile publicado tivesse constado o Lula entre Inácio e Da Silva, o que não constou). Em Portugal, Angola e outros países de língua portuguesa, e possivelmente nos países de língua espanhola, podem existir muitos Luiz Inácio da Silva, que certamente têm contas em bancos estrangeiros (a menos que todos optassem por bancos brasileiros). Aqui no Brasil temos um pugilista chamado Luiz Inácio da Silva, o Luizão, que foi o primeiro brasileiro a sagrar-se campeão pan-americano, conforme se pode apurar no Google. Será que ele foi consultado pela Veja, para saber se aqueles 38 mil dólares não seriam dele? E os outros Luiz Inácio? Se a Veja apurou isso, ela não se deu ao trabalho de informar aos leitores. Pode ter achado irrelevante, não é mesmo? Agora, supondo que ela tenha apurado tudo isso, então estamos de parabéns: nosso presidente, apontado como chefe de quadrilha, mantém o fruto do roubo em território brasileiro e não num banco suíço ou numa ilha britânica (com exceção daqueles mirrados 38 mil dólares). Pelo menos, é um avanço em relação a outros políticos e empresários conhecidos…

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