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Terça-feira, 21 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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IMPRENSA EM QUESTãO > TUNÍSIA

Jornalista condenado a seis meses de prisão

27/11/2009 na edição 565

Uma corte tunisina condenou o jornalista Taoufik Ben Brik, crítico ao presidente Zine El Abidine Ben Ali, a seis meses de prisão sob acusação de ter agredido uma mulher. Brik, de 49 anos, alega ser inocente e vítima de uma armação da polícia por conta de suas críticas ao governo. Segundo o advogado do jornalista, Mokhtar Trifi, a corte determinou que ele era culpado de prejuízo físico voluntário, prejuízo a outros e ofensa à moral pública. Brik foi detido no dia 29/10 – pouco antes da reeleição para o quinto mandato de Ben Ali – acusado de danificar o carro de uma mulher de 28 anos e agredi-la fisicamente na rua.


O jornalista escreve para a mídia francesa, incluindo o Le Nouvel Observateur. O Ministério das Relações Exteriores da França lamentou a prisão. A França, assim como a imprensa e grupos de direitos humanos, disse estar preocupada com o caso, que reforçaria as dificuldades que jornalistas e ativistas de direitos humanos enfrentam na Tunísia. ‘Lamentamos esta decisão e ressaltamos nosso apoio à liberdade de imprensa na Tunísia, assim como em outros lugares do mundo’, declarou o porta-voz do Ministério, Bernard Valero.


A organização Repórteres Sem Fronteiras, com sede em Paris, afirmou que o jornalista é um prisioneiro político e pediu aos governos de outros países que parem de ‘proteger o regime’. ‘Esperamos que todos peçam publicamente a libertação de Taoufik Ben Brik’, afirmou Jean-François Julliard, secretário-geral da RSF. ‘A Tunísia mais uma vez junta-se ao clube dos países que prendem jornalistas por crimes de opinião’. A organização lembrou ainda que Brik sofre da Síndrome de Cushing, que requer tratamento médico constante. Já o ministro da Justiça da Tunísia, Bechir Tekkari, respondeu às críticas alegando que, ‘quando um jornalista comete um ato que prejudica a segurança pública e a segurança de outros, sua profissão não lhe dá o privilégio de não ser condenado pela lei’. Informações da AFP [26/11/09] e da AP [26/11/09].

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