Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

IMPRENSA EM QUESTãO > NOTAS DE UM LEITOR

‘Jornalista é fogo’

Por Luiz Weis em 23/11/2004 na edição 304

Um passageiro ‘com uma audição privilegiada e fonte assídua do Globo‘, como o jornal o descreveu, captou e passou o que ouviu do ex-assessor especial do presidente Lula, Frei Betto – cuja saída o colunista Ancelmo Gois, também do Globo, deu em primeira mão – enquanto esperava a chegada das bagagens do vôo em que vieram de Brasília.

O passageiro ou tem memória também privilegiada, ou tomou nota do que ouviu Betto dizer pelo celular ao ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias (‘Você sabe que as minhas divergências eram com a Ana Fonseca. Agora que ela saiu também, tudo em paz.’) e a um amigo cearense com quem conversava (‘O Estadão critica tudo, menos o Palocci. A Folha é aquilo, fala mal de tudo. É por isso que eu decidi. Não falei com a imprensa, nem falarei. Jornalista é fogo.’)

Água benta, para Betto, deve ser o jornalista que realça o lado positivo das coisas, como diria o seu ex-companheiro de Planalto, ministro Luiz Gushiken.

Uma carta que vale por 74

Setenta e quatro leitores do Globo criticaram o jornal por ter publicado duas fotos de um assaltante – a primeira, pouco depois de ser preso; a segunda, 20 minutos mais tarde, mostrando que apanhou. ‘O Globo está do lado do povo ou dos bandidos?’, escreveu um deles.

Nem tudo é treva. A propósito do juiz que obteve liminar para ser tratado de ‘doutor’ pelos empregados do prédio onde mora, a leitora Mitsuko Antunes, de São Paulo, comentou na Folha: ‘Poder-se-ía exigir que moradores de edifícios, ao se dirigirem aos funcionários dos condomínios, se utilizassem de expressões como ‘por favor’ e ‘obrigado’.’

Textos fechados às 18h26 de 21/11.

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