Terça-feira, 17 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1054
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IMPRENSA EM QUESTãO >

Jornalista multada por divulgar informações confidenciais

15/09/2009 na edição 555

A Corte Internacional de Haia, que julga crimes de guerra, determinou a jornalista francesa Florence Hartmann culpada por revelar decisões confidenciais tomadas pelo tribunal durante o julgamento do ex-presidente sérvio Slobodan Milosevic. Florence trabalhava como porta-voz da promotoria durante o caso, e escreveu um livro em 2007, chamado Paz e Castigo, depois de deixar o cargo.

No livro e em um artigo publicado em uma revista, a jornalista revelou que a Corte havia decidido, em sigilo, não divulgar documentos militares sérvios que poderiam ter ligado o governo de Belgrado a atrocidades como o Massacre de Srebrenica, que levou à morte de milhares de bósnios. Até hoje, os documentos, minutas do Conselho de Defesa sérvio, não foram divulgados. A Sérvia consentiu em entregá-los à Corte para o julgamento de Milosevic sob a condição de que fossem mantidos em sigilo. Analistas acreditam que as minutas teriam ajudado a Bósnia em suas tentativas fracassadas de processar a Sérvia por Genocídio.

O juiz Bakone Moloto declarou na segunda-feira [14/9] que Florence interferiu, de maneira ‘consciente e intencional’, na administração da justiça, ao revelar decisões do tribunal. Como ex-porta-voz, continuou o juiz, a jornalista tinha conhecimento da necessidade de respeito à confidencialidade das informações. Florence foi multada em pouco mais de US$ 10 mil por desacato. Informações da Associated Press [14/9/09].

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