Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

IMPRENSA EM QUESTãO > MACEDÔNIA

Jornalista suspeito de matar mulheres se suicida

26/06/2008 na edição 491

O repórter freelancer Vlado Tanevski, de 56 anos, suicidou-se esta semana depois de ser acusado de dois assassinatos e considerado suspeito de outros dois, noticia Helena Smith, do jornal britânico Guardian [24/6/08]. Tanevski havia escrito reportagens sobre um serial killer que matou três senhoras em sua cidade natal, na Macedônia, com tantos detalhes que a série atraiu não só a atenção dos leitores, mas também da polícia. O jornalista tinha dois filhos e estava preso.


De acordo com o porta-voz da polícia local, Ivo Kotevski, havia muitas evidências que apontavam Tanevski como o assassino de duas senhoras. ‘Estávamos perto de acusá-lo de mais um assassinato e esperávamos que ele nos desse detalhes de uma quarta [mulher], que desapareceu em 2003’, contou. O jornalista escreveu, em suas matérias, detalhes que a polícia havia optado por não divulgar, como o tipo de fio de telefone usado nos crimes e o método utilizado pelo assassino, que estrangulava as vítimas e depois usava o fio para amarrá-las.


Sangue frio


As três vítimas tinham de 56 a 65 anos. Zivana Temelkoska, Ljubica Licoska e Mitra Simjanoska foram estupradas e espancadas antes do estrangulamento. Zivana foi morta em maio, Ljubica, em fevereiro do ano passado, e Mitra, em 2005. Curiosamente, as três eram faxineiras, mesma profissão exercida por muitos anos pela mãe de Tanevski. Os corpos foram encontrados em sacos plásticos em um lixão em Kicevo, cidade de menos de 20 mil habitantes. O corpo de uma quarta mulher desaparecida em 2003, aos 78 anos, nunca foi achado.


A polícia revelou que encontrou material pornográfico na casa de verão de Tanevski e que todas as vítimas se pareciam com sua mãe. Especula-se que ele tinha uma relação problemática com ela, que piorou após o suicídio de seu pai, em 1990. ‘Há um simbolismo óbvio no fato de sua mãe ter a mesma profissão das vítimas’, diz Antoni Novotni, professor que coordena uma clínica psiquiátrica em Skopje, capital da Macedônia. ‘Como ele nunca foi meu paciente, isto é pura especulação, mas é possível que, pelo que deixou escapar em seus artigos, ele tivesse o desejo de ser pego’.

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