Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº974

ENTRE ASPAS > QUARTA-FEIRA, 17/9

José Dirceu responde a matéria da Carta Capital

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 17/09/2008 na edição 503

Leia abaixo a seleção de quarta-feira para a seção Entre Aspas.


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Blog do Zé Dirceu (www.zedirceu.com.br)


Quarta-feira, 17 de setembro de 2008


 


RESPOSTA
José Dirceu


O jornalismo marrom de Carta Capital, 16/9


‘Repilo e repudio, não posso aceitar e nem me calar perante à infâmia e a covardia da edição desta semana da revista Carta Capital, na ignominiosa reportagem que publica a meu respeito com o título ‘Endredo dantesco’.


Tenho defendido neste blog, aberta e quase diariamente, todas as medidas para combater a corrupção e o crime organizado no país. Jamais compactuei com qualquer ação, ou omissão, que enfraqueçam essa luta do governo Lula. Vocês, leitores, são testemunhas de como sempre apoiei e apóio todas as operações da Polícia Federal (PF) nesse sentido, da mesma forma que testemunham a minha persistência nas denúncias e luta contra todos os abusos cometidos.


Vítima destes desde sempre, nunca me intimidei e não me intimido com as tentativas de me envolver em denúncias. Fazem-no com freqüência, vazando informações confidenciais para a imprensa e até mesmo me investigando, como aconteceu, em um desses casos típicos de abuso de autoridade a que me referi, no do MSI Corinthians, no qual houve a quebra de meu sigilo telefônico e de mais quatro cidadãos ligados a mim pessoal ou profissionalmente.


Durante todo o primeiro semestre desse ano fui vítima dessas tentativas torpes, seja no caso MSI/Corinthians; seja no caso BNDES/prefeitura tucana de Praia Grande (depois conhecido como caso BNDES/ deputado Paulinho); seja no caso Bejani (o prefeito afastado de Juiz de Fora – MG); seja agora no caso Daniel Dantas/Operação Satyagraha.


Neste último, a partir de um telefonema corriqueiro e normal para marcar um encontro com o advogado e dirigente do PT, Luiz Eduardo Greenhalgh, meu companheiro de partido há 28 anos, tentou-se, sem sucesso, envolver-me nas investigações. Usar um telefonema para marcar um encontro meu com Greenhalgh como prova de minhas ligações com o caso Daniel Dantas é um atentado à inteligência do país e dos leitores de Carta Capital.


Faltam provas, sobram calúnias


Nas investigações e no inquérito não há menção, indício ou prova de minha participação no episódio, a não ser a tentativa nesse sentido do delegado que presidiu o inquérito. De forma canhestra, ele relacionou a transcrição de um telefonema de Humberto Braz (colaborador de Daniel Dantas) a seu assessor Gilberto, com a participação de uma secretária, Andréa, como se fosse uma conversa entre Braz, o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, a jornalista da Folha de S. Paulo, Andréa Michael, e eu. Uma tentativa ridícula e bufa.


Em todos os casos que mencionei, finalizadas as apurações e inquéritos, nada consta contra mim ou que me envolva, direta ou indiretamente, com elas ou com a denúncia. Em sua edição desta semana Carta Capital me coloca em sua capa como operador para impedir investigações sobre Daniel Dantas e dá como prova uma viagem que fiz ao Marrocos, quando voltava dos Emirados Árabes Unidos, em fins de outubro de 2007.


Além do desrespeito comigo, a revista dá à minha viagem um caráter sigiloso e suspeito, que ela absolutamente não teve. Foi o oposto, ela foi noticiada na coluna Hildegard Angel, no Jornal do Brasil, e por Reali Júnior, há anos correspondente de órgãos da mídia brasileira na França, com quem jantei – com ele e sua esposa, Amélinha – no dia 2 de novembro de 2007, em Paris.


Naquela viagem, fiquei hospedado no Hotel Passy, na rua de mesmo nome, em Paris, jantei com o casal Reali, e com o escritor Paulo Coelho e sua esposa, a artista plástica Cristina Oiticica no apartamento do casal em Paris, e no dia 4 de novembro voltei ao Brasil. As notícias sobre essa viagem, inclusive, destacaram o fato de ter havido o encontro casual meu com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua esposa, dona Ruth Cardoso, já que, coincidentemente, viajamos no mesmo vôo da Air France de Paris para São Paulo.


Nunca apoiei Daniel Dantas


Mais caluniosa, além de fantasiosa, é a descrição da revista sobre minhas relações com o delegado e diretor da PF. Não o vejo e não falo com ele há mais de 4 anos. Não tive nenhuma participação em sua indicação, muito menos em nomeações de diretores da PF, ao contrário do que me imputa a revista no caso de José Hilário Medeiros, por quem diz Carta Capital, eu teria intercedido para ocupar o setor de Inteligência no órgão. Da mesma forma, não tive qualquer relação com sua suposta indicação para um pretenso comitê organizador das Olimpíadas de 2016. Aliás, desconheço a existência desse comitê.


Repito o que já afirmei inúmeras vezes antes: recebi Daniel Dantas como recebi outros dirigentes de bancos, fundos de pensão e companhias telefônicas, em audiência, na condição de ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República. Disse-lhe que o governo não se envolveria nas disputas dele e do Citibank com os fundos de pensão, que essa era uma questão sub-júdice e que deveria ser tratada na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e na justiça brasileira e americana. Disse-lhe, ainda, que ele deveria procurar os dirigentes dos fundos, no caso do Previ, o presidente do Banco do Brasil.


O conteúdo de minha conversa com ele é público – tornou-se público tanto por mim, quanto por ele. Não tenho nada a esconder. Jamais defendi Daniel Dantas no governo, e nisso invoco o testemunho do ex-ministro da Comunicação, Luiz Gushiken, que a revista cita para dar credibilidade às suas calúnias. O ex-ministro é meu amigo e companheiro. Com ele jamais discuti ou divergi sobre Daniel Dantas.


Reportagem é pura aberração


Carta Capital publica como acusação contra mim o fato de eu ser amigo do advogado Antônio Carlos Almeida Castro, o Kakay. Somos amigos, e isso muito me honra. A revista pratica o pior jornalismo ao deduzir e apresentar a nossa amizade como prova de que eu apóie ou defenda Daniel Dantas. Carta Capital comete uma infâmia ao acusar-nos de cúmplices do dono do Oportunity – Antônio Carlos por advogar, e eu por ser amigo do advogado.


Não tem limites a indignidade e a agressão de Carta Capital nesta sua edição a minha honra e à verdade. A revista me acusa de ser operador de uma conspiração para inviabilizar a Operação Sathyagraha e de proteger Daniel Dantas. Não divulga, por não ter, provas ou sequer indícios disso. Mas viola flagrantemente os meus mais elementares direitos constitucionais, quando desrespeita a presunção da minha inocência, e os meus direitos relativos à imagem garantidos pela Constituição.


Em síntese, o que a revista perpetra contra mim essa semana, e que chama de reportagem, é uma aberração, uma peça de ficção. Contesto-a sem medo. Quero ser julgado o mais rápido possível pela acusação que respondo no STF de corrupção ativa e formação de quadrilha. Até lá, e também depois, estejam certos, não me calarei ante vilanias como essas assacadas contra mim por essa revista.


José Dirceu de Oliveira e Silva


Ex-ministro chefe da Casa Civil’


 


 


 


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Folha Online


Quarta-feira, 17 de setembro de 2008


 


LUTO
Miguel Arcanjo Prado


Escritor Lourenço Diaféria morre aos 75 anos


‘O escritor e jornalista Lourenço Carlos Diaféria morreu em São Paulo, aos 75 anos. Nascido no bairro do Brás, em 28 de agosto de 1933, na capital paulista, ele começou sua carreira jornalística na ‘Folha da Manhã’, atual Folha, onde foi colunista.


Segundo a administração do cemitério Getsêmani, no Morumbi, onde o corpo é velado desde as 4h15 na sala 1, o jornalista sofreu um infarto em casa, por volta das 22h desta terça-feira (16). O enterro está previsto para as 16h, no mesmo cemitério.


O jornalista deixa viúva, Geiza Diaféria, 62, cinco filhos e três netos.


‘O que fica do meu pai foi a capacidade dele de fazer bons amigos. Por conta de uma crônica escrita na Folha, ele foi preso em 1977 pela ditadura [militar, 1964-1985] e houve até ameaça de fechamento do jornal. Mas, depois, ele foi absolvido’, disse à Folha Online Fábio Diaféria, 33, filho caçula do escritor.


Diaféria também colaborou para outros veículos como ‘Jornal da Tarde’, ‘Diário Popular’, ‘Diário do Grande ABC’, além de ter escrito para as rádios Excelsior, Gazeta, Record, Bandeirantes.


Veja os principais livros publicados por Diaféria:


‘Um Gato na Terra do Tamborim’ (1976)


‘Circo dos Cavalões’ (1978)


‘A Morte Sem Colete’ (1983)


‘O Empinador de Estrela’ (1984)


‘A Longa Busca da Comodidade’ (1988)


‘O Invisível Cavalo Voador – Falas Contemporâneas’ (1990)


‘Papéis Íntimos de Um Ex-boy Assumido’ (1994)


‘O Imitador de Gato’ (2000)


‘Brás – Sotaques e Desmemórias’ (2002)


‘Mesmo a Noite Sem Luar Tem Lua’ (2008)’


 


 


 


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Folha de S. Paulo


Quarta-feira, 17 de setembro de 2008


 


DIPLOMA
Folha de S. Paulo


MEC estuda autorizar outros diplomados a exercer o jornalismo


‘O MEC (Ministério da Educação) estuda autorizar profissionais que tenham formação universitária em qualquer área a exercer a profissão de jornalista. O ministro Fernando Haddad (Educação) também quer discutir as diretrizes dos cursos oferecidos na área que passarão por uma supervisão, a exemplo do que ocorreu com direito, medicina e pedagogia.


Ainda neste mês, o ministro disse que vai constituir um grupo de trabalho para apresentar, em 90 dias, uma proposta nesse sentido. ‘A comissão fará uma análise das diretrizes curriculares do jornalismo e, sobretudo, das perspectivas de graduados em outras áreas, mediante formação complementar, poderem fazer jus ao diploma.’


Ele disse à Folha que seu objetivo não é entrar na discussão travada no STF (Supremo Tribunal Federal) e no Ministério do Trabalho sobre a obrigatoriedade do diploma, mas tratar da formação do jornalista. Do ponto de vista prático, se o STF -que deve julgar ação neste semestre- entender que o diploma de jornalista é obrigatório, a discussão se tornará inócua.


‘No mundo inteiro as pessoas se formam nessa área, mesmo onde não há obrigatoriedade. Sou favorável à boa formação. Não discuto a questão do exercício profissional.’


Para um profissional formado em outra área ser habilitado ao diploma de jornalista, ele precisaria cursar disciplinas essenciais para a formação na área, como técnica de reportagem, ética e redação, disse ele.


Para Max Monjardim, chefe da comunicação do Trabalho, a discussão poderia se dar no grupo que discute a regulamentação da profissão, do qual participa: ‘Seria bom se o ministro indicasse algum representante da Educação para participar do grupo que já está funcionando [no Trabalho]’.


O presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Sérgio Murillo de Andrade, considerou a proposta de Haddad ‘inoportuna’. Ele também participa do grupo criado pelo Trabalho. ‘É uma proposta feita por alguém que está distante da realidade da profissão.’ A ANJ (Associação Nacional de Jornais) disse que não comentaria a idéia por ser só uma proposta e porque o assunto está sob o exame do STF.


No Supremo, o relator é Gilmar Mendes, que já autorizou profissionais da área a se registrarem sem possuir o diploma.’


 


 


NOMES
Ruy Castro


Nomes de guerra


‘RIO DE JANEIRO – Esta coluna, na segunda-feira, exumou uma quantidade de nomes exóticos com que alguns brasileiros se assinavam a sério, com registro em cartório, nos anos 60. Um deles, Um Dois Três de Oliveira Quatro, ficou tão famoso que lhe ser apresentado seria como apertar a mão do curupira ou do saci-pererê. Mas não se sabe de quem tivesse tido a honra


Mais fácil é conviver com os nomes que hoje infestam os nossos times de futebol: Joilson, Joelson, Jadilson, Kleberson, Vanderson, Ibson, Athirson, Edilson, Denilson, Lenilson, Ademilson, Valdson, Fredson, Liedson, Tailson, Revson, Glelberson e, naturalmente, Richarlyson. Para não falar em Réver, Mairon, Kerlon, Weldon, Cleilton, Rogélio, Thiego, Maicon, Maicossuel e Leyrielton.


Quando me lembro de que passei a vida na ilegalidade por me chamar Ruy -e não Rui, como rezava a reforma ortográfica que, antes de eu nascer, banira da língua portuguesa os yy, ww e kk-, penso em como os doutos do vernáculo legislam no vazio. Pois, pelo menos para isto servirá a nova reforma: para restabelecer os kk, ww e yy. Afinal, já passou a valer tudo mesmo, em matéria de língua.


Os políticos, aliás, são partidários do ‘laissez faire’. Eis como se apresentam alguns candidatos a vereador no Rio: Anderson Anti-Multas, Antonio Vieira É Amigo, Barriga de Açougue, Carlinhos O Seu Querido, Cícero do Jegue, Dr. Edson da Creatinina, Edvaldo Popular Baixinho, João Pangaré, Jorge Baixa Renda, Lugon O Bom Malandro, Maria Chupetinha, Pantera Vai Q. Vem, Rodrigo Pai dos Quadrigêmeos, Wilson Xodó da Vovó.


Você dirá que são apenas nomes de guerra. Sim, e de vereadores. Mas nada impede que logo se tornem deputados, senadores, ministros e, do jeito que a banda toca, coisa até mais alta.’


 


 


ALSTOM
Folha de S. Paulo


Multinacional afirma que vai processar jornal


‘A Alstom informou que vai mover ação na Justiça contra o ‘Wall Street Journal’. O diário americano vem publicando desde maio reportagens sobre a investigação de suposto esquema de pagamento de propina a membros de governos de alguns países -entre eles o Brasil- montado pela empresa para conseguir contratos.


‘Estamos chocados com essas reportagens e, mesmo não sendo usual em nossas práticas, decidimos entrar com processo contra o ‘Wall Street Journal’ por causa das reportagens infundadas, sem provas e confirmações das informações’, disse o vice-presidente da Alstom no Brasil, Marcos Cardoso Costa.


Em reportagem publicada no sábado, o jornal disse que investigações feitas na França e na Suíça identificaram que a Alstom teria mantido seu esquema de propina até ao menos junho deste ano -ou seja, depois que o caso foi tornado público.


Por meio de sua assessoria, o ‘Wall Street Journal’ disse que não iria comentar a ameaça de ação.’


 


 


TODA MÍDIA
Nelson de Sá


‘What crisis? Go ask Bush’


‘Pelas páginas iniciais e escaladas, ontem no país, Lula ‘minimiza’ a crise global e prevê que o impacto no Brasil será ‘quase imperceptível’. Aqui e ali, os enunciados arriscavam a resposta de maior efeito do brasileiro: ‘Que crise? Vai perguntar para o Bush’. Pelo exterior, no fim do dia, via Associated Press: ‘What crisis? Go ask Bush’.


Enquanto isso, a economista Maria da Conceição Tavares, em curta entrevista ao portal Terra, se dizia ‘muito tranqüila’ quanto ao Brasil. Já ‘a economia americana foi para o buraco, com o sistema financeiro em pedaços’. Sobre as ajudas do Fed, entre risos, ‘isso é que é liberalismo, o resto é conversa’.


FIM DA HISTÓRIA


Os sites de ‘New York Times’, ‘Wall Street Journal’ e ‘Financial Times’ entraram pela noite procurando, a todo custo, confirmar a estatização da AIG -que teria vazado e levado à alta em Wall Street.


Na manchete on-line do primeiro, às 23h, ‘Fed prepara empréstimo de US$ 85 bilhões por controle de 80%’. Sem o dinheiro, a AIG abriria falência.


‘SÉCULO 21’


Wall Street não estava na agenda. Ontem, Lula apareceu no ‘Financial Times’ assinando o artigo ‘Nações desenvolvidas devem liderar’ no combate ao aquecimento, não cobrar que ‘países pobres reduzam emissão suspendendo o esforço para reduzir a pobreza’. Ontem também, pelas agências do Google, sobre reunião do primeiro-ministro com Lula, ‘Noruega promete US$ 1 bi para preservar Amazônia’.


Ao fundo, Daniel Bergamasco postou que a ‘Esquire’ traz Lula (acima) como uma das ‘pessoas mais influentes do século 21’. A lista abre pelo russo Roman Abramovich, por ser ‘o oligarca favorito de Putin’, passa por Clinton, ‘um agente de mudanças e agitador’, e chega até Lula, ‘o Clinton da América do Sul’.


E TUPI CONTINUA


Anteontem, em plena crise, as buscas de Brasil por Google e Yahoo News destacavam a compra de dez plataformas pela Petrobras.


Já ontem, a Dow Jones deu que executivos de petróleo acham a exploração de Tupi ‘mais fácil’ do que em campo no Golfo do México. E a Galp, associada à Petrobras, disse via Reuters que Júpiter e Iara produzirão ‘um ou dois anos’ depois de Tupi.


NÃO AOS SAUDITAS


Ontem também, na Xinhua, ‘Brasil recusa convite para se juntar à Opep’, o cartel dos produtores de petróleo. Desta vez, o convite foi da Arábia Saudita, como sublinhavam as agências ocidentais, no topo das buscas.


Nos despachos, ecoando a estatal Agência Brasil, ‘alto executivo’ da Petrobras dizia que a recusa da Opep se deve ao projeto de refinar -e não vender óleo bruto.


GLOBO E O GOVERNADOR


Encerrando a resistência, ‘Forças Armadas prendem governador de Pando’ ou ‘Governador preso em operação militar’, nos enunciados da estatal Agência Boliviana e do oposicionista ‘La Razón’.


Já por aqui o ‘Jornal Nacional’ entrevistou e destacou, na escalada, ‘Governador da oposição é preso acusado de 30 mortes, mas diz que foi uma farsa de Evo Morales’. De todo modo, o telejornal já permite ao menos as expressões ‘massacre’ e ‘Unasul’.


‘WP’ VS. EVO


O ‘Washington Post’ deu editorial para dizer que ‘Evo leva a Bolívia à desintegração’ e a Casa Branca divulgou a avaliação de que Evo não combate o tráfico -e poderia perder o apoio financeiro dos EUA. O boliviano ‘La Razón’ destacou em manchete tanto uma como outra.


‘EL PAÍS’ VS. EVO


Também o ‘El País’ deu editorial atacando Evo, dias antes. Mas já anteontem, no Comunique-se, um membro do foro da ONU para questões indígenas reagia, acusando o espanhol por desinformação -e por manipulação da mídia boliviana, a começar de seu próprio ‘La Razón’.


VIVER DE RENDA


Na home do UOL, o pastor Silas Malafaia ‘compra a madrugada da Band’. A rede, ‘um mês depois de arrendar o canal 21 por cinco anos’ para o pastor Ronaldo Didini, cedeu a madrugada por quatro anos.


E o pastor R.R. Soares já comanda hoje parte do horário nobre da Band, concessão pública.


UNS E OUTROS


Na pesquisa semanal do Observatório Brasileiro de Mídia, vinculado ao Media Watch de Ignacio Ramonet, ‘Alckmin e Marta têm noticiário desfavorável, Kassab e Soninha favorável’, nos maiores jornais de São Paulo’


 


 


TELES
Elvira Lobato


Ações tentam barrar BrT-Oi


‘Sindicatos de telefônicos de vários Estados preparam um arrastão judicial para questionar a venda da Brasil Telecom para a Oi. O movimento foi articulado pela Fittel (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações) em reunião realizada há duas semanas em Brasília.


O Sinttel do Rio Grande do Sul foi o primeiro a pôr a medida em prática. Entrou com representação no Ministério Público Federal, alegando que a união das duas teles criará um monopólio privado, o que dificultaria ao poder público garantir o acesso às telecomunicações, a tarifas e preços razoáveis, e a competição no mercado, previstos na Lei Geral de Telecomunicações.


O procurador da República José Osmar Pumes, de Porto Alegre, abriu inquérito civil público para apurar o impacto do negócio sobre a competição no mercado, e suposta ilegalidade nos contratos firmados entre os acionistas da BrT, da Oi e o banco Credit Suisse.


O procurador requisitou cópia dos contratos assinados, no final de abril. Os contratos são sigilosos, mas, segundo o procurador, não há sigilo para o Ministério Público Federal.


A Oi anunciou que pagará R$ 5,8 bilhões por 60,5% do capital votante e 22,28% das ações preferenciais da Brasil Telecom Participações. A compra é condicionada à mudança do Plano Geral de Outorgas, que depende de decreto do presidente Lula. O contrato estipula que a Oi pagará multa de R$ 490 milhões à BrT se a compra não se efetivar até 19 de dezembro ou até abril do ano que vem.


O Sinttel da Paraíba informou à Folha que entrou com representação no Ministério Público Federal, em João Pessoa, nos mesmos termos apresentados pelo sindicato do Rio Grande do Sul.


Pelo menos mais três sindicatos (Acre, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal) previam entrar com ações semelhantes até amanhã. O Sinttel do Amazonas e do Espírito Santo informou que suas diretorias têm reuniões marcadas para esta semana para examinar os termos da representação.


Dos 22 sindicatos associados à Fittel, apenas o do Rio de Janeiro se opõe declaradamente à iniciativa proposta pela Fittel. O presidente do sindicato, Luiz Antonio Souza da Silva, diz que prefere negociar com as empresas e com o governo a criação de contrapartidas para os empregados e para os usuários a usar o caminho judicial.


Além do movimento articulado dos sindicatos, há uma ação popular na 8ª Vara da Justiça Federal em Fortaleza contra a compra da BrT pela Oi. O autor é o advogado José Carlos Mororó, de Fortaleza.


Outro lado


Brasil Telecom, Oi e Anatel não quiseram comentar a iniciativa dos sindicatos nem a ação na Justiça em Fortaleza.’


 


 


TELEVISÃO
Daniel Castro


Por Ibope nacional, Record intervém no RS


‘Principal homem de Edir Macedo na Record, o bispo Honorilton Gonçalves desembarcou anteontem em Porto Alegre disposto a fazer uma ‘revolução’ na emissora local, a TV Guaíba, comprada em 2007 por cerca de R$ 100 milhões (incluindo jornais e rádios).


Gonçalves demitiu o diretor-geral da TV Guaíba e nomeou para o cargo o diretor da Record de Salvador, Fabiano Freitas. Ontem, acompanhado dos diretores nacionais de jornalismo e programação, começou a fazer mudanças na grade local.


O motivo da intervenção em Porto Alegre é a baixa audiência local, que prejudica a Record no Ibope nacional, em que a disputa pelo segundo lugar é acirrada com o SBT.


Desde que foi comprada por membros da Igreja Universal, a audiência da TV Guaíba cresceu muito pouco. Em agosto, sua média diária (7h/24h) foi de 3,2 pontos, menos da metade do SBT (6,9). A Record disputa o terceiro lugar (com a Band, que teve 2,9 pontos), não o segundo. A RBS/Globo é líder absoluta, com 24,7 pontos.


A Record tem, em Porto Alegre, seu pior desempenho entre as principais capitais brasileiras. Em julho, a ‘Os Mutantes’ marcou só 5,5 pontos na cidade. Em São Paulo e Rio, a mesma novela registrou 16 pontos.


A diretoria local era vista por São Paulo como ‘bairrista’ e resistente. O ‘Balanço Geral’, por exemplo, demorou a aderir ao sensacionalismo.


TELONA 1


A Globo finaliza com a Fox as negociações para o pacote de filmes que poderá exibir da partir de julho de 2009. Entre os títulos estão ‘Quarteto Fantástico 2’, ‘Horton e o Mundo dos Quem’ e ‘Alvin e os Esquilos’. Antes disso, de janeiro a julho, tem os direitos de ‘O Diabo Veste Prada’ e ‘X-Man 3’.


PROTESTO


Músicos de Fortaleza estão protestando contra a seletiva local de ‘Astros’, do SBT. Acusam a produção de privilegiar bandas de forró e swing. O SBT não se pronunciou até a conclusão desta edição.


MELHOROU


Novo programa feminino do SBT, o ‘Olha Você’ deu cinco pontos anteontem e empatou com a Record (a Band foi vice-líder no horário).


FESTA


Deu 33 pontos na Grande São Paulo o primeiro capítulo de ‘Três Irmãs’. O resultado foi ligeiramente melhor do que o da estréia de ‘Beleza Pura’ (32,2) e animou executivos da Globo, que rezam para que a média geral fique acima dos 30 pontos.


REPRISE


A exibição de ‘Mulheres Apaixonadas’ no ‘Vale a Pena Ver de Novo’ não é nenhum espetáculo, mas também não decepciona. Em suas duas primeiras semanas, a novela teve média de 15 pontos. As duas antecessoras no horário marcaram 14 no mesmo período.


COMPORTAMENTO


Segundo o Ministério da Justiça, até agora, nenhum telespectador reclamou de cenas inadequadas para o horário em ‘Mulheres Apaixonadas’.’


 


 


Folha de S. Paulo


Filme vê ocupação dos EUA no Iraque


‘Na reta final da corrida presidencial americana, o GNT exibe amanhã, às 21h, o filme ‘Sem Fim à Vista’.


Indicado ao Oscar de melhor documentário neste ano e vencedor do prêmio especial do júri na mesma categoria no Festival Sundance de 2007, o longa analisa e retoma, com inevitável tom pessimista, a cronologia da ação do governo Bush na Guerra do Iraque e na ocupação do país.


‘Fiz o filme por uma série de razões, mas certamente uma delas foi informar e mudar a opinião pública norte-americana’, disse o diretor e roteirista Charles Ferguson em entrevista à Folha em abril, quando o filme foi exibido no festival É Tudo Verdade.


Ferguson, que trabalhou como consultor da Casa Branca e do Departamento de Defesa dos EUA no começo dos anos 90, ouviu muitos funcionários do primeiro e segundo escalões do governo americano, entre eles o general Jay Garner, responsável pela ocupação do Iraque em maio de 2003.


Foi nessa época que a ONU enviou ao país o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, especialista em reconstrução pós-guerra para ajudar a ocupação americana. ‘Sem Fim à Vista’ recupera como o diplomata agia no Iraque e a morte do brasileiro no país.


SEM FIM À VISTA


Quando: estréia amanhã, às 21h


Onde: no GNT


Classificação indicativa: não informada’


 


 


INTERNET
Folha de S. Paulo


IMDB disponibiliza filmes e séries


‘Usuários americanos do IMDb (www.imdb.com) podem, agora, assistir a filmes e séries como ‘Heroes’ e ‘24 Horas’. São mais de 6.000 títulos, entre clássicos e lançamentos, que podem ser vistos de graça no site -ainda não há previsão para disponibilizar o conteúdo em outros países. Até episódios de séries novas, como ‘Knight Rider’, estarão na web antes da estréia.’


 


 


 


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O Estado de S. Paulo


Quarta-feira, 17 de setembro de 2008


 


HORÁRIO ELEITORAL
Keila Jimenez


Câmera estrábica


‘Há um ditado popular que garante que intimidade é… Não é legal. E os políticos deveriam levar a sério. Como votar em alguém que se autodenomina ‘Tatu’? Pior ainda, como encontrar um candidato chamado ‘P.S.’? Há ainda o Zelão, o Japonês, o Baton, o Formiga… Bom, pelo menos o marqueteiro do Zumba, do PSDB, não ousou fazer rima. Já o Cotonete – sim, esse é nome dele – promete acabar com o sofrimento de muitas famílias. Adeus a um dos mais graves problemas da cidade: a cera no ouvido. O.k.


Maior que o número de apelidos no horário político, só o de gravatas vermelhas nos homens e de terninho branco a la Hebe entre as mulheres. Mas o troféu cópia da loira, ou melhor, do penteado dela, fica para Ocimar, o cabeleireiro, que promete lutar pela classe. Mais objetivo que a colega Adelina Avella, que fará de tudo para ‘acabar com os fantasmas’. As crianças vão gostar.


A briga por votos parte para o terreno ecumênico. Pastor Eustáquio disputa com Jesus e Jeová. Acho melhor ele desistir. Nada de Lacraia, nem de Sérgio Mallandro – sim, o rei do Glu Glu é candidato – muito menos de filho do Enéas made in 25 de março. Mas quem precisa disso com a superprodução de alguns, com direito a reflexo de um estranho nos óculos dos candidatos, câmera estrábica, em que o político olha para um lado que não é o eleitor e teleprompter tartaruga, ideal para o quadro Soletrando, de Luciano Huck? Sem esquecer, claro, do criativo e rico jingle da turma do 27 : ‘Vitória, vitória, vitória!’. E só. Otimista, né?’


 


 


TELES
O Estado de S. Paulo


Oi poderá operar TV paga via satélite


‘O conselho diretor da Anatel aprovou o pedido de licença feito pela Oi para operar serviço de televisão por assinatura via satélite (DTH) em todo o País. A operadora terá de pagar R$ 470 mil pela licença. Além disso, segundo a Anatel, terá de fornecer kits com televisor, conversor e antena para recepção de sinais a 2 mil instituições do sistema público de saúde, como hospitais e postos.’


 


 


INTERNET
Jamil Chade


CPI brasileira vai fornecer dados do Orkut à Índia


‘Os dados da Google obtidos pela CPI da Pedofilia no Brasil serão usados por governos de 65 países para investigar pornografia infantil. Em outubro, a CPI vai entregar à Índia dados do Orkut. As informações foram dadas ao Estado pelo senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI, que está em Genebra para reuniões na ONU sobre o futuro da internet.


Em abril, a Google, dona do Orkut, entregou à CPI dados de 3.261 álbuns. Entre as informações estavam dados de acesso e fotos. Como o site é internacional, os dados não se limitam a brasileiros. Segundo Malta, mais de 500 usuários foram flagrados em crime de pedofilia. ‘Estamos esperando pela análise de mais 18 mil álbuns privados e estimamos que possamos identificar cerca de 7 mil pessoas.’ Com essas informações, a CPI investiga os responsáveis para pedir indiciamentos. Segundo Malta, uma operação em cinco países ocorreu graças aos dados obtidos pelo Brasil. Suspeitos foram presos em Portugal, Israel e Sri Lanka.


A Índia é o segundo maior usuário do Orkut, mas a Justiça não consegue autorização para romper o sigilo e consultar a base de clientes. ‘Diplomatas indianos vão ser convocados, no início de outubro, e todos os dados serão entregues.’


Segundo Félix Ximenes, diretor de Comunicação da Google do Brasil, praticamente todas as medidas de combate à pedofilia foram colocadas em prática. ‘A única coisa que ainda não está pronta é a cartilha aos usuários, que ainda depende de parceiros para ser finalizada.’ Segundo ele, a criação de caixa postal para denúncias e ferramentas que identificam fotos de conteúdo pornográfico e impedem o arquivamento de imagens têm surtido efeito.


COLABOROU MARIANA FARACO’


 


 


Patrícia Campos Mello


Funcionário vende souvenir na internet


‘Prestes a perder o emprego, funcionários do Lehman Brothers resolveram encarar a falência do banco com humor: estão vendendo souvenirs no site de leilões online eBay. ‘A maior falência da história – guarda-chuva Lehman Brothers – pode ajudar se o céu estiver caindo, mas sem garantias’, diz anúncio de um guarda-chuva com logotipo do banco, oferecido a US$ 19,99. O vendedor de uma garrafa de água com o logo do banco avisa: ‘Trabalhei aqui metade da minha vida. O CEO Dick Fuld disse que essa garrafa é inquebrável, mas também disse a mesma coisa sobre nossa divisão de hipoteca dois meses atrás.’


Um ex-funcionário está vendendo uma caneca com os dizeres ‘Lehman Brothers, onde se constrói a visão’. Preço: US$ 41. ‘Um pedaço da história – vale mais do que as ações que eu recebi como bônus, que no pico valiam US$ 87 – uma visão que não existe mais.’ As ações do Lehman estão valendo menos de 20 centavos de dólar. Ele já vendeu uma caneca por US$ 117. Outro tenta vender um boné Lehman Brothers edição 2008. ‘Ganhei quando fui contratado, dois meses atrás.’’


 


 


LEILÃO
Roberta Pennafort


Prédio da Bloch vai a leilão hoje no Rio


‘‘A vista é eterna’, anuncia a propaganda do pregão que será realizado hoje, às 14 horas, pelo leiloeiro Fernando Moreira Braga. O deslumbrante cenário, composto pela Baía de Guanabara, o Pão de Açúcar e o Parque do Flamengo, não é o único chamariz dos imponentes prédios de números 744, 766 e 804, interligados, da Rua do Russel, na Glória.


Projetado por Oscar Niemeyer, o complexo de 30 mil metros quadrados foi sede da Bloch Editores, a gigante da imprensa brasileira declarada falida oito anos atrás.


O lance inicial é de R$ 40 milhões. O dinheiro arrecadado será usado para o pagamento de parte das volumosas dívidas da empresa – perto de R$ 50 milhões, trabalhistas (segundo os ex-funcionários), e R$ 25 milhões, fiscais, entre outros débitos. O imóvel está alugado para a Universidade Salgado Oliveira (Universo) até 2011. Em 2007, a entidade tentou arrematá-lo em outro leilão, por R$ 28 milhões, mas não conseguiu, porque a oferta foi muito baixa.


‘Essa é a chance que a gente tem. Já são oito anos de espera’, diz José Carlos de Jesus, presidente da comissão de ex-funcionários. Eles estão esperançosos, mas temem ser preteridos em favor da União. Em julho, a 3ª Câmara Civil do Rio colocou as dívidas trabalhistas em segundo plano, dando preferência à quitação dos débitos com o Ministério da Fazenda.


Existem 1.987 créditos habilitados para liberação e 727 processos ainda em julgamento. ‘Se o prédio for arrematado por R$ 40 milhões e R$ 25 milhões forem para a Fazenda, como ficamos? A situação é desesperadora’, conta Jesus.


Os bens da família de Adolpho Bloch que ainda serão leiloados são muito menos valiosos: a gráfica, que fica numa região hoje favelizada; obras de arte (as mais importantes foram vendidas); uma fazenda e os arquivos fotográficos da Bloch (fotos, cromos e negativos dos mais importantes fatos do País e do mundo dos últimos 50 anos irão a leilão no mês que vem; o lance inicial é R$ 2 milhões).


Impactante, o complexo de 12 andares chama a atenção na paisagem da Glória desde 1968. Foi construído especialmente para abrigar a Bloch e suas revistas Manchete, Fatos e Fotos, Desfile e outras. Mais tarde, já nos anos 80, recebeu a TV Manchete.


Toda vez que passa por ali, a caminho da Academia Brasileira de Letras, o ex-diretor do Departamento de Jornalismo da Bloch Arnaldo Niskier sente ‘um nó na garganta’. ‘Trabalhei lá por 38 anos. Tenho gratíssimas e tocantes recordações.’


Murilo Melo Filho passou 47 anos no prédio. Não se esquece daqueles dias. ‘Foram ali os anos da minha realização profissional’, justifica. Ele está entre os que esperam indenização.


Nos anos áureos, o edifício da Rua do Russel recebeu a visita de presidentes, governadores e artistas. Até sua morte, Juscelino Kubitschek chegou a ter um escritório no último andar, montado pelo amigo Adolpho Bloch. O velório do ex-presidente, em 1976, foi realizado no saguão.’


 


 


FOTOGRAFIA
Roberta Pennafort


A paixão do torcedor, no foco de sete fotógrafos


‘A força da paixão por um time sempre foi evidente no Brasil. Torcedor, livro lançado pela Editora Textual, traz registros desse sentimento considerado inexplicável, feitos por sete fotógrafos brasileiros. Dessa vez, as câmeras não se voltaram para o jogo, mas para a torcida, e captaram expressões de alegria, tensão, tristeza, êxtase, expectativa.


Com textos em português e em inglês,Torcedor é um livro sobre o ‘efeito da bola rolando no espectador, na retina e nos nervos de cada um e no coração da torcida, aquela massa com vida e personalidades próprias’, como descreve, no prefácio, Luis Fernando Verissimo, célebre colorado autor de Internacional: Autobiografia de uma Paixão. ‘Pode ser uma pelada em terra batida entre os Valores da Zona e o Arranca Rabo F.C.. Se houver um torcedor, há imagens a serem captadas’, continua.


Atrás dessas imagens, os fotógrafos Walter Firmo, Alaor Filho, Egberto Nogueira, Evandro Teixeira, Kitty Paranaguá, Mirian Fichtner e Rogério Reis estiveram em estádios de São Paulo, Rio de Janeiro e outros, durante partidas dos principais times do País – e, pela primeira vez, deram as costas para o campo de futebol.


Foram mais de cinco mil fotos, sendo que 120 (em preto e branco) entraram na seleção: instantâneos da concentração absoluta ao acompanhar o desenrolar de uma jogada, à explosão no momento do gol e à decepção profunda quando o placar se vira contra o seu time.


Enrolados em bandeiras e vestindo suas cores, homens de todas as idades, mulheres e crianças foram clicados sob estados de espírito bem diferentes, rindo, chorando, urrando, rezando, se contorcendo, pulando, de mãos dadas – o curioso é que as transformações se dão em questão de poucos segundos, como se pode ver nas fotos em seqüência.


A escritora Carol Saavedra escreveu sobre esse ‘turbilhão’ sob a perspectiva feminina (a presença das mulheres é cada vez mais constante nas arquibancadas de todo o País). A publicação foi idealizada pelo Première Futebol Clube, canal da Globosat cuja programação é inteiramente dedicada ao futebol.’


 


 


TELEVISÃO
Gustavo Miller


Para as mamães


‘Não é apenas no Brasil que seriados sobre mães fazem sucesso (leia-se: Mothern). Nos Estados Unidos, os direitos da websérie In the Motherhood foram comprados pela ABC, que irá produzir 13 episódios do programa para entrarem no horário nobre da televisão americana.


A história da série virtual é toda interativa. No site www.inthemotherhood.com, as mamães internautas devem escrever suas histórias reais. O tema, lógico, tem de ser sobre maternidade. O próprio público escolhe os melhores causos , que depois são roteirizados e filmados.


As atrizes Leah Remini (The King of Queens), Jenny McCarthy e Chelsea Handler são as protagonistas da comédia, que neste ano teve a sua segunda temporada na web.


Além de ser sucesso de público, In The Motherhood tem bons anunciantes: é veiculada no portal MSN e patrocinada pela operadora de celular Sprint e pela Suave, uma empresa de produtos femininos de higiene pessoal.


Para a série da ABC, apenas Chelsea continuará no elenco original. As outras atrizes devem ser Megan Mullally, a Karen de Will & Grace, e Cheryl Hines, de Curb Your Enthusiasm.’


 


 


 


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