Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

IMPRENSA EM QUESTãO > EUA

Jovens não acompanham notícias, revela pesquisa

24/07/2007 na edição 443

Com o Exército americano lutando no Iraque e as eleições presidenciais se aproximando nos EUA, era de se esperar que os jovens americanos estivessem interessados no noticiário nacional e internacional. Mas, segundo relatório divulgado pelo Centro Joan Shorenstein sobre a Imprensa, Política e Políticas Públicas, de Harvard, não é bem isto que acontece.

De acordo com uma pesquisa feita com 1.800 americanos, adolescentes e jovens de 18 a 30 anos não acompanham o noticiário como os mais velhos fazem. ‘Descobrimos que os mais jovens não têm o hábito de acompanhar as notícias. Mesmo se os pais estão vendo telejornais, os filhos estão em outro quarto assistindo a outra programação’, afirma o professor Thomas Patterson, da Harvard. ‘E quando as pessoas dizem estar interessadas nas notícias, elas estão apenas tomando conhecimento delas superficialmente’, acrescenta o diretor do Centro Shorenstein, Alex S. Jones. ‘Jovens pensam que deixar o rádio ligado significa acompanhar as notícias’.

Em relação às mídias utilizadas pelos jovens, apenas 16% daqueles de 18 a 30 anos e 9% dos adolescentes entrevistados afirmaram ler jornal diariamente. O número de adultos com mais de 30 anos que o fazem ultrapassa os 35%. Embora se acredite que hoje, com a internet, os jovens estejam permanentemente ‘conectados’, a pesquisa revelou que eles recebem duas vezes mais notícias diárias da TV do que da rede.

Novas linguagens

Mesmo com tais dados, a indústria jornalística ainda tem esperança de conquistar esta faixa de público. Segundo Jane Hirt, editora do RedEye, jornal gratuito publicado pelo Chicago Tribune direcionado a jovens, a publicação vem sendo muito bem recebida porque soube usufruir da linguagem da TV e da internet.

‘Temos um modo mais curto para contar as histórias, mais parecido com o que os jovens estão acostumados na rede’, explica, acrescentando que eles também estão acostumados a personalizar suas vidas. ‘Eles escolhem o que querem ouvir nos seus iPods, o que e quando assistir no TiVo [gravador de programas de TV digital], e assim por diante. Por isso, para este nicho, temos que fazer uma seleção das notícias’. Informações de Juston Jones [The New York Times, 16/7/07].

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