Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

IMPRENSA EM QUESTãO > CASO HATFILL

Juiz ordena revelação de fontes confidenciais

15/08/2007 na edição 446

Ponto para o cientista Steven Hatfill em sua longa luta para identificar os responsáveis pelo vazamento de informações a seu respeito à imprensa. Então funcionário governamental, Hatfill foi investigado sobre os atentados com antraz nos EUA, em 2001. Ele entrou com ação legal contra o Departamento de Justiça americano e o FBI, que acusa de violação do Ato de Privacidade por ter tido seu nome citado na mídia como suspeito dos ataques com correspondências infectadas pela bactéria.


Esta semana, o juiz federal Reggie B. Walton ordenou que cinco jornalistas que cobriram o caso revelem quem informou a eles detalhes sobre a investigação de Hatfill. Os profissionais citados na ordem do juiz são Michael Isikoff e Daniel Klaidman, da Newsweek; Allan Lengel, do Washington Post; Toni Locy, então no USA Today; e James Stewart, na ocasião na CBS News. Walton negou o pedido do cientista de requerer informações diretamente das emissoras ABC e CBS, dos jornais Washington Post, Baltimore Sun e New York Times, da revista Newsweek e da agência de notícias Associated Press.


Sem privilégios


Os advogados do cientista querem que os jornalistas revelem as identidades de agentes federais citados – como fontes anônimas – em suas reportagens sobre o caso. Todos os repórteres, intimados pela justiça, deram testemunhos; mas, tendo como base a Primeira Emenda e uma lei de proteção de fontes, recusaram-se a revelar os nomes pedidos.


O juiz não concordou com a atitude dos jornalistas, afirmando que os tribunais federais do Distrito de Columbia, onde corre o processo, historicamente negam o privilégio de proteção de fontes. Neste caso específico, garantir tal privilégio aos profissionais de imprensa causaria um ‘efeito perverso’ ao prejudicar um homem cuja reputação foi destruída por vazamentos do governo, declarou Walton.


Dias de terror


Cinco pessoas foram mortas e 17 ficaram doentes por contato direto com cartas infectadas com antraz, enviadas a legisladores no Capitólio e a empresas de mídia em Nova York e Flórida semanas após os atentados terroristas de 11 de setembro. Na ocasião, Hatfill trabalhava no laboratório de doenças infecciosas do Exército, em Maryland, e foi identificado como ‘pessoa de interesse’ em uma investigação conduzida pelo procurador-geral John Ashcroft. O caso do antraz permanece sem solução. Informações de Matt Apuzzo [AP, 13/8/07].


 

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