Quinta-feira, 27 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1043
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IMPRENSA EM QUESTãO >

Kremlin nega que jornalismo motive crimes

10/02/2009 na edição 524

A violência contra jornalistas na Rússia parece não ter fim. Depois dos casos do ataque quase fatal ao jornalista Mikhail Beketov e do assassinato da repórter Anastasia Baburova, na semana passada (3/2) foi a vez de um profissional de imprensa de 72 anos ser espancado. Yuri Grachev, editor do jornal local Solnechnogorsky Forum, foi agredido violentamente em um subúrbio de Moscou. Foi deixado inconsciente, com o nariz quebrado, cortes no rosto e uma concussão.

O ataque a Grachev ocorreu um dia após declaração do ministro da Justiça russo, Alexander Konovalov, de que os assassinatos de jornalistas e ativistas de direitos humanos no país não estão ligados a seu trabalho e deveriam ser considerados simples casos criminais. Em uma entrevista divulgada no sítio do governo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Valery Gribakin, corrobora esta tese.’A maioria dos assassinatos de jornalistas nos últimos anos não está ligada a seu trabalho. Quando vítimas de assassinato, por acaso, trabalham para veículos de mídia, seus colegas se apressam para concluir que seu trabalho é a principal razão para a morte. Mas, com mais freqüência, trata-se de casos de motivação sexual’, afirmou.

O jornal de Grachev é o único de oposição no subúrbio de Solnechnogorsky. O ataque é ainda mais preocupante, ressalta a organização Repórteres Sem Fronteiras, porque ocorre em meio a uma campanha eleitoral para prefeito na região. Informações da Repórteres Sem Fronteiras [5/2/09].

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