Quinta-feira, 20 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1042
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Luto em Misrata

Por Alberto Dines em 23/04/2011 na edição 638

A Guerra Civil havia começado dez meses antes. No dia 26 de abril de 1937, há quase 74 anos, a aviação nazista a serviço do general Francisco Franco, arrasou uma pequena cidade do País Basco, no norte da Espanha que resistia ao seu avanço.


Um pintor espanhol exilado em Paris chamado Pablo Picasso protestou contra a barbaridade com um painel que se tornaria célebre e ficaria conhecido através do nome da cidadezinha arrasada: Guernica.


O ditador Muamar Kadafi também precisa aniquilar a cidade de Misrata, a única do leste da Líbia em poder dos rebeldes. Como está impedido de usar a aviação, mantém a cidade sob intenso bombardeio de morteiros, dia e noite. Num destes ataques morreram na quarta-feira (20/4) dois grandes jornalistas americanos e ingleses e gravemente feridos outros dois.


Pela paz


Guernica foi pintada com duas cores apenas: o preto e o branco. Com elas Picasso fez um protesto onde predomina o cinza.


As fotos do documentarista Tim Hetherington indicado para o Oscar deste ano e do fotógrafo Chris Hondros, ganhador do Pulitzer de 2004, voltaram à rede mundial.


Ao vivo e em cores, Misrata junta-se à enlutada Guernica para um manifesto contra as tiranias e as guerras.

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