Domingo, 19 de Abril de 2015
ISSN 1519-7670 - Ano 18 - nº 846

IMPRENSA EM QUESTãO > REINO UNIDO

Memorial em Londres lembra jornalistas mortos

17/06/2008 na edição 490

Foi inaugurado esta semana, na sede da BBC em Londres, um memorial em homenagem a jornalistas que morreram em decorrência de seu trabalho e aos motoristas e intérpretes que muitas vezes acompanhavam estes profissionais de imprensa e também se tornaram alvos de violência. A obra de arte do artista espanhol Jaume Plensa, batizada de ‘Respiração’, é feita de vidro e aço. Com 10 metros de altura, a peça terá um feixe de luz em direção ao céu todas às noites, às 22 horas.

Segundo Mark Thompson, diretor-geral da rede britânica, o memorial servirá para aumentar a compreensão do público sobre os riscos enfrentados pelos jornalistas que cobrem zonas de conflito. ‘Esperamos que ele sirva para lembrar do sacrifício feito por muitos em nome da liberdade de expressão e do jornalismo’, afirmou.

A inauguração do memorial contou com a presença do secretário geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon. Recentemente, a BBC perdeu dois jornalistas – Abdul Samad Rohani e Nasteh Dahir Faraah – no Afeganistão e na Somália. Nos seis primeiros meses de 2008, 33 jornalistas e assistentes de mídia morreram em conseqüência de seu trabalho, de acordo com dados da International News Safety Institute, organização que visa contribuir com a melhoria das condições de segurança dos jornalistas em situações de risco. Como nos últimos anos, o Iraque continua a ser considerado o país mais perigoso para a prática jornalística.

Lista

‘Todo jornalista que tem como hábito ir a guerras possui uma lista de amigos e colegas mortos, pessoas que cobriam as mesmas histórias nos mesmos lugares até o dia em que foram trabalhar e acabaram mortos’, diz Jeremy Bowen, editor da BBC no Oriente Médio, em artigo sobre o memorial. ‘Outra noite, um fotógrafo que cobriu muitas das guerras dos anos 90 me disse que, 10 anos atrás, ele foi um dos seis padrinhos de um casamento. Todos eles eram da indústria jornalística. Agora, apenas dois de seus colegas padrinhos continuam vivos’, conta. ‘A minha lista tem mais de uma dúzia de nomes. Eu incluo nela apenas amigos ou colegas próximos. Se adicionasse os nomes de pessoas que conhecia apenas de vista, a lista seria bem mais comprida’. Com informações da AFP [16/6/08] e da BBC News [16/6/08].

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MONITOR DA IMPRENSA > REINO UNIDO

Memorial em Londres lembra jornalistas mortos

17/06/2008 na edição 490

Foi inaugurado esta semana, na sede da BBC em Londres, um memorial em homenagem a jornalistas que morreram em decorrência de seu trabalho e aos motoristas e intérpretes que muitas vezes acompanhavam estes profissionais de imprensa e também se tornaram alvos de violência. A obra de arte do artista espanhol Jaume Plensa, batizada de ‘Respiração’, é feita de vidro e aço. Com 10 metros de altura, a peça terá um feixe de luz em direção ao céu todas às noites, às 22 horas.

Segundo Mark Thompson, diretor-geral da rede britânica, o memorial servirá para aumentar a compreensão do público sobre os riscos enfrentados pelos jornalistas que cobrem zonas de conflito. ‘Esperamos que ele sirva para lembrar do sacrifício feito por muitos em nome da liberdade de expressão e do jornalismo’, afirmou.

A inauguração do memorial contou com a presença do secretário geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon. Recentemente, a BBC perdeu dois jornalistas – Abdul Samad Rohani e Nasteh Dahir Faraah – no Afeganistão e na Somália. Nos seis primeiros meses de 2008, 33 jornalistas e assistentes de mídia morreram em conseqüência de seu trabalho, de acordo com dados da International News Safety Institute, organização que visa contribuir com a melhoria das condições de segurança dos jornalistas em situações de risco. Como nos últimos anos, o Iraque continua a ser considerado o país mais perigoso para a prática jornalística.

Lista

‘Todo jornalista que tem como hábito ir a guerras possui uma lista de amigos e colegas mortos, pessoas que cobriam as mesmas histórias nos mesmos lugares até o dia em que foram trabalhar e acabaram mortos’, diz Jeremy Bowen, editor da BBC no Oriente Médio, em artigo sobre o memorial. ‘Outra noite, um fotógrafo que cobriu muitas das guerras dos anos 90 me disse que, 10 anos atrás, ele foi um dos seis padrinhos de um casamento. Todos eles eram da indústria jornalística. Agora, apenas dois de seus colegas padrinhos continuam vivos’, conta. ‘A minha lista tem mais de uma dúzia de nomes. Eu incluo nela apenas amigos ou colegas próximos. Se adicionasse os nomes de pessoas que conhecia apenas de vista, a lista seria bem mais comprida’. Com informações da AFP [16/6/08] e da BBC News [16/6/08].

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