Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

IMPRENSA EM QUESTãO > PRIVACIDADE ONLINE

Microsoft propõe campanha de proteção a internautas

25/07/2007 na edição 443

A Microsoft propôs aos buscadores de internet um esforço conjunto para a criação de normas voluntárias para proteger a privacidade dos internautas, noticia Elinor Mills [CNET, 22/7/07]. A companhia americana anunciou esta semana que planeja remover permanentemente o endereço de IP – que identifica um computador ligado à internet – e outros modos de identificação dentro de um prazo de 18 meses após a operação de busca ter sido realizada, a não ser que o usuário prefira que esta informação fique retida por mais tempo.


A empresa afirmou também que vai armazenar termos de buscas de modo separado das informações sobre as contas dos usuários, que contêm informações pessoais como nome, e-mail e número de telefone. Além disso, a Microsoft dará às pessoas a possibilidade de exclusão de anúncios personalizados – baseados nos termos de busca mais digitados pelo usuário.


Já o Yahoo! prometeu retirar partes de endereços de IP e cookies – arquivos que armazenam informações, como nome e senha, quando um internauta visita determinado sítio, com o objetivo de ‘identificá-lo’ em futuras visitas. – em um prazo de 13 meses, exceto quando o usuário optar por deixar os dados reservados por mais tempo ou quando for pressionado pela Justiça, informou o porta-voz da empresa, Jim Cullinan.


Na semana passada, o sítio de buscas Ask informou que iria permitir que as pessoas fizessem pesquisas de modo anônimo e que não reteria o histórico de buscas. Para tal, disponibilizou uma nova ferramenta, a AskEraser. A Microsoft e a Ask afirmaram estar trabalhando juntas e pediram a outras empresas que se unam a elas. O objetivo é estimular a criação de códigos de conduta para proteger a privacidade dos consumidores.


Pressão de legisladores e usuários


O Google é o mais criticado – e pressionado – entre os buscadores. A política de privacidade da companhia foi considerada uma das piores da internet por um estudo da ONG Privacy International, que avaliou 22 ferramentas de pesquisa online e empresas de tecnologia. Na tentativa de melhorar a imagem, o gigante de buscas informou que mudaria sua política de cookies: eles serão expirados depois de dois anos, em vez de até 2038. A nova data não adiantará muito, no entanto, pois a cada vez que o internauta acessar a página do Google passará a contar o prazo de dois anos. Em março, a companhia informou que começaria a deixar anônimos os oito dígitos finais dos endereços de IP.


Alguns episódios reforçam a preocupação com a proteção da privacidade na rede. No ano passado, a AOL inadvertidamente tornou públicas as buscas de mais de 650 mil usuários. O fato de o Google ter oferecido em março US$ 3,1 bilhões à empresa de publicidade online DoubleClick levantou a preocupação da criação de um monopólio na área de anúncios na internet e a conseqüente retenção de dados pessoais de internautas.

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