Segunda-feira, 23 de Abril de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº983
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IMPRENSA EM QUESTãO > CRISE FINANCEIRA

Mídia não pode ser refém do mercado

Por Alberto Dines em 25/01/2008 na edição 469

Se o cidadão deseja entender o que está se passando no mercado financeiro global seria bom, seria útil que não prestasse muita atenção ao sobe-e-desce das bolsas. Cotações que disparam ou despencam de forma tão alucinada não podem ser consideradas como indicadores de tendências.


As fortes oscilações e a volatilidade dos últimos dias não traduzem um quadro definido. São ajustes pontuais, meramente especulativos. O pânico da segunda-feira (21/1) foi motivado pelo feriado americano e pela suposição de que no dia seguinte Wall Street produziria uma catástrofe. Já o feriado desta sexta-feira (25) em São Paulo pode provocar em algumas praças certos movimentos que nada têm a ver com a real situação da economia internacional.


O tamanho de uma crise só poderá ser avaliado quando a crise já estiver começada. Em momentos como este a mídia desempenha um papel crucial, desde que ela não se deixe levar pela euforia ou pelo alarmismo. Em outras palavras: desde que a mídia não seja instrumento do mercado e assuma plenamente a sua função moderadora.


Consultores têm interesses, avaliadores de risco têm interesses, autoridades têm interesses, investidores têm interesses. Mas quem cuida do interesse público é a mídia, desde que consiga desvencilhar-se do mercado.

Todos os comentários

  1. Comentou em 11/06/2009 Rita de Cásia Arruda

    Estou aqui tentando inserir um anúncio nos classificados de O Observatório da Imprensa mas infelizmente sem sucesso. Já o tentei diversas vezes mas após preencher todos os dados e clicar em ‘Enviar’ sou direcionada para uma página, que não é a do cadastro, na qual recebo ainda a seguinte mensagem: ‘Há um problema com a página que você está tentando acessar e ela não pode ser exibida’.
    Gostaria então de saber por gentileza se há outra maneira de enviar meu anúncio ao OI, via e-mail por exemplo, caso isso seja possível.
    Muitíssimo grata pela atenção.
    Um abraço cordial:
    Rita

  2. Comentou em 12/05/2008 Alexandre Weiss

    No capitalismo isso é impossível, ainda mais falando de emissoras comerciais. Só um canal público tem possibilidade disso.

  3. Comentou em 12/05/2008 Alexandre Weiss

    No capitalismo isso é impossível, ainda mais falando de emissoras comerciais. Só um canal público tem possibilidade disso.

  4. Comentou em 26/01/2008 René Amaral

    Lembrermo-nos do pânico da Bolsa de Nova Yorque em 1907 quando, acho que J.P. Morgan então vivo, ou Rockefeller, me escapa a memória, espalhou boatos de que certo banco em NY estava insolvente provocando uma corrida de clientes querendo sacar seus fundos.
    O banco foi obrigado a cobrar de seus devedores e outros bancos provocando um efeito dominó que balançou o mercado e culminou com uma investigação congressional que levou à criação do Federal Reserve, banco Central Norte Americano, Federal só no nome, como a FedEx. Um banco privado, controlado por banqueiros, que imprime dinheiro (Dólares) sem nenhum lastro ativo, que empresta o dinheiro que imprime aos EUA a juros.
    Quando alguém está perdendo algum dinheiro, podem acreditar que tem alguém ganhando muito dinheiro, intencionalmente, como num cassino onde a roleta é viciada e as cartas são marcadas, a casa sempre ganha, e nós sempre merdemos!

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