Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1018
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Mídia não pode ser refém do mercado

Por Alberto Dines em 25/01/2008 na edição 469

Se o cidadão deseja entender o que está se passando no mercado financeiro global seria bom, seria útil que não prestasse muita atenção ao sobe-e-desce das bolsas. Cotações que disparam ou despencam de forma tão alucinada não podem ser consideradas como indicadores de tendências.


As fortes oscilações e a volatilidade dos últimos dias não traduzem um quadro definido. São ajustes pontuais, meramente especulativos. O pânico da segunda-feira (21/1) foi motivado pelo feriado americano e pela suposição de que no dia seguinte Wall Street produziria uma catástrofe. Já o feriado desta sexta-feira (25) em São Paulo pode provocar em algumas praças certos movimentos que nada têm a ver com a real situação da economia internacional.


O tamanho de uma crise só poderá ser avaliado quando a crise já estiver começada. Em momentos como este a mídia desempenha um papel crucial, desde que ela não se deixe levar pela euforia ou pelo alarmismo. Em outras palavras: desde que a mídia não seja instrumento do mercado e assuma plenamente a sua função moderadora.


Consultores têm interesses, avaliadores de risco têm interesses, autoridades têm interesses, investidores têm interesses. Mas quem cuida do interesse público é a mídia, desde que consiga desvencilhar-se do mercado.

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