Segunda-feira, 28 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº988
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ENTRE ASPAS > SEXTA-FEIRA, 9/5

Morre Artur da Távola, jornalista e ex-senador

Por Leticia Nunes (seleção de textos) em 09/05/2008 na edição 484

Leia abaixo a seleção de sexta-feira para a seção Entre Aspas.


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Morte de Artur da Távola (veículos variados)


Sexta-feira, 9 de maio de 2008


ARTUR DA TÁVOLA
Folha Online


Artur da Távola morre aos 72 anos no Rio de Janeiro, 9/5 – 15h51


‘O ex-senador e jornalista Paulo Alberto Monteiro de Barros, conhecido como Artur da Távola, morreu nesta sexta-feira aos 72 anos no Rio de Janeiro, segundo informações da rádio Roquette Pinto. Ele sofria de problemas cardíacos.


Filiado ao PSDB, foi redator e editor em revistas e exerceu mandatos de deputado federal, de 1987 a 1995, e de senador, de 1995 até 2003. Em 1988, concorreu à Prefeitura do Rio de Janeiro, mas não foi eleito.


Leia abaixo a última mensagem postada em seu blog na internet em 4 de janeiro:


‘Embora enfermo desde agosto de 2007, com risco de vida, nas breves oportunidade em que não esteve internado, o titular deste blog nele não mais pôde escrever. Ele ficou aberto sujeito à interferência de internautas que se comprazem em entrar em domínios alheios.


Embora não mais internado em hospital prossigo em tratamento doméstico e assim será por algum tempo. Nessas circunstâncias, peço desculpas a quem o procure. Ele está momentaneamente congelado por seu titular. Espero voltar na plenitude de minhas possibilidades dentro de dois ou três meses. E conto com sua compreensão.’’


 


Ernani Alves – Portal Terra


Rio: jornalista Artur da Távola morre aos 72 anos, 9/5 – 14h52 (atualizada às 16h06)


‘O ex-senador e jornalista Paulo Alberto Monteiro de Barros, conhecido como Artur da Távola, 72 anos, morreu vítima de problemas cardíacos em casa, na tarde desta sexta-feira, na zona sul do Rio de Janeiro. Ele era presidente da rádio Roquette Pinto, conhecida como 94 FM, que pertence ao governo fluminense. O político foi senador de 1995 a 2003 e também atuou como deputado federal e estadual.


Nascido no dia 3 de janeiro de 1936, Arthur da Távola começou sua vida parlamentar em 1960 como deputado federal do PTN. Ele foi cassado pelo regime militar e viveu na Bolívia e no Chile, entre 1964 e 1968. Ao voltar ao País, o jornalista passou a usar o pseudônimo de Arthur da Távola.


Távola foi um dos fundadores do PSDB e liderou a bancada tucana na Assembléia Constituinte, em 1988. Também na década de 80, ele presidiu a Subcomissão de Educação e Esporte na Câmara Federal, contribuindo para itens sobre atividades esportivas na Constituição Brasileira. Em 2001, o político ocupou o cargo de secretário das Culturas do município do Rio.


O ex-senador era o mais antigo funcionário em atividade da Rádio MEC, onde estreou em 1957 e apresentava um programa sobre música clássica. Na TV Senado, o jornalista também teve um programa sobre o tema, chamado Quem tem medo de música clássica?. Durante 15 anos, assinou uma coluna sobre televisão no jornal O Globo. Ele também trabalhou no extinto grupo Bloch Editores e escreveu colunas semanais no jornal O Dia.


O jornalista era escritor e publicou vários livros. Arthur da Távola se formou em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC).’


 


Comunique-se


Morre o jornalista e ex-senador Artur da Távola, 9/5


‘Depois de passar muito tempo lutando contra um problema cardíaco, o jornalista, advogado, escritor, professor e ex-senador Artur da Távola morreu na tarde desta sexta-feira (09/05), no Rio de Janeiro. Ele tinha 72 anos.


Paulo Alberto Monteiro de Barros usava o pseudônimo de Artur da Távola. Era carioca e nasceu em 03/01/1936.


Formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e em Educação pelo Centro Latino-americano de Formación de Especialistas en Educación, ele exerceu mandato de senador de 1995 a 2003 – foi eleito pelo PSDB – sendo, inclusive, líder no governo de Fernando Henrique Cardoso. Também foi deputado estadual e federal.


Como jornalista, trabalhou em revistas da Bloch Editores e fazia crônicas para O Globo, O Dia e Última Hora.’


 



Último Segundo (com Agência Estado)


Jornalista Artur da Távola morre no Rio aos 72 anos, 9/5 – 15h17 (atualizada às 16h24)


‘O ex-senador, escritor e jornalista Paulo Alberto Moretzsohn Monteiro de Barros, conhecido como Artur da Távola, de 72 anos, morreu, nesta sexta-feira, vítima de problemas cardíacos, em sua casa, no bairro do Leblon, zona Sul do Rio.


A informação foi confirmada pelo coordenador de jornalismo da rádio Roquette Pinto, Miro Ribeiro. Artur da Távola era presidente da rádio, conhecida como 94 FM, que pertence ao governo do Estado do Rio.


Ele sofria de insuficiência cardíaca e, no ano passado, foi submetido a uma cirurgia para a colocação de um desfibrilador – aparelho que reanima o coração quando os batimentos baixam. Artur da Távola será velado na noite desta sexta-feira, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).


Legado


O jornalista nasceu em 3 de janeiro de 1936 no Rio de Janeiro e completou graduação em Direito. Filiado ao PTN, iniciou sua vida política como deputado federal do Estado da Guanabara, em 1960. Depois foi eleito deputado constituinte pelo PTB.


Quatro anos depois, no início do regime militar, seu mandato foi cassado e ele foi ao exílio na Bolívia e no Chile. Ao voltar para o Brasil, em 1968, passou a adotar o pseudônimo de Artur da Távola.


Um dos fundadores do PSDB, ele foi presidente do partido entre 95 e 97, líder da bancada tucana na Assembléia Constituinte, em 88, e candidato a prefeito do Rio de Janeiro, no mesmo ano. Artur da Távola também ocupou o cargo de secretário de Cultura no Rio e foi líder do governo do ex-presidente Fernando Henrique no Senado.


O jornalista trabalhou como colunista no jornal O Globo, atuou na extinta Bloch Editores, que editava a revista Manchete e na Rádio MEC, onde manteve um programa sobre música. Em 2008, Artur da Távola exercia a função de reitor em uma universidade particular carioca e escrevia para o jornal O Dia.


Ele deixa três filhos: Leonardo, um dos donos da Conspiração Filmes, Eduardo e André.


Última mensagem na internet


Em 4 de janeiro deste ano, ele postou uma última mensagem no blog que mantinha: ‘Embora enfermo desde agosto de 2007, com risco de vida, nas breves oportunidades em que não esteve internado, o titular deste blog nele não mais pôde escrever. Ele ficou aberto sujeito à interferência de internautas que se comprazem em entrar em domicílios alheios. Embora não mais internado em hospital, prossigo em tratamento doméstico e assim será por algum tempo. Nessa circunstâncias, peço desculpas a quem o procure. Ele está momentaneamente congelado por seu titular. Espero voltar na olenitude de minhas possibilidade dentro de dois ou três meses. E conto com sua compreensão. Fraternalmente, Artur da Távola’’


 


Ancelmo Gois – Ancelmo.com


Saudades de Artur da Távola, 9/5, 15h39m


‘Artur da Távola, pseudônimo de Paulo Alberto Monteiro de Barros, morreu aos 72 anos. ‘Ele vai fazer muita falta’, comentou agora comigo o petista Aloizio Mercandante. ‘Falta à vida pública. Falta à vida cultural’.


Mas, gente, para mim falta maior vai fazer ao Rio. Explico: uma das coisas que mais me impressiona nas últimas décadas é a deterioração da qualidade dos políticos fluminenses. Veja a bancada na Câmara. É um bando, com poucas exceções, de ‘vereadores’, gente que nunca leu um livro, que pensa miúdo, provinciano, brega, cafona – sem falar em alguns roedores dos cofres públicos.


Artur da Távola era um intelectual preocupado com o Brasil. Tinha um programa na TV Senado (‘Quem tem medo de música clássica’), que ajudou muita gente a descobrir o gosto pela música chamada erudita. Foi talvez o primeiro jornalista a fazer crítica de tv, fora do modelo tradicional do colunismo de celebridades.’


 


G1


Morre o jornalista e ex-senador Artur da Távola, 9/5 – 15h11 (atualizado às 16h39)


‘Morreu na tarde desta sexta-feira (9), no Rio de Janeiro, o jornalista e político Artur da Távola, do PSDB. As causas da morte ainda não foram divulgados pela família. Atualmente, ela era reitor de uma universidade e diretor da rádio Roquete Pinto FM.


O jornalista Paulo Alberto Artur da Távola Moretzsohn Monteiro de Barros começou sua vida parlamentar em 1960, como deputado federal do PTN pelo antigo Estado da Guanabara. Dois anos depois, ele se elegeu deputado constituinte pelo PTB. Era considerado um político discreto.


Um dos fundadores do PSDB, Távola era um política experiente: foi presidente do partido entre 95 e 97, líder da bancada tucana na Assembléia Constituinte, em 88, e candidato a prefeito do Rio, no mesmo ano. Em 2001, ocupou o cargo de secretário das Culturas do município do Rio, por nove meses. Saiu para assumir a liderança do governo Fernando Henrique no Senado.


Em 98, Távola tentou ser candidato a governador na sucessão de Marcello Alencar, mas o escolhido acabou sendo Luiz Paulo Corrêa da Rocha, fiel escudeiro do então governador. Antes, em 96, já havia sido preterido por Sérgio Cabral Filho na escolha do candidato do PSDB a prefeito.


Em 99, anunciou seu desligamento do partido, que estaria, segundo ele, se distanciando dos ideais da social-democracia. Não chegou, porém, a deixar os tucanos. O mal-estar foi contornado por outros líderes do PSDB, que o convenceram a permanecer na legenda.


Radialista há meio século


Paulo Alberto foi cassado pelo regime militar e, no período de 64 a 68, viveu na Bolívia e no Chile. Na volta ao país, passou a usar o pseudônimo de Artur da Távola.


Ele era o mais antigo funcionário em atividade da Rádio MEC, onde estreou em 1957 e apresentava um programa sobre música clássica. Durante 15 anos, assinou uma coluna sobre televisão em O Globo. Trabalhou também na extinta Bloch Editores, que editava a revista Manchete, e em O Dia.


Amigos lamentam a morte


O jornalista e escritor Sérgio Cabral lembrou que o Artur da Távola era um carioca amante da cidade. ‘Esse lado carioca ele revelou nas crônicas que escrevia. Ele falava do Rio do bonde, da criatividade do carioca. Estava atento a tudo isso, ao Rio antigo, moderno, romântico, malandro. Ele curtia esse carioquismo, era um carioca exemplar.’


Cabral contou que ficava impressionado com a articulação de Paulo Alberto. ‘Foi um dos maiores oradores que já vi na minha vida. Desde jovem, quando se elegeu deputado já era brilhante e chamava a atenção pelo brilhantismo da sua oratória.’


O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azedo, lamentou a morte do amigo, que fazia parte do conselho deliberativo da entidade. ‘A gente recebe essa notícia com profundo pesar. Além de grande intelectual, jornalista notável, ele era uma criatura humana excepcional pela sensibilidade e carinho que devotava às pessoas. Seu desaparecimento nos causa forte dor, seja pelos atributos intelectuais, seja pela pessoa extremamente afetiva’, lamentou.


O cineasta Zelito Viana, também amigo do jornalista Artur da Távola, lamentou a morte e lembrou que Paulo Alberto tentou sempre ser conciliador. ‘Ele tinha uma capacidade enorme de criar o consenso, ele procurava sempre o meio termo, conciliando os antagonismos.’’


 


 


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O Estado de S. Paulo


Sexta-feira, 9 de maio de 2008


POLÍTICA & GOVERNO
Vannildo Mendes e Vera Rosa


Casa Civil culpa homem de Dirceu por vazamento


‘A Polícia Federal vai intimar o secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, a explicar por que promoveu o vazamento do dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso durante sua gestão. O delegado Sérgio Menezes, encarregado do inquérito, disse que a sindicância da Casa Civil concluiu que Aparecido é o autor do vazamento. O inquérito da PF, embora ainda não tenha terminado, guarda simetria com as conclusões da Casa Civil.


O Estado apurou que provas ligando Aparecido a um funcionário do gabinete do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) já haviam sido recolhidas pelos auditores há vários dias. Mas o Planalto não queria tornar a auditoria pública antes do depoimento da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na Comissão de Infra-Estrutura do Senado. Dilma falou aos senadores anteontem.


Uma troca de e-mails entre José Aparecido e André Eduardo da Silva Fernandes, funcionário do gabinete de Dias, nos dias 19 e 20 de fevereiro, foi a chave para rastrear o caminho do dossiê. Os e-mails tinham sido deletados, mas foram recuperados pelo Instituto da Tecnologia da Informação (ITI), órgão da Presidência da República que atuou na investigação a pedido da comissão de sindicância criada pela Casa Civil.


O ITI constatou que, na última mensagem, Aparecido mandou em anexo uma planilha com 28 páginas, com gastos da Presidência da República, confirmando assim a existência do dossiê. No dia 19, Aparecido sugere a Fernandes um almoço. No dia seguinte de manhã, o assessor de Dias diz que vai telefonar ‘na quinta’. Às 10h46, o secretário responde: ‘André, leia o texto.’ Segundo o ITI, é nessa última mensagem que Aparecido anexou a planilha.


O computador do secretário de Controle Interno foi um dos últimos apreendidos e só começou a ser periciado pelo ITI na sexta-feira. Na terça-feira, o resultado foi entregue à comissão de sindicância da Casa Civil.


Segundo o delegado Menezes, a constatação de que o vazamento partiu de Aparecido não causa surpresa, pois desde o início ele era um dos suspeitos. Até agora, porém, nem a apuração da Casa Civil nem a da PF identificaram quem determinou a elaboração do dossiê.


Menezes informou que vai requisitar cópia da sindicância para anexá-la aos autos. ‘Agora ficou mais fácil fechar o cerco sobre a autoria do vazamento’, disse. Antes, porém, o delegado vai pedir à Justiça que afaste o sigilo do documento, a fim de preservar a validade da prova.


O inquérito da PF, que corre em segredo de Justiça, foi aberto em 7 de abril. Pouco depois a Casa Civil abriu a sindicância. Ontem, a 12ª Vara da Justiça Federal prorrogou por 30 dias o prazo para conclusão do inquérito. A oposição acusa o governo Lula de ter feito o dossiê como instrumento de chantagem política para impedir as investigações sobre gastos irregulares com cartões corporativos.


Com auxílio de técnicos do Instituto Nacional de Criminalística (INC), a PF realizou perícia em 13 computadores usados na digitalização dos gastos da Presidência. A lista dos intimados para depor na nova fase inclui, além de Aparecido, a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, que goza da confiança de Dilma, e o secretário de Administração, Norberto Temóteo Queiroz, o diretor de Orçamento e Finanças, Gilton Saback Maltez, e a funcionária Maria Soledad Castrillo.


Ao apontar Aparecido como responsável pelo vazamento, a sindicância da Casa Civil tira o escândalo da porta de Dilma. Motivo: a crise, a partir de agora, será jogada no colo do ex-chefe da Casa Civil José Dirceu, que levou Aparecido, funcionário de carreira do Tribunal de Contas da União (TCU), para o Planalto no primeiro mandato do presidente Lula, em 2003.


A possibilidade de indicar a culpa do secretário de Controle Interno da Casa Civil já era comentada no Planalto desde abril. No dia 11 do mês passado, reportagem do Estado intitulada Vazamento de dossiê contra FHC abre guerra dentro da Casa Civil mostrava que havia ali uma disputa entre o grupo de Dirceu e o de Dilma.’



Leonencio Nossa e Vannildo Mendes


Fala de Dilma é ‘motivo de orgulho’ para Lula


‘O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou um tiro no próprio pé a intervenção do senador José Agripino (DEM-RN) durante o pronunciamento da ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, anteontem, na Comissão de Infra-Estrutura do Senado. ‘Ele achou que certamente iria abafar, colocar a Dilma em situação delicada. No fundo, eu acho que ele é que ficou em situação delicada’, afirmou Lula, para quem Dilma é ‘motivo de orgulho’.


Num ato considerado desastrado para a estratégia da oposição, que queria colocar a ministra contra a parede em relação ao dossiê sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Agripino acusou Dilma de ter mentido, sob tortura, durante a ditadura militar. Ela retrucou que se orgulhava de ter mentido naquelas circunstâncias para sobreviver e não provocar a morte de companheiros. ‘Eu acho que o Agripino fez o que não deveria fazer… Um homem com a experiência política dele’, ironizou.


Lula disse que não assistiu ao depoimento – ‘alguém tem que trabalhar’ -, mas elogiou o desempenho da ministra. ‘Acho que a Dilma fez o que tinha de fazer: responder às perguntas sobre o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O Senado foi muito democrático. Não houve nenhuma ofensa, nenhuma pergunta que se possa dizer que alguém tentou desaforar.’


Para o presidente, as cobranças da oposição em relação ao dossiê continuarão e o governo seguirá levantando dados sobre gastos.’


 


Carlos Marchi


Estratégia de tucanos é vetar Alckmin na mídia


‘O secretário Walter Feldman explicou ao Estado que não compareceria ao debate porque recebeu apelos de seus aliados para não acirrar ainda mais os ânimos dentro do partido. Mas por trás dessa explicação há uma estratégia dos tucanos que defendem a manutenção da aliança com o DEM e, portanto, a candidatura do prefeito Gilberto Kassab: eles decidiram não fazer movimentos que ajude o ex-governador Geraldo Alckmin a aparecer na mídia.


Eles avaliam que o acirramento dos ânimos dentro do partido, como aconteceu segunda-feira passada, na reunião do Diretório Municipal, tem servido para dar espaço a Alckmin no noticiário político e para vitimizá-lo. Para o grupo kassabista do PSDB, Alckmin está sem discurso e, com isso, tem dificuldade de aparecer na mídia.


Os kassabistas começaram a recolher assinaturas para contestar o pré-lançamento da candidatura Alckmin. Eles terão de juntar 500 assinaturas de convencionais tucanos, o que pretendem conseguir nas zonas leste e norte.’


 


LIVRO
Ubiratan Brasil


Retratos do Brasil


‘A formação do povo e a ocupação do território americano sempre despertaram versões históricas antagônicas. Nos anos 1990, por conta da lembrança dos 500 anos da chegada de espanhóis e portugueses à América, falou-se inicialmente em ‘descobrimento’ – assim certas universidades tradicionalistas e alguns governos de países desenvolvidos denominaram esse período , não escondendo seu discurso etnocentrista e colonialista.


A reação contrária foi imediata: intelectuais de nações emergentes e diversas entidades, especialmente de países subdesenvolvidos, contestaram tal visão, acreditando que a época seria propícia para se lembrar os 500 anos de um genocídio, computando as mortes de índios e escravos negros, sacrificados a favor da expansão do capitalismo pelo continente.


‘Falar em ‘descobrimento’ chega a ser maldoso e até ingênuo – como se os habitantes da América, da África e da Ásia fossem apenas elementos animais da paisagem e não seres humanos com suas línguas, religiões, artes e sabedoria’, comenta o historiador Ricardo Maranhão. ‘Por outro lado, denominar processo tão amplo e complexo apenas como ‘genocídio’ é de uma simplificação empobrecedora, embora saibamos, desde as denúncias quinhentistas de Bartolomeu de Las Casas, que houve genocídio sim, e muito, das populações autóctones.’


Assim, Maranhão, que já participou de 18 livros de História além de também ter escrito sobre gastronomia, defende um caminho intermediário e mais condizente com os avanços da antropologia e, da arqueologia: para melhor se entender a formação do espaço brasileiro em toda sua riqueza, não se deve falar em ‘descobrimento’ ou em ‘genocídio’, mas em ‘conquista’. ‘Uma expansão marítima, militar e comercial sem precedentes na história da humanidade só pode realizar-se por meio da atividade sistemática de conquista guerreira, política, ideológica e econômica’, defende ele que, depois de inúmeras pesquisas sobre a documentação que retrata aquele momento, escreveu o livro Caminhos da Conquista – A Formação do Espaço Brasileiro (Editora Terceiro Nome, 240 páginas, R$ 96), que será lançado na terça-feira, no Museu da Casa Brasileira. No dia seguinte, no mesmo espaço, será aberta uma exposição com as ilustrações feitas especialmente para a obra pelo arquiteto Vallandro Keating.


Os desenhos, na verdade, têm uma íntima relação com o texto, pois mostram trilhas e caminhos utilizados nas excursões exploradoras, que culminaram tanto no aprisionamento de escravos como na fundação de cidades. ‘Fizemos um trabalho conjunto, desvendando os documentos que inspiraram ilustrações inéditas’, comenta Maranhão.’


 


CULTURA
O Estado de S. Paulo


Vem aí fundo para museus


‘A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado aprovou na terça-feira parecer favorável ao Projeto de Lei 95/08, da senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que institui o Fundo Nacional de Desenvolvimento dos Museus. Destinado a apoiar projetos como os de criação, construção e modernização de museus, o fundo poderá contar com recursos do Orçamentos da União, além de contribuições, legados e doações de pessoas físicas e jurídicas. O projeto será agora examinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Se for aprovado, segue para a Câmara Federal. Para José do Nascimento Júnior, do Departamento de Museus do Iphan, a criação do fundo criará ‘condições de sustentabilidade para as instituições museológicas brasileiras’.’


 


TELEVISÃO
O Estado de S. Paulo


Globo esclarece – TV atribui dados a auditoria externa


‘A TV Globo, via Central Globo de Comunicação (CGCom), afirma que seu balanço de merchandisings sociais em 2007 não foi estufado pela inclusão de ações que justificam o próprio enredo da novela – texto publicado aqui na edição de segunda-feira citava que a prática de exercícios físicos em Malhação e o combate ao culto exagerado à beleza na novela Sete Pecados estavam entre as 792 mensagens consideradas socioeducativas pela emissora em seu Relatório de Ações Sociais de 2007.


A Globo argumenta que ‘o acompanhamento do Merchandising Social – levantamento quanti/qualitativo de conteúdo sócio-educativo na teledramaturgia – é feito por auditoria externa, pela Comunicarte’. E, ‘como explica Márcio Schiavo, da Comunicarte, a monitoria das ações de merchandising social é realizada diariamente, e apenas as cenas com conteúdos sócio-educativos explícitos são consideradas. ‘Quando um tema social faz parte da trama central ou de tramas paralelas, é sinal de que o compromisso do autor com a causa é absolutamente genuíno. É nestes casos que a promoção de questões sociais alcança mais credibilidade e resultados’, diz Schiavo’ em texto enviado pela CGCom ao Estado.’


 


 


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