Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

IMPRENSA EM QUESTãO > MEDIAÇÕES & INTERMEDIAÇÃO

O papel da imprensa livre

Por Eugênio Bucci em 19/01/2010 na edição 573

Os práticos que nos perdoem, mas, de vez em quando, alguns achados do mundo acadêmico nos ajudam a entender o que encontramos por aí no mundo real. Isto posto, peço licença para trazer, aqui para o nosso Observatório, um pouco dos ares universitários. Faço-o com humildade e com alguma boa intenção.


As palavras do chapéu e do título acima lembram – propositadamente – um livro de Jesús Martin-Barbero, professor colombiano, um dos principais teóricos da comunicação no nosso continente: Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia (Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1997). Barbero exerce uma forte influência acadêmica entre estudiosos de renome na Universidade de São Paulo e de várias outras universidades do mundo. Ele nos ajudou a escapar de esquematismos que vinham de interpretações mais estreitas, demasiadamente ortodoxas, do legado da Escola de Frankfurt: aquele quase determinismo que ainda hoje vê nos meios de comunicação um sistema de tentáculos a serviço da dominação de classe.


A partir dos estudos culturais e dos estudos da recepção, Barbero identificou, em pesquisas empíricas e em elaborações teóricas de boa qualidade, os núcleos da formação dos sentidos que fundam a autonomia da opinião e da vontade de cada sujeito. Isso jamais significou, do ponto de vista de Barbero e de vários outros que pensaram a partir dele, como Omar Rincón, o abandono de uma perspectiva crítica. Em nenhum momento, a afirmação da autonomia do espectador, do consumidor de informação ou, de forma mais geral, dos cidadãos, implica ressuscitar as teses de um liberalismo ora ingênuo, ora deslumbrado.


Algumas das melhores contribuições para a compreensão da televisão pública, por exemplo, vêm dessas correntes. E mesmo alguns dos melhores estudos sobre a real influência da televisão em públicos como o brasileiro. Lembro aqui um trabalho desbravador no Brasil, Muito além do Jardim Botânico (São Paulo: Summus Editorial, 1985), de Carlos Eduardo Lins da Silva. Carlos Eduardo demonstrou, de modo praticamente incontestável, que o Jornal Nacional, por mais central que fosse a sua presença no espaço público, não ‘fazia a cabeça’ do telespectador. A audiência, entrevistada pelo pesquisador, dava todos os sinais de que sabia ver criticamente o telejornal e que sabia formar sua visão de mundo com independência. Hoje, esse livro de Carlos Eduardo é visto como um clássico nas escolas de comunicação. Com toda a justiça.


Barbero volta seu olhar para os núcleos em que os significados são tecidos. Esses núcleos se relacionam, sem dúvida, com as pautas e os pontos de vista presentes nos meios de massa, mas de modo algum se subordinam a eles. A mediação tem raízes na vida cotidiana das diversas comunidades, nas vivências materiais das pessoas, nas conversas, nas construções autônomas. Os meios, estes sim, é que vão beber aí para se redefinir, para melhor dialogar com seus públicos. A relação, enfim, não é unilateral, não é de determinação, mas é tensa, dialógica, muito mais complexa do que sonha a vã filosofia dos adeptos das variadas teorias conspiratórias.


A internet e a comunicação ‘direta’


O advento da internet tornou esses processos mais visíveis. Com as tecnologias digitais, franqueou-se a circulação das opiniões independentes e, por meio delas, é muito mais fácil constatar o que teria sido sempre óbvio: as pessoas pensam com as próprias cabeças. Pensam mal, muitas vezes, mas pensam com suas próprias cabeças. Junto com a maior visibilidade da autonomia dos sujeitos, veio a euforia incontida dos que começaram a ver – nos blogs, nos sites ditos ‘alternativos’ e nas chamadas redes sociais – a realização das utopias da tal ‘democracia direta’, que teria vindo para atropelar e sepultar de vez a suposta ‘hegemonia classista’ dos ‘formadores de opinião’. Não é bem assim. Aliás, nunca é bem assim.


Um dos bordões da nossa era de internetolatria é a afirmação reiterada de que os formadores de opinião não formam mais a opinião de ninguém. Para esses, a grande prova dessa verdade teria sido dada pelas eleições de 2006, que deixaram claro que os meios de comunicação não conseguiram determinar a inclinação dos eleitores.


Mas – é o caso de nos perguntarmos – quando é que eles determinaram essas inclinações? Em 1974, quando Orestes Quércia se elegeu senador por São Paulo, a bordo do velho MDB, contra todas as opiniões ditas ‘dominantes’. Quércia teve 4,6 milhões de votos, contra apenas 1,6 milhão de Carvalho Pinto. Quando a campanha por eleições diretas tomou as ruas do país, em 1984, deu-se o mesmo fenômeno. A televisão praticamente boicotou os comícios e, não obstante, eles só fizeram crescer – e dobraram a postura das emissoras de TV. Outra vez foi isso que vimos no movimento dos cara-pintadas que gritavam ‘Fora Collor’.


Os formadores de opinião do establishment influenciam, assim como são também influenciados, mas não mandam na cabeça do público. Desde muito tempo. Isso é um dado da democracia de massas, se quisermos voltar a Alexis de Tocqueville (1805-1859), e continua valendo, mesmo que esse termo, ‘massas’, seja bastante anacrônico para designar a democracia. Os meios não conduzem o povo. Dizendo a mesma coisa com outras palavras: o poder econômico não dá a palavra final. Ainda bem. Mas, atenção, isso não constitui nenhuma novidade.


Usei aqui o termo visibilidade, mas poderia ter usado outro: transparência. A internet deu transparência aos entendimentos e às negociações de sentido que têm lugar no mundo da vida e daí ingressam no espaço público, mas ela não inaugura esses entendimentos ou essas negociações de sentido para além dos poderes formais ou dos poderes constituídos. Eles já estavam lá, desde que a democracia é democracia. Os meios não ditam os sentidos – que precisam passar, sempre, pelas mediações.


Provavelmente em função dessa utopia que enxergou na internet uma vaga libertária sem precedentes – coisa que ela não é, uma vez que ela também deu novo fôlego e novo vigor a mecanismos de mercado e de acumulação de capital –, vários setores começaram a acalentar outro devaneio: o de que, agora, a comunicação é ‘direta’ e não depende mais da mediação de nenhum órgão de imprensa independente. O raciocínio é um tanto simplório: como jornais e revistas não são mais necessários para que uma notícia vá a público, as redações independentes se tornaram tecnológica e politicamente desnecessárias. Mesmo porque, segundo o mesmo raciocínio, essas redações nunca foram independentes de fato, mas eram apenas correias de transmissão dos interesses das ‘elites’ ou das inefáveis ‘classes dominantes’. (Pense bem: quem são as tais ‘classes dominantes’? A burguesia e qual mais?) Portanto, ninguém precisa mais de imprensa, ou, pelo menos, já não se precisa mais dessa imprensa burguesa. A internet – o nirvana da ‘democracia direta’ – daria conta de todos os recados.


Democracia e instituições


Fixemo-nos um pouco nessa expressão que usei aqui entre aspas (neste texto que, admito, vem abusando um pouco das aspas): ‘democracia direta’. Plebiscitos, consultas populares, conferências nacionais, tudo isso é bom, por certo. São ferramentas que permitem oxigenar a máquina do Estado, trazem mais fiscalização e mais participação do cidadão na gestão da coisa pública. Nada de errado com isso. O delírio começa quando se imagina que esses recursos possam substituir o próprio Estado e as instituições.


Todas as possibilidades abertas dentro desse imenso guarda-chuva a que se vem dando o nome de ‘democracia direta’ (as aspas, outra vez, são indispensáveis) consagram a vontade das maiorias, não raro cooptadas pelo poder governamental, mas elas não têm como zelar pelos direitos das minorias e pelas garantias individuais. Só a máquina do Estado dispõe de mecanismos para manter equilibrados os diversos contrapesos aí implicados.


Mas não vamos nos perder em categorias da Ciência Política. O ponto é que, no âmbito nacional e mesmo global, não há como escapar das fórmulas próprias da democracia representativa e das delegações, cujo funcionamento depende da legitimação das instituições e de suas regras próprias. Em suma, não há democracia direta que dispense o Estado. Ou, mais propriamente: não há democracia direta que prescinda da mediação que só as instituições (entre elas o Estado) podem oferecer ao curso das deliberações coletivas.


O resto é mito – e aqui digo mito no sentido de falsificação.


Do mesmo modo, essa histeria em torno da ‘comunicação direta’ precisa ser lida a partir de mediações mínimas. A rigor, não existe uma ‘comunicação direta’. Qualquer comunicação é sempre mediada pela língua, que, também ela, é uma instituição, como bem apontou Ferdinand Saussure (1857-1913). Como instituição, a língua nos fornece parâmetros comuns básicos, sobre os quais o que está em discussão vai se assentar. É a língua que nos dá as amarras mínimas para que entendamos que uma palavra está no feminino, que democracia quer dizer democracia, que direito é um valor ao qual todos nos vinculamos. Da língua vêm as categorias em nome das quais postulamos nossas proposições. E além da língua há outras instituições sem as quais não teríamos comunicação alguma.


Imprensa livre ou totalitarismo


Os que imaginam que podemos viver sem imprensa livre não sabem o que imaginam. Os que pregam a abolição da imprensa em nome de causas libertárias pregam o fim da liberdade – e das suas próprias causas, sem o saber.


A imprensa também é uma instituição. Nesse caso, uma instituição que ultrapassa de longe as fronteiras do Estado e que tem suas bases na sociedade, diretamente. Ela é anterior e posterior ao Estado. Redações independentes constituem territórios livres do poder do Estado – aqui, como em poucos outros lugares, podemos visualizar com clareza o modo como a liberdade adquire materialidade quando impõe limites ao poder do Estado. Podemos entender a liberdade como um campo em que o poder do Estado não consegue agir. Por isso as redações independentes são indispensáveis. Sem elas, perdemos a prerrogativa de olhar o poder pelo lado de fora, por meio de núcleos (as redações) que dispõem de uma gramática própria, de hierarquias próprias, de um método próprio de ler o mundo.


Que as redações – no Brasil e no mundo – andam descuidando da sua independência é um fato. É triste, é desalentador, mas é um fato. São muitas as redações que sucumbem às seduções do mercado (do poder econômico) e são muitas as que procuram se abrigar sob o manto do Estado, fazendo o jogo, por vias indiretas e dissimuladas, do poder. Mas vamos com calma. Pretender, a partir dessa constatação, que as redações independentes são apenas uma farsa e devem ser aposentadas, isso é apenas suicídio.


A imprensa precisa melhorar, com urgência. Precisa estar à altura dos desafios históricos que se apresentam, mas isso só será possível com mais – e não menos – independência. Isso só será possível com mais liberdade.


Aqui chegamos, finalmente, à função de mediação que só a imprensa livre pode exercer. Apenas as redações independentes podem promover a mediação do debate público que é essencial à democracia. Redações independentes podem ter inclinações de esquerda ou de direita: o fundamental é que elas sejam independentes da lógica do Estado e da lógica do mercado. Só elas podem reunir mediadores (os jornalistas, no sentido pleno da expressão) cuja sustentação material decorre diretamente de seu ofício, que é o de informar o público. Jornalistas independentes são sustentados não pelo Estado ou pela publicidade privada, mas pela confiança do público e pelos recursos financeiros que daí provêm. Um blog vinculado a um movimento social qualquer pode ser uma boa fonte de dados e de pensamentos originais – mas não é uma redação independente. Ela presta contas ao movimento social a que se vincula, e não ao público. Até mesmo os movimentos sociais, e principalmente eles, uma sociedade só compreende se sobre eles for capaz de deitar um olhar independente, um olhar que só pode se originar das redações independentes.


As redações independentes promovem o fórum comum dos debates públicos, comum porque acessível de modo equilibrado a todos os interesses em disputa na sociedade. Não há outro caminho. Sem os fóruns comuns, o que teríamos seria apenas a dispersão centrífuga que nos conduziria à desagregação organizativa e também de sentidos. Não há vida democrática sem o estabelecimento estável dos fóruns comuns. Por isso, não há democracia sem imprensa livre.


Melhoremos a nossa imprensa – sem matá-la. Não podemos ceder à armadilha fácil de supor que agora iremos prescindir da imprensa. Sem ela, não teremos mais a mediação mínima, a partir da qual poderemos avançar. Inclusive avançar no sentido de criticar, de aprimorar e de transformar a imprensa que temos.

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Jornalista, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo

Todos os comentários

  1. Comentou em 26/01/2010 Pedro perririra pereririra

    pois entao, vc acha que seus confrades estao a matar a imprensa… ouço uma voz discordante aqui no observatorio, Que grata surpresa
    Parabens Bucci,mas prepare-se para o massacre da serra eletrica.
    JUro que puder tento reunir os pedaços que vao sobrar

  2. Comentou em 24/01/2010 Wallace Lima

    Continuando: Então não entendi por que agora, neste presente artigo, o senhor fala de coisas como ‘elites dominantes’, ‘poder de influência da mídia’ sobre as pessoas, etc., como se quisesse nos convencer de que são coisas praticamente inexistentes, criadas por adeptos de alucinadas teorias conspiratórias! Se não quisermos falar em termos de “conspiração”, ao menos teremos de admitir a evidência de uma forte ‘convenção tácita’, ou de uma clara ‘sintonia de interesses’ das classes dominantes e dos detentores do poder midiático, que nada farão que possa ir de encontro à manutenção de seus “intocáveis” privilégios no status quo, muito pelo contrário! Mas há quem fale em “conspiração” mesmo, com todas as letras. Nos dois artigos que mencionei, o senhor apenas aponta os problemas, sem que no entanto se caracterize alguma forma clara de denúncia, o que poderíamos chamar de “meio termo”; já no presente artigo o senhor parece voltar atrás do que disse, negando a existência de problemas que apontara antes, contudo fazendo algumas ressalvas: “meio termo”. Concluo o comentário no próximo e-mail.

  3. Comentou em 24/01/2010 Wallace Lima

    Continuando: ‘E antes que alguém se apresse a dizer que desde sempre o humano se apóia nos mitos para se compreender e se comunicar, é preciso lembrar que, NA NOSSA ERA, OS MITOS NÃO VÊM MAIS DA RELIGIÃO OU DA LITERATURA, NEM MESMO DA ARTE PROPRIAMENTE DITA, MAS DA INDÚSTRIA QUE PROMOVE A DIVERSÃO (grifo meu).” (…) “Estamos na era em que cada sujeito anônimo, ao falar de si, fala as narrativas da indústria cultural, que, por sua vez, vai se abastecer exatamente dessas muitas falas. E a isso muitos vêm chamando, inadvertidamente, profusão de individualidades. Ora, como falar em profusão de individualidades se as individualidades se copiam umas às outras em escala industrial?” Aqui o senhor nitidamente vê como um problema (e eu de novo concordo que o seja) a grande influência que a indústria de entretenimento, sobretudo a telenovela, tem exercido sobre o modo de pensar das pessoas, a tal ponto que essas pessoas parecem reproduzir em escala industrial o modo de se compreenderem a si próprias e de se comunicarem. Ou seja, trocando em miúdos, é a mencionada indústria, em nossa era, que está “fazendo”, “produzindo” a cabeça das pessoas. Continuo o comentário no próximo e-mail.

  4. Comentou em 24/01/2010 Wallace Lima

    Prezado Eugênio Bucci, eu poderia refutar as proposições deste seu artigo, apenas usando dois outros artigos que o senhor próprio escreveu recentemente. E o senhor ou qualquer outro têm todo o direito de me corrigir se acharem que os interpretei errado ou se parecer que os distorci. Vejamos: em O LULISMO VAI AO CINEMA, o senhor diz, entre outras coisas: “O imenso contingente dos muito pobres (…) passou a formar a base de apoio eleitoral do presidente, embora cultive, em seu ideário, valores comprometidos com a manutenção do status quo”. Manutenção do status quo, entendido de maneira simples, quer dizer a manutenção da sociedade estratificada, dividida em três segmentos básicos: classe pobre, classe média e classe alta, com as classes de cima se mantendo à custa da permanência da imensa maioria pobre. Mais adiante, o senhor diz também: “Sem guardar nenhum vínculo com teses que pregam a TRANSFORMAÇÃO ESTRUTURAL DA SOCIEDADE (grifo meu), esse segmento [o imenso contingente dos muito pobres] tem mais identidade ideológica com a direita.” (…) “O que pesa, aí, não é mais a consciência de classe, em sentido clássico, mas a identificação pessoal com o líder carismático.” Aqui o senhor claramente vê como um problema (e eu concordo que o seja) a despolitização que caracteriza o filme. Continuo o comentário no próximo e-mail. Pois restam-me pouquíssimos toques.

  5. Comentou em 24/01/2010 Wallace Lima

    Prezado Eugênio Bucci, eu poderia refutar as proposições deste seu artigo, apenas usando dois outros artigos que o senhor próprio escreveu recentemente. E o senhor ou qualquer outro têm todo o direito de me corrigir se acharem que os interpretei errado ou se parecer que os distorci. Vejamos: em O LULISMO VAI AO CINEMA, o senhor diz, entre outras coisas: “O imenso contingente dos muito pobres (…) passou a formar a base de apoio eleitoral do presidente, embora cultive, em seu ideário, valores comprometidos com a manutenção do status quo”. Manutenção do status quo, entendido de maneira simples, quer dizer a manutenção da sociedade estratificada, dividida em três segmentos básicos: classe pobre, classe média e classe alta, com as classes de cima se mantendo à custa da permanência da imensa maioria pobre. Mais adiante, o senhor diz também: “Sem guardar nenhum vínculo com teses que pregam a TRANSFORMAÇÃO ESTRUTURAL DA SOCIEDADE (grifo meu), esse segmento [o imenso contingente dos muito pobres] tem mais identidade ideológica com a direita.” (…) “O que pesa, aí, não é mais a consciência de classe, em sentido clássico, mas a identificação pessoal com o líder carismático.” Aqui o senhor claramente vê como um problema (e eu concordo que o seja) a despolitização que caracteriza o filme. Continuo o comentário no próximo e-mail. Pois restam-me pouquíssimos toques.

  6. Comentou em 24/01/2010 antonio marcos silva

    REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA! 2
    comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada à elite mundial, é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo este afro-ameríndio descendente vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura,

  7. Comentou em 21/01/2010 Ney José Pereira

    O doutor [médico] Adib Domingos Jatene não pode mesmo ser tachado de esquerdista ou de lulista!. Mas, taxado mesmo foi o povo com a ilusória CPMF adibiana para a ‘saúde’ do povo!. Observação: O interesse pela CPMF não foi público!. O que prevaleceu foi mesmo o publicado!. Ou seja, a verdade tributária disfarçada de mentira ‘social’!.

  8. Comentou em 21/01/2010 Ney José Pereira

    O doutor [médico] Adib Domingos Jatene não pode mesmo ser tachado de esquerdista ou de lulista!. Mas, taxado mesmo foi o povo com a ilusória CPMF adibiana para a ‘saúde’ do povo!. Observação: O interesse pela CPMF não foi público!. O que prevaleceu foi mesmo o publicado!. Ou seja, a verdade tributária disfarçada de mentira ‘social’!.

  9. Comentou em 21/01/2010 Ricardo Oliveira

    Achei o artigo confuso e repleto de simplificações ao estilo twiter. Em uma passagem o autor afirma que as pessoas pensam por elas mesmas e pensam mal. Ficou claro no artigo. Augusto Nunes, quando editor do JB, tinha um prêmio para os artigos confusos. Era o prêmio Sihunfgboplezbbq. Com esse artigo no JB voce seria imbatível.

  10. Comentou em 21/01/2010 Aranldo Costa

    A imprensa marrom e golpista tem usado de subterfúgios para manipular o público. Ela passa opiniões individuais como se refletissem um senso comum. Está se apropriando indevidamente do termo “sociedade” para exprimir seus interesses individuais. É algo que merece ser discutido. A internet ajuda a mostrar que há a personalização em massa. E que ficará cada vez mais difícil direcionar o público e ditar e manipular pensamentos que vão contra osinteresses coletivos.

  11. Comentou em 19/01/2010 Luciana Carvalho

    Bucci é um excelente jornalista e escritor. Já li e gosto muito de seu livro sobre Ética e Imprensa. O presente artigo é impecável, mas tenho dúvidas quanto à existência dessas ‘redações independentes’. Concordo que a imprensa institucional deva continuar existindo para garantir liberdade; no entanto, denominar as redações como espaços independentes me parece um tanto ingênuo se levarmos em conta que o jornalista vive, sim, do capital do empregador. A credibilidade junto ao público é uma importante moeda para manter as vendas ou a audiência, mas não é sempre determinante. Tenho 12 anos de carreira no mercado jornalístico, hoje estou fora das redações, mas nunca perdi a noção de que o jornalista é sempre limitado pelas questões comerciais da empresa a qual serve. A internet democratizou porque tornou mais plural a arena pública. Antes já havia debate com a mídia de massa, mas ele era mais restrito. Agora, a própria mídia institucionalizada precisa se voltar para os blogs e redes sociais sob pena de perder em confiança e em informação. São estas novas ferramentas canais únicos na história. Não se pode ignorar o poder que o cidadão conquistou, e ainda estamos longe de uma verdadeira democratização da comunicação.

  12. Comentou em 05/11/2008 Abner Feital

    Prezado,

    Apresento-vos a ONG PC Vida, cujo objetivo é reduzir os impactos que os resíduos dos equipamentos eletro-eletrônicos causam ao meio ambiente e refletir conjuntamente sobre aspectos de regulação, responsabilização estendida de produtores, cadeias de negócios de recondicionamento e reciclagem, pesquisas, incentivos e projetos de reaproveitamento para a inclusão digital não só de computadores, como também de toda a gama de produtos eletroeletrônicos que permeiam a Sociedade da Informação, proporcionando aos nossos parceiros a possibilidade de contribuírem para um descarte ecológico correto de todos os equipamentos elétricos e eletrônicos e reduzir a necessidade global pela extração de materiais virgens (ferro, alumínio, etc.) assim como a busca por ingredientes tóxicos (cádmio, mercúrio, etc.) indispensáveis à produção da maioria do EEE.

    Quando falamos em reciclar os equipamentos eletro-eletrônicos significa transformar os materiais contidos nos equipamentos (plástico, metas e placas de circuito impresso) novamente em matéria prima, para a indústria em geral como, por exemplo, metalúrgicas, indústrias de sopro de plástico, fábricas de cabos elétricos, cerâmicas entre outras, no Brasil e no Exterior, pois parte de sua produção será exportada.

    Estamos elaborando uma campanha junto às empresas e seus colaboradores no sentido de divulgarmos a importância da reciclag

  13. Comentou em 18/01/2006 ITALO INFANTINI FILHO

    Recentemente a comunidade onde moro elegeu para prefeito um fazendeiro acusado de estar envolvido numa chacina de fiscais do trabalho; mais recentemente ainda descobriu-se que a camara dos vereadores estava- ou ianda esta??? envolvida em esquemas de parecidos com o mensalão, que aqui ficou conhecido como ‘mensalinho’.. porém, pouco ou insuficiente foi a atuação da imprensa mineira e, principalmente, da midia jornalística local. Repudio esse leniência e, porque não, conivencia com os ‘senhores do feijão’, ou seja, a classe dominante local…
    Porque existe a midia controlada?? porque não podemos ter uma midia isenta e mais ética e comprometida com a cidadania???

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