Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

IMPRENSA EM QUESTãO > CASO VARIG

O que a imprensa não mostra

Por Alberto Dines em 16/06/2008 na edição 489



A imprensa não parece interessada em destrinchar a estranha negociação pela qual os compradores pagaram apenas uma fração mínima do valor da Varig. Obcecados pelas intrigas do caso, jornais e revistas deixam na obscuridade os aspectos que mais interessam ao leitor.


Dominada pelo conceito de segmentação, nossa imprensa não consegue agregar os diferentes aspectos de um mesmo assunto. Não se oferece ao leitor uma visão holística dos fatos, apenas lâminas parciais.


Exemplo disso são as denúncias sobre as irregularidades na venda da Varig, que passam ao largo da ostensiva má vontade do governo em intervir na empresa para evitar a sua falência. As denúncias da ex-diretora da ANAC, Denise Abreu, quase nunca mencionam o porquê da opção privatista num governo teoricamente comprometido com o fortalecimento do Estado.


Com a divulgação no fim de semana do relatório da FAB sobre o despreparo dos controladores de vôo, abre-se outra frente noticiosa que obrigará fatalmente a grande imprensa a encarar a possibilidade de novos apagões aéreos e, sobretudo, encarar a insuficiência do duopólio TAM-Gol no atendimento satisfatório das demandas do mercado.


Breve deverão ser divulgados os relatórios sobre as causas das duas maiores tragédias da aviação comercial, uma ocorrida há quase um ano com um Airbus da TAM e outra há quase dois, com um Boeing da Gol. O relatório da FAB pode ser uma espécie de trailer das conclusões.


Mau tempo


Uma coisa é certa: governo e imprensa estão tratando o caso Varig de forma minimalista, fragmentada e enviesada. O problema é de grandes dimensões, desdobrável e, principalmente, com implicações na vida de todos os cidadãos e não apenas dos políticos que adoram escândalos.


A segurança no ar e o bom atendimento em terra interessam a milhares de brasileiros. E não apenas aos ricos – convém não esquecer que o cidadão aprendeu a voar e gostou. A estranhíssima venda de uma companhia aérea a compradores que até agora só pagaram 1% do que deviam desembolsar será assunto obrigatório nas salas de embarque no momento em que os aeroportos fecharem por causa do mau tempo.

Todos os comentários

  1. Comentou em 17/06/2008 Marco Antônio Leite

    O PSDB é tão desestatizador que chegou ao ponto de privatizar até o buraco do METRÔ. Ou não? O governo Lulla também é privativista haja vista estar tirando dinheiro dos aposentados que ganham acima de UM salário e, privatizando para aqueles que percebem até UM salário mínimo. Igualmente, o Lulla tira dinheiro da classe média decadente para comprar e distribuir cesta-básica bichada, elle é ou não um governo privativista. Não venha o ceará dizer que isso é socialismo?

  2. Comentou em 16/06/2008 jorge moretti

    Mais um texto medíocre do tucanérrimo Dines. Esperar o quê?

  3. Comentou em 16/06/2008 cid elias

    Serei obrigado a repetir um trecho do troço acima, já repetido pelo Rogério, a fim de escancarar de vez o ABSURDO dito pelo ex-observador dines. ABSURDO, pra não qualificar com outros termos, ao meu ver mais apropriados e também mais pesados.
    ‘…quase nunca mencionam o porquê da opção privatista num governo teoricamente comprometido com o fortalecimento do Estado.’ Bem, se o dines disser em qual exemplar da vejaQmentira ele se baseou para questionar UM PORQUÊ de algo impossível de ter UM PORQUÊ, eu baterei palmas…O dines, porém, jamais conseguirá explicar como poderia ter existido uma tal ‘opção privatista’ se a empresa em questão NÃO ERA ESTATAL. Caso o autor dessa imoralidade fosse correto, ele pediria desculpas pelo ‘engano’, não acham?

  4. Comentou em 16/06/2008 cid elias

    Serei obrigado a repetir um trecho do troço acima, já repetido pelo Rogério, a fim de escancarar de vez o ABSURDO dito pelo ex-observador dines. ABSURDO, pra não qualificar com outros termos, ao meu ver mais apropriados e também mais pesados.
    ‘…quase nunca mencionam o porquê da opção privatista num governo teoricamente comprometido com o fortalecimento do Estado.’ Bem, se o dines disser em qual exemplar da vejaQmentira ele se baseou para questionar UM PORQUÊ de algo impossível de ter UM PORQUÊ, eu baterei palmas…O dines, porém, jamais conseguirá explicar como poderia ter existido uma tal ‘opção privatista’ se a empresa em questão NÃO ERA ESTATAL. Caso o autor dessa imoralidade fosse correto, ele pediria desculpas pelo ‘engano’, não acham?

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